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quarta-feira, 24 de maio de 2023

Do Meteoro Brasil: Sérgio Moro tem uma gangue?

 

Do Canal Meteoro Brasil:

As revelações de Tacla Duran, que virão mais cedo ou mais tarde, podem mostrar um Sergio Moro sempre muito bem acompanhado em seus empreendimentos. Quem viver verá.



Reinaldo Azevedo, em artigo do UOL sobre a História enrolada: O TRF-4 suspende Appio, quem quer calar Tacla Duran vibra...

 Obviamente não sei se a voz era mesmo a de Áppio. Mas uma coisa sei com certeza: como o Brasil teria tido um destino mais feliz nos últimos anos, notadamente a partir de 2014, quando veio à luz a Lava Jato, se o TRF-4 tivesse atuado com tamanha presteza, não é mesmo? Para não falar na dureza! A apreensão dos apetrechos eletrônicos, com a discordância integral de apenas dois desembargadores e a parcial de um, tem, assim, o odor inconfundível do exagero espetaculoso.

Segue trechos do artigo de Reinaldo Azevedo, colunista do UOL, em 23 de maio de  2023:

Eduardo Appio, Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Tacla Duran. Quem ganha com a 13ª Vara Federal submetida à República de Curitiba? - Reprodução
Eduardo Appio, Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Tacla Duran. Quem ganha com a 13ª Vara Federal submetida à República de Curitiba?Imagem: Reprodução

Desde que assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba, o juiz Eduardo Appio era um "cabra marcado" para cair. Se vai mesmo acontecer, é o que se vai ver. Não dá para saber se o conjunto da obra é mais grave do que esquisito ou mais esquisito do que grave. Corriqueiro, com absoluta certeza, não é. Por 12 votos a cinco, a Corte Especial Administrativa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região afastou Appio da função. Ele tem 15 dias para apresentar a sua defesa. Os que ficam com frio na barriga só de ouvir falar do nome do advogado Rodrigo Tacla Duran estão em festa. A esperança é que seja calado para sempre. Mas que diabos aconteceu?

Marcelo Malucelli, membro do tribunal, entrou com uma representação contra o juiz, acusando-o de ter ameaçado João Eduardo Barreto Malucelli, seu filho. Para que vocês peguem desde já os fios da meada: João Eduardo é genro e sócio do senador Sérgio Moro (União-PR) e de sua mulher, a deputada Rosângela Moro (União-SP). Appio é considerado um inimigo de Moro, de Deltan Dallagnol e do lava-jatismo.

Mas o afastamento se deu sob qual alegação? Appio teria se passado, num telefonema ao sócio de Moro, por um certo Fernando Gonçalves Pinheiro, suposto servidor da área de saúde da Justiça Federal. Nota: inexiste um funcionário com tal nome na área.

A íntegra da transcrição da conversa está aqui. O tal Fernando fala sobre uma suposta declaração de Imposto de Renda em que Malucelli, o pai, teria o filho como dependente -- entende-se -- do sistema de Saúde ligado à Justiça Federal. Depois de se identificar, diz ao filho de Malucelli :

"O senhor pode ligar novamente pra cá. Não, não há problema nenhum. Eu só preciso é... que o senhor passe é... o telefone ou passe o contato pro doutor Marcelo Malucelli em relação aos extratos aqui do Imposto de Renda referente aos filhos. É uma coisa do passado; é um resíduo do passado, que ele tem um crédito que pode abater no Imposto de Renda, pode computar em favor." 

Sempre desconfiado, João Eduardo, que tem 28 anos, afirma num dado momento:

"Eu... Faz muito tempo já que eu não também não tenho qualquer tipo de cooperação de convênio junto à Justiça Federal por conta é... de dependência de servidor. Eu já sou maior de idade faz tempo e não tenho convênio algum."

A conversa termina assim (identifico o interlocutor do filho do desembargador como "A Voz"): 

João Eduardo: Ah, então tá bom. Então o senhor entra em contato com ele [Marcelo Malucelli], beleza? 

