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quarta-feira, 11 de março de 2026

Bolsonarista Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi destaque em evento da Globo, ligada aos interesses da direita e do mercado financiero, em Nova York

 

Participação no Summit Valor Econômico Brazil-USA, patrocinado pelo Master, projetou o empresário no cenário internacional antes de investigações e prisão


 Daniel Vorcaro foi destaque em evento da Globo em Nova York (Foto: Divulgação)

247 - O banqueiro mineiro Daniel Vorcaro ganhou projeção internacional em maio de 2024 ao participar como destaque do Summit Valor Econômico Brazil-USA, realizado em Nova York. O encontro reuniu empresários, investidores e representantes do sistema financeiro em um dos principais eventos voltados às relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.

As informações foram publicadas originalmente na coluna de Cláudio Magnavita, no jornal Correio da Manhã. Vorcaro foi um dos protagonistas do encontro organizado pelo jornal Valor Econômico, pertencente ao grupo Globo, e patrocinado pelo Banco Master, instituição financeira comandada pelo empresário.

Banco Master patrocinou o encontro

O evento ocorreu em 15 de maio de 2024, no Hotel Plaza, em Nova York, e marcou o início das comemorações dos 25 anos do Valor Econômico. Na ocasião, Vorcaro foi o primeiro palestrante e representou o principal patrocinador do encontro.

De acordo com informações divulgadas pelo próprio site do jornal, a estrutura do evento contou com diversos patrocinadores e parceiros institucionais. A apresentação institucional indicava:

“O Summit Valor Econômico - Brazil-USA é apresentado por Banco Master, tem o patrocínio máster de Gulf e JBS, patrocínio de Gerdau, JHSF, Cedae, Copel e AEGEA, além do apoio da cidade de São Paulo, governo de São Paulo, governo do Mato Grosso, governo do Pará, governo de Goiás e Invest.Rio. As companhias aéreas oficiais são Latam e Delta Airlines. A realização é do Valor Econômico.”

Segundo o relato da coluna, o público era composto por executivos de grandes empresas brasileiras, representantes do sistema financeiro e investidores internacionais com atuação no Brasil.

Discurso e recepção do empresário

Durante a abertura do encontro, a diretora de redação do Valor Econômico, Maria Fernanda Delmas, destacou que o summit celebrava os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e também inaugurava o ciclo de comemorações do aniversário do jornal.

Antes da apresentação de Vorcaro, o evento exibiu um vídeo institucional com indicadores de desempenho do Banco Master, incluindo avaliações de agências de risco e dados sobre produtos financeiros da instituição.

A participação do banqueiro chamou a atenção de empresários e representantes de escritórios jurídicos presentes no encontro, que buscaram contato com o executivo após sua fala.

Presença em outro evento empresarial

Na mesma data, Nova York também sediou o Jantar de Gala do Prêmio Personalidade do Ano, que homenageou o empresário Alexandre Birman, do grupo Arezzo. O evento ocorreu no espaço The Glasshouse e reuniu mais de mil lideranças empresariais, financeiras e diplomáticas.

Segundo o relato publicado na coluna, Vorcaro também participou da cerimônia e foi cumprimentado por empresários e representantes do setor financeiro presentes na celebração.

Entre os patrocinadores do jantar estavam instituições financeiras como Banco do Brasil, Bank of America, BTG Pactual, J.P. Morgan, Itaú e UBS, além do próprio Banco Master.

Mudança de cenário meses depois

De acordo com a análise apresentada na coluna, o cenário envolvendo Vorcaro mudou significativamente cerca de um ano e meio após o evento em Nova York. O banqueiro acabou preso ao tentar embarcar para Dubai, enquanto o Banco Master foi alvo de medidas do Banco Central.

O episódio passou a ser citado em debates sobre o papel de instituições financeiras, empresas de auditoria, agências de classificação de risco e intermediários do mercado na avaliação e distribuição de produtos financeiros ligados ao banco.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Mais uma rodada da Lava Jato 2 visando as Eleições 2026, por Luís Nassif

 

Da fase da intimidação, mostrando quem manda, à fase dos vazamentos em série: é a nova versão da Lava Jato em curso e com novos trejeitos.

