sábado, 2 de maio de 2020

Paulo Guedes, o neoliberal Chicago Boy dos bancos, O “batedor de carteira” dos trabalhadores brasileiros, por Lauro Mattei



Em homenagem ao dia internacional do trabalho, é importante mostrar quem é o verdadeiro “batedor de carteira” dos trabalhadores. Fortemente agravada pelos impactos da pandemia do novo coronavírus, faz-se necessário mostrar que a crise econômica existente no país já vem de longa data.

O “BATEDOR DE CARTEIRA” DOS TRABALHADORES BRASILEIROS

Por Lauro Mattei*

Ao sair do ostracismo nesta última semana de abril após ter ganho apoio público do ignóbil Presidente da República[1], o Ministro da Economia voltou aos termos de sua surrada cantilena dos últimos dois meses. Incomodado com iniciativas econômicas de outros ministérios que se consumaram no Plano Pró- Brasil, lançado pelo general Braga da Casa Civil no dia 22.04.20, o ministro reagiu com seus costumazes chiliques quando o assunto se refere à gasto público.
O Plano Pró-Brasil foi uma iniciativa dos ministérios do Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura, em articulação com a chefia da Casa Civil, cujo comandante assim se manifestou durante o lançamento do programa: “este não é um programa de governo, é de Estado e com previsão temporal de dez anos porque estamos pensando a longo prazo”. Para tanto, está previsto um gasto de R$ 30 bilhões de investimentos públicos com objetivo de acelerar o crescimento econômico e gerar empregos. Na essência, esse plano sinalizou a retomada do papel do Estado na solução da crise econômica, o que certamente contrariou a agenda neoliberal do atual ministro.
Sentindo-se empoderado, no dia 29.04.20 o Ministro da Economia abriu suas baterias contra a iniciativa de seus colegas ministros de outras pastas. Em tom jocoso, afirmou que ministros do governo que queiram ampliar investimentos públicos para promover a retomada da economia, na verdade estão tentando “bater a carteira” do governo. Do alto de sua jocosidade, assim bradou: “a crise é da saúde. Não pode alguém achar, no momento em que fomos baleados, caímos no chão, tá uma confusão danada e temos que ajudar a saúde, alguém vem correndo, bate a nossa carteira e sai correndo. Isso não vai acontecer”. Para ele, isso seria um oportunismo político e uma irresponsabilidade fiscal, pois o aumento de gastos abriria caminho para a farra eleitoral. Por fim, ainda afirmou que para retomar a economia não se pode cometer os erros do passado, quando se “buscou turbinar a economia por meio de obras públicas, mas que acabaram causando um enorme buraco e quebraram o país”.
Em homenagem ao dia internacional do trabalho, é importante mostrar quem é o verdadeiro “batedor de carteira” dos trabalhadores. Para tanto, faz-se necessário mostrar que a crise econômica existente no país já vem de longa data, porém tendo sido fortemente agravada no presente em decorrência dos impactos da pandemia do novo coronavírus. Assim, convém recordar brevemente alguns aspectos do cenário econômico do país que antecedem a conjuntura atual.
No início do mês de março, quando começaram a surgir os primeiros casos da doença no Brasil, o IBGE divulgou o PIB do país relativo ao ano de 2019, cuja taxa de crescimento, prevista ao redor de 2,5% para tal período, atingiu apenas o patamar de 1%. Na verdade, os dados relativos ao ano de 2019 revelaram que a economia brasileira já estava capenga antes mesmo de ser afetada pela pandemia do novo coronavírus. Isto porque seu comportamento, além de ter se reduzido em relação ao desempenho do ano anterior, encontrava-se no mesmo patamar de 2013. Por um lado, o consumo do governo foi negativo; as exportações de bens e serviços caíram 2,5%, enquanto a taxa de investimentos continuava num patamar bastante baixo (15% do PIB), comparativamente ao seu ápice verificado nos anos anteriores à crise iniciada em 2015 (21% do PIB). Por outro, o pequeno crescimento divulgado estava fortemente atrelado à expansão do consumo das famílias, indicador importante, porém com sérias limitações para se garantir taxas sustentáveis de crescimento, especialmente em situações em que perdurem taxas de desempregos elevadas devido à retração das atividades econômicas.
Uma economia com essas condições e sendo afetada diretamente pela crise decorrente da pandemia do novo coronavírus tem enormes desafios, especialmente em três frentes essenciais: garantir a solvência das empresas (sobretudo do capital de giro) para que elas continuem funcionando; promover políticas para garantir a manutenção dos níveis de emprego e de salários dos trabalhadores; e atender aos segmentos mais vulneráveis da população que, além de excluídos economicamente, estão mais expostos à própria epidemia[2].
Ao longo desses dois últimos meses (março e abril) foram divulgadas diversas medidas econômicas para o enfrentamento da crise. Todavia, ficou visível que a equipe econômica do governo não tem um Plano de Ação organizado e articulado para amenizar os efeitos negativos da pandemia sobre as atividades econômicas. O que se viu até o momento foram anúncios bastantes espalhafatosos e a conta-gotas sobre volume de recursos, porém com poucos efeitos práticos, uma vez que os encaminhamentos para que esses montantes de recursos anunciados cheguem efetivamente aos agentes econômicos mais necessitados (empresários e trabalhadores) normalmente são lentos ou até mesmo sequer existem, como é o caso dos recursos anunciados pelo BNDES às micro, pequenas e médias empresas para pagamento de salários. Por isso, analistas de várias correntes de pensamento foram unânimes em afirmar que, além das medidas anunciadas serem tímidas, são insuficientes e incapazes de reverter o quadro recessivo que está tomando conta da economia do país.
