Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) sem experiência em direito previdenciário, militares não vão detectar fraudes no sistema do INSS
A decisão de Jair Bolsonaro em convocar 7 mil militares da reserva para trabalhar no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para pôr fim a fila de espera na concessão de cerca de 3 milhões de benefícios , além de não resolver o problema, vai acarretar no aumento de fraudes dentro do órgão. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT), Sandro Alex de Oliveira Cézar.
Segundo o dirigente, para fazer a concessão dos benefícios é preciso ter um “profundo conhecimento em direito previdenciário” e, por mais que se pese a qualificação dos militares em suas atividades, eles não detêm a técnica necessária para detectar fraudes no sistema do INSS.
“Quando você não tem uma força de trabalho qualificada na atividade, você não consegue perceber as fraudes. Todos os dias aparecem nas agências e postos do INSS pessoas inescrupulosas e hábeis em dar informações falsas, que não correspondem com a verdade. Sem conhecimento, fica muito mais fácil aprovar um processo fraudulento. Essa decisão de Bolsonaro vai piorar o problema das filas no órgão”, afirma Sandro Alex.
Para ele, a decisão correta seria abrir concurso público e utilizar a mão de obra capacitada dentro do órgão para treinar as novas gerações de servidores públicos da Previdência.
“É preciso remontar a estrutura do INSS que vem sendo destruída desde a Emenda Constitucional (EC) nº 95, do Teto dos Gastos Públicos, que congelou os investimentos do governo federal. E Bolsonaro, em vez de retomar os investimentos para melhorar o atendimento da população, promove um apagão no INSS “, diz o dirigente.
O presidente da CNTSS critica ainda as benesses concedidas aos militares como o plano de carreira com reajustes salariais, dentro da reforma da Previdência da categoria.
“Salta aos olhos a reforma da Previdência de mentirinha feita sob medida para os militares”, afirma.
Um dia depois da denúncia de que o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, utilizou um suposto esquema de notas frias para desviar dinheiro da Câmara, a notícia praticamente desapareceu do noticiário.
Este é o modus operandi da velha imprensa: dá a notícia, provoca algum barulho e depois a faz desaparecer de seus veículos. Não foi assim com o PT e suas lideranças.
Lula ainda é submetido a horas de notícias negativas, com denúncias que, analisadas mais de perto, se revelam inconsistentes.
Onyx Lorenzoni pode ser inocente de todas as suspeitas levantadas contra ele — caixa 2 e desvio de recursos da Câmara.
Mas, nesse caso, o comportamento da imprensa é oposto ao que se verificou em relação a Lula: ninguém vai a fundo.
O ministro de Bolsonaro usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria pertencente a um velho amigo, César Augusto Ferrão Marques, para receber RS 317 mil em verbas de gabinete da Câmara dos Deputados entre os anos de 2009 e 2018.
Entre as 80 notas, 29 foram emitidas em sequência, o que indica que Onyx teria sido o único cliente da firma.
Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em contabilidade filiado ao DEM, o partido de Onyx, também trabalhou em campanhas políticas do parlamentar, e é o responsável pela contabilidade do DEM no Rio Grande do Sul, diretório do qual Onyx é o presidente.
Há farta jurisprudência que indica que a emissão de notas fiscais em sequência para um único cliente é indício veemente de fraude.
Um exemplo: O Superior Tribunal de Justiça, examinando uma condenação por sonegação, manteve a sentença, entre outros motivos, porque viu na prática uma forma de burla à legislação:
Há, ainda, inequívoca constatação nos autos de que os números das notas fiscais de fls. 24/25 e fls. 61/62, possuem números de selos fiscais quase seqüenciais, com diferença apenas de um número, enquanto os números das notas fiscais de fls. 57/60, estão com selos fiscais apostos em número seqüencial. Percebe-se, ainda, o lapso de tempo entre as datas de emissão das respectivas notas fiscais, variando em torno de 10 a 20 dias, o que faz concluir que as empresas fornecedoras de produtos não tivessem outros clientes, além da empresa do apelante, beneficiada com a fraude.
No caso de Lorenzoni, a suspeita é que as notas servissem de justificativa para desviar recursos da Câmara dos Deputados. Não havia efetiva prestação de serviços, apenas o fornecimento da nota.
É grave.
No caso de Lorenzoni, mais grave ainda, porque ele passou boa parte de sua carreira politica com discursos moralistas, a partir das CPIs do mensalão, em 2005.
Em junho de 2016, convidado por uma fundação ligada a um partido de direita na Alemanha, Onyx falou sobre o combate à corrupção na América Latina.
Onyx dá um jeito de enfiar o “Foro de São Paulo” na discussão.
“O Foro de São Paulo é uma organização dos partidos de esquerda criada no Brasil e é, a partir daí, que se vê porque surgiram Chávez, Evo Morales, Lula e outros na América latina”, afirma.
Em seguida, sem fazer nenhuma ligação entre um fato e outro, diz que o PT se financiava “na parte mais escura da economia”, como “o jogo do bicho, o lixo e as empresas de ônibus”.
Uma das pessoas empresas não se contém:
“Mentira!”
Outro grita:
“Golpista!”
Outros desabafam, em alemão.
Lorenzoni diz que ele é o autor da lavagem de dinheiro no Brasil e diz que, para elaborá-la, contou com a orientação de Sergio Moro.
Não é o que dizem registros históricos.
A legislação, que tem origem em 1998, foi aperfeiçoada no governo de Dilma Rousseff, em 2012, a partir de iniciativas do próprio governo.
Lembrado desse fato na palestra em Hamburgo, Lorenzoni reconhece:
“É parcialmente verdadeiro”.
Se Lorenzoni fosse o autor da lei de lavagem de dinheiro, provavelmente ele não seria tão descuidado na gestão das finanças de seu gabinete.
Ele já foi pego na utilização de caixa 2 na campanha, uma modalidade de lavagem de dinheiro, e agora no uso de notas sequenciais em série para justificar retirada de dinheiro público.
Na palestra, ele pontifica:
“Quero deixar claro que se envolver em corrupção é uma escolha. Eu tenho 21 anos de vida pública, vou fazer 22 agora em dezembro. E não eu tenho um arranho. Eu escolhi ser assim”.
Bastaram alguns meses de exposição para ver não um arranhão, mas uma ferida aberta, que, se depender da imprensa, vai apodrecer sem que se veja a causa da doença, que é uma mistura de corrupção e hiprocrisia.
Para Marcelo Peregrino, os fatos descritos na reportagem da Folha, se comprovados, devem resultar em cassação da chapa de Bolsonaro.
“Estamos diante de algo muito grave, e eu espero que a procuradora geral Raquel Dodge investigue imediatamente o que foi noticiado, sob pena do resultado eleitoral ser considerado ilegítimo”, afirmou.
Jair Bolsonaro com Luciano Hang, dono das lojas Havan. Foto: Reprodução
Ao participar das eleições, o PT legitimou o processo eleitoral, depois de uma campanha que advertia para o risco da eleição ser considerada fraude.