A Voz: Mas se o senhor prefere eu ligo pro seu pai diretamente, eu só não gostaria de incomodá-lo, só isso. 

João Eduardo: Tá bom, claro! Pode ligar então. Faça o que o que for melhor. 

A Voz: Então eu ligarei, digo que eu falei com o senhor, digo que falei com o senhor e que o senhor me autorizou a ligar pra ele, incomodá-lo no próprio tribunal.

João Eduardo: Ah, pode, pode falar. Incomodá-lo! Qual é o nome do senhor mesmo? Fernando Pinheiro Gonçalves, né? 

A Voz: Isso. 

João Eduardo: Ah, tá. 

A Voz: Pode, pode chamar aqui no setor de saúde que nós estamos aqui.

João Eduardo: Setor de saúde.

A Voz: (Incompreensível) 

João Eduardo: Setor de saúde, Fernando Pinheiro Gonçalves. Tem certeza que esse é o nome do senhor? 

A Voz: Tenho certeza absoluta.

João Eduardo: Então tá bom. 

A Voz: E o senhor tem certeza que não tem aprontado nada? 

João Eduardo: Ah agora tá, tá certinho. Aprontado?

A Presidência do TRF-4 e a Corregedoria Regional chamaram, então, a Polícia Federal ao caso, depois de mobilizadas por Malucelli pai, para tentar identificar o autor do telefonema, oriundo de um número bloqueado. Segundo relatório do Conselho, "há muita semelhança entre a voz do interlocutor da ligação telefônica suspeita e a do juiz federal Eduardo Fernando Appio, tendo então a Presidência do TRF4 e a Corregedoria Regional noticiado esses fatos à Polícia Federal e solicitado realização de perícia para comparação do interlocutor da ligação suspeita com aquele magistrado federal".

Notem que, antes mesmo da perícia, o tribunal já havia afirmado à Polícia Federal que a voz era parecida com a do juiz. 

No documento em que a Corregedoria pede o afastamento de Appio, afirma-se:

"Em resposta, a Polícia Federal remeteu ao TRF-4 laudo pericial dando conta de que, a partir da comparação da voz do interlocutor da ligação suspeita com a voz do juiz federal Eduardo Fernando Appio, se 'corrobora fortemente a hipótese'" de que a voz presente no vídeo que gravou a ligação telefônica recebida pelo filho do desembargador federal Marcelo Malucelli fora produzida pelo juiz federal Eduardo Fernando Appio, em nível "+3" ("o resultado corrobora fortemente a hipótese"), numa escala que vai do grau "-4" ("o resultado contradiz muito fortemente a hipótese (de origens diferentes)") ao "+4" ("o resultado corrobora muito fortemente a hipótese (de mesma origem)".

Divergiram da drástica decisão os desembargadores Celso Kipper, Paulo Afonso Brum Vaz, Victor Luiz dos Santos Laus e Roger Raupp Rios. Votaram a favor Ricardo Teixeira do Valle Pereira (Presidente), Maria de Fátima Freitas Labarrère, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, João Batista Pinto Silveira, Luciane Amaral Corrêa Münch, Cândido Alfredo Silva Leal Júnior (Relator e Corregedor Regional), Sebastião Ogê Muniz, Vânia Hack de Almeida, Salise Monteiro Sanchotene, Luiz Carlos Canalli, Taís Schilling Ferraz (Suplente), Luiz Antonio Bonat (Suplente) e Marcelo De Nardi (Suplente).

A coisa não parou por aí. Sem unanimidade, mas quase, a maioria proibiu Appio de entrar em dependências da Justiça Federal; suspendeu seu acesso eletrônico ao sistema e ainda impôs que entregue equipamentos eletrônicos — como notebook, desktop e celular — que use no trabalho. A defesa prévia será apresentada ao mesmo tribunal, que vai decidir se abre ou não um processo administrativo contra o juiz.

AH, QUEM DERA!

