Do Canal Critica Brasil, de Aquias Santarem:
Grampear advogados, usurpar o Supremo, auxiliar a acusação e tirar armas da defesa, prender usando notícia de jornal para obter delações. Há mais de 5 anos, o método Moro é conhecido e denunciado
Jornal GGN – Quando as mensagens de Telegram trocadas entre Sergio Moro e procuradores da Lava Jato começaram a vir à tona, em junho de 2019, uma pequena parcela dos brasileiros certamente ficou estarrecida, mas não totalmente surpresa. Grampear advogados, usurpar funções da Suprema Corte, dissimular o envolvimento de políticos nas investigações, auxiliar a acusação e tirar armas da defesa, decretar prisões longas e de fundamentação frágil, intervir na cena política com vazamentos seletivos de grampos e delações premiadas. O “método Moro” é conhecido, discutido e denunciado às autoridades competentes há 5 anos, desde o começo da operação. O GGN – que prepara uma série especial sobre o passado de Moro – resgata alguns dos abusos que marcaram sua trajetória.
Em 12 pontos:
Do Canal The Intercept:
Você conhece John Edgar Hoover, que comandou o FBI por 40 anos? Hoover conquistou a fama de poderoso-chefão da polícia federal norte-americana após passar anos atuando de forma clandestina para sabotar, intimidar e perseguir adversários políticos. Aqui, no Brasil, a Vaza Jato demonstrou de maneira clara que a operação Lava Jato, guardadas as devidas proporções, atuou de maneira parecida ao FBI de Hoover. Entenda mais no comentário do colunista do Intercept Brasil, João Filho. Faça parte do TIB também: https://interc.pt/2KLBJi0 Siga-nos em nossas redes: - TWITTER: http://bit.ly/2vrBfn0 - FACEBOOK: http://bit.ly/2LYavoq - INSTAGRAM: http://bit.ly/2KzrTKo - YOUTUBE: http://bit.ly/2vrZW2z - NEWSLETTER: http://interc.pt/ytNews - FLIPBOARD: https://flipboard.com/@TheInterceptBr - GOOGLE NEWS: http://interc.pt/newsintercept - TIKTOK: https://interc.pt/zapThLd
Do Canal do Analista Político Bob Fernandes:
A Guerra Globo x Record: Globo noticia 6 bi da "Universal". Record cita fraudes e sonegação da Globo. Ambos buscando moldar a mentalidade de um país aos seus interesses e ao das Elites que representam...
A Globo, que nunca lutou pela liberdade de imprensa, ainda assim deve ter a proteção das liberdades públicas, em nome do direito de informar.
A decisão da juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de proibir a Globo de noticiar as informações que obtiver sobre a investigação das “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro, sob o argumento de que correm em segredo de Justiça é, sem meias palavras, um decreto de censura prévia.
Ilegal, inconstitucional e um despropósito.
Segredo de Justiça é obrigação funcional, não limitação ao exercício da liberdade de imprensa.
Quem tem de ser responsabilizado pela sua quebra é quem “vaza” informações sigilosas, seja juiz, seja promotor, seja policial, seja advogado.
Se algo chega à imprensa e tem relevância pública, não cabe ao jornalista senão publicá-lo.
Se algum problema há é a criação de cumplicidade entre agentes de Estado e jornalistas e nos cabe, profissionalmente, cuidar que não sejamos engolfados por uma teia de interesses de partes, mas apenas perceber o que é de interesse público.
Um senador da República e filho do Presidente da República estar metido em achaques a servidores de seu gabinete, movimentar quantias em espécie sem origem definida e valer-se, para isso, de um ex-policial cheio de ligações com o submundo das milícias é, sem qualquer sombra de dúvida, um assunto público.
À juíza foge o respeito a um princípio legal: todo processo é, em princípio, público e só pode deixar de ser quando envolve questões íntimas (caso de ações de família, por exemplo) ou quando o seu conhecimento público ajuda a encobrir situações ilegais, que são de interesse público esclarecer.
No caso de Flávio Bolsonaro – e, de tabela, também de Jair Bolsonaro, cuja mulher recebeu depósitos sem explicação do operador das “rachadinhas” – trata-se de figura pública, detentor de mantado eletivo e, por isso, mais sujeito ao escrutínio público de seus comportamentos e de suas rendas pessoais.
A “vitória” que Flávio Bolsonaro está comemorando nas redes sociais é, está claro, uma derrota, porque a decisão absurda será logo derrubada.
A Globo, que nunca lutou pela liberdade de imprensa, ainda assim deve ter a proteção das liberdades públicas, em nome do direito de informar. Mersmo que, nos tempos da ditadura que ajudou a impor a este país, nunca tenha brigado por ele.