“Eleição sem Lula é fraude”, dizia o slogan criado ainda quando Lula estava em liberdade e lutava pelo direito de se candidatar.
No livro “A Verdade Vencerá”, Lula disse que não gostou do slogan:
— Jamais gostei da expressão “eleição sem Lula é fraude”. Porque seria melhor que a gente tivesse trabalhado uma coisa mais positiva: “Queremos provar a inocência do Lula para que ele seja candidato”. Claro que, quando você está recebendo solidariedade, você não pode dar palpite na solidariedade. De qualquer forma, prefiro discutir o tamanho da sordidez do que estão fazendo comigo — afirmou.
A hipótese de o PT não disputar a eleição nunca existiu, já que o partido, programaticamente, define a eleição como o único caminho para chegar ao governo.
O outro seria a luta armada, descartado pelo PT desde a sua origem.
Participar do processo eleitoral e, assim, legitimá-lo não exclui a possibilidade de denunciar perante o mundo os abusos que maculam a lisura desta eleição.
E eles existem, e precisam ser denunciados. Para isso, vale relembrar:
Lula foi condenado sem prova e teve a condenação confirmada em tempo recorde pelo Tribunal Regional da 4a. Região, de maneira que se ajustou ao calendário eleitoral para que não pudesse ser candidato, com base na lei da ficha limpa.
Lula foi impedido de ser candidato, apesar do Comitê de Direitos Humanos da ONU decidir, com base em tratado de que o Brasil é parte, que o ex-presidente deveria ter respeitado o direito de disputar a eleição.
Na mesma decisão, o Comitê expressou a expectativa de que seus direitos políticos não fossem suspensos até que seu processo fosse analisado em procedimento “justo”.
Sem poder participar, Lula foi impedido de dar entrevista a órgãos de imprensa e não pode sequer gravar vídeos.
A candidatura de Haddad foi bombardeada por notícias sabidamente falsas (fake news), e uma delas, a do kit gay, foi divulgada no Jornal Nacional pelo candidato Jair Bolsonaro.
Hoje, a essa lista de abusos, somou-se a denúncia, apurada e divulgada pela Folha de S. Paulo, de que empresários estão pagando para fazer a transmissão maciça de mensagens pelo WhatsApp.
O jornal cita a rede de lojas Havan como uma das contratantes do serviço — que custa 12 milhões de reais.
Empresas estão proibidas de fazer doações a campanhas eleitorais desde que o Supremo Tribunal Federal acatou ação proposta pela OAB, por 8 votos a 3, em 2015.
Um dos votos contrários à doação empresarial foi de Rosa Weber, hoje presidente do TSE. Disse ela:
— A influência do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, odiosa pantomima que faz do eleitor um fantoche, esboroando a um só tempo a cidadania, a democracia e a soberania popular.
É o que tem acontecido nestas eleições.
O advogado eleitoral Marcelo Ramos Peregrino Ferreira, que estuda os partidos políticos no programa de doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina, considera a denúncia de “extrema gravidade”.
Segundo ele, deve ser feita investigação imediata, com base na lei 9.504/97 e na lei de inelegibilidade, a 64/90.
O artigo 57 H da lei 9.504 considera crime contratar pessoas ou grupo de pessoas para, direta ou indiretamente, atingir a honra de adversários.
A pena é de dois a quatro anos de prisão.
Outro problema identificado por ele é o do caixa 2.
“Como essa contratação não poderá ser declarada na prestação de contas, teremos aí um problema de caixa 2”, disse.
Para Marcelo Peregrino, os fatos descritos na reportagem da Folha, se comprovados, devem resultar em cassação da chapa de Bolsonaro.
“Estamos diante de algo muito grave, e eu espero que a procuradora geral Raquel Dodge investigue imediatamente o que foi noticiado, sob pena do resultado eleitoral ser considerado ilegítimo”, afirmou.
Impedir Lula de participar da eleição foi apenas um dos eventos que podem ser considerados abusos.
A fraude é bem mais ampla, e os indícios estão diante dos olhos dos ministros.
"Os furos na “narrativa” sobre os “lapsos” na “investigação” (combinada) Lava Jato/ Odebrecht ficam cada vez mais evidentes. O alarme em Curitiba soou quando, no final do ano passado, o Duplo Expresso começou a tratar do relato da fonte do TI da própria Odebrecht contando como a fraude (conjunta) se dera."
Notem a questão chave: diversas “cópias” – serão elas fidedignas? – das planilhas do tal “mywebday”
foram utilizadas pela Lava Jato nos processos e também vazadas para a grande imprensa, seguindo as
finalidades políticas, claras, da Operação. Contudo, o acesso ao sistema sempre foi negado aos
acusados. Notadamente, à defesa do ex-Presidente Lula, malgrado seus insistentes requerimentos nesse sentido.
Ou seja: a Lava Jato nunca permitiu a confrontação de suas “alegações”. Seja nos processos,
seja na imprensa, na forma de “vazamentos”.
Enquanto a credibilidade da Lava Jato ainda estava no auge, o caráter de “declaração unilateral”
das (supostas) “provas” nunca representou um problema maior do ponto de vista político-midiático –
e até mesmo judiciário. No entanto, o primeiro grande revés veio com as denúncias do ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán. Dentre outras, de fundamental importância para o tema ora em
análise foi a de que poderia provar a falsidade das “cópias de planilhas” que a Lava Jato sacudia por
aí, posto que ele próprio possuiria contraprovas.
Daí o empenho de Sergio Moro em negar, terminantemente, a oitiva de Tacla Durán, tantas vezes
requisitada pela defesa do Presidente Lula. Para Sergio Moro e os seus, Tacla Durán deve permanecer
“foragido” (sic) na Espanha. Do contrário, passa a “existir” nos processos, trazendo junto de si a
bomba que implodiria toda a “construção” que tão demoradamente elaboraram junto com a Odebrecht
– embora de maneira porca.
O golpe final veio com o áudio-bomba publicado pelo Duplo Expresso, já aludido no início do artigo.
Destacamos alguns pontos chave do relato da fonte do TI da Odebrecht:
(1) A farsa da batida da PF na sede da Odebrecht
A base de dados acessada pela Polícia Federal/ Receita/ MPF estava – deliberadamente – desatualizada e incompleta. No dia da batida, o TI derrubou os servidores e direcionou, de forma remota, os acessos para uma base de dados defasada e parcial. Aparentemente, a de Moçambique.
Notem bem: funcionário do TI da Odebrecht revela que o setor derrubou, deliberadamente, o sistema para impedir a coleta de dados pela PF/ MPF. Partindo da suposição de que os bravos “concursados” não são acéfalos, resta a grave suspeita de que a alegada “investigação” era, na verdade, uma simulação. Numa colusão Odebrecht/ Lava Jato!
E não foram só PF/ MPF/ Receita que receberam dados parciais e defasados. Os dois auditores instalados na Odebrecht, consoante os termos dos respectivos acordos de leniência com as Justiças dos EUA e do Brasil, também estão sendo “conduzidos” pelos (supostamente) “investigados” (sic). É aquela velha história do mundo corporativo: a auditoria que pega o rato e deixa passar o elefante!