Neste artigo vamos nos ater ao caso específico da política de emprego e salário presente na Medida Provisória (MP 936/2020) que regula a matéria. Na essência, o único aceno da política econômica do governo foi esse: ou redução do salário ou suspensão temporária do contrato de trabalho. Todos sabemos que reduzir salários acaba causando impactos negativos diretos sobre a economia, uma vez que reduz o poder de compra das pessoas, implicando em redução da própria arrecadação tributária do governo e nas expectativas das empresas, que irão retrair ainda mais suas atividades produtivas. Portanto, a manutenção e expansão da atividade econômica somente ocorrerá quando o que está sendo colocado nela é maior do que está sendo tirado. Por isso, seriam necessárias injeções de recursos financeiros diretamente aos empresários para que mantenham suas atividades e, consequentemente, o nível de emprego. E isso não aconteceu até o momento, apesar das promessas anunciadas.
Na verdade, a proposta do governo caminhou no sentido oposto, uma vez que preferiu utilizar os recursos do programa do seguro desemprego para bancar os custos das suspensões temporárias de contratos de trabalho, além de cobrir o diferencial de percentual no caso de haver redução de jornada com redução proporcional de salário. E isso sendo feito num cenário extremamente delicado de funcionamento do mercado de trabalho, tendo em vista a elevada e persistente taxa de desemprego. Portanto, pode-se afirmar que as ações nesta área não caminharam no sentido de garantir empregos e salários, tendo em vista que o mecanismo do seguro desemprego para os casos de suspensão temporária dos contratos provocará perdas salariais aos trabalhadores. Não por acaso, este tem sido o mecanismo mais utilizado pelo conjunto dos empregadores[3]. A lógica que impera nessa proposta neoliberal é sempre a mesma, ou seja, precisa-se evitar as demissões, mesmo que esse ato represente retirada de direitos dos trabalhadores.
Nesta direção, os dados do primeiro trimestre de 2020 divulgados pela PNAD Contínua do IBGE em 30.04.20 já estão revelando um cenário de deterioração do mercado de trabalho em escala ascendente, que certamente irá se agravar ainda mais nos próximos meses. Mencionaremos apenas alguns indicadores:  A População Economicamente Ativa (PEA) Ocupada caiu 2,5% no trimestre em relação ao trimestre anterior, o que em termos absolutos significou uma redução de 2,3 milhões de pessoas, enquanto que a PEA Desocupada aumentou 10,5%, significando que mais 1,2 milhões de pessoas passaram a fazer parte do grupo de desocupados. Com isso, a taxa de informalidade chegou a aproximadamente 40%, o que em termos absolutos representa 36,8 milhões de pessoas. Já a taxa de subocupação de toda a mão de obra do país subiu para 24,5%, percentual que representa 27,6 milhões de pessoas. Todos esses indicadores muito ruins fizeram com que a massa de rendimentos real tivesse uma queda de 1,3%, o que representa menos de R$ 2,9 bilhões circulando na economia.
Diante desse cenário, estudo do IBRE/FGV projetou uma queda ao redor de 14% da Massa de Rendimentos do Trabalho (MRT) em 2020. Com isso, essa MRT estaria 3,2% abaixo do seu menor nível desde o início da série histórica da PNAD Contínua no ano de 2012. Essa abrupta queda na renda está gerando um efeito altista no nível de endividamento das famílias, conforme vem sendo documentado pela Confederação Nacional do Comércio.
Portanto, ao invés do Governo Federal tentar enfrentar esses problemas com medidas efetivas de manutenção do emprego e da renda, nota-se que a linha dominante da política econômica parece estar mais preocupada em aproveitar a crise para promover uma nova contrarreforma trabalhista. Esse argumento fica claro quando se observa que – via MP 936 – tornaram-se normas as propostas que fazem parte do pacote de proposições trabalhistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Neste cenário de dificuldades que se avizinham, é imperioso afirmar que as medidas anunciadas pelo Governo Federal – como no caso da MP 936, que autorizou acordos individuais; a suspensão de contratos de trabalho; e a redução parcial de salários, na essência acabam estimulando e/ou facilitando o desemprego, ao mesmo tempo em que não oferecem nenhum mecanismo efetivo que seja capaz de garantir a estabilidade no emprego por alguns meses, especialmente quando a crise econômica for mais aguda. Ao mesmo tempo, a própria Lei do Auxílio Emergencial, além de ser insuficiente porque mal cobre ⅓ dos rendimentos médios dos trabalhadores informais, não é um mecanismo de renda básica como vendo sendo implementado em outros países. Neste caso particular, é sempre recomendável lembrar que o valor inicialmente proposto pelo Ministro da Economia para esse auxílio foi a esmola de R$ 200,00.
É importante registrar, ainda, que o conjunto desses aspectos diz respeito apenas ao mercado de trabalho do setor privado (formais e informais). Não satisfeito com todas essas penalizações aos trabalhadores do setor privado, agora a nova saga do ministro é contra os trabalhadores do setor público. Com isso, está impondo ao Congresso Nacional condições para aceitar a destinação de auxílios emergenciais do governo federal aos estados e municípios, ou seja, o congelamento dos salários desses trabalhadores nas três esferas públicas por um período de dezoito meses. Registre-se que um membro da equipe econômica atual teve o desplante de pretender culpar os servidores públicos pelo desemprego, uma vez que a estabilidade faz com que os mesmos “não dormem com medo de perder o emprego”.
Por tudo o que foi citado e analisado sobre as ações do atual Ministro da Economia na esfera do emprego e dos salários, é perfeitamente factível qualificar tal ministro como o verdadeiro “batedor de carteira” dos trabalhadores brasileiros.
[1] No dia 27.04.20 o Presidente reuniu diversos ministro de Estado para dar apoio público ao Ministro da Economia, ao afirmar que ele “é o único homem que decide o que fazer na área da economia. É também ele quem nos dá o norte, as recomendações e o que nós realmente devemos seguir”. Tudo isso aconteceu em função dos rumores de que Paulo Guedes também etária deixando o governo.
[2] Observa-se que governos de vários países do mundo estão adotando essas estratégias como forma de manter as atividades econômicos e preservar os níveis de emprego.
[3] Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, até meados de abril mais de 2 milhões de registro da nova legislação diziam respeito à suspensão dos contratos de trabalho.

