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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Lava Jato 2 (novamente com a Globo e "grande mídia" controlada por banqueiros) tenta acuar STF e ‘Xandão’ vai pra cima!, por Tony Garcia

 

É a LAVA JATO 2 tentando renascer das cinzas com o mesmo objetivo de sempre: usar o aparato do Estado para chantagear e intimidar

Do Jornal GGN:


Lava Jato 2 tenta acuar STF e ‘Xandão’ vai pra cima!, por Tony Garcia



    Grafite no Brooklyn - Nova York - reprodução do site Vontade de Viajar

por Tony Garcia

Meus amigos, prestem atenção no que eu vou dizer porque eu conheço esse modus operandi como ninguém! O que estamos vendo em 2026 com esses auditores da Receita e do COAF não é novidade. É a LAVA JATO 2 tentando renascer das cinzas com o mesmo objetivo de sempre: usar o aparato do Estado para chantagear, intimidar e colocar de joelhos quem não pertença ao grupo deles.

EU CONHEÇO O MONSTRO POR DENTRO!

Vocês sabem da minha história. Eu vi de perto como a força-tarefa de Curitiba usava seletividade, vazamentos encomendados e “pressão” em órgãos de controle para fabricar culpados e proteger aliados. Capturado por Moro, fui, à força, peça central naquele tabuleiro e denunciei o uso político da justiça! Agora, o feitiço quer virar contra o feiticeiro? NADA DISSO!

Esses auditores pegos acessando dados da família do Alexandre de Moraes e do Gilmar Mendes estão seguindo a cartilha do “Estado Policial” que eu tanto combati. Eles entram no sistema, pegam o que querem, montam o dossiê e depois “vazam” para a imprensa amiga destruir o alvo. É o crime perfeito… ou era!

COMPARAR MINISTRO COM O PCC? É O FIM DA LINHA!

O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, passou de todos os limites. Dizer que é mais perigoso fiscalizar autoridade do que o PCC? Isso não é crítica sindical, é INTIMIDAÇÃO PURA! É uma tentativa de acuar o Supremo usando o discurso do medo. Mas eles esqueceram de um detalhe: o ministro Alexandre de Moraes não é de se intimidar com bravata de quem usa crachá do Estado para fazer política rasteira. TORNOZELEIRA NELES!

O STF REAGE PARA SALVAR A DEMOCRACIA

O “Xandão” partiu pra cima ao melhor estilo: com a lei na mão! A reação foi cirúrgica. Se você usa o seu cargo para quebrar o sigilo de quem não é investigado, você não é um auditor, você é um agente político infiltrado. Busca e apreensão: Para saber quem são os “generais” por trás desses soldados da Receita. Intimação de Kleber Cabral: Para que ele explique onde termina a liberdade sindical e onde começa a apologia ao crime organizado de colarinho branco!

O BRASIL NÃO VAI VOLTAR PARA O PORÃO!

Eu denunciei os abusos da primeira Lava Jato para que o Brasil nunca mais vivesse sob o império dos “justiceiros” de gabinete. Essa tentativa de criar uma nova estrutura de chantagem dentro da Receita Federal e do COAF precisa ser esmagada agora!

Quem acha que pode usar dados sigilosos para fazer guerra política contra a Suprema Corte precisa entender que o tempo da impunidade acabou. No meu tempo, eles faziam o que queriam. Hoje, eles encontram a Polícia Federal na porta e uma tornozeleira no pé!

BRAVO, MINISTRO MORAES! A democracia agradece a firmeza. Quem tem saudade de Curitiba que vá visitar o museu, porque no Brasil da lei, o crime não compensa — nem com cargo de auditor!

COMPARTILHEM! O POVO PRECISA SABER QUE A “MÁQUINA DE MOER” NÃO VAI VOLTAR!

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: https://www.catarse.me/JORNALGGN “

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Abusos do ex-juíz midiático-tendnecioso -golpista da 13ª Vara de Curitiba: Tony Garcia conta como foi usado por Moro para derrubar Dilma e alerta sobre ataques a Lula

 

"Eles estão repetindo as coisas de antes da prisão do Lula. É o sistema que quer derrubar o governo", dispara Tony Garcia, em entrevista ao GGN


Do Jornal GGN:



Em mais uma entrevista impactante para o canal TV GGN, no Youtube, o empresário e ex-deputado Tony Garcia contou bastidores inéditos da Operação Lava Jato. Ao apresentador Luís Nassif, Garcia detalhou como foi usado por Sergio Moro e procuradores de Curitiba para monitorar figuras como Eduardo Cunha e minar o governo Dilma, que acabou sofrendo um impeachment e deixando o cargo em 2016.

A entrevista exclusiva, veiculada na terça-feira (2), expôs ainda supostas omissões de provas por parte de servidores da 13ª Vara Federal de Curitiba durante operação autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Garcia também falou sobre a relação de agências norte-americanas como CIA e FBI com o ex-juiz Sergio Moro, e das táticas de perseguição política e midiática que foram usadas na Lava Jato e que, agora, se repetem com Lula na esteira do escândalo do Banco Master.

Sob a relatoria de Toffoli, o STF investiga a denúncia de que Moro [hoje senador com foro privilegiado] e procuradores de Curitiba teriam usado Tony Garcia como “agente infiltrado” afim de atingir alvos políticos e empresários influentes e arrastá-los para processos judiciais. Ao GGN, Tony Garcia afirmou que uma de suas missões foi manter conversas com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha – com quem tinha um relacionamento político bem próximo – com o objetivo de mapear figuras que pudessem virar alvos da Lava Jato e alimentar a tempestade perfeita criada contra o PT, que levou à queda do governo Dilma Roussef.

“Eles [força-tarefa da Lava Jato] me usaram para o Eduardo Cunha narrar para mim tudo o que eles podiam [usar] para irem atrás do PT. O Eduardo Cunha combinou uma coisa comigo, e eles sabiam. Ele me dava o endereço de um Skype e a gente fazia um Skype na hora. O Eduardo começava a me passar quem era o operador disso, quem era aquele, nomes e caminhos, tudo. Eles me davam um calhamaço para eu fazer perguntas para ele. Naquele momento, a gente fazia aquilo [Skype] para não ser grampeado. E a cada noite eles me passavam o que queriam, eu falava com o Eduardo, e o Eduardo me passava. Eles foram minando, inclusive, a Dilma Rousseff“, relatou Tony Garcia.

Na visão de Tony Garcia, o mesmo método lavajatista de forjar elos entre o presidente de turno e escândalos de corrupção em investigação está sendo usado pela grande mídia novamente, agora para tentar associar Lula ao escândalo do Banco Master. O objetivo final seria o mesmo: causar instabilidade no governo Lula e influenciar as eleições 2026.

“Essa rede, eu conheço o que eles estão fazendo, eu sei como eles funcionam. Está acontecendo tudo Igual. Eles estão repetindo as coisas de antes da prisão do Lula e não há reação possível. É o sistema que quer derrubar o governo”, alertou Garcia. “A rede lavajatista de Moro dentro das instituições é enorme. Esse ano aqui, eles vão de novo carimbar nos governos do PT a corrupção”, complementou.

Obstrução de Justiça

Segundo Tony Garcia, as gravações de conversas que manteve com outros alvos a mando de Moro e do procuradores do Paraná foram encontradas na busca e apreensão feita pela Polícia Federal na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele relatou que soube, nos bastidores, que servidores da Vara, aliados de Moro, teriam tentado dificultar a plena realização da diligência.

“Eu sei o que eles fizeram de desrespeito à Polícia Federal na busca e apreensão e ao ministro Toffoli. O ministro teve de se pronunciar algumas vezes para eles entregarem as coisas para a Polícia Federal, que eles não queriam entregar, porque eles sabem o que está lá. É uma coisa que devasta o TRF-4, devasta o MPF, devasta o Moro, devasta essa gente toda, e vai trazer à baila tudo que eles fizeram. (…) Não posso afirmar ainda, mas soube que foi suprimida alguma coisa. Se isso aconteceu, é obstrução da justiça e isso traz o crime para agora”, afirmou.