(…)
(4) A gigantesca ocultação de provas pela dobradinha Odebrecht/ Lava Jato
A fonte tinha acesso pleno ao sistema e viu inúmeros casos – estimados em nada menos que dois terços! – que não apareceram na mídia ou nos anexos do acordo de leniência da Odebrecht. Ou seja, restou para o circo judicial-midiático apenas por volta de um terço das contas offshore! É de se supor, dadas as circunstâncias observadas até aqui, que o um terço “sorteado” (!) mirasse preponderantemente PT e PMDB. “Estancar a sangria (…) delimitando onde já estava”, conforme celebremente disse Romero Jucá, também apanhado em grampo da Lava Jato. Nesse um terço “sorteado” (!) misturaram ademais, de forma deliberada, caixa dois eleitoral e corrupção, para facilitar a manipulação judicial-midiática com finalidade política.
Possivelmente os dois terços sonegados pela Odebrecht/ Lava Jato – de comum acordo! – implicam, para além do PSDB, membros do Judiciário/ MP!
Possivelmente implicam, ademais, autoridades de outros países, onde a Odebrecht ainda deseja operar. A empresa busca assim, portanto, não se queimar, na medida do possível. I.e., não se queimar ainda mais.
(…)
(6) Bomba-H: a nulidade dos acordos de delação/ leniência da Odebrecht / os crimes – continuados! – da Lava Jato
A informação da fonte de que, grosso modo, dois terços das contas foram ocultadas das “investigações” causa, por um lado, a nulidade dos acordos de “delação dos 77 executivos”/ acordo de leniência. E, por outro, suscita graves suspeitas de obstrução da justiça, prevaricação, falsidade ideológica, fraude processual, calúnia e perjúrio, conforme o caso, por parte da Lava Jato e da Odebrecht.
E em colusão!
Ou seja: com formação de quadrilha!
Complicador explosivo: foi a Presidente do STF (e do Judiciário!), a Ministra Carmen Lúcia, quem homologou, de forma leviana e displicente, por pressão da Globo, o pacotão das delações, que agora cai por terra. Pior: num recesso! Sem ser a relatora do caso!
A partir daí, com o desmascaramento final da farsa, Lava Jato e Odebrecht – e Globo – correram para soltar, na semana passada, a tal tentativa de “vacina”, grotesca. Não conseguiram articular nada melhor que “senhas perdidas” (!) mais “direito de não produzir provas contra si” (!), para continuarem negando acesso a contraprovas dos documentos forjados e/ou ocultados pelos procuradores. Em claro “contraste” com tudo o que disseram até aqui – eu preferiria usar a palavra “desmentindo” – agora os procuradores “alegam” – prefiro “inventam” – que nunca teriam tido acesso às tais planilhas do “mywebday”.
Demonstrando uma vez mais que uma se tornou refém da outra, a Odebrecht é instada pela Lava Jato – via Globo! – a corroborar a “narrativa”, confirmando que tais “senhas” teriam sido de fato “perdidas”. Notem, contudo, que embora não desmintam os procuradores no tocante às tais “senhas”, o Odebrecht – deliberadamente – não para por aí e diz algo que, para bom entendedor, pode ser traduzido como “me inclua fora dessa roubada”:
Por meio de nota, a Odebrecht admitiu não dispor “de credenciais de acesso aos dados cifrados” do Mywebday, mas disse ter colocado à disposição das autoridades todas as informações de que dispunha, “inclusive mais de 30 mil arquivos” do próprio sistema.
Apesar de ter entregue em agosto cópia do Mywebday extraída de servidor na Suíça, a empresa afirma que o sistema encontra-se atualmente “apreendido, custodiado e gerenciado pelas autoridades” daquele país.
Pois agora ficará claro por que a Odebrecht, embora não acusasse expressamente a (nova) farsa, não quis se comprometer com (mais) essa mentira dos procuradores de Curitiba: a constatação da falsidade é facílima… e está ao alcance de qualquer pessoa com acesso à internet!
Uma certa “colaboradora” ad hoc do Blog conseguiu pescar informação no depoimento de Paulo Sergio da Rocha Soares – o técnico responsável pela implantação do mywebday na Odebrecht – que desmonta a farsa de maneira cabal.
Na primeira parte do depoimento, Paulo Sérgio afirma que a extração dos dados do sistema foi realizada pela empresa de perícia/ investigação forense americana FRA, escolhida em comum acordo entre o MPF, Odebrecht e procuradores dos EUA. Cópias foram entregues para os MPs brasileiro, suíço e americano – informação repetida pela Odebrecht na nota enviada ao Globo (no tocante ao MPF brasileiro).
Agora a Força Tarefa da Lava Jato afirma que “não tem chaves de acesso” ao MyWebDay.
Ora, como assim? Os americanos e suíços receberam da FRA os mesmos arquivos que os brasileiros – retirados diretamente dos servidores da Odebrecht!
E não “pendrives” – repito: “pendrives”! (haha) – entregues por dois meros candidatos a delator!
Uma breve visita ao site da FRA – que resolveu “tirar onda” publicando um “estudo de caso” sobre sua participação na “grande” operação “Car Wash” – revelará o tamanho da mentira dos procuradores de Curitiba:
Case Study
Brazil “Car Wash” Investigation
US counsel to a Brazilian company approached FRA for a short-term data collection assignment. We were asked to spend two weeks collecting data for 10-15 custodians from business units located in Brazil.
Action
The scope of the initial collection quickly expanded, resulting in multiple collections in Brazil, collections in Africa and Europe. Alongside counsel, we interviewed custodians, identified critical and often old data sources, all the while adhering to Brazilian Localization and European data privacy requirements.
Results
To date, we have collected almost 10TB of data from Email Archives, Servers, Hard Drives, Mobile Phones, USB Drives, and Virtual Machines across multiple jurisdictions. We have produced more than 60 data sets to regulators in the US, and counsel is currently considering including an additional 120 custodians.
Para quem não fala inglês:
A FRA foi (sub) contratada por escritório de advocacia americano que tinha a Odebrecht como cliente. Ou seja, pelos auditores externos impostos pelo Departamento de Justiça dos EUA à empresa brasileira. O objeto inicial do contrato era o resgate de dados da Odebrecht, realizado em duas semanas junto a 10-15 custodiantes em filiais da Odebrecht no Brasil.
Na sequência, o escopo do contrato foi ampliado, levando a outras operações de resgate no Brasil, na África (Angola) e na Europa (Suíça). Juntamente com os auditores, a FRA inquiriu os custodiantes dessas bases de dados e fez uma triagem, identificando o que era mais relevante naquele mar de informações.
“Até o momento” (!) a FRA já resgatou mais de 10 terabytes (!) de dados, incluindo emails, servidores, HDs, telefones móveis, pendrives e máquinas virtuais espalhadas por diversos países. A FRA elaborou e entregou mais de 60 (!) repositórios de dados às autoridades dos EUA. No presente, os auditores americanos cogitam requisitar o resgate de dados mantidos em mais 120 custodiantes!