*Professor titular do Departamento de Economia e Relações Internacionais e Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Administração, ambos da UFSC. Coordenador do NECAT-UFSC e pesquisador do OPPA/CPDA/UFRRJ.

O vírus e o verme, por Marília Moreira



Aos que não sucumbiram coube ver aquela nação  antes solar mergulhar agora nas trevas, assolada a um só tempo pelo vírus e pelo verme

O VÍRUS E O VERME

Por Marília Moreira

Era uma nação solar.
Seus habitantes coloriam suas mazelas com estampas felizes, acalentavam suas dores no embalo da música e expeliam as suas angústias em gritos de “gol!”
Era um povo alegre, dizia-se, o sorriso rasgado colado ao rosto, o corpo sempre entregue, aberto ao abraço, ao molejo da dança, à malícia do sexo. Um povo voltado para o outro, supunha-se, voltado para fora, eufórico.
Era, no entanto, um país de avessos, de sombras profundas ocultas pelo brilho ardido de uma alegria de spot light. E na superfície o riso, na superfície o gozo, na superfície o sol a dourar a casca e a ofuscar os olhos.
E então, veio o vírus. E com ele o imperativo de um isolamento forçado. Os festivos habitantes daquele país iluminado foram obrigados a encerrar-se em suas casas, a abandonar tudo ou quase o que os fazia vibrar. Cancelaram-se as partidas de futebol, os encontros no boteco, as idas à praia, o churrasco, as compras, os encontros, as festas. A assepsia constante das mãos e das coisas parecia limpar também os últimos vestígios daquela tal felicidade.

