quarta-feira, 8 de maio de 2024

Profecia? Não, Ciência. A tragédia gaúcha estava escrita e acontece. Reportagem de Ricardo Noblat

 

Em menos de um ano, chuvas intensas no Rio Grande do Sul custaram a vida de 110 pessoas, mais do que o total registrado em desastres naturais nas três décadas anteriores.


Do Metrópoles:

O governador que pede ajuda é o mesmo que sancionou lei flexibilizando regras ambientais para a construção de barragens

 atualizado 

Enchente atinge Centro de Porto Alegre

Na quinta-feira 25 de abril passado, às 13h43, os leitores do Correio do Povo, o mais antigo jornal do Rio Grande do Sul, foram alertados de que algo importante estava à sua disposição on-line. O título da notícia dizia tudo de forma direta, à maneira de antigamente:

“Cenário de perigo: RS terá chuva excessiva semelhante aos extremos de 2023, aponta MetSul.”

E a linha de apoio ao título completava:

“Episódio de instabilidade deve ocorrer entre final de abril e começo de maio.”

Bingo! Transcrevo parte da notícia:

“A MetSul Meteorologia adverte para um cenário de intensa instabilidade e perigoso por excesso de precipitação e risco de temporais nestes últimos dias de abril e no começo de maio no Sul do Brasil, em particular no estado do Rio Grande do Sul, onde a chuva deve ser mais excessiva com acumulados de precipitação muito altos até extremos.

O cenário guarda bastante semelhança com aqueles do segundo semestre do ano passado que trouxeram temporais e chuva excessiva no fim do inverno e durante a primavera, no auge do episódio do fenômeno El Niño. Os acumulados devem ser tão altos em alguns pontos e em tão curto período, que grande número de localidades gaúchas pode atingir 100% a 200% da precipitação média histórica de abril ou maio, o que pode acarretar uma série de riscos e transtornos à população.

Porto Alegre e Região Metropolitana também devem sofrer com os volumes altos de chuva . […] A grande maioria das cidades gaúchas deve somar no período marcas de 100 mm a 150 mm, ou seja, o que costuma chover em um mês nesta época do ano, mas em vários pontos pode chover muito mais. Cheias de rios e estradas afetadas A persistência da chuva por vários dias deve provocar ainda inundações e prováveis cheias de vários rios. Algumas estradas, particularmente municipais e rurais, devem se tornar intransitáveis com prováveis trechos e pontilhões cobertos pela água.

Há risco de temporais. Isso porque a instabilidade será constantemente alimentada por ar quente, o que favorecerá a formação de nuvens muito carregadas, que poderão provocar tempestades isoladas com muitos raios, queda localizadas de granizo e ocasionais vendavais isolados.”

Não dá, portanto, para que o governo do Estado diga agora que foi surpreendido pelo que aconteceu, pelo que ainda acontece, e pelo que ainda acontecerá quando as águas voltarem ao seu leito original, abrindo espaço para a proliferação de doenças.

Em menos de um ano, chuvas intensas no Rio Grande do Sul custaram a vida de 110 pessoas, mais do que o total registrado em desastres naturais nas três décadas anteriores. As chuvas persistentes desde o início da semana passada deixaram até aqui 55 mortos e 70 desaparecidos.

É “o maior desastre da história do Estado”, classifica o governador Eduardo Leite (PSDB), que clama por ajuda. Quase 15 milhões de pessoas deixaram suas casas, outras centenas de milhares estão sem água ou luz. Porto Alegre está praticamente isolada.

Leite é o mesmo governador que no dia 9 de abril último sancionou a lei que flexibiliza regras ambientais para a construção de barragens em áreas de preservação permanente, medida defendida por produtores rurais como forma de diminuir os impactos da estiagem no estado.

As áreas de preservação permanentes (APPs) compreendem florestas e outras formas de vegetação natural, além de áreas situadas ao longo de rios, lagoas e reservatórios naturais. A lei recebeu 35 votos favoráveis e 13 contrários na Assembleia Legislativa.

A Federação da Agricultura do RS (Farsul) diz que a lei é importante para o desenvolvimento do agronegócio. Francisco Milanez, diretor científico e técnico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, é contra a lei:

“As APPs são as fontes de água. É como destruir a horta para construir a cozinha. Vai cozinhar o que depois?”

Para Clóvis Borges, diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, o Rio Grande do Sul perdeu há muitas décadas a resiliência para enfrentar os extremos climáticos:

“Foi o primeiro estado a cobrir todo território com propriedade agrícola. Eliminaram praticamente suas áreas naturais. Restou 7% da área original da Mata Atlântica e o bioma Pampas é um dos mais ameaçados.”