10 TB, repartidos em mais de 60 quites, e o Carlos Fernando – e a Globo! – só conseguiu se sair com “senha perdida”…
– … de “pendrives”!
– “Pendrives”! (haha)
E agora, quando a casa está prestes a desabar sob sua cabeça, Carlos Fernando anuncia uma (providencial!) “aposentadoria”, porque quereria “granhar (mais) dinheiro”:
Sei…
*
A partir daí fica fácil compreender o pânico instalado na Lava Jato. Pânico esse muito bem refletido na linha editorial “barata voa” observada nos veículos encarregados de fazer a sua “assessoria de comunicação”. Mais precisamente, O Globo e a Folha.
Vejam aqui ilustração (definitiva) da “barata voando” nas redações – e tocando o terror. Trata-se de “notinha”/ “vacina”, muito mal articulada, plantada ontem pelo filho da Miriam Leitão.
(o mesmo que, tempos atrás, em concurso criminoso com Sergio Moro, usou o login e a senha do “juiz” para baixar o áudio do grampo – ilegal – na Presidente Dilma Rousseff e no ex-Presidente Lula, para pronta veiculação na Globonews. Notem, portanto, o seu nível de intimidade com Sergio Moro e seus cúmplices no MPF)
Logo na sequência, trazemos a demolição (mais que) completa empreendida pela nossa “colaboradora ad hoc”.
A força-tarefa da Lava Jato tem avançado nas investigações após ter acesso às informações originais do sistema Drousys, banco de dados da Odebrecht que armazenava a contabilidade paralela da construtora para pagamento de propina.
Inicialmente, os dados do Drousys foram entregues pela empresa de forma incompleta. Com o tempo, os próprios procuradores perceberam, ao baterem os dados existentes no sistema com os depoimentos de delatores, que haviam tido acesso apenas a parte das informações.
A Odebrecht comprou o sistema de informática com o objetivo de operacionalizar os repasses não contabilizados do chamado “setor de propinas”, departamento secreto da empresa que somente os envolvidos nos pagamentos tinham acesso.
Os servidores ficavam na Suíça, mas depois acabaram transferidos para a Suécia. Nesse processo de transferência, os dados não foram levados na íntegra. E a força-tarefa recebeu primeiramente as informações que não estavam completas.
Em agosto de 2017, o jornal “O Globo” informou que a Procuradoria Geral da República (PGR) suspeitava que faltavam dados nos HDs entregues pela empresa.
Uma nova leva de dados entregues completou as informações e os procuradores obtiveram a íntegra do Drousys, informações originais que tem ajudado os investigadores em alguns importantes casos, segundo informado ao blog.
São as últimas apurações em andamento, que podem implicar novos nomes e trazer novidades sobre os atuais investigados da Lava Jato.
O sistema Drousys é gigantesco e está sendo periciado pela Polícia Federal para que os procuradores possam utilizar as provas nas ações penais relacionadas à Lava Jato.
*
Atualização 12:28– Globo passa recibo deste artigo e deleta “notinha” (desastrada) plantada pelo filho da Miriam Leitão. Tarde demais: ave Nossa Senhora do print screen!
– A Odebrecht possui 2 sistemas distintos: Drousys e MyWebDay.
– O Drousys é um programa de troca de mensagens instantâneas, usado para comunicação interna, criptografada. Algo como um “whatsapp”, seguro, da Odebrecht.
– Já o MyWebDay é um programa de gerenciamento contábil, para o lançamento de valores despendidos pelo “departamento de propinas”, acompanhado da respectiva rubrica: obra em questão/ valor remetido/ número da conta/ nome do beneficiário (empresa offshore).
– O MyWebDay tem sido mantido inalcançável – a todo custo – pela Lava Jato. Essa conversa de “chaves perdidas” – e de “pendrives”! (haha) – é claramente uma farsa criada para continuar negando o acesso dos réus às provas de sua eventual inocência! Especialmente depois da publicação do áudio-bomba da fonte no TI da Odebrecht pelo Duplo Expresso.
– O MyWebDay seria mais difícil de “fraudar”. Pelos depoimentos é possível constatar que era necessário ter senha para inserir ou apagar dados nesse sistema. Provavelmente porque Marcelo Odebrecht – e família – buscariam evitar que os executivos participantes do esquema desviassem dinheiro para si mesmos alegando estarem “pagando propina para determinada obra”. Ou seja, o controle mais rígido visava a minimizar as perdas com os desfalques dados pelos próprios executivos da Odebrecht na empresa. A ocorrência de tais desfalques é, inclusive, relatada por Tacla Durán em seu depoimento, indicando a imprestabilidade dos lançamentos no próprio MyWebDay como meio – definitivo – de prova.
– Prova, mesmo, só com o SWIFT, senhores procuradores! Aqui ninguém é parvo ou jejuno em operações internacionais!
– MyWebDay vs. Drousys: imagine que você trabalhe, por exemplo, em sua casa no computador e tenha muitos arquivos referentes ao trabalho. Vez por outra você envia alguns desses arquivos por e-mail para colaboradores do trabalho ou até para si mesmo para ter um backup. Da mesma forma, algumas – repito: apenas algumas! – das planilhas do MyWebDay foram trocadas via email/ mensagem instantânea usando o sistema interno de comunicação da Odebrecht, o tal “Drousys”. É – apenas – esse sistema Drousys que o MPF tem usado nas suas denúncias.
– Tudo indica que esse sistema Drousys e os documentos obtidos através dele, que incluem – somente alguns! – arquivos do MyWebDay e extratos do banco utilizado pela Odebrecht para pagar as propinas, o Meinl Bank-Antígua, foram adulterados!
– Daí o verdadeiro pavor dos procuradores – e do juiz Sergio Moro – diante da perspectiva de mais alguém no Brasil, além deles próprios (os integrantes do “esquema” Lava Jato), ter acesso aos documentos originais – não fraudados – constantes da base de dados entregue pela empresa americana FRA ao MPF – mas também aos procuradores suíços e americanos – entre outros! (Peru, Equador, etc.)
– Uma das estratégias do conluio Globo/ Lava Jato é tentar fazer crer que “Drousys” e “MyWebDay” são… “sinônimos“. Ora, claramente não são! Esse confusionismo deliberado fica mais do que claro no texto do filho da Miriam Leitão:
O sistema Drousys é gigantesco e está sendo periciado pela Polícia Federal para que os procuradores possam utilizar as provas nas ações penais relacionadas à Lava Jato.
– Nada disso, Leitão!
– Para provar a sua inocência, o Presidente Lula exige o acesso ao MyWebDay – que vocês receberam da FRA/ Odebrecht! Nada de “Drousys”!
– Ou de “perícia” (sic) – combinada – com a PF. PF essa que ainda depende do Sr. Paulo Soares – o criador do MyWebDay e do Drousys – para extrair documentos desses sistemas. “Grandes peritos”!
– E não venham com esse papo de “pendrive” (sic) e “senha perdida”, ok?
– Fosse o caso, bastava uma ligadinha para os colegas dos EUA e da Suíça – ou diretamente para a FRA – e relatar esse tal “problema” (sic) de acesso (!)