Alguns mergulharam nos livros. Os que puderam, no trabalho. Outros encontraram um frio refúgio no universo virtual. Os que estavam com suas famílias, uniram-se, brigaram, ajustaram-se. Por vezes, mataram-se. Todos, sem exceção, viram delinear-se, nas paredes de suas retinas, as sombras, aquelas, antes ocultas pelo excesso de luz e que agora, como a esfinge de Tebas, ameaçavam devorar todos aqueles que não fossem capazes de decifrar o seu enigma.
Diante do escuro, o medo germinava no intestino dos homens, entranhava-se nas vísceras, corroía os tecidos, penetrava nos ossos, nos órgãos, nas células, agarrava-se a garganta, dilatava poros e pupilas.
Poucos, muito poucos tiveram meios de decifrar o mistério das sombras.
É que antes do vírus, veio o verme. Silenciosa e lentamente o verme havia de instalado no interior de muitos e sugado tudo, ou quase, o que os constituía como humanos. Ninguém viu quando o verme deixou os corpos através dos excrementos, uniu cada uma das suas parcelas nos fétidos subterrâneos do país e ganhou corpo, corporificou-se, personificou-se na abjeta figura de um falso líder messiânico em quem as pobres pessoas, esvaziadas de sua humanidade, podiam, enfim, verem-se espelhadas.
Desprovida de coerência interna, a população não percebia a absurda incoerência dos discursos vazios que o verme, feito líder, expelia através de sua boca imunda. Despojada de seu altruísmo, pessoas ditas “do bem”, não se importavam com as ofensas e ameaças que Ele fazia aos outros, às minorias, a qualquer um que não fosse um “eu”, ou por vezes até mesmo a esse “eu” que, não obstante a completa falta de erudição ou mesmo de elaboração daqueles discursos, pareciam incapazes de compreender o mínimo conteúdo ali contido: ódio, violência, destruição.
“Vamos acabar com tudo isso aí, tá ok?” – vomitava o verme.
“Tá ok! Tá ok! Tá ok! Tá ok! Tá ok!” repetia a população em eco, balançando mecanicamente as cabeças, sem se dar conta de que “tudo isso aí” incluía cada uma dessas cabeças, seu futuro, seus sonhos, sua liberdade, sua instrução, sua cultura, sua dignidade, enfim, tudo aquilo que os qualificava como humanos.
As sombras cumpriram a promessa e devoraram todos aqueles que não foram capazes de decifrar o seu enigma.
O vírus, apesar de toda a sua malignidade, restituiu a muita gente a generosidade, a compaixão, o poder da reflexão, o senso de coletividade, a capacidade de olhar para o outro, para si e para o mundo num sentido amplo.
O verme, por sua vez, aquele mesquinho, vil, execrável verme, que de tão repugnante, nem o vírus ousava tocar, trouxe apenas miséria, destruição e dor.
Ainda não é conhecido o final dessa história. Ouvi das sombras que se espera do verme que ele acabe por corroer as suas próprias entranhas.
Nota biográfica
Marília Moreira é atriz e autora das peças teatrais “Além da imagem – um réquiem para Marilyn Monroe”, “Andanças de uma lagartixa” e “Língua de Boi”. Também escreveu o livro de poemas infantis “Lia e o feitiço da palavra”, pelo qual recebeu o prêmio FNLIJ de escritora revelação.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

PGR pede ao Itamaraty que recue da decisão estúpida do olavista Ernesto Arapujdo e de Bolsonaro de expulsar diplomatas venezuelanos do Brasil


Augusto Aras adverte que a decisão do governo Bolsonaro pode contrariar tratados e convenções internacionais. O governo da Venezuela já havia afirmado que “o pessoal diplomático e consular da Venezuela no Brasil não abandonará suas funções sob subterfúgios fora da lei internacional”

Augusto Aras, Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo
Augusto Aras, Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo (Foto: ABr)

247O procurador-geral da República, Augusto Aras, por meio de ofício enviado nesta sexta-feira (1) ao Itamaraty, pede que seja suspensa a decisão de expulsar diplomatas venezuelanos do Brasil