Obviamente não sei se a voz era mesmo a de Áppio. Mas uma coisa sei com certeza: como o Brasil teria tido um destino mais feliz nos últimos anos, notadamente a partir de 2014, quando veio à luz a Lava Jato, se o TRF-4 tivesse atuado com tamanha presteza, não é mesmo? Para não falar na dureza! A apreensão dos apetrechos eletrônicos, com a discordância integral de apenas dois desembargadores e a parcial de um, tem, assim, o odor inconfundível do exagero espetaculoso.

Observem: uma medida ainda anterior à abertura de um eventual processo administrativo se reveste com características de mandado de busca e apreensão, mesmo que tais equipamentos lhe tenham sido solicitados, como a convidá-lo a produzir antecipadamente provas contra si mesmo. Reitero: se Appio fez o que se diz, cometeu uma falta grave. A questão é saber se, nessa fase, as medidas já não caracterizam condenação e punição antes da apuração.

E pensar que esse Conselho não se moveu quando um certo juiz gravou a presidente da República e tornou público o conteúdo da conversa, embora o grampo, na hora do registro que incendiou as ruas em favor do impeachment, fosse ilegal. Como ilegal era a divulgação.

AMEAÇA OU ESTRANHEZAS?

Uma única frase do diálogo -- leiam a íntegra -- foi interpretada como ameaça e está na origem de medida tão dura: "E o senhor tem certeza que não está aprontando nada?" Digamos, para especular, que Appio seja mesmo o dono da voz. Qual seria o propósito? Ainda que fosse uma tentativa de intimidação, diria respeito a quê?

A tal ligação é de 13 de abril. É o mesmo dia em que Malucelli, ainda relator da Lava Jato no TRF-4, restabeleceu, na prática, a ordem de prisão de Tacla Duran, o homem que provoca pânico em certos círculos. A informação chegou a ser publicada na página oficial do tribunal e depois foi apagada. Em explicação encaminhada à ministra Rosa Weber, o desembargador negou que fosse aquele o teor de sua decisão.

Era, mas não poderia ter sido. Afinal, as duas ações penais em que Duran é réu estão suspensas por determinação do Supremo, e a instância inferior não pode praticar nenhum ato processual. Em segundo lugar, havia o impedimento ou suspeição.

No dia 21, Malucelli se declarou suspeito para julgar os casos relativos à Lava Jato, depois de ter se tornado alvo no Conselho Nacional de Justiça. Ao abrir mão, chegou a falar em "ameaça". Era essa?

QUEM É MESMO DURAN?

Tacla Duran acusa Carlos Zucolotto, compadre de Moro, de tentar extorqui-lo em US$ 5 milhões em troca de benefícios na Lava Jato. Isso teria acontecido com o conhecimento do então juiz e de Deltan Dallagnol, hoje deputado federal cassado pelo TSE e coordenador, à época, da força-tarefa. Do total, teria pagado US$ 613 mil a Marlus Arns, advogado amigo de Rosângela Moro. Todos negam.

TRF-4 CONTRA APPIO

O TRF-4 já vinha numa escalada contra Appio. O desembargador Thompson Flores, por exemplo, suspendeu decisão sua que havia anulado uma das condenações de Sérgio Cabral -- no caso, imposta por Moro. E lembrou ainda que o juiz deveria analisar as arguições de suspeição que havia contra ele.

Outro membro do tribunal, Loraci Flores Lima, impediu audiência em que o ex-ministro Antônio Palocci pretendia que fossem revistos os termos de seu acordo de delação premiada. O desembargador retirou a questão da 13ª Vara Federal de Curitiba. E, como já se disse aqui, Malucelli, no centro dessa ação que atropelou Appio, já havia impedido o depoimento presencial de Tacla Duran. Também foi ele a revogar a prisão do doleiro Alberto Youssef, o delator de estimação de Moro, que havia sido decretada pelo juiz.

A SENHA

Nesta segunda, mesmo dia em que foi afastado, Appio havia concedido uma entrevista ao programa "Estúdio i", da GloboNews, em que admitiu que usava uma senha de acesso ao sistema de Justiça que fazia alusão a Lula. Afirmou: "Alguns anos atrás, quando o presidente Lula ainda estava preso, a minha sigla de acesso ao sistema da Justiça Federal era 'LUL22'. Na época, eu trabalhava com matéria previdenciária, e esse foi um protesto isolado, individual, contra uma prisão que eu reputava ilegal. E depois, de fato, o STF [Supremo Tribunal Federal] considerou a prisão ilegal".