Sigilo esconde escândalo internacional

O inquérito que apura as denúncias feitas por Tony Garcia contra Moro e agentes que atuaram na extinta Operação Lava Jato tramita no STF em segredo de Justiça. Para Tony, se o ministro Dias Toffoli decidisse derrubar o sigilo, “viraria um escândalo internacional de uma proporção que você não sabe, porque tem CIA, tem FBI, tem tudo [envolvido]. (…) Me usaram por 20 anos para falar isso daí [perseguir o PT]. (…) Está muito mais explosivo que a Lava Jato, porque pega tudo.”

Assista a entrevista completa abaixo:

Leia também:

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Começam a surgir na grande mídia vídeos reais em que Tony Garcia delata desmandos de Sergio Moro a Gabriela Hardt da 13ª Vara de Curitiba e sua Lava Jato

 

Em 2023, o GGN mostrou que Hardt engavetou o depoimento por dois anos. Juiz Appio descobriu e enviou o caso ao STF...


Da Redação do Jornal GGN:


Começam a surgir na grande mídia vídeos em que Tony Garcia delata Sergio Moro a Gabriela Hardt




A jornalista Daniela Lima, do UOL, divulgou nesta segunda, 2 de fevereiro de 2026, um trecho do depoimento de Tony Garcia à juíza Gabriela Hardt, onde o ex-deputado federal relata que foi “espião” de Sergio Moro e do Ministério Público Federal do Paraná por vários anos, tendo à sua disposição agentes da Polícia Federal para grampear quem quisesse. A mídia independente divulgou o testemunho em primeira mão. Assista abaixo:

Em 2023, o GGN mostrou que esta oitiva de Tony Garcia ficou engavetada por cerca de dois anos. Quando descobriu o depoimento bombástico, o juiz federal Eduardo Appio, então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, não pensou duas vezes: encaminhou o caso para o Supremo Tribunal Federal, já que, à época, tanto Moro quando Deltan Dallagnol já dispunham de foro privilegiado. Deltan, no entanto, acabou tendo o mandato cassado pela Câmara.

No depoimento a Hardt, Tony Garcia, que havia firmado uma acordo de cooperação com o MPF, disse que atuou como “agente infiltrado do Ministério Público”. “Eu trabalhei por dois anos e meio diuturnamente, por 24 horas, tendo um agente da inteligência da Polícia Federal ao meu dispor, para eu pedir segurança e interceptação telefônica”, disparou Garcia no trecho do vídeo revelado nesta segunda pelo UOL.

Ante Hardt, Tony Garcia afirmou que Moro o convocava para debater os passos da investigação após ter acessos aos grampos, e cobrava que o então delator abordasse potenciais investigados e os levasse a cooperar com a Justiça do Paraná. Segundo a coluna de Daniela Lima, Garcia tinha de ajudar Moro a apurar “um suposto esquema de venda de sentenças judiciais”.

Decidido a retirar os esqueletos do armário da chamada República de Curitiba, Appio entendeu que estava diante de uma potencial notícia-crime contra agentes lavajatistas, e remeteu cópias do processo de Tony Garcia ao Supremo em 2023. O caso, hoje, tramita nas mãos do ministro Dias Toffoli, que no final de 2025 autorizou a Polícia Federal a vasculhar o antigo gabinete de Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. Foi lá que as fitas foram encontradas.

Procurado pelo UOL, Moro alegou que os fatos são de 20 anos atrás – ou seja, estariam prescritos. Também disse que, naquela época, a jurisprudência autorizava uso de grampos sem autorização judicial quando a iniciativa partia de um colaborador.

Ao enviar o caso ao STF, Appio sinalizou, com base no depoimento de Tony Garcia a Gabriela Hardt, que entre os alvos dos grampos sem autorização judicial estavam um governador de Estado e ministros do Superior Tribunal de Justiça, todos com foro privilegiado, o que significa que Moro usou de um “colaborador infiltrado sem qualquer formalidade ou observância das leis vigentes no país” para investigar figuras que estavam fora de sua alçada. Há algumas semanas, o UOL mostrou que um ministro do Tribunal de Contas da União estaria entre os grampeados.

Appio ainda transmitiu seu espanto com o fato de Hardt não ter tomado nenhuma providência ao tomar conhecimento das supostas ilegalidades praticadas por Moro e os procuradores de Curitiba. “Ainda que estando presentes em audiência, as autoridades do caso nada fizeram em face do relatado.”

Os autos foram encaminhados por prevenção ao ministro Ricardo Lewandowski, aposentado do STF. Em seu lugar na turma que julga casos da Lava Jato, entrou o ministro Dias Toffoli. Hardt ainda tentou desfazer a decisão de Appio assim que o magistrado foi afastado da 13ª Vara após decisão da Corregedoria do TRF-4. Na sequência, no entanto, Hardt virou alvo de uma ação de suspeição apresentada pela defesa de Tony Garcia, e acabou decidindo, por foro íntimo, se afastar do processo. 

Lançado em janeiro de 2026, o mais novo documentário inédito do GGN, “A Caixa-Preta da Lava Jato”, mostra como Eduardo Appio procedeu diante de outros supostos crimes praticados por Sergio Moro. Assista:

Leia também:

domingo, 7 de dezembro de 2025

PF faz apreensão de documentos em Curitiba, na vara de Moro que se recusva a entregar documentos ao STF, e a farsa da Lava Jato desmorona de vez | TVGGN 20h com Tony Garcia

 

Do Canal TV GGN:

Transmitido ao vivo em 3 de dez. de 2025 TVGGN 20H com Luis Nassif

Para lançar luz sobre a operação da PF que realizou buscas no antigo gabinete de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, o jornalista Luis Nassif recebe o empresário e ex-deputado Tony Garcia, que afirma ter sido coagido pelo ex-juiz, e o idealizador da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis, para discutir a prisão de Rodrigo Bacellar e as conexões com o crime organizado



quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Tony Garcia faz REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS sobre acordo espúrio entre Cunha e PSDB para derrubar Dilma, confirmando a realidade do GOLPE de 2016 que levou a Temer e a Bolsonaro

 

Do Instituto Conhecimento Liberta:

Tony Garcia faz REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS sobre acordo espúrio entre Cunha e PSDB para derrubar Dilma.



As revelações bombásticas de Tony Garcia sobre Moro e a Lava Jato ao ICL Notícias

 

Do Canal Instituto Conhecimento Liberta:

O ex-deputado Tony Garcia denuncia os métodos ilegais de Moro, Deltan e a força-tarefa da Lava Jato e revela bastidores da trama envolvendo Eduardo Cunha e Aécio e que culminou com o golpe contra Dilma Rousseff.



Método ilegal inquisitoria sistêmico da máfia da Lava Jato de Curitiba de Moro, Dallagnol e comparsas: Tony Garcia foi torturado pela Lava Jato; outras pessoas também

 

Da TV Fórum:




terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Toffoli abre inquérito para investigar a “organização criminosa” de Sergio Moro, entre outros crimes

 

Decisão foi motivada por caso Tony Garcia e atinge Rosangela Moro, Dallagnol, Carlos Fernando e outros da Lava Jato

Do Jornal GGN:


O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, determinou abertura de inquérito para apurar uma série de crimes supostamente praticados por Sergio Moro com possível envolvimento de Rosangela Moro, Carlos Zucolotto, Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo e outros expoentes da chamada República de Curitiba.

O pedido de instauração de inquérito ao STF foi feito pela Procuradoria-Geral da República a partir de uma investigação prévia da Polícia Federal sobre o caso Tony Garcia, que veio sendo investigado pela Polícia Federal ao longo de 2023.

A PGR acredita que é preciso apurar se houve suposto cometimento dos crimes de concussão, fraude processual, coação, organização criminosa e lavagem de capitais por Moro e companhia.

Segundo a PGR, Moro e seus aliados lançaram mão de medidas invasivas, cooptação de delatores pré-selecionados, negociações espúrias visando à homologação dos acordos, além de chantagens, coações, ameaças e constrangimentos para manter o acordo de Tony Garcia, sendo que todos esses métodos possivelmente teriam sido replicados na Lava Jato, diz a PGR.

Tony Garcia é um ex-político e empresário paranaense que alega ter sido usado como “agente infiltrado clandestino” por Moro e os procuradores de Curitiba. Moro e os membros do Ministério Público Federal teriam dado tarefas a Tony, como grampear ou fornecer o contato para um agente da Abin grampear autoridades e políticos que a turma de Moro queria investigar no idos dos anos 2000.

O caso foi parar nas mãos da Polícia Federal depois que o juiz federal Eduardo Appio, ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, tomou conhecimento de que Tony Garcia havia prestado depoimento à juíza Gabriela Hardt, denunciando os supostos serviços ilegais para Moro e os procuradores, sem que a magistrada tivesse adotado qualquer providência.

Em entrevista exclusiva ao GGN, Tony Garcia revelou detalhes de como a turma de Moro pode ter usado material coletado pelo empresário espião para supostamente constranger ou intimidar o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Feliz Fisher, relator da Lava Jato naquele tribunal. Leia aqui.

O depoimento de Tony Garcia à Polícia Federal

No depoimento dado à Polícia Federal em 2023, Tony Garcia afirmou “que a colaboração premiada firmada com o Ministério Público Federal foi um instrumento de chantagem e que Sergio Moro e os procuradores da República de Curitiba tinham a intenção de se valer da rede de relações sociais do declarante, com vistas a investigar políticos e empresários de destaque.”

Segundo a PGR, “extrai-se de seu relato [de Tony] que o acordo de colaboração teria sido utilizado, por longo tempo, como um instrumento de constrangimento ilegal.”

As tarefas dadas por Moro a Tony Garcia envolviam “o uso de escutas ambientais, fornecimento de número de telefones para fins de interceptação, bem como demais informações privilegiadas (agente infiltrado clandestino).”

Tony alega que “a todo momento havia intimidações de que, caso ele não colaborasse da maneira exigida, o acordo seria rescindido, com a consequente prisão de Tony Garcia e de seus familiares, além da expropriação de seus bens.” A PF reportou que é possível “existir diversas situações de chantagem, coações, ameaças e confrangimentos até os dias atuais.”

“Com esse relato, entende a autoridade policial a necessidade, em momento oportuno, das oitivas de Gabriela Hardt, de Sergio Moro [que é senador], de Rosangela Moro [deputada federal], de Deltan Dallagnol [ex-deputado federal cassado] e de membros remanescentes do sistema de justiça criminal paranaense que compuseram a Lava Jato ou nela ou com ela atuaram”, declarou a PGR.

A PGR destacou ainda que há “razoáveis indícios de que ambos os parlamentares [Moro e Rosangela] podem estar abusando e exorbitando de seus poderes, com vistas a manipular o sistema de justiça criminal brasileiro.”

PGR fala em lawfare praticado por Moro

O delegado da PF responsável pelo caso é Rafael Fernandes Souza Dantas, que representou pela instauração do inquérito em setembro de 2023. Tony Garcia entregou à PF provas de condutas que revelam “estratagemas processuais, lawfare, intimações, constrangimentos e afins, que encontram subsunção nos crimes de concussão, de maneira permanente, seja sob continuidade delitiva, de fraude processual, de organização criminosa e de lavagem de capitais“.

Na mesma decisão em que instaurou o inquérito, Toffoli mandou a PF anexar aos autos todas as provas que recebeu de Tony Garcia até o momento. Também decidiu que a 13ª Vara de Curitiba e o TRF-4 devem encaminhar cópias dos processos que envolvem o desafeto de Moro ao STF. Após isso, a PGR terá vistas e poderá solicitar novas diligências.

A decisão de Toffoli foi assinada em 19 de dezembro e está sob sigilo processual. A informação foi dada em primeira mão na manhã desta segunda (15) pela jornalista Daniela Lima.