Um projeto de lei de autoria do deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) foi aprovado na Câmara em março deste ano. Ele autoriza o corte de vegetação nativa não florestal – como Pampa, parte do Cerrado e do Pantanal.

Na prática, uma área equivalente a dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná de mata nativa pode sumir do mapa se a lei for aprovada pelo Senado.


Tour bolsonarista nos EUA tem investigados pela PF e foragido. Reportagem de Vinícius Nunes, da coluna de Ricardo Noblat no Metrópoles


Congressistas e golpistas bolsonaristas trabalhando contra o Brasil com os republicanos golpistas trumpistas do congresso americano...

Do Metrópoles:

Congressistas brasileiros bolsonaristas se esforçaram por selfies no Congresso norte-americano
Reprodução Instagram
são seis prints de selfies dos instagram de deltan dallagnol, bia kicis, eduardo bolsonaro, gustavo gayer, filipe barros e eduardo girão

Enquanto a Câmara dos Deputados (aqui do Brasil) se empenhava em articular e aprovar medidas de socorro ao Rio Grande do Sul na terça-feira (07/05), alguns congressistas brasileiros alinhados à extrema-direita estavam em Washington, nos Estados Unidos, para participar de uma audiência no Congresso americano.

Na sessão, que discutia o Brasil, três dos quatro palestrantes afirmaram que o país enfrenta violações da liberdade de expressão semelhantes às de uma ditadura. Entre os presentes na plateia estavam Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), Filipe Barros (PL-PR), Eduardo Girão (Novo-CE) e Nikolas Ferreira (PL-MG), além do foragido da Justiça brasileira Allan dos Santos, o influenciador Rodrigo Constantino e o deputado cassado Deltan Dallagnol.

Nenhum dos congressistas demonstrou constrangimento por estar ao lado de Allan dos Santos, condenado a um ano e sete meses de prisão por calúnia e foragido da Justiça desde 2021 no contexto do inquérito das Fake News. Os Estados Unidos se recusaram a extraditar o influenciador porque o delito é considerado crime de opinião, protegido pelo direito à liberdade de expressão no país.

Durante a sessão, Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente e ditador João Figueiredo, foi questionado se repudiava a Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), mas optou por não responder.

Paulo Figueiredo está sob investigação da Polícia Federal (PF) e foi apontado como um agente de “desinformação golpista e antidemocrática” relacionada ao 8 de Janeiro. Segundo mensagens obtidas no celular de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Figueiredo usava sua posição como comentarista na Jovem Pan para incentivar militares a uma tentativa de golpe.

Rodrigo Constantino também está sob investigação no inquérito das Fake News. O economista, que também foi comentarista da Jovem Pan, foi demitido após o Ministério Público Federal abrir uma investigação sobre a conduta da emissora no contexto do ataque às sedes dos Três Poderes.

Enquanto participavam da sessão no Congresso dos EUA, os congressistas bolsonaristas abasteciam suas redes sociais com vídeos e selfies, descrevendo a audiência como um sucesso: “deputados americanos chocados com a perseguição à livre opinião no Brasil”, escreveu o senador Eduardo Girão.

Entretanto, a sessão foi marcada por desinformação. A deputada republicana Maria Salazar chegou a mostrar uma foto do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sugerindo que ele seria um “fantoche” do presidente “socialista” Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ela foi rebatida pelo professor de estudos brasileiros da Universidade de Oklahoma, Fábio de Sá e Silva, que apresentou uma foto de Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar, evidenciando as atrocidades desse regime.

“Isso é o que acontecia com jornalistas brasileiros na ditadura”, destacou Fábio de Sá e Silva.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Reinaldo Azevedo: Reconheça, Eduardo Leite e mídia bolsonarista, a atuação impecável do governo federal

 

Da Rádio BandNews FM:




Reinaldo Azevedo: Deputada democrata desmoraliza canalha golpista em comissão da Câmara dos EUA

 

Da Rádio BandNws FM:

 Programa O É da coisa:



Do Desmascarando: LAPADA: GOLPISTAS, BANANINHA E FIGUEIREDO SÃO HUMILHADOS POR DEPUTADAS DEMOCRATAS EM SESSÃO NOS EUA

 

Do Canal Desmascarando:




Extrema-direita fascistóide usa tragédia no Sul para disseminar novas fake news contra o governo (que os derrotou)

 

Para especialista prática da desinformação “zomba da vida alheia, tripudia sobre os mortos” (do mesmo modo como fizeram na pandemia). Entenda


Do Jornal GGN:




Em meio a tragédia que já afetou 850 mil pessoas no Rio Grande do Sul, em decorrência das fortes chuvas desde a semana passada, a extrema-direita se mobiliza nas redes sociais na disseminação de notícias falsas. 