Derrubar Appio da 13ª Vara Federal de Curitiba era uma questão de honra para os protagonistas da Lava Jato. O já cassado pela Justiça Eleitoral Dallagnol escreveu no Twitter:

"URGENTE: TRF4 acaba de afastar o juiz militante 'LUL22' da Lava Jato. O Tribunal descobriu que a ligação com ameaças feita ao filho do desembargador Marcelo Malucelli foi feita por Appio -- conduta absolutamente inacreditável por parte de um juiz federal, capaz de gerar demissão."

Se Appio fez mesmo aquilo de que o acusam, merece ser punido. Mas olhem quem está falando.

ENCERRO

A tal ligação é de 13 de abril. Appio estava na mira. No dia em que falou sobre a tal senha, veio a suspensão. Se errou, que venha a punição. Mas não é o senso de Justiça que está deixando alguns tão excitados, e sim a esperança de que Tacla Duran seja silenciado.

domingo, 16 de abril de 2023

O desespero da Lava Jato Moro, Hardt e Dallagnol com o depoimento de Tacla Duran, por Luís Nassif

 

Trava-se uma guerra intestina para devolver o país ao leito da legalidade (das quais foi desviado pela Lava Jato de Curitiba). E o braço de guerra é o depoimento de Tacla Duran


Do Jornal GGN:



Há uma enorme guerra civilizatória, de volta à institucionalidade. Dois eventos tiraram o país da institucionalidade. Um, a Lava Jato, com procuradores e juiz atropelando todas as normas do direito e passando a atuar politicamente. Aliados a eles, alguns desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4a Região. O outro, consequência direta, foi Jair Bolsonaro.

Trava-se, agora, uma guerra intestina para devolver o país ao leito da legalidade. E o braço de guerra é o depoimento de Tacla Duran, que poderia, finalmente, revelar a verdadeira história da Lava Jato.

Entre os aliados de Sérgio Moro no TRF4, montou-se uma verdadeira operação de boicote ao próprio Supremo Tribunal Federal, liderada pelo juiz Marcelo Malucelli e alguns procuradores, procurando desesperadamente impedir o depoimento de Tacla Duran. Ontem, houve a aposentadoria do Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal. Seu último ato foi uma decisão impedindo a prisão de Tacla, e permitindo que possa prestar seu depoimento. Malucelli esperou a aposentadoria de Lewandowski para pedir para reestabelecer a prisão de Tacla, medida não acatada pelo juiz Eduardo Appio, para se manter dentro da legalidade.

Tentou, também, de todas as maneiras colocar uma parceira de Moro, a juíza Gabriela Hardt, para o lugar de Appio. Ontem, Malucelli – que é conhecido como grande amigo de Moro – pautou três correições parciais contra Appio e colocou as três em sigilo – nem os acusados foram ouvidos, nem têm acesso a elas.

No final do dia, desenterrou uma ação de Moro contra Tacla Duran, parada há cinco anos, para ordenar reestabelecer nova prisão de Tacla.

Ao mesmo tempo, na Comissão de Fiscalização e Controle, o deputado Deltan Dallagnol lidera movimento para impedir a convocação de Tacla Duran para depor sobre a Lava Jato.

São os últimos estertores do estado paralelo criado na última década.

A questão básica é a seguinte:

  1. Há uma suspeita de corrupção forte atingindo diretamente o ex-juiz e senador Sérgio Moro. A revelação dessa corrupção colocará sob suspeita todos os magistrados e procuradores que endossaram suas arbitrariedades.
  2. Fossem inocentes, haveria todo o interesse em ouvir Tacla, na Polícia Federal investigar as denúncias e, se comprovarem sua inconsistência, processá-lo por calúnia. Obviamente, a resistência em ouvi-lo prende-se ao receio de que as provas sejam substantivas.
  3. O TRF4 é composto por mais de 40 desembargadores, mas está sob suspeita. A forma como o lavajatismo se infiltrou na 8a Turma tornou-se ostensiva demais, suspeita demais. 4 ou 5 desembargadores afetam a reputação de todo o colegiado.

