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sexta-feira, 18 de julho de 2025

A cineasta Petra Costa fala sobre novo documentário “Apocalipse nos Trópicos”, sobre o avanço do fundamentalismo evangélico e seu plano de poder político e econômico

 

Do Canal Brasil de Fato:

Estreou nesta segunda-feira, 14 de julho, o novo documentário da cineasta brasileira, Petra Costa, “Apocalipse nos Trópicos”. O filme começou a ser realizado durante o processo de produção do aclamado documentário anterior dela, “Democracia em Vertigem”.  Em “Apocalipse nos Trópicos”, a influência das igrejas e pastores evangélicos na política brasileira e o entrelaçamento com a extrema direita no país são temas abordados. O filme também resgata as origens da religião no país e o papel fundamental dos Estados Unidos nessa chegada, durante a ditadura militar. Na China, Petra concedeu entrevista exclusiva ao repórter Mauro Ramos, do Brasil de Fato, em junho. A cineasta foi convidada pela primeira vez para ser jurada na categoria “Documentários” do 27º Festival Internacional de Cinema de Shanghai.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Petra Costa: o que ocorreu nos EUA, com a invasão de extremistas de direita no Capitólio em apoio ao golpe de Trump, pode acontecer no Brasil em 2022

 

“Estamos nos preparando para defender a democracia e impedir que o minúsculo imite seu mestre e feche de vez as portas do inferno com a gente dentro?”, questionou referindo-se a Jair Bolsonaro, aliado submisso de Trump


(Foto: Reuters | Divulgação)

247 - A cineasta Petra Costa, diretora do documentário Democracia em Vertigem, indicado ao Oscar, afirmou que “as imagens estarrecedoras dos EUA de hoje podem se repetir no Brasil em 2022”, ao comentar a invasão do Capitólio por apoiadores de Donald Trump para impedir a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden.

“Estamos nos preparando para defender a democracia e impedir que o minúsculo imite seu mestre e feche de vez as portas do inferno com a gente dentro?”, questionou referindo-se a Jair Bolsonaro, aliado submisso de Trump.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Bolsonaro ativa Secom que usa dinheiro público para agredir covardemente Petra Costa por ter seu documentário, "Democracia em Vertigem" indicado ao Oscar e mostrar ao mundo o golpe parlamentar-midiático-jurídico e militar ultra direitista de 2016



Governo Bolsonaro usa conta oficial da Secom para atacar Petra Costa: “militante anti-Brasil”

 
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A Secom é a Secretaria de Comunicação do governo, que lida com verbas publicitárias e cujo titular, Fábio Wajngarten, está enrolado na Justiça.
Wajngarten está sendo investigado porque é sócio majoritário de uma empresa que recebe dinheiro de emissoras de TV (entre elas Record e Band) e de agências de publicidade contratadas pela pelo próprio órgão, ministérios e estatais do governo Bolsonaro.
A Secom tem uma conta no Twitter e, nesta segunda, ela foi usada para agredir a cineasta Petra Costa por causa de uma entrevista que ela deu à rede PBS, dos EUA.
Uma peça vagabunda foi divulgada nas redes com o papo furado de que Petra “assumiu o papel de militar anti-Brasil e está prejudicando a imagem do país no exterior”.
Com um presidente como Jair Bolsonaro, quem precisa de Petra?
Dinheiro público para enxovalhar a reputação de uma brasileira.
Nunca antes a máquina do Estado foi usada desta maneira para atacar uma “inimiga do povo”.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Em vídeo, Chico Buarque elogia o trabalho de Petra Costa: Boa sorte no Oscar!



Em vídeo, Chico Buarque manda recado para Petra Costa: Boa sorte no Oscar!