Neste final de semana, uma das informações que mais circularam na internet  foi a de que o governo federal, encabeçado pelo presidente Lula (PT), teria patrocinado o show da cantora Madonna no Rio de Janeiro com recursos que deveriam ser encaminhados ao RS com objetivo de mitigar os efeitos catastróficos da crise.

A informação foi desmentida pelo próprio governo. Em um vídeo, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta (PT-RS), reiterou que a União não financiou a atração gratuita, que reuniu mais 1,5 milhões de pessoas em Copacabana.

Ao contrário do que caras carimbadas da extrema direita afirmaram, “o show da Madonna foi pago pelo Itaú e pela Heineken, com apoio da prefeitura do Rio e do governo do Estado“, explicou Pimenta.

Em um outro vídeo, também publicado nas redes sociais, a secretária de Juventude da Federação Árabe Palestina (Fepal) e Diretora de políticas educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Maynara Nafe, foi mais afundo e esclareceu o uso de recursos públicos no evento.

O único recurso público destinado ao show da Madonna foi do apoio da prefeitura do Rio de Janeiro no sentido de segurança pública e estrutura para o evento. Vale destacar que a prefeitura do Rio de Janeiro tem total legitimidade para fazer isso porque esse evento movimenta a economia da cidade”, ponderou.

Multa contra barqueiros

Outro caso bastante comentado foram as informações falsas de que o governo estaria aplicando multas aos barqueiros que fazem o resgate das vítimas ilhadas em determinadas regiões do estado.

Na noite de ontem (5), a própria gestão pública do Rio Grande do Sul informou em nota que “não há exigência de habilitação para condução desses equipamentos, conforme informações do governo do Estado, por meio do Gabinete de Crise”.

“A desinformação zomba da vida alheia, tripudia sobre os mortos”


Em entrevista à BBC Brasil sobre o tema, a editora-executiva dos Aos Fatos, uma plataforma de investigação contra a desinformação, Fernanda da Escóssia, ressaltou as notícias falsas desviam a atenção para problemas inexistentes e que esforços para responder às fake news desviam o verdadeiro foco que é salvar vidas.

Nesse ecossistema, a desinformação zomba da vida alheia, tripudia sobre os mortos e não se constrange em produzir conteúdos falsos com o objetivo de conseguir cliques, engajamento e monetização por adesão a um posicionamento político”, disse. 

Elas (notícias falsas) têm um efeito muito perverso. Atrapalham o trabalho das autoridades no socorro das vítimas, pois têm que ficar desmentindo conteúdo falso. Isso prejudica o trabalho de quem tem que atuar nesse socorro e gera ondas de pânico”, completou.

Reinaldo Azevedo: Fake news, falso moralismo, mentiras e picaretagem sobre a tragédia no RS e sobre Madonna. É o lixão da extrema-direita bolsonarista.

 

Da Rádio BandNews FM:




Reinaldo Azevedo: Os próprios Bolsonaros se emporcalham de “fake news” sobre tragédia no RS

 

Da Rádio BandNews FM:




segunda-feira, 6 de maio de 2024

Reinaldo Azevedo: Para o Brasil real que chora e que ri, o bolsonarismo oferece apenas o ódio ante a tragédia do RS e o show de Madonna no Rio

 

Da Rádio BandNews FM:




TVGGN: Climatologista explica o fenômeno que gerou a tragédia no Rio Grande do Sul. A questão da mudança climática negada pelo agro e pela indústria...

 Carlos Nobre alerta que, ante a degradação ambiental, se a emissão de gases de efeito estufa não for zerada, temperatura global pode aumentar até 2° nos próximos anos


Crédito: Thiago Guimarães/ PMC


GGN. - Hora a hora, a situação no Rio Grande do Sul, onde várias cidades foram atingidas por fortes temporais desde a última segunda-feira (29 de abril), fica mais dramática. Neste sábado (4), chegou a 66  o número de pessoas mortas devido às enchentes, de acordo com o último boletim da Defesa Civil. Outros seis óbitos estão em investigação, 155 pessoas ficaram feridas e 101 pessoas estão desaparecidas.  

Para explicar o porquê da tragédia, que já tinha afetado o estado em 2023, o programa TVGGN 20H da última sexta-feira (3) contou com a participação do professor e climatologista Carlos Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Climáticos da USP e copresidente do Painel Científico para a Amazônia. 

Nobre adianta que as consequências das mudanças climáticas não são sentidas apenas no Rio Grande do Sul, mas em todo o mundo, que passou a vivenciar eventos climáticos extremos principalmente em 2023 e 2024. 