A opinião pública não pode ficar sem resposta para a questão Tacla. É impossível a um país minimamente civilizado varrer para baixo do tapete acusações dessa envergadura.

Não é possível se aceitar mais que um desembargador, através de manobras regimentais, desobedeça a uma determinação do Supremo. Desmoraliza-se a Justiça, desmoraliza-se especialmente o TRF4.

O país atravessa um movimento de reinstitucionalização, do qual um dos capítulos mais relevantes é a volta do Judiciário aos trilhos da Justiça.

É momento da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça colocar um fim a esse jogo que desmoraliza o Judiciário.

Filho do desembargador Malucelli, que vai contra o STF para salvar do ex-juiz parcial da Lava Jato no caso Tacla Duran, além de genro também trabalha para irmão de suplente de Moro

 

João Eduardo Barreto Malucelli é assessor do deputado do Paraná Luiz Fernando Guerra (União), irmão do suplente de Moro


Além de genro e sócio do escritório advocacia de Sergio Moro, João Eduardo Barreto Malucelli, o filho do desembargador Marcelo Malucelli – que restabeleceu a prisão de Tacla Duran – é também lotado no gabinete do deputado estadual do Paraná, Luiz Fernando Guerra (União), que por sua vez é irmão de um dos suplentes de Sergio Moro no Senado, Ricardo Guerra.

O filho do desembargador do Tribunal Regionarl Federal da 4ª Região (TRF-4) também atua para o irmão do suplente de Moro. No cargo comissionado, o advogado recebe uma remuneração mensal que superam R$ 13 mil brutos e R$ 10 mil líquidos.

Conforme o GGN divulgou aqui, o filho do desembargador do TRF-4 é também sócio de Sergio Moro e de Rosângela Moro no escritório de advogavocia Wolff & Moro Sociedade de Advogados, que permanece ativo.

Ainda, João Eduardo Barreto Malucelli tem um relacionamento com a filha do casal, a advogada Júlia Wolff, ou seja, é genro do ex-juiz da Lava Jato e atual senador.

No Senado, um dos suplentes comissionados de Moro é Ricardo Augusto Guerra, irmão de Luiz Fernando Guerra Filho, deputado estadual reeleito pelo União Brasil, o mesmo partido de Moro.

Agora, sabe-se que o deputado do Paraná também contratou o genro de Moro e filho do desembargador Marcelo Malucelli para o seu gabinete.

Leia mais:


sexta-feira, 14 de abril de 2023

Juiz do TRF-4 que confronta Lewandowski e volta a pedir prisão de Tacla Duran é amigo de Moro, já trabalhou na Lava Jato de Curitiba e tem um filho que é sócio do escritório de Rosângela e Sérgio, além de namorar a filha do ex-juiz: entenda o caso

 

Contrariando a decisão da Corte máxima do país, juiz do TRF-4, Marcelo Malucelli, pediu a prisão do advogado Rodrigo Tacla Duran


Do Jornal GGN:


Juiz do TRF-4 confronta Lewandowski e volta a pedir prisão de Tacla Duran: entenda o caso

O advogado Tacla Duran já apontou abusos da Lava Jato e de Sergio Moro em CPI – Foto: Divulgação Agência Câmara

Contrariando a decisão da Corte máxima do país, um juiz do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), Marcelo Malucelli, voltou a pedir a prisão do advogado Rodrigo Tacla Duran, que tinha viagem marcada para esta semana. Com a medida, Duran cancelou a viagem.

Entenda o caso:

– Tacla Duran havia sido alvo de um pedido de prisão, em 2016, pelo ex-juiz Sergio Moro, declarado posteriormente suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

– Em uma série de revisões feitas pelo novo juiz da Lava Jato, da Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio considerou que não havia provas suficientes de crimes contra Duran e que, enquanto o devido processo legal não tramitasse corretamente, com o advogado em liberdade, ele não deveria ser preso, a menos que fosse condenado.

