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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Eduardo Bolsonaro confirma submissão total do clã a Trump e elogia corte de repasse dos EUA à Organização Mundial de Saúde


O deputado Eduardo Bolsonaro fez questão de explicitar mais uma vez que o governo do pai serve exclusivamente aos interesses da extrema-direita dos Estados Unidos – e não do Brasil nem dos brasileiros

Donaldo Trump e Eduardo Bolsonaro
Donaldo Trump e Eduardo Bolsonaro (Foto: Joyce N. Boghosian/White House)

247 - O deputado federal Eduardo Bolsonaro comemorou a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cortou os repasses à Organização Mundial da Saúde (OMS) em meio à pandemia do coronavírus. O parlamentar errou ao informar o valor doado pelo país norte-americano anualmente à organização. De acordo com Trump, os EUA pagam de 400 a 500 milhões de dólares à OMS todos os anos.
"Trump corta financiamento para a OMS de USD 40 milhões", escreveu o filho de Jair Bolsonaro no Twitter. 
O presidente americano acusa a OMS de ser "centrada na China". Segundo Trump, a instituição falhou em obter "informações oportunas" sobre o coronavírus.
O mandatário afirmou que "os contribuintes americanos pagam entre US$ 400 e US$ 500 milhões por ano à OMS. Por outro lado, a China paga o equivalente a US$ 40 milhões".
A China desembolsou US$ 28,7 milhões em 2020 e os EUA, US$ 56 milhões. 
Os americanos lideram o ranking dos países com os maiores números de casos da covid-19. São 615,4 mil ao todo. Em segundo lugar vem a Espanha, com 177,6 mil, seguida pela Itália (162,4 mil). Na quarta posição está a França, com 143,3 mil, seguida pela Alemanha (132,5 mil). Em quinto aparece o Reino Unido (98,4 mil), à frente da China (82,2 mil).
Os EUA têm 26,1 mil mortes, contra 3,3 mil dos chineses.
Em nível global são 2 milhões de casos, com 128,9 mil mortes.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Em época dos 1% mais ricos especulando em Bolsas, destruindo o meio-ambiente e financiando aberrações como Trump e Bolsonaro, o coronavirus poderá chocar a realidade e trazer uma nova civilização ou a volta à idade média, entrevista com Jamil Chade

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Há tempos, Jamil Chade se tornou um dos principais correspondentes internacionais brasileiros, atuando em Genebra. Passou a cobrir as principais organizações multilaterais, da Organização Mundial de Saúde à FIFA.
Ao mesmo tempo, tem sido um jornalista permanentemente preocupado em defender os valores civilizatórios.
Na entrevista, ele discute as dúvidas em relação ao futuro do mundo. A coronavirus trará solidariedade ou acirrará o individualismo?
Na OMS, há convicção de que a única maneira de enfrentar a peste será com uma resposta coordenada de todos os países. Ao mesmo tempo, o caráter essencialmente democrático da coronavirus – atacando pessoas de todos os extratos sociais – mostra que a saúde das classes mais abastadas depende da saúde da periferia do mundo. E essa constatação implicará em fortalecimento das políticas públicas.
Segundo Chade, depois de ocupar posição de destaque nos organismos mundiais de saúde, o Brasil se tornou uma caricatura. Não apenas em função de Bolsonaro, mas da arrogância despreparada do Itamarati.

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