segunda-feira, 28 de setembro de 2026

BOMBA: DANIELA LIMA MOSTRA PROVAS E EXPÕE ALERTA NA IGREJA APÓS FALA DE FLÁVIO

 

Da TV Afiada, com trecho do Programa Pulso Político, do UOL:

REVELAÇÃO CHOCANTE! Daniela Lima apresenta documentos e elementos que expõem os bastidores da crise envolvendo Flávio Bolsonaro, a Igreja Católica e Nossa Senhora Aparecida. A polêmica explode e chega ao STF.




OCTAVIO GUEDES E SAKAMOTO VÃO PRA CIMA DE FLÁVIO APÓS NOVA BRIGA COM A CNBB | NOSSA SENHORA APARECIDA

 

Da TV Afiada, com corte da Globo News e UOL:

Flávio Bolsonaro compra nova briga com a CNBB e reacende a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Octavio Guedes e Sakamoto reagem às declarações e analisam o confronto. Assista!



Encruzilhada Crítica 024, com Dora Incontri - Maria de Aparecida e as eleições

 

Do Canal da TV da Universidade Livre Pampédia:

A controvérsia da semana passada foi a figura de Nossa Senhora de Aparecida e a sua retirada do título de Santa Padroeira do Brasil. O que há de verdade ou falso nesse debate? O que o candidato da extrema direita realmente tem a ver com isso? Depois de uma publicação nas redes sociais que teve milhares de visualizações, com um poema “À nossa Mãe Negra”, Dora Incontri esclarece alguns pontos nesta Encruzilhada Crítica




Manifesto do temor e da esperança, por Aldo Fornazieri

 

    O Brasil encontra-se numa encruzilhada. A mais temível e ameaçadora encruzilhada desde a redemocratização. Nem a vitória de Jair Bolsonaro e nem a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023 foram tão ameaçadoras quanto o perigo que nos olha com os olhos ameaçadores neste momento. As instituições democráticas, mal ou bem, estavam aparelhadas, tanto para absorver a vitória da extrema-direita em 2018, quanto para resistir e repudiar a tentativa de golpe em 2023.


Do Jornal GGN:

Os soldados que experimentaram os mais terríveis temores nas trincheiras, foram os que se lançaram com maior coragem e ousadia nos combates.


    Lula em foto de Ricardo Stuckert

O Brasil encontra-se numa encruzilhada. A mais temível e ameaçadora encruzilhada desde a redemocratização. Nem a vitória de Jair Bolsonaro e nem a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023 foram tão ameaçadoras quanto o perigo que nos olha com os olhos ameaçadores neste momento. As instituições democráticas, mal ou bem, estavam aparelhadas, tanto para absorver a vitória da extrema-direita em 2018, quanto para resistir e repudiar a tentativa de golpe em 2023.

Agora não. Uma vitória de Flávio Bolsonaro implicará que ele subirá a rampa do Planalto com a legitimidade eleitoral. Implicará que ele será acompanhado pela maioria de um Congresso mais conservador na próxima legislatura. Encontrará um Supremo Tribunal Federal, que foi o sustentáculo da democracia nos últimos tempos, completamente cindido, dilacerado pela crise interna.

Mais do que isso: poderá indicar de 4 a 5 novos ministros do STF, estabelecendo um domínio tanto no Congresso, quanto na Corte Constitucional. Não terá os freios e contrapesos em nenhum lugar. Poderá mudar a Constituição de acordo com a sua vontade arbitrária. Não precisará apelar para os militares para implantar um regime de exceção. Terá condições de estabelecer uma longa hegemonia, de 15 ou 20 anos, da extrema-direita.

Se vencer, o bolsonarismo terá condições de arrasar direitos, de sacrificar a liberdade, de escavar mais fundo o foço das desigualdades, de pisotear a soberania, de instituir a violência e a bukelização da repressão contra a juventude, os movimentos sociais e a oposição.

Se vencer, a extrema-direita terá condições de fazer, no Brasil e na América Latina, com o apoio do trumpismo, a experimentação das novas formas de dominação, calcadas no estrangulamento da democracia, na supressão de direito, na destruição de políticas públicas, na predação do meio ambiente, na violência associada às novas tecnologias e à inteligência artificial, no domínio tecnocrático dos super ricos, no racismo, na teocratização do Estado e sua utilização como instrumento da corrupção e do crime organizado, na degradação moral da sociedade, na guerra como solução dos conflitos geopolíticos e no fascismo apocalíptico do fim dos tempos.