Relembre a decisão de Appio sobre Tacla Duran aqui:

– No andamento comum de uma ação, a decisão do novo juiz da Lava Jato poderia, sim, ser desfeita por instância superior, neste caso o TRF-4. Caso a ação não tivesse tomado o seguinte rumo: ela já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), a última e máxima instância jurídica do país.

– Em março deste ano, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu 5 ações penais que tinham como base as declarações do acordo de leniência fechados pela Operação Lava Jato com a Odebrecht. Uma destas ações é a que envolve Tacla Durán.

– Automaticamente, a ação contra o advogado espanhol passou a ser considerada suspensa pela última e mais importante instância. No devido processo legal, quando ações chegam ao STF, não podem ser revistas ou contrariadas por juízes ou tribunais inferiores.

– Além disso, em uma de suas últimas decisões no STF antes de se aposentar, nesta segunda-feira (10), o ministro Ricardo Lewandowski, estabeleceu que outro caso envolvendo Tacla Duran permaneceria sob a alçada da Corte Suprema.

– É o que trata das acusações do advogado contra o ex-juiz e agora senador Sergio Moro e o ex-procurador e agora deputado Deltan Dallagnol, de extorsão. Na decisão de segunda, o ministro enfatizou que nem a primeira instância, nem a segunda (como o TRF-4) ou a terceira poderiam julgar as acusações de Duran.

Confira aquela decisão:

– Lembrando, ainda, que a prisão do advogado foi decretada em outra ação – aquela considerada nula por Lewandowski ainda em março deste ano.

– Dessa forma, Duran não poderia ser preso preventivamente, a menos que o novo ministro relator da ação no Supremo ou o Plenário da Corte reverta a decisão de Lewandowski.

– Não foi, contudo, o que adotou o juiz Marcelo Malucelli, da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que em uma manobra na véspera da viagem de Duran, revogou a decisão de Appio, que havia suspendido a prisão do advogado.

– Invertendo os argumentos, o juiz alegou que como as ações contra Duran foram suspensas pelo STF, elas estariam “bloqueadas”, ou seja, nenhuma nova medida poderia ser adotada. E a última decisão seria a de Sergio Moro, que interpôs a prisão. Ignorando, portanto, que a suspensão da ação foi com o objetivo de anulá-las temporariamente.

Leia mais:

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quinta-feira, 13 de abril de 2023

O desespero dos suspeitos da Lava Jato de Curitiba / TRF-4 com o depoimento de Tacla Duran, por Luís Nassif

 

Trava-se uma guerra intestina para devolver o país ao leito da legalidade destruído pelo esquema da Lava Jato. E o braço de guerra é o depoimento de Tacla Duran


Jornal GGN. - Há uma enorme guerra civilizatória, de volta à institucionalidade. Dois eventos tiraram o país da institucionalidade. Um, a Lava Jato, com procuradores e juiz atropelando todas as normas do direito e passando a atuar politicamente. Aliados a eles, alguns desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4a Região. O outro, consequência direta, foi Jair Bolsonaro.

Trava-se, agora, uma guerra intestina para devolver o país ao leito da legalidade. E o braço de guerra é o depoimento de Tacla Duran, que poderia, finalmente, revelar a verdadeira história da Lava Jato.

Entre os aliados de Sérgio Moro no TRF4, montou-se uma verdadeira operação de boicote ao próprio Supremo Tribunal Federal, liderada pelo desembargador Marcelo Malucelli e alguns procuradores, procurando desesperadamente impedir o depoimento de Tacla Duran.

Ontem, houve a aposentadoria do Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal. Seu último ato foi uma decisão impedindo a prisão de Tacla, e permitindo que possa prestar seu depoimento. Malucelli esperou a aposentadoria de Lewandowski para ordenar a prisão de Tacla, medida não acatada pelo juiz Eduardo Appio, para se manter dentro da legalidade.

Tentou, também, de todas as maneiras colocar uma parceira de Moro, a juíza Gabriela Hardt, para o lugar de Appio. Ontem, Malucelli – que é conhecido como grande amigo de Moro – pautou três correições parciais contra Appio e colocou as três em sigilo – nem os acusados foram ouvidos, nem têm acesso a elas.