Na última terça-feira (28), o Ministério de Relações Exteriores do Brasil comunicou que os 34 funcionários diplomáticos venezuelanos devem abandonar suas sedes e regressar à Venezuela no máximo até o dia 2 de maio.
A PGR afirma que a decisão pode contrariar tratados e convenções internacionais por conta da situação dos serviços de saúde na Venezuela em meio à pandemia do coronavírus.
O ofício também ressalta o risco de contágio ao qual os diplomatas estariam submetidos ao viajarem à Venezuela. 
Em comunicado oficial publicado nesta quinta-feira (30), o governo Maduro afirmou que “o pessoal diplomático e consular da Venezuela no Brasil não abandonará suas funções sob subterfúgios fora da lei internacional”. 

Governadores saem de reunião com Teich, Ministro da Saúde, alarmados: ele está perdido e não consegue nem comprar respiradores


O ministro da Saúde está perdido, é tutelado pelos militares e o governo Bolsonaro não consegue sequer comprar respiradores. Este é o cenário alarmante constatado por governadores que participaram na quarta de uma reunião virtual com Nelson Teich e outros integrantes do governo federal

Ministro diz que é preciso aguardar para saber se recorde de mortes por Covid-19 é tendência ou dado represado
Ministro diz que é preciso aguardar para saber se recorde de mortes por Covid-19 é tendência ou dado represado (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247Governadores que participaram de reunião na última quarta-feira (29) com Nelson Teich e outros ministros do governo Bolsonaro deixaram o encontro alarmados: o ministro da Saúde está perdido, é tutelado pelos militares e o governo Bolsonaro não consegue sequer comprar respiradores.
Segundo os jornalistas Mariana Carneiro e Guilherme Seto, da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, os governadores avaliaram depois da reunião que “não há sinal de que o governo federal tenha planejamento algum para mudar” o cenário de paralisia atual.   O caso da Bahia foi considerado com exemplar. O estado diz precisar de 1.300 respiradores até meados de maio. Teich diz que a produção nacional entrega 180 por semana. Para todo o Brasil.
Teich confessou na reunião, para espanto dos presentes, não estar conseguindo realizar compras fora. Os governadores passaram uma lista de dicas de onde adquiriram, na China e Europa.
O controle dos militares sobre Teich, completamente perdido, é total. Ele sequer estava no Ministério da Saúde para o encontro, mas no Planalto, e quem fez a abertura da reunião foi o ministro general da Casa Civil, Braga Netto.

Polícia Federal espera ataque raivoso de Bolsonaro após entrega de novo relatório sobre facada


Bolsonaro deve desfechar novo ataque contra a Polícia Federal, depois que novo relatório do órgão indicou que Adélio Bispo agiu sozinho ao esfaqueá-lo em Juiz de Fora (MG) durante a campanha eleitoral, em setembro de 2018


(Foto: ABR | Reuters)

247 - Delegados da Polícia Federal estão se preparando para uma nova investida de Jair Bolsonaro contra o órgão. Eles acreditam que ela virá, após a divulgação do novo relatório da PF mostrando que Adélio Bispo agiu sozinho, sem mandante ou participação de terceiros na facada de 2018. Bolsonaro usará isso para atacar a instituição e justificar a troca de comando. A informação é da colunista Bela Megale
O chefe da Abin, Alexandre Ramagem, já tinha decidido, de comum acordo com Bolsonaro, substituir o atual comando da PF em Minas Gerais, que lidera a investigação sobre a facada. A operação está suspensa com o cancelamento de sua nomeação como diretor-geral da instituição pelo Supremo.
Na última terça-feira (28), Bolsonaro disse que a investigação “vai ser reaberta” e que foi “negligenciada”. O presidente questionou a conclusão de um inquérito anterior também conduzido pela PF, que concluiu, ainda em 2018, que Adélio agiu sozinho.