– Repito: aqui ninguém é parvo ou jejuno em operações internacionais!
Sobre extração dos dados:
1) Dados mandados pela Suíça para o Brasil (e para os EUA): trata-se de um conjunto de dados parciais e defasado. Não se sabe a circunstância em que se deu a seleção da parte do material enviado ao Brasil. Não se sabe ao certo de qual base de dados procedem os arquivos enviados pela Suíça, visto que a Odebrecht não possuía uma base de dados unificada. Eram vários servidores que foram sendo utilizados e alguns abandonados ao longo do tempo. É o caso, por exemplo, da base de dados localizada em Angola e que contava com uma versão antiga do Drousys.
2) Os dados extraídos pela FRA com a íntegra do material – ou, ao menos, tudo o que restou preservado naquelas localidades – constituem um total de 10 TB (!) de informações, de acordo com informação do site da própria empresa, no seu “estudo de caso” (ver acima).
3) A FRA foi a empresa contratada para fazer a extração dos dados do sistema.
4) De acordo com informações publicadas na própria imprensa, foi a Odebrecht quem retirou na Suíça os HDs com as cópias espelho dos sistemas e depois entregou às autoridades brasileiras – e americanas – consoante a obrigação constante dos respectivos acordos de leniência.
5) O lapso entre a retirada das cópias forenses na Suíça e sua posterior entrega no Brasil pode ter permitido à Odebrecht mexer nos arquivos, modificando-os ou inviabilizando-os.
7) Nada de novo para o público do Duplo Expresso: essa tal “transferência” de uma base de dados (defasada) de um país para o outro é explicada pela fonte do TI da Odebrecht, no áudio-bomba publicado por vocês. Nele, a fonte enfatiza que a base de dados mais completa seria, na realidade, a que está no Panamá, por motivos, digamos, “para-regulatórios”:
(…)
(2) Multiplicidade de bases de dados, aparentemente “redundantes”, pelo mundo
Isso se deve à prática do TI da Odebrecht de replicar automaticamente uma base de dados pré-existente – que serve de “semente” – ao instalar um servidor em um novo país onde a empresa passa a operar. É por essa singela razão que passou a haver, em dado momento, registro de operações da Odebrecht no Brasil nas bases de dados constantes de servidores instalados em outros países, como na Suíça.
Note bem: passou a haver registro de parte dessas operações. Isso porque os servidores não eram interligados. Portanto, não havia atualização da “semente” utilizada. Dessa forma, as informações a respeito de operações da Odebrecht no Brasil extraídas da base de dados da Suíça, por exemplo, é apenas um “espelho” – defasado e incompleto – da imagem real, omitida das investigações. Uma fotografia do passado, refletindo a base de dados tal qual essa era no momento da instalação do servidor na Suíça – data fácil de ser obtida.
A fonte informa que a versão mais abrangente seria aquela constante dos servidores instalados no Panamá. Isso porque o país tem um, digamos, arranjo “jurídico-político-diplomático” que oferece maior opacidade a operações “heterodoxas”, como as praticadas pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht: o Executivo panamenho é completamente capturado pelas empresas locais de constituição de offshores e bancos associados.
Não é surpresa, portanto, que o “micro-país” centro-americano seja o último a resistir aos avanços do G20/ OCDE visando a estabelecer transparência e troca automática de informações entre as diversas Receitas nacionais, visando a coibir evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Sobre isso, veja-se documentário da TV pública francesa que foi ao ar em 2016, comentado por nós no artigo “Atenção! Cautela com os Panama Papers, Imprensa (Brasileira)” (12/4/2016), publicado no Jornal GGN.
Em síntese, a Odebrecht usava o Panamá como base porque lá “se lava mais branco”. Quem é do meio financeiro conhece o jargão.
(…)
Por incrível que pareça, há mais um “estudo de caso” de uma empresa prestadora de serviço da Odebrecht, querendo “tirar onda”, que confirma a multiplicidade e – mais importante – a não integração das diversas bases de dado da Odebrecht espalhadas pelo mundo:
Notem bem:
Substituição gradual do sistema interno MWD (My Web Day) utilizado atualmente nas obras, contemplando em um primeiro momento os módulos de OLEx, ODEq, RH e BI. Em uma segunda onda, extensão do projeto para a Matriz, novas obras e, após este ano, para os outros Países, tendo previsto a sua conclusão final para o ano de 2010 com a implementação total do sistema novo EBS/ORACLE.
Duração do projeto: 3 anos
Áreas impactadas: Todas as obras, matriz (São Paulo e Salvador) e outros Países (Angola, Peru, Portugal, Venezuela e Estados Unidos)
Volume de pessoas impactadas: aproximadamente 1000.
8) Em seu depoimento, Paulo Sérgio Soares – o criador dos sistemas e “consultor de luxo” (!) da PF – confirma o relato do áudio-bomba, deixando escapar que a Odebrecht franqueou o acesso a servidores antigos no acordo de leniência. O depoimento ocorreu no final do ano passado, provocado pelo “incidente de falsidade” requerido pela defesa do Presidente Lula. Na mesma época, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, fez ademais uma videoconferência com Tacla Duran, que mais uma vez corroborou a tese de fraude nos “documentos” usados pela Lava Jato.
9) Por isso tudo, segue sendo de extrema relevância o alerta final feito pela fonte do Duplo Expresso, a respeito da iminente destruição das provas da fraude na “investigação” que a Odebrecht “sofre” por parte da Lava Jato:
(…)
(7) Bomba – de nêutron (!): a destruição – final! – de todas as provas, numa parceria Odebrecht/ Lava Jato (mais uma!)
A mudança do sistema integrado de Oracle para o SAP é um álibi para destruir informações que comprometem a Odebrecht e também terceiros que a empresa – em conjunto com a Lava Jato – deseja proteger. Em junho deste ano, caso nada seja feito para impedir a migração, as provas de toda a corrupção – nacional e internacional! – da Odebrecht serão destruídas de forma definitiva. Inapelavelmente.
Notem bem: no verso da moeda, também serão destruídas as provas da inocência de Lula!
De forma “incidental” (!), serão destruídas ainda, pari passu, as provas da omissão – deliberada? – dos “investigadores” (?) da Lava Jato em favor de aliados, bem como a fabricação de provas falsas contra os alvos prioritários da operação – como Lula. E é exatamente por isso que a Lava Jato – i.e., o braço brasileiro, aquele com jurisdição sobre a holding e os acionistas controladores – nada faz para impedir a “migração”. Isto é, a queima do arquivo! Na verdade, a Lava Jato está nisso junta com a Odebrecht. Afinal, são cúmplices no(s) crime(s)!
O sistema Oracle é americano. O SAP é alemão. O SAP é imune ao acesso não autorizado por parte dos órgãos de inteligência americanos. Como o SAP é muito mais caro, o motivo para a migração não foi a economia de recursos, mas sim um álibi para, na fase de migração, sumir com dados “sensíveis”.
A versão da Odebrecht de que a Oracle não seria “confiável” para cumprir com as exigências de compliance é balela! Ora, quem não foi “confiável” foi a Odebrecht, corrompendo autoridades em 3 ou 4 continentes! O sistema Oracle nada tem a ver com o uso que a Odebrecht lhe deu! O sistema só faz aquilo que o gestor determina. O sistema não faz censura moral, ética ou penal! Fosse “problemático” diante de supostas exigências de compliance, o sistema Oracle não seria o mais utilizado no mundo, ora!
Repetindo: a migração da Oracle para a SAP – alerta: que será completada em aproximadamente 4 meses! – visa a destruir, de forma definitiva, todas as provas (i) da corrupção da Odebrecht; e (ii) da farsa que é a “investigação” (sic), combinada, Lava Jato/ Odebrecht. E, subsidiariamente, fugir do monitoramento pela inteligência dos EUA.
(…)
Reforço seu coro: causa estranhamento o fato de que, até o momento, as bombas disparadas pelo Duplo Expresso sobre o “esquema Lava Jato” não estejam pautando as falas de políticos engajados na defesa de Lula e de seus colegas blogueiros. A bem da verdade, nem a própria defesa do ex-Presidente fez ainda o uso adequado dessa verdadeira “bola na marca do pênalti sem goleiro” – como vocês bem colocam. Sim, as questões “técnicas” e o “jargão” da informática são difíceis para o grande público. Mas, como vocês têm demonstrado, encerram a chave para desmontar, de forma definitiva, a farsa da Lava Jato.
A bolha precisa ser furada!
De maneira inusitada, no silêncio de políticos e demais blogs, segue a Lava Jato – via Folha e Globo – plantando, em “notinhas”, tentativas grotescas de “vacina”, diante do pânico causado pela (dupla) “barata voadora” (expressa).
*
Para fechar, Romulus, parece que, como eu, a redação da Globo também fica ligadinha no Duplo Expresso todas as manhãs. Foi vocês retomarem a pauta da fraude na “investigação” Lava Jato/ Odebrecht e a Globo não para mais – sem dar a fonte, é claro:
A bolha sendo furada – e refurada – pela Globo??
Ora, faltam políticos, blogosfera e advogados do “lado de cá”!
*
*
*
Em nome do Duplo Expresso – e também do Brasil! – quero agradecer imensamente a toda a nossa “comunidade”. O site – e o programa – são uma construção mais que coletiva: é feita em rede. Por isso, fica aqui o agradecimento mais que especial – junto com a admiração – à essa nossa “colaboradora ad hoc“.
Arrasou! Romulus Maya
*
*
*
Atualização 13:46 – Fura bolha (1): Senadores Roberto Requião e Vanessa Grazziotin comentam o artigo ao vivo
Os Senadores Roberto Requião e Vanessa Grazziotin comentam, no final da entrevista concedida hoje ao Duplo Expresso, a mais recente denúncia que o site publica contra a Lava Jato.
*
Atualização 14:45 – Fura bolha (2): resumo em vídeo de 5min
Extrato do Programa Duplo Expresso de 6/fev/2018. Integralidade aqui.
*
Atualização 15:15 – Fura bolha (3): defesa do Presidente Lula já está a par
Falei uma hora atrás ao telefone brevemente com o (competente) advogado Cristiano Zanin. Queria recomendar a leitura deste artigo, claro.
Não precisava: ele já tinha lido!
Agora, às 15:15, acabo de receber a seguinte nota do seu escritório:
O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-Presidente Lula, afirma que o pedido de acesso ao sistema MyWebDay tem por objetivo comprovar que nenhum valor ilícito foi destinado ao ex-Presidente Lula pela Odebrecht. Segundo o advogado, é muito estranho que depois de tantas afirmações por parte do Ministério Público e até mesmo de uma testemunha de que o sistema estava sendo acessado vir agora a notícia de que ele “não pôde ser aberto”. Esclarece ainda que as informações divulgadas pelo Duplo Expresso estão sendo analisadas e serão levadas em consideração em futuras providências jurídicas.
*
Atualização 15:30 – “recordar é viver”: o áudio-bomba…
Urgente: Duplo Expresso acabou com a farsa da “perícia” – combinada – dos “documentos” (sic) da Odebrecht. Mais: colocou em xeque os próprios “peritos” (sic) da PF!
Após mais de 90 dias (!) de “perícia” dos sistemas da Odebrecht, com o prazo para a entrega dos resultados a 2 dias do vencimento, os tais “peritos” (sic) da Polícia Federal “descobriram” – somente hoje, “fortuitamente”, na esteira da publicação do artigo pelo Duplo Expresso – que…
– … “não têm acesso ao sistema” (!)
Ou seja, após a identificação das condições altamente suspeitas em que se deu essa “perícia” (e a entrega dos HDs), a PF “descobriu”…
– … que “nada descobriu” (!)
Os “peritos”, pegos em flagrante, correram a ressuscitar o filósofo Sócrates:
– Tudo o que sei… é que nada sei (!)
Observe que a reportagem abaixo, do UOL, não diz qual dos dois sistemas – Drousys ou MyWebDay – apresentaria os tais “problemas de acesso”.
Evidente: como sabemos, o objetivo da Lava Jato passa longe de distingui-los. Muito pelo contrário: lembremos da “notinha” (confusionista) do filho da Miriam Leitão!
O que testemunhamos, agora, é a ação do imperativo de jogar a “batata quente” para o alto.
“Batata quente” essa que…
– … eles mesmos assaram!
Fantástico!
Como você disse, Romulus, haja “barata voa” lá em Curitiba!
Para nós, contudo, não resta dúvida: podemos concluir com segurança que essa “alegação” de “acesso negado” (?) por parte da PF se refere ao MyWebDay – sistema cujo acesso o MPF nunca franqueou a ninguém “não alinhado”. Nem mesmo à Polícia Federal, sua “aliada tática”, em quem nunca confiou plenamente.
Como sabemos todos, acesso ao outro sistema, o Drousys, nunca foi problema. Pelo contrário: tão fácil era o acesso ao mesmo que se prestou a toda sorte de falsificações, ora confirmadas. Seja por parte da Odebrecht, de forma “institucional”, seja por parte de delatores, em caráter individual, seja por parte da…
A Polícia Federal pediu prazo de mais 15 dias para finalizar a perícia nos sistemas Drousys e My Web Day, que eram usados entre os executivos da Odebrecht para pagamentos de propina a agentes públicos e políticos.
No pedido desta terça-feira (06), o delegado Felipe Hayashi explicou que a equipe de peritos precisa de mais tempo para a conclusão dos trabalhos porque não tem as credenciais de acesso de dados cifrados de um dos sistemas.A análise dos softwares foi determinada pelo juiz Sérgio Moro em setembro do ano passado, após um pedido da defesa do ex-presidente Lula em ação penal na qual o petista é acusado de ter recebido propina da Odebrecht por meio de um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP).
Em troca, o petista teria atuado para beneficiar a empresa em oito contratos com a Petrobras. Os advogados do ex-presidente questionavam a validade de parte das provas apresentadas pelo Ministério Público Federal, com base nos dois sistemas.
Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal já havia pedido mais tempo para terminar a perícia nos softwares depois da chegada ao Brasil de novos materiais apreendidos na Suíça. À época, o pedido de prorrogação era de 45 dias e, portanto, se encerrava nesta semana nesta quinta-feira.
Nos sistemas Drousys e MyWebDay constam milhares de documentos que comprovariam o pagamento de propina a agentes públicos e políticos. Entre os materiais está uma planilha que indicaria valores repassados ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro Antonio Palocci. A denúncia aponta que R$ 12,4 milhões teriam sido destinados a compra do terreno para a instalação de uma nova sede para o Instituto Lula, o que nunca de fato aconteceu.
A perícia nos sistemas deve esclarecer em quais dias e horários e de qual computador foram feitas alterações no documento. Respondem a este processo, além de Lula e Palocci, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o empresário Glaucos da Costamarques.
*
Atualização 7/fev/2018 – 9:45 – Duplo Expresso: o último prego no caixão da Lava Jato
Extrato do Programa Duplo Expresso de hoje, 7/fev/2018, resumindo os principais pontos do artigo-bomba publicado ontem pelo site. Integralidade da emissão disponível aqui.
*
Atualização 7/fev/2018 – 20:00 – “Pacto de sangue”: encarregada de falsificar de “provas”, PF obriga Moro a colocar digital (no crime)
Seguindo o roteiro, Sergio Moro deferiu – ainda ontem – a tal “prorrogação de prazo” para a conclusão da “perícia” (sic) – combinada – dos “dados” (?) da Odebrecht. Afinal, o prazo expiraria amanhã.
Escaparam por pouco de desmoralização ainda maior:
– Imaginem a hecatombe (político-midiática) caso a divulgação dos “resultados” – fraudulentos, sabemos todos – tivesse ocorrido antes da publicação do artigo-bomba do Duplo Expresso, de forma a não permitir o recuo tático de que lançaram mão – no último minuto!
Os lavajateiros ganham, agora, duas semanas para tentar construir uma “narrativa”… minimamente “verossímil”.
Quer dizer, “ganham” duas semanas?
Ou será que “padecem” por esse período?
Sim, porque nem mesmo Jorge Luis Borges teria talento suficiente para encher de “mágica” tal sorte de “realismo” (sic) curitibano.
Que fazer agora?
Ora, o mínimo…
(que é, ao mesmo tempo…)
– … o máximo: contenção de danos!
– Toca, portanto, correr para tapar – mesmo que somente com areia… – os diversos furos (“rombos”? “Crateras”?) no relatório – que já estava pronto, claro – deixados pelo ICBM disparado ontem pelo Duplo Expresso.
Ora, os “resultados” (sic) da “perícia” (sic), “de verdade”, todos nós já conhecemos: saíram “prontos de fábrica”, conforme a encomenda feita por Sergio Moro.
Mas há buracos “intapáveis” (sic):
– Trata-se de “perícia” dirigida, deliberadamente limitada a um sistema sem qualquer proteção contra falsificação – o tal “Drousys”.
– Para piorar, quem extrai os documentos a serem “periciados” (sic) é um preposto (!) da empresa sob “investigação” (sic), a Odebrecht. A empreiteira prontamente “disponibilizou” o responsável pela própria implementação dos sistemas “MyWebDay” e “Drousys” – o Sr. Paulo Sergio da Rocha Soares – para “auxiliar” os…
– … “peritos” (!)
Repito: “auxiliar” os… “peritos”! (haha)
Revelando de maneira irretratável o nível de “perícia” dos envolvidos, ficamos a “saber” – apenas ontem – que tais “peritos” (sic) demoraram “apenas” o prazo de três meses (!) para “descobrir” que “não (!) tinham acesso” ao sistema mais completo e seguro: o “MyWebDay” (!)
Tudo isso 100% “casual”… “fortuito”!
Seguindo na ironia, cremos ser possível afirmar que apenas a falta de modéstia poderia impedir tais “peritos” de declinarem, na “notinha” plantada ontem na imprensa lavajateira, a real origem do problema “técnico” que assola Curitiba:
– O Duplo Expresso! (haha)
*
“Pacto de sangue”: procuradores e “peritos” da PF exigem que Moro ponha também a sua digital na fraude (por ele contratada)
Notem que no despacho de ontem, reproduzido na sua integralidade mais adiante, Moro não concede “15 dias” para a conclusão “da perícia”…
– … mas sim do “laudo pericial”!
Ou seja: foi obrigado a registrar, em público, que se trata tão somente da “edição” de um “documento”, já escrito. Tudo isso visando a tapar – novamente: nem que seja apenas com areia… – os buracos (bis: “crateras”?) expostos ontem.
Concedamos: em circunstâncias “normais”, duas semanas seria prazo mais que suficiente para a elaboração de um “relatório” diversionista. Um no estilo “fio-dental”: mostra tudo mas esconde o essencial.
Ocorre que nem mesmo um ano lhes permitiria ultrapassar o principal obstáculo:
– A recusa de Moro e dos procuradores – premidos pelo imperativo mafioso da omertà – de franquear acesso ao conteúdo não adulterado, do “MyWebDay”.
– E, mais ainda, não peneirado, de forma a que restassem no balaio, tão somente, os alvos políticos da Lava Jato (i.e., Lula e aliados!).
Terror! – há provavelmente ali, no “MyWebDay”, tudo o que a Lava Jato sempre escondeu:
– A corrupção de, e.g., juízes, procuradores, Ministros do STF, do TCU, auditores da Receita, Conselheiros do CARF, donos de veículos da grande mídia (“lavajatófilos”), jornalistas plantadores de “notinhas” e… tucanos!
Possivelmente, com mais uma “cereja” (atômica?) sobre esse “bolo”:
– O (há tanto sonegado…) registro das instituições financeiras – ah-rá! – pelas quais toda essa dinheirama circulou!
(Ka-boooom!)
Ou seja, volto à metáfora do “fio-dental”…
Ou melhor: substituída agora pela de um maiô de banho…
– … de uma conservadora senhora– nonagenária!
Isso porque nesse tal “combate à corrupção” – à la curitibana – mostra-se muito pouco – ou quase nada…
(e, ainda assim, com grossa camada de “maquiagem” no que é… “exibido” – ou seja, “Drousys… batizado”)
– … para, ao fim e ao cabo, esconder – além de tudo – o (gigantesco!) “e$$encial”: os nomes guardados a 7 chaves no (atômico!) “MyWebDay”!
Amarrando a sina de todos, o pacto mafioso à la curitibana exige que também o seu capo – Sergio Moro – exponha-se publicamente:
– No despacho, o “juiz” é forçado a adiantar, desde já, o “resultado” da “perícia”!
– Antes mesmo do início da vigência da “prorrogação”, que ora “concede”!
– Por escrito (!), Moro é forçado a “dispensar” (!) os “peritos” de examinarem…
– … aquilo a que nunca tiveram acesso: o “MyWebDay”!
Moro adianta o óbvio para quem chegou até aqui:
– Daqui a duas semanas, o “laudo” – recauchutado – tratará tão somente do (“batizado”) sistema “Drousys”.