Chico considera que o filme não é só uma denúncia de um momento terrível de nossa história, mas um alerta para que o mundo preste atenção.
Jornal GGN – Chico Buarque fala sobre a importância do filme Democracia em Vertigem em vídeo enviado a Petra Costa. E, mais ainda, da oportunidade dada ao mundo de entender o momento tão delicado que o Brasil viveu em 2016 e que desembocou no que é hoje… um país governado por loucos. Chico considera que o filme não é só uma denúncia de um momento terrível de nossa história, mas um alerta para que o mundo preste atenção.
Veja o vídeo a seguir.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A guerra de Bolsonaro contra a verdade, por Petra Costa, diretora do documentário indicado ao Oscar "Democracia em Vertigem"





O Brasil está imerso em um drama sem fim, enquanto o governo leva a democracia e o país à beira do abismo
Por Petra Costa (reprodução da entrevista ao The Washington Post pelo GGN)
Na semana passada, meu documentário Democracia em Vertigem foi indicado ao Oscar na categoria melhor documentário. No filme, entrelaço a ascensão e queda dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e a eleição de Jair Bolsonaro com a minha própria história familiar — tenho a mesma idade da democracia brasileira e, em grande parte, a divisão do país está refletida na minha família.
Após a nomeação, minha equipe foi inundada por mensagens nas mídias sociais nos parabenizando pela conquista. Já o governo reagiu de forma diferente. O então Secretário de Cultura, Roberto Alvim disse: “se fosse na categoria de ficção, a nomeação seria correta”.
Em 2016, eu entrevistei Bolsonaro sobre seus planos para o setor cultural e ele reclamou que nenhum filme brasileiro era bom o suficiente para ser premiado com uma indicação ao Oscar. Na semana passada, no entanto, ele desprezou nossa indicação dizendo “para quem gosta do que urubu come, é um bom filme”. Em seguida, ele admitiu não ter visto o filme, mas isso não impediu que a legião de trolls que o seguem nas redes sociais de papaguear a acusação de que o filme era fake news.
Na quinta-feira, era Roberto Alvim quem estava nas manchetes. Em um vídeo postado nas redes sociais para promover um prêmio nacional de arte, ele proclamou que “a arte brasileira da próxima década será heróica e será nacional”, “será dotada de uma grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que é profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo — o então não será nada”. O discurso repete frases do ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels, proclamadas em maio de 1933. Um retrato de Bolsonaro aparecia atrás de Alvim, enquanto Lohengrin — uma ópera do compositor favorito de Adolf Hitler, Richard Wagner — podia ser ouvida ao fundo.
Alvim foi deposto um dia depois, após um clamor público que incluiu a veemente condenação das embaixadas da Alemanha e de Israel. Mas creio que ele foi demitido não porque o governo condena suas opiniões e sim porque foi demasiado explícito sobre opiniões que ambos compartilham. Este é apenas um exemplo de como a democracia brasileira se aproxima do abismo.
O assalto sistemático do governo Bolsonaro à verdade tomou agora um rumo preocupante. Na terça-feira, os promotores federais acusaram o jornalista americano Glenn Greenwald de crimes cibernéticos. As acusações decorrem de uma série de artigos publicados no site The Intercept Brasil, que ele co-fundou, expondo o que parecia ser conluio entre os principais atores da Operação Lava Jato, uma investigação anti-corrupção.
Nos últimos cinco anos, o Brasil tem estado atolado em um drama contínuo, repleto de reviravoltas inesperadas. Em 2016, Dilma Rousseff, nossa primeira mulher presidente, foi alvo de um impeachment por conta uma questão técnica ininteligível para a maioria da população. A imprensa e mídias sociais propagaram a percepção de que ela estava sendo alvo de impeachment por corrupção, o que um grande setor da população estava satisfeita em acreditar. Na semana do seu impeachment, três das cinco notícias mais compartilhadas no Facebook eram falsas.
Dois anos depois, Lula, candidato favorito para as eleições presidenciais de 2018, foi preso e impedido de concorrer, no que pareceu ser a conclusão perfeita para um longo reality show.
Sérgio Moro, o juiz responsável pela prisão de Lula, foi premiado com o cargo de ministro da Justiça depois que Jair Bolsonaro foi eleito. A eleição de Bolsonaro, um deputado do baixo clero, homofóbico e misógino, foi o resultado de uma extraordinária campanha baseada na disseminação de fake news nas redes sociais. Mais de 98 por cento dos seus eleitores foram expostos a uma ou mais manchetes falsas durante a campanha e quase 90 por cento acreditavam que elas eram verdadeiras, segundo estudo da organização Avaaz. O seu governo dominou a arte de manipular a verdade.
Em Democracia em Vertigem, eu entrecorto as últimas décadas da história política brasileira com a minha história familiar. Meu avô co-fundou uma das maiores construtoras do país, uma das empresas investigadas pela Operação Lava Jato. Meus pais foram militantes de esquerda durante a ditadura (1964-1985), chegaram a ser presos e passaram anos no Sul do país fazendo trabalho de base com estudantes e trabalhadores. Os ideais deles me fizeram acreditar que um Brasil melhor, menos desigual e que não fosse governado por elites corruptas e autoritárias, era possível. Eu votei em Lula com a esperança de que ele faria as mudança políticas tão necessárias. Mas logo o vi formar alianças com as velhas oligarquias do país.
Espectadores do mundo inteiro se identificaram com minha tentativa de discernir os fatos em meio a tanta ficção que está moldando o futuro do Brasil. Acredito que as pessoas se conectam com nosso filme porque sentem que suas democracias estão sob um tipo de ataque semelhante. O que inicialmente pareciam ser casos isolados (na Índia, Brasil e Turquia) se transformou em uma epidemia global. O filme critica os líderes que tentam silenciar pensamentos divergentes. Talvez esta seja a razão pela qual alguns políticos autoritários de extrema-direita, no Brasil e no exterior, queiram classificar os esforços artísticos e jornalísticos para desvendar a verdade como ficção e fake news.
É interessante que Lügenpresse, ou “imprensa mentirosa”, foi um slogan amplamente usado na Alemanha durante o terceiro Reich para descreditar qualquer jornalista que discordasse da posição do governo.
Esforços para descreditar a imprensa e as artes tem sido particularmente devastadores no Brasil. A sua influência vai muito além da política partidária. Desde 2019, as elites de extrema-direita e os grupos conservadores religiosos têm travado uma guerra cultural a níveis que não se viam desde os anos mais duros da ditadura militar.
O líder do governo caracterizou o Carnaval brasileiro, uma grande fonte de orgulho em nossa cultura, como uma festa degenerada. Alguns de nossos maiores artistas foram atacados, livros escolares estão sendo reescritos e recursos foram cortados para séries e projetos cinematográficos sobre temas L.G.B.T.Q. Mais de 30 obras de arte foram censuradas, auto-censuradas ou canceladas. Essa guerra cultural atingiu novos patamares em dezembro quando a produtora, Porta dos Fundos, foi atacada com coquetéis Molotov por conta de seu episódio satírico A Primeira Tentação de Cristo, que retrata Jesus como homosexual.
Não há luz visível no fim do túnel desta guerra cultural que procura censurar os valores liberais e progressistas e desconstruir a verdade para impor um fascismo tropical. Como aponto em Democracia em Vertigem, a elite se cansou do jogo da democracia. A história do nazismo mostra que as elites que se calaram diante do avanço do autoritarismo acabaram sendo engolidas por ele. A extinção é o preço da omissão.
Petra Costa é cineasta. Seu último filme, Democracia em Vertigem, foi indicado para o Oscar de melhor documentário.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Henry Bugalho: Democracia em Vertigem no Oscar ajuda o mundo a entender a ascensão de Bolsonaro no Brasil e da extrema-direita sórdida no mundo




Com a lista dos indicados ao Oscar divulgada nesta segunda (13), o filósofo e escritor Henry Bugalho comenta sobre dois documentários concorrentes: Democracia em Vertigem, da brasileira Petra Costa, sobre o impeachment de Dilma Rousseff; e Indústria Americana, de Julia Reichert e Steven Bognar, sobre o modo de produção chinês em uma fábrica de vidro nos EUA.

Fonte: Canal de Henry Bugalho no Yotube