1º de Maio: Vencer a pandemia liberal plutocrática que dizimou a economia, por Antonio Neto


Não tenho dúvidas de que, apesar do governo federal e suas loucuras, a sociedade brasileira irá vencer a luta contra o coronavírus. Sim, nós vamos superar isso.
Jornal GGN:

1º de Maio: Vencer a pandemia liberal que dizimou a economia

por Antonio Neto

Em primeiro lugar quero saudar a todos os trabalhadoras e trabalhadores pela comemoração do 1º de Maio. Em especial, aos heróis profissionais da saúde e funcionários públicos de serviços essenciais que arriscam suas vidas para proteger e salvar as nossas.
Este ano, comemorado de forma diferente por conta de uma pandemia mundial que mudou nosso cotidiano, que tem ceifado vidas dos nossos compatriotas e trazido muita dor e sofrimento para o nosso povo, em especial, aos mais humildes e necessitados.
Mais do que tudo, gostaria de trazer hoje a todos vocês, uma mensagem de esperança. 
Não tenho dúvidas de que, apesar do governo federal e suas loucuras, a sociedade brasileira irá vencer a luta contra o coronavírus. Sim, nós vamos superar isso.
Mas acredito que toda grande crise, quando a nossa vida corre perigo, nos faz refletir sobre o como doente e atacada está o nosso País. O Brasil está sendo atacado incansavelmente por diversos vírus nos últimos anos.
Passamos e sofremos ainda com o vírus da corrupção e dos desmandos governamentais. Sofremos com a doença do desemprego (já fazem quase 5 anos que temos mais de 10 milhões de desempregados!), da desindustrialização, dos juros criminosos do cartel bancário brasileiro. Nosso País e nosso povo estão sendo constantemente atacados pelo vírus do ódio, da intolerância, um vírus contra a ciência, a solidariedade, os serviços públicos e a importância do Estado para a sociedade.
O presidente da República e seu gabinete do ódio tentam romper a imunidade da Democracia pregando a volta da ditadura militar e dos porões da tortura que levaram incansáveis patriotas. Atacam o movimento estudantil, os sindicatos, os direitos trabalhistas, a Previdência, a economia do País e, sobretudo, os interesses nacionais estratégicos.
As mazelas econômicas e sociais que ainda enfrentaremos serão resultado de toda essa loucura e não apenas do coronavirus. Afinal, antes da pandemia nossa realidade era de crise: 12 milhões de desempregados, 63 milhões de brasileiros com o nome sujo e mais de 35 milhões de trabalhadores no limbo da informalidade e do trabalho precário. A pandemia tornará mais evidente os erros dessas políticas.
Mas a coisa mais importante nisso tudo é que temos a vacina e a cura para todas essas doenças. A vacina se chama Projeto Nacional de Desenvolvimento.
Somente um Projeto Nacional será capaz de reativar os setores da economia destruídos pela insanidade imposta pelo liberalismo selvagem, que nessa crise deixou o País exposto por não conseguir produzir até mesmo máscaras de proteção, que internacionalizou a nossa indústria de fármacos, que expões nossa economia e poder de compra à variação intolerante do dólar e fechou milhões de empresas e empregos no Brasil.
A saída para a pandemia da loucura, da insensatez, do desemprego e da miséria chama-se Projeto Nacional de Desenvolvimento.
Um projeto que liberte nossos jovens com uma educação emancipadora, queremos um país que garanta dignidade e oportunidades a seus filhos.
Os brasileiros que produzem e que trabalham precisam recuperar o controle do nosso destino, revertendo as medidas genocidas que foram implementadas pelos últimos governos. 
Queremos um país justo e soberano! 
Vamos nos unir em torno dessa bandeira, organizando uma frente nacional ampla e sem hegemonismos. Uma alternativa aos erros cometidos agora e no passado, rompendo a polarização de vermelhos contra laranjas, para construirmos um novo Brasil, focado na inteligência, na solidariedade e nos interesses maiores da nossa Pátria.
Viva o 1º de Maio! Viva o Brasil!
Antonio Neto – Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

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Eduardo Moreira em diálogo com Carla Jiménez: Moro sente agora na pele o tipo de perseguição que sempre promoveu



Do Canal do Economista Eduardo Moreira:


Toni Dozane: Moro começa FALAR e Bolsonaro QUER FAVORECER PASTORES na Receita Federal


Do Canal do Comentarista Político Toni Dozane:



O hipócrita falso Messias Bolsonaro quer beneficiar pastores aliados na Receita Federal violando a Constituição

E as imbecilidades de Bolsonaro, o pior presidente do mundo, continuam: ataca o STF, Alexandre de Moraes, debocah dos mortos pelos mortos da Covid-19 e exalta indiretamente as milícias do bolsonistão. Análise de Bob Fernandes



Do Canal do comentarista político Bob Fernandes:



"Eu talvez tenha pegado esse vírus no passado", agora diz Bolsonaro... O "talvez" genocida que "talvez" (?) mente e "talvez" contamina a muitos...



Do Canal de Henry Bugalho: