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quinta-feira, 28 de julho de 2022

Randolfe Rodigues, no UOL: PGR tem atuação de cabo eleitoral de Bolsonaro; não podemos aceitar

 

Do UOL:

Em entrevista ao UOL News, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi vice-presidente da CPI da Covid, fala sobre ter contestado a decisão da PGR (Procuradoria-Geral da República) de pedir ao STF o arquivamento das apurações contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), abertos após a entrega do relatório final da comissão




segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Randolfe Rodrigues: CPI da Pandemia fecha o cerco

 

"As próximas semanas serão decisivas para fechar os elos da investigação e delimitar a responsabilidade de cada um nos crimes cometidos na condução da pandemia do novo coronavírus", escreve o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI. "É hora de nomear os responsáveis e puni-los pelos seus crimes

Pedro Hallal, Randolfe Rodrigues, Jurema Werneck e Renan Calheiros

Pedro Hallal, Randolfe Rodrigues, Jurema Werneck e Renan Calheiros (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A CPI da Pandemia entra em sua reta final e não restam dúvidas da negligência do governo federal na condução da crise sanitária que já matou mais de 570.000 brasileiros. Foram diferentes ações e omissões que resultaram diretamente no elevado número de contaminações e óbitos decorrentes do novo coronavírus, colocando o Brasil como um dos epicentros mundiais da pandemia, além do destaque negativo nas estatísticas relacionadas à covid-19.

A postura negacionista do governo federal e as reiteradas tentativas de minimizar a gravidade da crise - com o boicote ao isolamento social e uso de máscaras, além da panaceia em torno do tratamento precoce e kit-covid - ilustram o descaso com que o coronavírus foi tratado pelo poder central. As consequências de tal postura são trágicas e se fazem sentir diariamente frente ao descontrole com que o coronavírus ainda circula pelo país.

Em pouco mais de três meses de investigações descobrimos, entre outras celeumas, que as medidas de combate à pandemia eram decididas em uma espécie de “gabinete paralelo”, isto é, uma estrutura alheia à administração pública que agia a revelia do Ministério da Saúde, maior autoridade sanitária do país. De lá partiu a decisão de adotar a imunidade coletiva de rebanho como enfrentamento ao coronavírus bem como a aposta em medicamentos inócuos contra a covid-19, cuja ineficácia ficou demonstrada em diferentes estudos científicos.

O despreparo do corpo técnico deslocado para o Ministério da Saúde com o objetivo de controlar a pandemia é outra constatação da CPI. A incompetência é patente sob múltiplos aspectos, desde a compra e distribuição de insumos para hospitais à logística de vacinação da população brasileira. A falta de autonomia e ingerência nas decisões do limitado corpo técnico - já esvaziado em função do gabinete paralelo - ilustram o caos administrativo no ministério.

Mas não somente a omissão, despreparo e incompetência do governo federal respondem pela tragédia que assola o Brasil. Corrupção em larga escala apareceram durante as investigações da CPI da Pandemia, revelando um gigantesco esquema para desvio de recursos públicos com o superfaturamento de contratos para aquisição de imunizantes contra o novo coronavírus. As perdas chegariam à casa dos bilhões de reais caso não fosse descoberto a tempo, poupando o país de ainda mais danos além daqueles já acumulados até agora.

O esquema é expediente clássico usado para desvio de recursos públicos: o superfaturamento de contratos para posterior distribuição de propina pelas empresas contratadas pelo governo. No caso das descobertas da CPI da Pandemia, seriam várias as empresas que atuariam como intermediárias no esquema, algumas sem nenhuma expertise em corrupção - simples aventureiras - que viram uma oportunidade de roubar o erário diante o embuste das autoridades.

Os personagens das negociações fraudulentas para compra de vacinas são os mais bizarros possíveis, o que indica o cambalacho que tomou conta do Ministério da Saúde. A participação de diferentes autoridades governamentais - espalhados por vários entes da administração pública - evidenciam a dimensão do esquema e seu enraizamento no governo. Enquanto o Brasil contabilizava milhares de mortes diárias em função do coronavírus, gestores públicos urdiam um projeto para distribuição de propina e enriquecimento ilícito.