Do Jornal GGN:

    André Mendonça - arquivo Agência Brasil


O jogo do Ministro André Mendonça parece claro.

A primeira jogada foi autorizar a quebra do sigilo bancário de Fábio Luiz, o Lulinha. A suspeita é de ligação com o tal “careca do INSS”. Detalhe: a investigação autorizada por Mendonça é sobre o Banco Master. Mas pouco importa.

A segunda jogada foi mostrar poder, chamando a atenção do Procurador-Geral da República no despacho que mandou Daniel Vorcaro para a prisão.

A lógica é a mesma da Lava Jato 1, implementada pelo DHS, o Gabinete de Segurança Interna dos EUA. Tem que mostrar ser a autoridade absoluta, para dobrar o suspeito e conseguir dele a delação que interessa aos investigadores. Ou seja, não é uma tarefa que não admite o chamado devido processo legal.

Finalmente, abrir a torneira dos vazamentos. Ontem, vários veículos, vários repórteres já divulgavam notícias exclusivas, vazadas pela força tarefa da Polícia Federal. Inclusive a inacreditável manchete do Metrópoles sobre os R$ 19 milhões de movimentação bancária de Lulinha ao longo de 4 anos, somando depósitos e saques para criar volume e deixando de informar sobre a venda da Gamecorp.

Tem-se, em uma ponta, um fanfarrão barra pesada, Daniel Vorcaro. As mensagens no celular – para pegar Lauro Jardim – são pura fanfarronice, que nem o próprio Lauro deve ter levado a sério. Mas serviu de álibi para prender Vorcaro, corrigindo, aliás, o erro inicial, que foi a sua liberação anterior.

Logo em seguida, vem o inacreditável: o suicídio do tal Sicário, na sede da Polícia Federal onde estava detido, levantando a suspeita fortíssima de queima de arquivo.

Em todos esses dias, não houve um vazamento sequer sobre governadores do Centrão, sobre Ibanez. Chegou-se a dois funcionários do Banco Central, cooptados por Vorcaro na gestão Roberto Campos Neto. Espera-se que, ao menos, levantem como um sujeito indiciado pela polícia conseguiu autorização do BC, na gestão Campos Neto, para adquirir o Banco Máxima, que depois virou Master.

Mas a Lava Jato 2 não encontrará as mesmas facilidades da Lava Jato 1. De um lado, a maioria dos suspeitos pertence à banda política de André Mendonça, a mistura de Centrão e Bolsonarismo. Não dá para tapar o sol com a peneira. De outro, Brasília não é Curitiba e, na mídia, não há mais a mesma unanimidade vergonhosa que marcou a cobertura da Lava Jato. 

Mas a capacidade de produzir estragos é grande. Ontem dei o exemplo da quantidade de matérias suscitadas pela quebra do sigilo bancário de Lulinha, em contraposição à ausência total de denúncias contra Flávio Bolsonaro, que está no centro das atenções, por se consolidar como candidato da direita.

Enquanto o inquérito corre, os vazamentos ocorrem, a mídia aposta as fichas em uma figura intrinsecamente ligada às milícias cariocas, o país espera uma nesga de esperança para escapar da tragédia política.

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terça-feira, 3 de março de 2026

"Grande" Mídia ligou o modo Lava Jato em apoio a Flávio Bolsonaro, por Luís Nassif

 

A orientação foi a de esquecer que é ligado a milícias, que tinha relações com o Escritório do Crime, e concentrar na sua postura "educada".

Do Jornal GGN:


Conforme já havia alertado, começou o jogo do lavajatismo midiático, com vistas às eleições. Por exemplo, o caso de Lulinha com o tal “careca do INSS”. Lulinha tem relações de amizade com uma aventureira, Roberta Luchesinger, que se apresentava como herdeira do Credit Suisse. Roberta se apresenta aos lobistas como amiga da família e se especializou em vender vento. Convenceu o careca de que Lulinha poderia facilitar a venda de cannabis para o Ministério da Saúde.