“Essa situação do Rio Grande do Sul é o sistema de baixa pressão que vem do Oceano Pacífico. Ele gera um sistema de alta pressão no centro oeste e sudeste e o sistema de alta pressão bloqueia o sistema de baixa pressão. As frentes frias chegam ali, não conseguem passar e chove demais, alimentados por um fluxo muito grande de vapor d’água que está vindo da Amazônia e passa paralelo aos Andes”, detalha Nobre. 

Nobre explica que, nos últimos dois anos, tivemos o registro do maior aquecimento do planeta registrado na história, tendo em vista que a média da temperatura global já atingiu o aumento de 1,56°. Assim, este ano deve ser ainda mais quente em comparação a 2023. 

“[O bloqueio do sistema de baixa pressão] É um fenômeno que sempre existiu, só que agora, por causa do aquecimento global, globalmente falando, os oceanos nunca estiveram tão quentes e quando eles estão muito quentes, evapora muita água. Então, lógico, um grande elemento dos eventos extremos é o vapor d’água, porque quando o vapor d’água vai para um lugar e chove muito, em outro lugar se faz seca”, emenda o professor.

El Niño


O climatologista comenta ainda que o El Niño, fenômeno natural que potencializou a elevação da temperatura desde o ano passado, existe há, pelo menos, dois milhões de anos, talvez até mais. A questão é o aumento da frequência e da intensidade com que o fenômeno ocorre. “Os três El Niños mais fortes foram 2015/2016, depois 1992/1993 e agora terceiro El Niño mais forte é 2023/2024. Mesmo sendo o terceiro mais forte, ocasionou a maior seca da história da Amazônia e do Pantanal e o maior registro de chuvas no Rio Grande do Sul.”

Carlos Nobre ensina que, quando o El Niño está mais intenso, ele faz com que a corrente atmosférica, chamada de jato subtropical, barre as frentes frias originadas no oceano pacífico, gerando um sistema de baixa de pressão conhecido como ciclone extratropical nas regiões do Rio Grande do Sul, Argentina, Uruguai e Paraguai. 

O ciclone extratropical, então, joga a água mais quente dos oceanos dentro do continente, originando fortes chuvas. Foi este fenômeno que causou as enchentes que atingiram os gaúchos em setembro.  

“Esse agora é um pouco diferente. O fenômeno meteorológico é o bloqueio com a baixa pressão e, no centro-oeste e sudeste, a alta pressão com muito calor, que não forma nuvem nenhuma. Lógico também que o El Niño está ficando cada vez mais forte”, continua o climatologista. 

Clima exige atenção


O convidado apontou ainda que, de acordo com o relatório IPCC, a temperatura média global não deveria ultrapassar a alta de 1,5°. No entanto, enquanto as previsões indicavam que só atingiríamos este aumento em 2030, a ciência não conseguiu prever que este patamar fosse atingido ainda em 2023 e pode se tornar permanente a partir deste ano. 

Assim, os oceanos estão no nível mais quente do registro histórico desde o último período 125 mil anos interglacial, tornando a situação cada vez mais crítica. 

“O enorme branqueamento de praticamente todos os recifes de corais, que estão muito perto da extinção e da extinção de milhares de espécies, pois os corais mantêm 25% da biodiversidade oceânica”, continua. 

Guerra na Ucrânia


Nobre revelou ainda que a Guerra na Ucrânia teve um grande impacto negativo também no clima, uma vez que a União Europeia evoluía rapidamente no processo de substituição do uso de energia fóssil, por meio da queima de carvão, por fontes de energia mais limpas e renováveis. 

“Por exemplo, Alemanha tinha um plano de parar a exploração de carvão até 2035, o Reino Unido fez uma lei proibindo a produção de motores a combustão a partir de 2030, a Noruega, que ficou super rica com a exploração de petróleo e gás natural no Atlântico Norte, não vai mais explorar a partir de 2035”, comenta. 

O conflito entre Rússia e Ucrânia, no entanto, fez com que o ritmo da redução das emissões diminuísse. E, em diversos outros países as emissões de poluentes na atmosfera continuam altas e, se não houver redução, a temperatura global pode ter aumento de 2,5° nos próximos anos.

“A emergência climática do ano passado e deste ano mostram que talvez a gente não possa nem zerar as emissões em 2050. Muitos cientistas como eu acham que nós devemos zerar as emissões até 2040. Mesmo em 2040, a gente vai passar de 1,5° [na média da temperatura global], pode chegar até 2°. Esse é o risco que nós estamos correndo”, conclui Nobre.  

Assista a entrevista completa: