Mostrando postagens com marcador Letícia Sabatella. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letícia Sabatella. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A íntegra e lúcida atriz Letícia Sabatella escreve carta à Dilma

Resultado de imagem para Letícia Sabatella defesa da Democracia

“Querida Presidenta,
Soa bom chamar assim à governança do nosso país.
Que venham muitas presidentas!
Exercendo dignamente o cargo mais importante do Brasil, você terá aberto as portas para que as belas saiam cada vez mais do recato do seu lar, ocupando a vida pública, política e acreditando que o poder também pode lhes caber, utilizando-o com integridade, honestidade e ética. Que não precisa e não deve ser entregue somente às mãos de um único gênero ou de um grupo de famílias, de uma classe, mas que o povo pode e deve assumir a cidadania e a política por responsabilidade própria.
Sua coragem e firmeza no dia de ontem teve força para revelar a verdade sobre este crime político e os impactos negativos que já estão sendo perpetrados por forças corruptas, demagogas, hipócritas e oportunistas que desejam implementar no Brasil um programa de governo reacionário, antiecológico e extremamente injusto com a classe trabalhadora.
Venho me manifestar por nossa democracia, que ainda é muito jovem, imatura, neocoronelista e ainda sofre com um modelo de desenvolvimento bastante predatório. E nos deve muito em justiça social, às pessoas pobres, negras, aos pequenos agricultores, aos indígenas, à justiça socioambiental e à igualdade.
Tenho sido franca ativista pelos Direitos Humanos antes e durante o seu mandato.
Enquanto era a Primavera de uma abertura de olhar às questões sociais, fundamos o movimento Humanos Direitos e participamos de grandes conquistas deste governo no combate ao trabalho escravo. Muito se fez para combater a miséria e isso espantou o mundo. Nossa Cultura Popular teve espaços mais amplos para sua expressão e pudemos ver rostos de meninos do morro, das periferias, colorindo telas de cinema, levando nossa identidade para além-mar, fortalecendo a autoestima do povo brasileiro.
Já tive a oportunidade, presidenta, de olhar em seus olhos e, na sua presença, lhe dizer que faço uma oposição de esquerda ao seu governo e de expressar naquele momento o meu contentamento de poder dizer que ainda vivo em um Estado que se pretende – de forma utópica, em realidade e em exercício – ser democrático e que procura preservar as liberdades e o inconsciente coletivo saudável da nossa população.
Embora o seu governo tenha cometido erros, especialmente no que diz respeito ao meio ambiente, é inegável que combateu a desigualdade social, trouxe dignidade a milhões de brasileiros e brasileiras e promoveu a ascensão social de uma grande parcela da população. Ao longo desses últimos anos, aprendemos que com vontade política quase tudo é possível.
Contudo, hoje nos cobre uma sombra que assola os corações de irmãos, de irmãs, de pessoas que não mais se reconhecem e vivem em um ambiente de ódio fomentado por um plano maquiavélico de tomada de poder por grupos econômicos que não aceitaram que um mínimo de direitos seja repartido com os mais vulneráveis e desprivilegiados socialmente.
Não respeitar a decisão das urnas e apoiar esse assalto aos 54 milhões de votos que garantiram seu mandato conquistado em eleições limpas – é desconhecer o sentido de democracia e abrir o precedente para que o jovem sistema político brasileiro não se recupere tão cedo.
É muito assustador saber que o motivo que usam para tirá-la do poder não está baseado em seus erros, mas em seus acertos. Como cidadã, carrego as decepções de quem esperava o empoderamento da agricultura familiar e a libertação do coronelismo. Mas acompanhando de perto todo esse processo, entendo a sua dificuldade política ao perceber como é composto o nosso Congresso Nacional e o quanto há de boicote, por parte da maioria dos nossos parlamentares, a uma verdadeira transformação social.
Uma vez conquistados os direitos sociais e culturais do nosso povo – com muita luta e garra – temos que dar um passo adiante e não para trás. Por isso estou ao seu lado em defesa da democracia e contra esse retrocesso, que deve ser chamado exatamente pelo o que ele é, e sem temor: um golpe parlamentar!
Um abraço afetuoso, Leticia Sabatella #PelaDemocracia”
Fonte: Ondda.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Filho de envolvido no escândalo do Banestado agride Letícia Sabatella, por Bob Fernandes

Captura de Tela 2016-07-31 às 17.33.17

Leio que Gustavo Abagge é o cara que chamou Leticia Sabatella de "puta" na manifestação de Curitiba. Gustavo seria filho de Nicolau Elias Abagge, ex-presidente do Banestado, do Paraná.

Na farra das contas CC-5 este banco, entre outros, tornou-se símbolo de lavanderia de dinheiro porco; sonegado, na melhor das hipóteses. Por ele, e outros, fortunas — me lembro de certo Bilhão — eram enviadas para paraísos fiscais.

Quem conheceu as listas de dinheiro enviado pra fora via gambiarras nas CC-5 sabe que muitos do que agora bradam, e vários dos que mancheteiam contra a "córrupissão" estavam naquela farra.



Conheci tais listas porque em 34 páginas escrevi, em Maio de 98, a única edição extra de Carta Capital, "Brasil: a maior lavagem de dinheiro do mundo". Tratava desse tema, toda a edição.

Lembrar daquela longa apuração e ver certos tipos pontificando sobre "ética" nas ruas, mídias e redes, provoca engulhos: como conseguem ser tão cínicos, tão hipócritas?

Mas voltando à Sabatella, aos zurros curitibanos, e ao cara que é filho do cara, uma constatação: a neurociência avançou barbaridades, a farmacopéia idem, mas o velho e bom Freud ainda explica muito...

Bob Fernandes

Rascunho Epistemológico: O fariseus de Temer e o medo das mulheres que sabem gozar, por Wellington Pereira





  O gozo das elites brasileiras não atingiu o clímax: falta prender Lula. A prisão do ex-presidente, nordestino, analfabeto, para a classe dominante (e por favor não se sinta ofendido, porque a classe dominante no Brasil é dona de tudo mesmo e não tem empego público e, ao contrário de nós, não paga impostos e tem dinheiro para fazer análise) é uma espécie de Santo Graal da Política. Enquanto isso, jovens herdeiros das dominações com dinheiro público agridem atrizes, compositores, artistas em geral, nas ruas do Brasil. Uma mulher - classe média - chama uma atriz de puta, um termo que a cultura judaica-cristã tirou do domínio dos fariseus. Jesus nunca teve medo das putas, por isso devolveu as pedras atiradas em Maria de Magdalena à hipocrisia dos poderosos de seus tempo. Mas o debate político no Brasil é reles: quer agredir a essência do Ser a partir da separação entre corpo e alma. As elites podem comprar seus gozos, estranhos, fragmentados, escópicos, mas a classe média - entrando no terreno da moralidade política - pensa ter o mesmo poder de gozo. Ora, o gozo dos que xingam de puta mulheres, artistas e atrizes é vicário, de segunda e terceira categorias. Os fariseus do governo Temer são os mesmos: escolhem as putas como bodes expiatórios para justificar a falsa moralidade. É o medo das mulheres que sabem gozar com arte e estética, por isso chamaram a atriz Letícia Sabatella (foto) de puta.

Wellington Pereira é professor de Sociologia e Comunicação na Universidade Federal da Paraíba, UFPB

sábado, 14 de maio de 2016

Letícia Sabatella é agredida pelos nazi-fascistas; perdemos o direito de expressar?


Foto: Reprodução/AE
Letícia Sabatella é alvo constante de internautas.Letícia Sabatella é alvo constante de internautas.
Nesta quinta-feira (12), após o pedido de impeachment da presidenta ser aprovado no Senado Federal, há pelo menos três notícias circulando de que a atriz Letícia Sabatella teria ofendido os que aceitam o governo (ilegítimo) de Temer, chamando-os de "tolos" e "ignorantes".

Ora, se ignorante signifique "não está a par de alguma coisa", "desconhecedor de algo", "inocente", "tolo", "rude", o que a atriz faz, como qualquer outro cidadão não é um xingamento (ofensa ou expressar opinião odiosa) e tem todo o direito de expressar sua opinião ou seu posicionamento, sem que isso caracterize incitar ódio. Ou será que com a quebra do direito constitucional do voto, que foi tirado dos 54 milhões de brasileiros nesta quarta-feira (11), atinge também esse direito?

Sabemos que a democracia no Brasil, restabelecida com a Constituição de 1988, prevê o impedimento de um governante que cometer crime de responsabilidade, mas como nem os deputados nem os senadores conseguiram comprovar que a presidenta Dilma Rousseff tenha cometido tal crime, o chamamos de “golpe”, “golpe institucionalizado”, ou “golpe branco”, podemos chamar do que quiser, ainda temos esse direito ou não?

Temos ainda o direito de nos indignar com as injustiças, como a atriz fez, porque nos tiraram o direito de escolher um projeto de governo, nos tiraram o direito de ter uma presidente que a maioria escolheu para um mandato de quatro anos. E o que a atriz faz é justamente defender esse direito fundamental. Mas é sabotada por mal intencionados.

Aqui a mensagem “odiosa” da atriz ao responder um internauta na sua página pessoal sobre o não reconhecimento dela do governo ilegítimo de Temer noFacebook:

​Tentam insuflar um argumento sólido e sensato de uma cidadã que tem o direito de pensar e expressar sua opinião, como qualquer outro cidadão que diariamente são xingados e agredidos verbalmente, sem que nada seja feito ou cobrado deles.

O que mais impressiona neste caso é que ao contrário do que estão falando da atriz hoje, é que ela não só sempre foi respeitosa nos seus comentários, como carinhosa, paciente e prestativa, como na postagem publicada nesta quinta-feira (12):

As palavras doces da atriz apenas nos propaga um sentimento de paz, de amor pela luta, de união, de força! E qual o mal nisso? Resistir, não é um direito, mas resistiremos!