Uma vitória da extrema-direita no Brasil terá um impacto enorme na Amárica Latina, no Ocidente e no Mundo. Será um marco crucial para definir as linhas civilizatórias do futuro. A ameaça que paira sobre o Brasil é medonha. Somente os apascentados burocratas da política, os eternos enamorados da arrogância e da incompetência, talvez não a considerarão. Precisamos ter consciência dela, temê-la, para gerar as forças e as virtudes necessárias para enfrentá-la e derrotá-la.

A linha que separa o abismo e um mínimo de normalidade democrática é muito tênue. Olhar para o mundo hoje com senso crítico é experimentar sobressaltos no coração, tantos são os riscos e desafios. As poucas certezas são cada vez mais destroçadas pelos golpes de ameaças implacáveis. Somos cada vez mais o resultado do embate entre o que nos assusta e o que nos move, com a redução crescente sobre a nossa capacidade de incidir sobre o curso dos acontecimentos.

Não podemos confundir temor com covardia. Ao longo dos séculos, os soldados que experimentaram os mais terríveis temores nas trincheiras, foram os que se lançaram com maior coragem e ousadia nos combates. Tinham consciência do perigo.

A falta de consciência dos riscos e ameaças gera a indolência, porque quando as pessoas não percebem a gravidade do perigo se entregam a arrogância, geradora de acomodação, da apatia e da negligência. O temor das ameaças deve ser o sinal de alerta, a sentinela em prontidão, que nos move para a ação.

 Não podemos assistir inertes a apatia, o desânimo, a falta de engajamento dos democratas e progressistas diante dos imensos riscos que representa a não reeleição de Lula. É urgente a necessidade de mobilizar todas as forças possíveis para se engajem na campanha, pois a derrota da extrema-direita depende de todos nós. Precisamos colocar em marcha a nossa imensa força coletiva. Força capaz de evitar a tragédia e construir a vitória.

Não podemos aceitar que a dignidade da política seja destruída, que o interesse público seja pisoteado pelos criminosos interesses particulares, que os direitos sejam esmagados pelo assalto das elites aos recursos públicos.

Não podemos aceitar que a mentira destrua a verdade, que o cinismo, a hipocrisia e o crime institucionalizado tomem de assalto os Três Poderes, que o obscurantismo religioso destroce a razão e a ciência, que a liberdade seja sacrificada no altar da intolerância fascista.

Tudo o que foi conquistado com a redemocratização e com os governos progressistas é obra de milhões de pessoas, frutos de suas lutas. Neste momento de grandes riscos e incertezas precisamos prestar contas a todas e todos os que lutaram. Precisamos honrar a abnegação dos que se sacrificaram anonimamente. A responsabilidade é de todos nós. Mas ela pesa mais sobre os líderes políticos, a começar pelo presidente Lula, pelos dirigentes dos partidos, pelos candidatos.

Se o temor não pode nos paralisar, a esperança não pode ser a passividade, otimismo ingênuo. A campanha não pode ser conduzida com a marca da negligência acerca das ameaças que pairam sobre o Brasil, seu futuro, sobre as novas gerações.

Todos sabemos que o Brasil não vive um momento glorioso; que o governo ficou aquém do que esperávamos. Mas só a vitória permitirá reparar erros, inovar, fazer melhor.

Temos poucas horas, poucos dias para definir esse jogo. Precisamos medir o nosso temor pela dimensão da nossa esperança. Precisamos acreditar na capacidade dos progressistas e das esquerdas de reinventarem caminhos mais prolíficos, mobilizadores, apaixonantes. Não podemos deixar que a luz das lamparinas que carregamos seja engolfada pela trevosa noite da extrema-direita e do bolsonarismo.

Precisamos decidir que legado vamos deixar para as gerações futuras. Precisamos dizer se queremos que a solidariedade triunfe sobre o egoísmo. Se a liberdade e a igualdade são inseparáveis para que todos possam ter escolhas atraentes e significativas em suas vidas.

Precisamos querer que as mães das favelas não chorem mais porque seus filhos choram de fome. Precisamos vencer para que a violência não destroce famílias e que pais e mães não enterrem seus filhos. Precisamos dar um basta à violência que brutaliza as mulheres e ao racismo que dilacera a alma dos negros e negras.

Tudo isso depende de nós. Mas repetimos: A responsabilidade maior recai sobre os líderes. Resta pouco tempo para decidir se somos capazes de rejuvenescer a esperança para que ela possa produzir novas flores e novos frutos.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política e autor de Liderança e Poder.



O periódico britânico Financial Times sobre o extremista clã Bolsonaro

 




'Um clã tão radical quanto disfuncional': o que diz a reportagem de capa do Financial Times sobre a família Bolsonaro




Revista do Financial Times dedica capa a disputas e escândalos da família Bolsonaro
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Tempo de leitura: 6 min

A família Bolsonaro é o tema de reportagem de capa da revista de fim de semana do Financial Times, um dos jornais de economia mais influentes do mundo. Com o título "Escândalo e sucessão na Casa dos Bolsonaro", o texto, assinado pelo chefe do escritório do jornal no Brasil, Michael Pooler, descreve o clã como uma família "tão radical quanto disfuncional", que pode estar à beira de um retorno ao poder com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Segundo o FT, os Bolsonaro oscilam entre o conservadorismo e o caos e praticam um estilo paranoico de política. O jornal os compara à família Trump, afirmando que ambas encarnam o espírito político dos anos 2020, com a fusão entre celebridade, redes sociais e busca pelo poder.

A briga com Michelle

A reportagem abre com um episódio de junho, pouco antes de um jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Em um vídeo no Instagram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou o enteado Flávio de humilhá-la em uma disputa interna do partido, e chamou a atitude dele de "uma facada nas costas".

Para o FT, os detalhes da briga, sobre alianças e candidaturas regionais, importavam pouco. O que chamou atenção foi a hostilidade aberta, que expôs uma fissura no centro da principal família da direita brasileira justamente quando ela planejava voltar ao poder.

Segundo um assessor da campanha ouvido pelo jornal, naquele momento a equipe de Flávio chegou a achar que estava tudo acabado.

Madrasta e enteado só fizeram as pazes publicamente em meados de agosto, depois de semanas de mediação de aliados. O jornal registra que a reconciliação, com orações e abraços, não convenceu todo mundo.

O pastor Silas Malafaia, aliado próximo da família e que celebrou o casamento de Jair e Michelle, disse ao FT que a disputa é sobre herança política. "A briga é sobre quem vai carregar o nome", afirmou.

O patriarca e os filhos

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, acompanhado de seus filhos Eduardo Bolsonaro (E) e Flávio Bolsonaro, acena para seus apoiadores durante um ato na praia de Copacabana em 21 de abril de 2024, no Rio de Janeiro, Brasil.
Legenda da foto,O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, acompanhado de seus filhos Eduardo Bolsonaro (E) e Flávio Bolsonaro, acena para seus apoiadores durante um ato na praia de Copacabana em 21 de abril de 2024, no Rio de Janeiro, Brasil.

O jornal descreve Jair Bolsonaro como um "rei-sol em declínio", em torno do qual orbitam a mulher e os três filhos mais velhos. Condenado a 27 anos de prisão por tramar a permanência ilegal no poder, ele cumpre prisão domiciliar em Brasília, com visitas restritas e proibido de se comunicar publicamente.

Bispo católico critica Flávio Bolsonaro por ataque à CNBB; entidade reage ao candidato: ‘Mentira’

 

A nota afirma que "a CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas" (ao contráio do que faz Bolsonaro)

Do ICL Notícias:

Bispo católico critica Flávio Bolsonaro por ataque à CNBB; entidade reage ao candidato: ‘Mentira’

A nota afirma que "a CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas"


“A mentira não se combate com outra mentira.”

Assim termina a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em resposta à acusação de Flávio Bolsonaro de que a entidade contribuiu para a disseminação de publicações que atribuíam a ele a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

“O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, disse Flávio, durante uma carreata em Goiânia, neste domingo 27.

A nota afirma que “a CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral” e  diz que a entidade “não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura”.

O texto defende que as manifestações da conferência sobre as eleições “decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”.

Em uma postagem feita na manhã desta segunda-feira (28),  Dom Vicente Ferreira, bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, e membro da Comissão de Ecologia Integral e Mineração da CNBB criticou Flávio:.

“O pai disse que a CNBB é a parte podre da Igreja Católica. Inclusive, vigiou bispos. Agora, o filho declara que ajudamos a divulgar Fake News. Valei-nos, Mãe Aparecida! Nossa rainha e padroeira. Que ninguém roube de nós a vontade de lutar sempre pela justiça e paz. Rogai por nós!”, escreveu.

Leia abaixo a íntegra da nota da CNBB:

“Diante de informações e manifestações que circulam nas redes sociais envolvendo o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:

A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral.

A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar.

A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura.

Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.

Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira.

A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.

Assessoria de Comunicação
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”

Vídeo de Pietra Viana: ATAQUES, INSULTOS E BLASFÊMIA COM A FÉ DO POVO BRASILEIRO

 

Do Canal de Pietra Viana:




Reinaldo Azevedo– Nossa Senhora! Decisão de Dino contra CENSURA praticada por André Mendonça é legal e impecável

  

Da Rádio BandNews FM:




domingo, 27 de setembro de 2026

Juliana Dal Piva escreve sobre o "terrivelmente evangélico" e notoriamente bolsonarista André Mendonça, que CENSURA até posts de perfis dedicados ao Santuário de Nossa Senhora

 

Lista de links a remover, pedida pela campanha, inclui posts de perfis religiosos dedicados ao Santuário, Leonardo Boff e Erika Hilton

Do ICL Notícias:

Após pedido de Flávio, Mendonça censura até posts de perfis dedicados ao Santuário de Nossa Senhora


Por Juliana Dal Piva

Após um pedido dos advogados do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removam publicações, sem necessidade de nova decisão judicial, que tragam como conteúdo textos dizendo que o candidato do PL teria um plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil . A ordem vale inclusive para conteúdos futuros.

O ministro escreve que estariam fora desse alcance textos jornalísticos ou de sátira e humor. No entanto, uma série de postagens que apenas mencionam o tema sem reproduzir o suposto plano também foram removidos. O ICL Notícias verificou que posts da conta “santuarionacional”, dedicada a posts religiosos sobre Nossa Senhora e a Basílica, entrou na lista. O perfil não contém nenhum conteúdo político.

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Além disso, um post do advogado Lucas Mourão que simplesmente informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve entre seus assessores na Presidência um ex-deputado que foi o autor do projeto de lei já arquivado que realmente propôs a retirada do título de padroeira para Nossa Senhora.

 

O tema que voltou a circular nos últimos dias foi alvo do PL 2.623/2007, já arquivado. Ele propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e foi rejeitado e arquivado pela Câmara em agosto de 2008. O autor é o ex-deputado Victório Galli Filho, que, após se aproximar do bolsonarismo, foi nomeado assessor especial da Presidência por Jair Bolsonaro em 2019. Flávio negou publicamente ter feito qualquer proposta nesse sentido.

Decisão de Mendonça

A ordem quer censurar a informação de que “Flavio Nantes Bolsonaro ou sua família propôs, articulou, apoiou, está comprometido com ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição ou do título de Padroeira do Brasil”. Segundo a decisão, devem ser removidas também publicações “substancialmente equivalentes”, definidas como aquelas que, “embora empreguem redação, imagem, áudio, vídeo, meme ou formato diverso, transmitam esse mesmo núcleo factual”.

No entanto, quem fará a distinção são as empresas de tecnologia. Na prática, caberá às plataformas decidir o que se enquadra nessa definição. A decisão determina que os provedores, “uma vez cientes desta decisão”, removam essas publicações “independentemente de nova ordem judicial específica”.

O ministro acrescenta que novos posts poderão ser notificados diretamente às empresas pela campanha, “sem necessidade de nova decisão judicial específica”. O descumprimento gera multa de R$ 50 mil por dia para cada plataforma, que tem 48 horas para informar ao tribunal as providências adotadas e quantos conteúdos derrubou.

No texto, o ministro afirma que a atuação preventiva das plataformas “não pode converter-se em delegação genérica às plataformas para suprimir manifestações politicamente desfavoráveis ao candidato”. Não há na decisão, porém, previsão de controle judicial sobre o que as empresas efetivamente irão remover.

Quem está na lista

Além da regra geral para conteúdos futuros, Mendonça mandou remover uma extensa lista de endereços apresentada pela campanha. Entre os endereços aparecem publicações dos perfis do teólogo Leonardo Boff, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), dos deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Ivan Valente (PSOL-SP), do ex-deputado Jean Wyllys e do MST. Constam também posts no Facebook de parlamentares petistas, como Tadeu Veneri e Jonas Reis, um vídeo do perfil de TikTok do frei carmelita Gilvander Moreira e um vídeo da conta @santuarionacional no TikTok, nome usado pelo Santuário Nacional de Aparecida.

Segundo o levantamento apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro e reproduzido na decisão, a narrativa circulou em 2.086 publicações de 1.674 contas. Esses posts somaram mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos, e 1.301 novas publicações surgiram depois do desmentido público.

Para Mendonça, a nova decisão se dá porque a remoção pontual de links não se mostrou suficiente. As plataformas também deverão usar ferramentas de correspondência de imagem para derrubar cópias idênticas de um card com o título “Para agradar evangélicos, Flávio Bolsonaro articula retirada de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil”.