Notem a faca no pescoço:
– Moro foi obrigado, por seus cúmplices, a consignar – no processo! – que eles foram instruídos – ab initio! – a periciar, apenas!, o “Drousys” (!)
Observo que, quanto à dificuldade de acesso ao sistema MyWedDay por ausências de credenciais, se o obstáculo não for resolvido, a perícia deve se limitar ao exame dos sistemas disponíveis
Que fase!
Notem que Moro não tem sequer coragem de escrever “Drousys”!
Prefere “sistemas disponíveis” (sic)!
A mensagem é clara:
– Em Curitiba, estão todos no mesmo barco. Caiu um, cairão todos.
Afinal, todos ali são reféns agora: uns dos outros!
Portanto, não causa mais nenhum espanto que tal “ambiente”, tal “ethos”, tenha plantado, tempos atrás, a expressão “pacto de sangue”…
– … na boca de Antonio Palocci!
Ora, sabiam do que falavam!
*
Pobres lavajateiros…
Nesse seu desespero, palpável, poderiam até mesmo inspirar (em observadores mais sensíveis) pena…
(i.e., na sua dimensão individual, humana…
Acreditem: sou desses!)
O problema é que à Lava Jato – i.e., o ente político, proto-“juristocrático” – não deve ser concedida a mínima comiseração…
Pelo contrário:
– Deve ser massacrada!
– Pra ontem!
– Sem pestanejar!
– A bem do Brasil!
(país a resgatar a soberania ora aviltada)
– E dos brasileiros!
(povo agredido, de maneira selvagem, por coalizão estrangeira invasora: finança internacional + Deep State americano)
*
Eis a íntegra do instrumento que sela – de maneira definitiva – o “pacto de sangue” curitibano:
Poder JudiciárioJUSTIÇA FEDERALSeção Judiciária do Paraná13ª Vara Federal de Curitiba
AÇÃO PENAL Nº 5063130-17.2016.4.04.7000/PRAUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL AUTOR: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS RÉU: MARISA LETICIA LULA DA SILVA RÉU: ROBERTO TEIXEIRA RÉU: BRANISLAV KONTIC RÉU: MARCELO BAHIA ODEBRECHT RÉU: LUIZ INACIO LULA DA SILVARÉU: PAULO RICARDO BAQUEIRO DE MELO RÉU: ANTONIO PALOCCI FILHO RÉU: DERMEVAL DE SOUZA GUSMAO FILHO RÉU: GLAUCOS DA COSTAMARQUES
DESPACHO/DECISÃO
O Delegado de Polícia Federal Chefe da DELECOR/PR Felipe Eduardo Hideo Hayashi requer prazo adicional de quinze dias para a conclusão do laudo pericial ordenado por este Juízo.
Justifica o pedido alegando a complexidade nos sistemas “Drousys” e “MyWebDay” e a ausência das credenciais de acesso de dados cifrados do sistema “MyWebDay” (evento 1501).
Defiro, excepcionalmente, por mais quinze dias, contados do dia 07/02/2018.
Observo que, quanto à dificuldade de acesso ao sistema MyWedDay por ausências de credenciais, se o obstáculo não for resolvido, a perícia deve se limitar ao exame dos sistemas disponíveis, sendo de se observar que a Defesa havia até se oposto ao acesso a esse sistema mais recentemente disponibilizado.
Ciência à autoridade policial, ao MPF, Assistente de Acusação e Defesas, que ficam encarregados de comunicar os assistentes técnicos.
Curitiba, 06 de fevereiro de 2018.
Documento eletrônico assinado por SÉRGIO FERNANDO MORO, Juiz Federal, na forma do artigo 1º, inciso III, da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17, de 26 de março de 2010. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico http://www.trf4.jus.br/trf4/processos/verifica.php, mediante o preenchimento do código verificador 700004455079v4 e do código CRC 46a5968f.
Informações adicionais da assinatura:
Signatário (a): SÉRGIO FERNANDO MORO
Data e Hora: 7/2/2018, às 10:51:42
Em resumo (de antropólogo):
*
Atualização 8/fev/2018 – 8:15 – “Senha perdida”?! Onde “DD” enfiou o “maior pendrive do mundo”, hein?
Extrato de live especial do Duplo Expresso de 7/fev/2018. Integralidade aqui.
*
Atualização 8/fev/2018 – 9:50 – “Perícia (fake!) da PF”: advogados de Lula expõem (nova!) mentira de Moro
A “barata voa” continua à toda em Curitiba. Causou estranhamento geral uma frase plantada naquele despacho de Sergio Moro em que testemunhamos o “bravo” juiz ser forçado – por seus cúmplices – a colocar também a sua digital no crime que contratara:
– A “perícia” – fake – que a Polícia Federal (não) “fez” nos “dados” (?) da Odebrecht.
Reparem na parte final deste trecho do despacho:
Observo que, quanto à dificuldade de acesso ao sistema MyWedDay por ausências de credenciais, se o obstáculo não for resolvido, a perícia deve se limitar ao exame dos sistemas disponíveis, sendo de se observar que a Defesa havia até se oposto ao acesso a esse sistema mais recentemente disponibilizado.
Oi?!
Ora, é a defesa do Presidente Lula quem pede, com insistência digna de Ulisses na Odisseia, registre-se, para ter acesso a esses sistemas – que Moro e comparsas guardam a 7 chaves.
(Imaginem os nomes que não tem ali dentro, minha gente…)
Evidentemente, mesmo já conhecendo de antemão a resposta, ato contínuo fui apurar junto ao advogado de Lula, Cristiano Zanin, de onde que Moro poderia ter tirado tal “afirmação”.
Eis a resposta recebida há pouco:
É factualmente incorreta essa afirmação do juiz Sergio Moro de que a defesa do ex-Presidente Lula teria se oposto ao acesso . Não há no processo qualquer manifestação da defesa se opondo ao acesso aos sistemas MyWebDay e Drousys.
Ao contrário, foi a defesa de Lula que pediu para ter acesso a esses sistemas a fim de comprovar que o ex-Presidente não recebeu qualquer valor ilícito da Odebrecht.
O juiz até hoje nega o acesso a esses sistemas a despeito da insistência da defesa de Lula, fazendo uso do conceito de “prova secreta”, incompatível com o processo penal democrático.
Esperamos que nos recursos já interpostos sejam reformadas essas decisões do juiz Sergio Moro que negaram acesso ao material, permitindo que o ex-Presidente Lula, por meio de sua defesa técnica, possa exercer a garantia da ampla defesa em toda a extensão prevista no Texto Constitucional.
Volto eu para dar a minha tradução – no gozo da liberdade de consciência, expressão e informação que me garante o Estado de direito em que vivo:
– Barata voa! Moro é pego – de novo! – na mentira!
*
Compartilhe nas redes sociais – e também com o botão para compartilhamento no Whatsapp: fure a bolha você também!
Pega na mentira: empresa de investigação americana desmente Lava Jato e afirma que resgatou arquivos da Odebrecht (sonegados à defesa de Lula!) https://www.duploexpresso.com/?p=87475
Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.