Ao mesmo tempo, na Comissão de Fiscalização e Controle, o deputado Deltan Dallagnol lidera movimento para impedir a convocação de Tacla Duran para depor sobre a Lava Jato.

São os últimos estertores do estado paralelo criado na última década.

terça-feira, 28 de março de 2023

Tacla Duran, a maior e real ameaça a Sergio Moro e a trupe da Lava Jato, por Luis Nassif

 

A gravidade das acusações de Tacla Duran exigiria uma investigação para confirmar ou não seu teor. Mas nada ainda foi feito


Jornal GGN:

Há anos Tacla Duran formulou as suspeitas mais expressivas contra a Lava Jato. Acusou Carlos Zucolotto – amigo íntimo de Sérgio Moro e sócio de sua esposa, Rosângela Moro, em escritório de advocacia – de pedir 5 milhões de dólares para liberar uma conta de 15 milhões de dólares.

Logo depois, recebeu um e-mail no qual um dos procuradores explicava como seria feita a jogada. A Lava Jato indicaria uma conta vazia de Tacla para bloquear a quantia. Não sendo encontrada, seria fixada a multa de 5 milhões de dólares. E a conta de 15 milhões de dólares seria preservada.

Informou, também, ter pago honorários para o advogado Marlus Arns, parceiro de Rosângela na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Paraná. Tacla Duran afirma ter provas de que pagou 613 dólares mil a advogados ligados à Rosângela Moro, hoje deputada federal pela União Brasil. .

A gravidade das acusações exigiria uma investigação para confirmar ou não seu teor. Nada foi feito. Em todo esse período, Sergio Moro espalhou denúncias contra Tacla em vários países, em um processo terrível de lawfare. Tentou acionar a própria Interpol, e sua denúncia não foi aceita, mostrando os abusos em que a Lava Jato incorria.

É importante entender o que aconteceu no depoimento de Tacla Duran.

O grande desafio seria driblar as articulações políticas no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Recentemente, um desembargador concedeu dois habeas corpus ao doleiro Alberto Youssef, impedindo que fosse desvendado um dos grandes mistérios da Lava Jato.

O que ocorreu foi o seguinte:

  1. Em suas declarações, Tacla Duran reiterou os supostos achaques que sofreu e mencionou o nome do juiz Sergio Moro e sua esposa Rosângela Moro – já que os principais suspeitos das propostas eram Carlos Zucolotto, compadre e sócio da Rosângela, e Fábio Aguayo, que trabalha na assessoria de Moro em Curitiba.
  2. Como o casal Moro e o atual deputado federal Deltan Dallagnol foram mencionados, o juiz Eduardo Appio considerou que havia prerrogativa de foro. E transferiu o caso para o Supremo Tribunal Federal, especificamente para o Ministro Ricardo Lewandowski, que concedeu liminar para o próprio Tacla.
  3. Ao mesmo tempo, encaminhou a denúncia à Polícia Federal do Paraná que, agora, tornou-se uma polícia republicana.

No dia 20 de junho de 2020, quando parecia que o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, iria reexaminar o caso Tacla Duran, o procurador Celso Três publicou artigo na Folha, “A lógica da delação e da exculpação”.

(…) Duran teve vitória cujos precedentes não têm presença na rotina judiciária. A Interpol, órgão de estado, reunindo as polícias do mundo (fundado ainda em 1923, sediado na França), reconheceu a suspeição de Moro, invalidando a busca internacional do mandado de prisão por ele expedido. Desmoralização à Justiça brasileira.

O que fez, afinal, Tacla à tamanha mobilização da persecução?

(…) Do total de seis processos, emblemática a penúltima ação contra Tacla, 25.03.2019, com seis acusados. Porém, quatro são delatores, apenas dois são propriamente acusados, Duran e outro também operador, ou seja, as figuras centrais da delinquência, corruptos e corruptores, são colaboradores, exculpados pela delação.