As próximas semanas serão decisivas para fechar os elos da investigação e delimitar a responsabilidade de cada um nos crimes cometidos na condução da pandemia do novo coronavírus. Como afirmamos acima, não restam dúvidas de que a tragédia que nos assola é resultado direto do descaso do governo federal no enfrentamento da crise. É hora de nomear os responsáveis e puni-los pelos seus crimes.

domingo, 18 de julho de 2021

Gabriela Prioli entrevista Randolfe Rodrigues

 


Do Canal de Gabriela Prioli:


No GPS Político de hoje conversei com o senador da Rede Sustentabilidade pelo Amapá, Randolfe Rodrigues. Ele é líder da oposição no Senado Federal, Historiador, Bacharel em direito e Mestre em políticas públicas e no nosso papo mostrou muito do seu conhecimento político, debateu os caminhos para um Brasil mais igualitário e ainda por cima citou Fernando Pessoa! Aproveitem o nosso bate-papo!

Realização: Play9

quinta-feira, 15 de julho de 2021

No depoimento de Cristiano Carvalho à CPI, Randolfe Rodrigues conseguiu extrair do depoente o nome e função dos militares envolvidos na compra superfaturada das vacinas inexistentes via Davati e ONG evangélica de extrema direita do Reverendo Amilton Gomes, a SENAH

 

Trecho do depoimento de Cristiano Carvalho à CPI da Covid, extraído do canal Plantão Brasil. O texto abaixo do vídeo é de da agência Senado, reproduzida no site Brasil 247:


Randolfe Rodrigues: toda a cadeia de comando do Ministério da Saúde teve contato com a fraude

"Pode inclusive ter sido encaminhado um processo de aquisição por um golpe paralelo, uma ação de golpe paralela à que estava ocorrendo", disse o vice-presidente da CPI sobre a ONG presidida pelo reverendo Amilton Gomes, que utilizou o Instituto Força Brasil como “intermediário” para chegar ao alto escalão do Ministério da Saúde

(Foto: Agência Senado)

247 com Agência Senado - O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), alertou para uma rede paralela de comércio de vacinas no Ministério da Saúde, com após questionamentos ao vendedor Cristiano Carvalho, representante da empresa Davati no Brasil.

Em depoimento à CPI, Cristiano Carvalho disse que a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), ONG presidida pelo reverendo Amilton Gomes, utilizou o Instituto Força Brasil como “intermediário” para chegar ao alto escalão do Ministério da Saúde. "O Instituto Força Brasil foi o braço que a Senah utilizou para chegar frente a frente com Élcio Franco", afirmou Cristiano.

"O que o senhor Cristiano traz aqui é gravíssimo. Toda cadeia de comando do Ministério da Saúde teve contato com esta fraude. Pode inclusive ter sido encaminhado um processo de aquisição por um golpe paralelo, uma ação de golpe paralela à que estava ocorrendo. Mais do que isso, as duas intermediadoras, Semar e Instituto Força Brasil tiveram contato direto com a base de apoio do governo Bolsonaro", afirmou Randolfe Rodrigues.  Segundo Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o Instituto Força Brasil patrocina redes que divulgam fake news sobre o enfrentamento à pandemia.

Cristiano Carvalho relatou também à CPI que, no dia 12 de março, quando esteve no Ministério da Saúde, comunicou ao então secretário-executivo Elcio Franco que já vinha negociando as vacinas com o  então diretor do Departamento de Logística, Roberto Dias. Entretanto, Franco, que era a maior autoridade da pasta depois do ministro Eduardo Pazuello, desconhecia tal fato, disse Carvalho.

Após questionamentos de Humberto Costa (PT-PE), Cristiano Carvalho informou que outra oferta de compra de vacinas por meio da Davati foi registrada em 9 de março diretamente ao então ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Segundo o vendedor, o processo foi registrado no ministério por um representante chamado Júlio Adriano Caron, coincidindo com o mesmo período em que Cristiano e Dominguetti tentavam vender 400 milhões de doses da AstraZeneca à pasta.

Cristiano Carvalho apontou o tenente-coronel Marcelo Blanco, ex-diretor-substituto de Logística do Ministério da Saúde, como elo importante entre a Davati e a pasta. Ele disse que Blanco teria continuado a exercer influência sobre o diretor de Logística, Roberto Dias, mesmo depois de deixar o cargo, como um "assessor oficioso". Segundo Carvalho, Blanco chegou a ele no dia 1º de março e se apresentou como um funcionário "recentemente exonerado" da Saúde que teria passado a trabalhar como representante de vendas de insumos hospitalares, com negócios no Ministério.

Carvalho disse que não chegou a acertar com Blanco nenhum valor de comissionamento pela venda de vacinas à Saúde, mas informou ao tenente-coronel que a empresa ficaria com 20 centavos de dólar por dose de vacina. Munido dessa informação, Blanco teria respondido que levaria o assunto a Roberto Dias.