Levou Lulinha para Portugal, para mostrar um galpão onde, segundo ele, está preparando a plantação de cannabis. Lulinha foi, voltou, e não fechou nenhum negócio. Primeiro, porque não teria entrada alguma no Ministério da Saúde. Segundo, por ser gato escaldado e não se expor em nenhum contrato. Acabou a história.

Aí a CPI do INSS convoca Lulinha e a Polícia Federal pede a quebra de seu sigilo. O resultado é uma enxurrada de manchetes ligando o nome de Lulinha ao careca. E, perdido no meio das manchetes, a reportagem com a secretária do careca afirmando não ter feito qualquer pagamento a Lulinha.

É assim o jogo. Por exemplo, repórteres devem ter investigado se em algum momento Lulinha estava no Ministério da Saúde. Se investigaram nada encontraram, se nada encontraram, seria notícia. Foi mau jornalismo não apurarem se as visitas ocorreram ou não noticiarem, se apuraram e nada encontraram.

Pouco importa, nas redes sociais e para a maioria dos leitores o que importa é a manchete, a associação do nome Lulinha ao do careca.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Luis Nassif discute como O Globo da família de Roberto Marinho e filhos se aliou ao lavajatismo e ao bolsonarismo contra o STF visando garantir a direita nas eleições 2026

 

Qualquer pessoa com um discernimento razoável acharia as medidas de Moraes contra vazamentos adequadas à gravidade do crime.


Do Jornal GGN:

Como O Globo se aliou ao lavajatismo e ao bolsonarismo contra o STF


Vamos a uma demonstração, ao vivo e em cores, sobre como funcionam as parcerias visando o lançamento da Lava Jato 2.

Houve indícios claros de tentativa de quebra de sigilo de Ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares. Quebra de sigilo fiscal é crime, se cometido contra qualquer cidadão. Contra um Ministro do Supremo, é crime gravíssimo.

A investigação foi conduzida pela Receita Federal e, depois do relatório inicial, Alexandre de Moraes ordenou colocar tornozeleira nos suspeitos e segurar os passaportes.

Imediatamente, O Globo montou uma operação visando escandalizar a atitude de Moraes. Todas as manifestações, atribuídas a auditores da Receita e a outros Ministros do STF, baseadas em fontes anônimas, basearam-se em um velho truque:

  1. Encontre alguém crítico à medida, na Receita e no STF.
  2. Utilize o coletivo para dar mais ênfase à declaração em off. Se for de UM Ministro do STF, use um genérico Ministros.

O Globo ouviu a diretoria da Unafisco e membros do STF. Em princípio não significa nada. Se for 1 ou 2 ou 3 membros do STF, não há a menor diferença, sabendo-se das divisões internas.

Esse jogo desmoralizante do off resultou nas seguintes manchetes, apenas na edição de ontem:

Qualquer pessoa com um discernimento razoável acharia as medidas de Moraes adequadas à gravidade do crime.

Conversei com auditores fiscais, por exemplo, que estavam escandalizados com a cobertura de O Globo. Poderia manchetar: “Fiscais sentem-se incomodados com as manchetes de O Globo”, mas seria um abuso do uso do coletivo. Mas O Globo usa e abusa dos coletivos e do verbo “incomodar”.

Vamos fazer algo diferente: individualizar os críticos.

Kleber Cabral – presidente da Unafisco, personagem central das matérias de O Globo sobre as supostas arbitrariedades de Moraes.

Em 2022 foi candidato a deputado estadual pelo Podemos, tendo como cabo eleitoral Deltan Dallagnol.

No início de 2019, mandou instalar outdoor na saída do aeroporto de Brasília dando boas vindas ao Presidente da República recém-eleito, Bolsonaro. Durante o mandato, manteve estreita relação com Flávio Bolsonaro e outros parlamentares da extrema-direita. 

Aqui, a defesa que Deltan faz do seu correligionário.


O Globo incluiu, nessa cobertura, um número recorde de 6 repórteres experientes. Nenhum deles levantou as raízes bolsonaristas de Kleber Cabral? Aqui, Júlio César, ex-secretário (da direção Nacional a qual o Kleber presidiu) com Bolsonaro.

Ricardo Mansano de Moraes – O auditor fiscal da Receita, que recebeu as tornozeleiras, está no cargo desde 2007, e atua na Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório (Eqrat). Segundo O Globo, “em suas redes sociais, o auditor fiscal segue perfis de políticos de direita, como do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)”. Ele teria acessado alguém de sobrenome Feitosa. Suspeitou-se que fosse alguma parente de Guiomar Feitosa, ex-esposa de Gilmar Mendes. Ele esclareceu que era seu amigo Ricardo Feitosa, que ele pretendia reencontrar. Uma desculpa fajuta mas que esclarece outros pontos.

Quem é Ricardo Pereira Feitosa? Foi um fiscal afastado, depois demitido do serviço público federal, por acesso indevido a dados fiscais sigilosos de adversários de Jair Bolsonaro, especialmente Paulo Marinho, Gustavo Bebianno e Eduardo Gussen (procurador geral da Justiça do Rio de Janeiro).

Na época, Feitosa ocupava o cargo de Coordenador-Geral de Pesquisas e Investigações, do núcleo de inteligência da Receita Federal. Estava no centro da inteligência da Receita, levantando informações contra inimigos de Bolsonaro.

Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal no governo Bolsonaro.

Todos esses bravos auditores da Receita, utilizados para atacar o Supremo, são bolsonaristas de carteirinha. Os jornalistas de O Globo, deveria ler o Relatório Final da Policia Federal, nos autos do IPL nº 2023.0022161 – CGCINT/DIP/PF:

Diz ele:
O contexto da reunião revela uma articulação cujo objetivo era criar um fato contra servidores da Receita Federal do Brasil, utilizando alegações de existência de uma organização criminosa no órgão para deslegitimar os procedimentos da Corregedoria-Geral do órgão. Essa narrativa, baseada em acusações não comprovadas, tinha como objetivo final anular na origem, as apurações relacionadas às movimentações financeiras suspeitas envolvendo o Senador FLÁVIO BOLSONARO, deflagradas a partir de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) emitido pelo COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Ou seja, a banda bolsonarista da Receita – com integrantes da Unafisco – juntou-se aos bolsonaristas para atingir auditores e o corregedor do Rio de Janeiro, empenhados em uma investigação sobre as rachadinhas de Flávio Bolsonaro.

Esses são os personagens aos quais O Globo recorreu, para deslegitimizar o Supremo Tribunal Federal.

Querem mais? Segundo o IPL:

Conforme queríamos demonstrar, estão aí os primeiros movimentos para a Lava Jato 2, entre mídia e os porões do funcionalismo público. E mostra o erro do governo de não ter degolado a Hidra de Lerna desde o início. Quando mais adia, mais perigoso fica.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Conluio sórdido de baqueiros, grande mídia, extrema direita e Faria Lima para golpear mais uma vez a Democracia, começando por atacar Moraes e o STF: Globo afunda na tentativa de Golpe e Fachin foi quem saiu de fato Desmoralizado no STF

 

Do Canal Global Market Brief:

O que era para ser uma jogada de bastidor acabou virando um tiro pela culatra. A tentativa de manipular a narrativa política afundou publicamente, e a própria TV Globo acabou desmontando o discurso que vinha sendo articulado nos corredores do poder. No centro da crise, o STF entrou em cena — e Edson Fachin saiu exposto, isolado e politicamente enfraquecido, diante das contradições que vieram à tona. O que se vendia como defesa institucional passou a parecer manobra mal calculada, gerando desgaste interno e externo. Neste vídeo, você vai entender: Por que a estratégia virou contra seus próprios articuladores Como a cobertura da mídia desmontou a narrativa O impacto político dentro do Supremo Tribunal Federal E por que esse episódio marca um ponto de virada no jogo de poder Assista até o final e tire suas próprias conclusões.



terça-feira, 23 de dezembro de 2025

UOL: Daniela Lima mostra que Moraes não fez qualquer pedido ou cobrança sobre Banco Master a Galípolo, que foi apenas citado em meio a discussão sobre a imposição da Magnitsky por Trump

 

Do UOL:

As conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tinham como tema central a aplicação da lei Magnitsky sobre o magistrado, sua esposa e os negócios da família, além do impacto da sanção sobre os bancos que prestavam algum tipo de serviço a eles. A colunista do UOL Daniela Lima traz os detalhes.



segunda-feira, 27 de novembro de 2023

PiG: Globo dos irmãos Marinho volta a atacar a Petrobras e a independência energética do Brasil em favor das multinacionais

 


Jornal O Globo atrelado ao mercado financeiro e de especulação externa volta a se posicionar contra investimentos da empresa em refinarias – o que permitiria maior abastecimento e controle sobre os preços de derivados no mercado interno

Família Marinho e Petrobrás

Família Marinho e Petrobrás (Foto: Divulgação)

247 – O jornal O Globo, que, historicamente, atuou contra a Petrobrás e a independência energética do Brasil, mostrou coerência nesta segunda-feira, ao, mais uma vez, publicar editorial contrário aos interesses nacionais. Num dos trechos do texto, o jornal se posiciona contra investimentos da empresa em refinarias – o que permitiria maior abastecimento e controle sobre os preços de derivados no mercado interno.

"Além dos projetos do PAC, estão lá US$ 16 bilhões destinados a refino, área que a estatal vinha abandonando com a privatização de refinarias, necessária para trazer competição ao mercado brasileiro de combustível. Não apenas as privatizações foram suspensas, mas agora o refino deverá ser ampliado", aponta o texto.

O Globo também se posiciona contra a produção de sondas, navios e plataformas no Brasil, o que empregaria brasileiros e não trabalhadores e engenheiros de outros países. "Na visão do governo, a Petrobras, com seu poder de compra, também deve ser usada para financiar um programa de substituição de importações de navios e plataformas em alto-mar", aponta o editorialista. O texto deixa claro que o Globo seguirá pressionando o governo a manter altos dividendos para acionistas privados, preços elevados para a sociedade e baixos investimentos.

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Globo, Folha e Estadão omitem propositadamente dos leitores decisão do TRF-1 que inocenta Dilma na farsa das "pedaladas fiscais"

 

Jornais ajudaram a propagar a maior fake news da história recente do Brasil, que abriu as portas para o golpe de estado de 2016 e para a ascensão do fascismo

Dilma Rousseff

Dilma Rousseff (Foto: Roberto Stuckert)

247 – Os principais jornais da imprensa corporativa, Folha, Globo e Estado de S. Paulo, omitiram de seus leitores a decisão do TRF-1, que isentou a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro Guido Mantega e o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na história das chamadas "pedaladas fiscais" – a farsa usada pela imprensa para legitimar o golpe de estado de 2016, que tinha como objetivo aplicar um choque neoliberal na economia brasileira e concentrar a renda nacional em favor dos mais ricos. Com tal comportamento, o "jornalismo profissional" brasileiro segue associado à maior fake news da história recente, usada para tentar legitimar um impeachment sem crime de responsabilidade. Saiba mais:

TRF-1 mantém decisão que isenta Dilma, Mantega e Luciano Coutinho das “pedaladas fiscais” e exclui Ação de Improbidade Administrativa

A Corte do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) manteve na tarde de hoje (21/08) a sentença que excluiu a Ação de Improbidade Administrativa que investigava as supostas “pedaladas fiscais” atribuídas a ex-presidenta da República, Dilma Rousseff, ao ex-Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Desta forma, os desembargadores e desembargadoras rejeitaram a apelação do Ministério Público Federal.

A decisão aplicou ao caso a recente interpretação dada pelo STF à Lei de Improbidade Administrativa (LIA), passando a exigir a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, sendo necessário nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA a presença do elemento subjetivo dolo. “A Justiça Federal se mostrou atenta à regularidade dos repasses realizados aos bancos, que tiveram como objetivo impulsionar e recuperar a economia nacional. A decisão reconhece a ausência de dolo na atuação dos gestores públicos, chancelando, em linhas gerais, o recente posicionamento do Supremo quanto à necessidade de se comprovar a presença do elemento subjetivo para que ocorra a responsabilização por meio da Lei de Improbidade Administrativa”, explica o advogado Angelo Ferraro do escritório Ferraro, Rocha e Novaes Advogados e que representa o ex-ministro Guido Mantega.

Ainda de acordo com os advogados Miguel Novaes e Sthefani Rocha, que também representam o ex-ministro Guido Mantega, “a sentença se divide em dois fundamentos: o primeiro consiste na impossibilidade de se atribuir improbidade administrativa a Dilma Rousseff e Guido Mantega em relação a atos praticados no decorrer de seus respectivos mandatos e, em segundo lugar, aponta a inexistência de dolo nas ações investigadas na Ação de Improbidade”.

Histórico

A Ação de Improbidade Administrativa foi apresentada pelo Ministério Público Federal, em dezembro de 2018, em razão da prática daquilo que classificou como suposta “maquiagem das estatísticas fiscais com evidente propósito de melhorar a percepção da performance governamental e ocultar uma crise fiscal e econômica iminente”.

As defesas da ex-presidenta Dilma, de Guido Mantega e Luciano Coutinho pediram a prescrição da Ação de Improbidade Administrativa pois o MPF ajuizou em sequência a Ação Penal nº 1000404-87.2019.4.01.3400, que tratava “das ilicitudes cometidas no contexto das assim chamadas ‘pedaladas fiscais’, praticadas por agentes públicos do alto escalão do Governo Federal nos últimos anos do primeiro mandato da Presidente Dilma Rousseff, especialmente no exercício de 2014”. Isto é, o mesmo escopo da Ação de Improbidade nos termos da jurisprudência do STJ e do TRF-1.

domingo, 30 de julho de 2023

A volta do jornalismo corporativo de esgoto golpista e a guerra de manipulação e distorção dos índices, por Luís Nassif

 

Do Jornal GGN:

Eles não temem a manipulação da estatísticas: temem o que as estatísticas podem mostrar (à favor do governo Lula).



Foi uma reestreia em grande nível da pior fase do jornalismo brasileiro: o jornalismo de esgoto, através do qual a mídia difundia as acusações mais inverossímeis visando estimular o estouro da boiada, o gado que atuava de maneira irracional nas grandes ondas de linchamento.

Lembrou as acusações de Cuba enviando dólares ao PT através de garrafas de rum, as FARCs invadindo o Brasil, a ABIN espionando o Supremo, Ministros recebendo propinas nas garagens do Palácio, e factóides em geral.

Criaram um crime impossível e atribuíram a um “inimigo”, usando o recurso do “SE”, que suporta tudo. “Se minha avó fosse roda, eu seria bicicleta”, por exemplo.

O crime impossível: a manipulação dos dados do IBGE.

Como explicou Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE e intelectualmente muito mais honesto que Edmar Bacha, outro ex-presidente, é impossível qualquer manipulação de dados no IBGE, devido à estrutura profissional dos funcionários do órgão.

A última manipulação ocorreu no período Delfim Netto, na primeira metade dos anos 70 – com plena aprovação do sistema Globo, que comanda o atual linchamento. Como reação, surgiram inúmeros outros índices, o do DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas), o da FGV (Fundação Getúlio Vargas), da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da Universidade de São Paulo. Além deles, todas as grandes instituições financeiras montaram seus próprios levantamentos de preços.

Depois de criar o crime impossível, criaram o suspeito do “SE”: se o futuro presidente do IBGE, Márcio Pochmann, manipular as estatísticas, ocorrerá o mesmo que ocorreu com o IBGE argentino. E “se” Pochmann não manipular as estatísticas? Aí perde-se o gancho.

O que poderia ser uma crítica técnica ao pensamento de Pochmann, tornou-se um caso de linchamento público desmoralizante para o jornalismo da Globo. Após a primeira suspeita lançada, seguiu-se um festival de ataques de jornalistas analfabetos econômicos, zurrando como sábios contra os estudos de Pochmann, sem a menor noção sobre o papel do IBGE ou sobre temas tratados por Pochmann e sobre a própria biografia de Pochmann, “acusando-o” de ter posições ideológicas. E Roberto Campos Neto? Esse tem posição técnica.

Cronista esportivo, coube a Milly Lacombe, da UOL, enxergar o rei nú: em um país em que a economia é dominada pela ideologia do mercado, as acusações a todos que não concordam com isso é serem “ideológicos”.

Em suma, um movimento que em nada ficou devendo aos movimentos do gado bolsonarista, as mesmas suposições sem base factual, o mesmo terraplanismo, a mesma intenção de fazer o gado pensar com o fígado.

Depois de um dia de ataques bárbaros, capitaneados por Miriam Leitão, restou uma única crítica válida: o anúncio do Secretário de Comunicação Paulo Pimenta, antecipando-se à Ministra do Planejamento Simone Tebet, uma grosseria, sem dúvida. E a soberba lição de civilidade de Tebet, quando cercada pelo gado setorista e indagada sobre o que achava das acusações sobre o crime impossível de Pochmann:

  • Já fui julgada muitas vezes na minha vida e não vou julgar ninguém sem conhecer os fatos.

A briga dos índices

Por trás dessa baixaria completa, está o receio da grande guerra pelos índices.

O ponto central da ideologia mercadista é vender o peixe de que todas as medidas beneficiando o mercado são “técnicas”, e não políticas.

A consolidação dessa ideologia se deu através do monopólio dos indicadores e pela exclusão de qualquer análise sistêmica sobre medidas econômicas.

Vende-se a ideia de que gastos públicos aumentam a inflação prejudicando os mais pobres. E se começarem a ser desenvolvidos trabalhos mostrando os efeitos das taxas de juros sobre o emprego e sobre a situação dos mais pobres?

Em pleno período de ataques aos aumentos do salário mínimo, o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) divulgou um estudo, com base no IBGE, mostrando que em mais de 50% das famílias, com um aposentado ou pensionista, eles eram o arrimo econômico. Ou seja, o aumento do salário mínimo beneficiou a saúde, pelo fato de ajudar a alimentar a família; a educação, permitindo às crianças entrar mais tarde no mercado de trabalho; a segurança, tornando as crianças menos suscetíveis às investidas do crime organizado.

E se o IBGE utilizasse seus levantamentos para analisar, por exemplo, as externalidades positivas dos investimentos públicos ou dos gastos sociais? Por exemplo: o dinheiro gasto em uma estrada reduziu em xis porcento as perdas com transporte e com carga, permitindo um ganho adicional de ypisilone para a economia brasileira.

Ou a visão sistêmica sobre os financiamentos do BNDES?  Hoje em dia, o mercado meramente compara os custos de financiamento do BNDES com a taxa Selic – e diz que a diferença é déficit público. E se forem incluídos nas contas as empresas criadas, os fornecedores, os empregos e o pagamento de impostos desse novo universo produtivo? Aí se poderia saber que, além de gerar empregos e investimentos produtivos, os financiamentos do BNDES ajudam na arrecadação fiscal. E seriam desmascaradas as análises rasas que sustentam muitos dos estereótipos econômicos que alimentam a mídia.

Em suma, há uma grande batalha ideológica em torno dos índices. O medo desse pessoal não é com a manipulação de índices, mas como a elaboração de novos índices, bem embasados academicamente, podendo comprometer a sua própria manipulação de conceitos. Eles não temem a manipulação da estatísticas: temem o que as estatísticas podem mostrar.

terça-feira, 6 de junho de 2023

A "Grande" mídia corporativa tradicional (Globo, Estadão, Folha), ligada aos interesses dos bancos e da Faria Lima, celebra o país refém de um chantagista chamado Arthur Lira, por Luís Nassif

 

Cada vitória de Lira é celebrada como derrota de Lula. Não!, seus imbecis. É derrota nossa, do país, principalmente é derrota da mídia


Jornal GGN:

Lava Jato, trabalho da mídia, de destruição da política, legaram um país institucionalmente invertebrado. A duras penas, o Supremo Tribunal Federal segurou as emendas secretas, mas só depois que elas tinham colocado esterco na renovação da Câmara Federal.

Esse movimento colocou o país refém do Centrão, seja com Eduardo Cunha e, agora, com Artur Lira. Na prática, há apenas dois poderes capazes de livrar o país dessa chantagem: STF e mídia. Mas é chocante a incapacidade da mídia em entender seu papel em defesa da institucionalidade. É muita ignorância coletiva! Só depois que a bota de Bolsonaro passou a esmagar todas as políticas públicas, a corromper até a compra de vacinas, a deixar um legado de centenas de milhares de vítimas do Covid, a mídia deu-se conta do quadro. Foi incapaz de estabelecer relações mínimas de causa e efeito, como está sendo incapaz agora.

Cada vitória de Lira, mesmo que à custa de atentados graves ao meio ambiente, aos direitos sociais, à própria estabilidade da economia, é celebrado como derrota de Lula. Não!, seus imbecis. É derrota nossa, do país, principalmente é derrota da mídia, cuja influência só floresce em ambiente democrático e racional.

Lira tem que ser defenestrado, pela ameaça à segurança institucional do país. Imagine-se ele, agora, com mais poder, aproximando-se dos militares golpistas, tendo à sua mercê uma Câmara disposta a aprovar qualquer barbaridade. Consolidado esse poder quem garante que, em um embate Câmara x STF, o poder militar continue legalista? Todo golpe foi dado com respaldo de leis aprovadas à sombra de governos enfraquecidos.

Há uma bomba armada, um rastilho sendo aceso no barco da democracia, e o futuro náufrago mídia comemorando a situação do náufrago governo.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Leonardo Attuch: Num país em que os ricos assaltam os pobres, Bolsonaro é apenas o capanga, o capataz da elite

 

"Os editoriais do Globo e da Folha deixam claro que Jair Bolsonaro não é o maior dos problemas brasileiros", escreve o jornalista Leonardo Attuch, editor do 247

www.brasil247.com - Bolsonaro e Lula

Bolsonaro e Lula (Foto: Isac Nóbrega/PR | REUTERS/Washington Alves)

Os ricos, milionários e bilionários brasileiros já foram minuciosamente descritos pelo sociólogo Jessé Souza no clássico "A elite do atraso". Detestam os pobres, desprezam o povo brasileiro e tratam o País como uma grande fazenda de exploração colonial. Como alimentam a sociedade mais desigual do planeta, investem pesadamente no discurso da segurança pública e do "bandido bom é bandido morto". A seu serviço, contam com uma classe média servil, sempre disposta a defender os interesses dos ricos para se distanciar simbolicamente dos mais pobres. E alimentam o discurso moralista para promover o maior de todos os assaltos: o sequestro do orçamento público.

O retrato desta elite do atraso está presente nos editoriais desta quarta-feira dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo. Poderiam ter sido escritos pela mesma pessoa. Ambos atacam o programa de governo do Partido dos Trabalhadores, que elevou o PIB nacional de US$ 500 bilhões para US$ 2,2 trilhões, alçando o Brasil da posição de décima-segunda para sexta economia global. Para isso, valem-se de mentiras, distorções e manipulações. Defendem a manutenção do teto de gastos porque querem sequestrar o orçamento da União para o pagamento dos juros da dívida interna – endividamento que, por sinal, foi controlado pelos governos Lula e Dilma. Defendem as privatizações, como a da Eletrobrás, porque não querem um Brasil com energia barata para promover o desenvolvimento, mas sim se apoderar de uma empresa pública que irá sugar ainda mais a renda dos brasileiros com tarifas mais caras. Defendem a reforma trabalhista porque não querem um Brasil de classe média, mas sim um País com milhões de miseráveis para aumentar o estoque de trabalhadores dispostos a receber qualquer migalha de seu banquete.

Os editoriais também deveriam promover uma reflexão da sociedade e dos jornalistas. Para que servem, afinal, os jornais? Para promover o assalto dos ricos contra os pobres? Para convencer a classe média que ela deve ser feliz por ser assaltada pelo andar de cima? Para reduzir o Brasil ao status eterno de país periférico no jogo capitalista?

Num Brasil em que os dois principais jornais agem desta maneira, é duro mas também forçoso constatar que Jair Bolsonaro é o menor dos nossos problemas. Ele é apenas o capanga, o capataz de uma elite que se esconde nos salões para assaltar os mais vulneráveis. Uma elite que vai usar todas as suas armas para impedir que o Brasil floresça.