Sérgio Moro e amigos têm a inexorável presunção de inocência. Tacla Duran têm o ônus de provar. Porém, também inexorável que, com ou sem delação, a ele a Lava Jato mais que permitir, exija provar (art. 3º-B, §4º, Lei 12.850/13).

(…) Recorrente a práxis tipificada como tráfico de influência (art. 332 do Código Penal), segundo o qual penaliza-se quem apresenta-se pedindo vantagem a pretexto de influir na atuação de agente público, sem a consciência desse, ‘in casu’, eventualmente imputável a circunstantes do ex-juiz.

Igualmente gravemente sancionado, ação pública incondicionada, a denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal), ‘in casu’, eventualmente imputável a Tacla.

Portanto, seja pela eventual corrupção, tráfico de influência ou denunciação caluniosa, certo mesmo é que a Lava Jato jamais poderia remanescer inerte ante a narrativa e apontamentos de Duran.


segunda-feira, 27 de março de 2023

Blog da Cidadania: Juiz e PF aceitam provas de Tacla Duran contra Sérgio Moro

 

Do Canal Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães,  citando a Revista Veja:

O juiz Eduardo Appio, da 13a Vara Federal do PR, JÁ OUVIU Tacla Duran nesta segunda (27), recebe provas, entrega tudo à PF e material vai ao STF. Duran conseguiu implicar Moro e Dalagnol (!!!)



Tacla Duran pode provar hoje que Sérgio Moro e a Lava Jato de Curitiba idolatada pela mídia paga por empresários golpistas descaradamente vendiam sentenças

 

Segundo o advogado, ele recebeu uma proposta de pagar US$ 5 milhões para não ser preso


Do Conjur 

Tacla Duran pode provar na 2ª que pagou advogado ligado a Moro para não ser preso


 O advogado Rodrigo Tacla Duran irá prestar depoimento, nesta segunda-feira (27/3), ao juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Tacla Duran deve apresentar comprovante de que pagou US$ 613 mil a um advogado ligado ao ex-juiz Sergio Moro para não ser preso.

Tacla Duran, que foi advogado da Odebrecht, foi preso preventivamente na "lava jato", em 2016. Seis meses antes, ele tinha sido procurado pelo advogado Carlos Zucolotto Júnior, que era sócio de Rosângela Moro, mulher do ex-juiz. 

Em conversa pelo aplicativo Wickr Me, Zucolotto ofereceu acordo de colaboração premiada, que seria fechado com a concordância de "DD" (iniciais do ex-procurador da República Deltan Dallagnol). Em troca, queria US$ 5 milhões de dólares. Zucolotto disse que os pagamentos deveriam ser feitos "por fora".




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Rodrigo Tacla Duran revela nota de R$ 811 mil emitida porSérgio Moro para consultoria em engenharia da Alvarez & Marsal

 Nota reforça o conflito de interesse na relação entre o ex-juiz suspeito e a consultoria que lucrou com empresas que quebraram por decisões da Lava Jato

www.brasil247.com - Sergio Moro | nota fiscal à Alvarez & Marsal

Sergio Moro | nota fiscal à Alvarez & Marsal (Foto: ABr | Reprodução)

247 - O ex-juiz suspeito Sergio Moro emitiu uma nota fiscal no valor de R$ 811.980,00 para a empresa Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia LTDA, de CNPJ 28.092.933.0001-75, mostrou o advogado Rodrigo Tacla Duran em sua conta no Twitter nesta sexta-feira (4). 

“Russo, você emitiu uma nota fiscal de R$ 890.000,00 para uma empresa de consultoria em ENGENHARIA? É isso mesmo?”, indagou Tacla Duran, que denunciou a tentativa de extorsão por parte do advogado Carlos Zucolotto, amigo do casal Sergio e Rosângela Moro, para ser blindado na Lava Jato. Na imagem, porém, consta que o valor da nota é R$ 811.980 mil.

>>> Procurador pede ao TCU que decrete indisponibilidade de todos os bens de Moro por sonegação de impostos

Na live que fez na semana passada para anunciar seu salário na A&M, Moro negou irregularidades na prestação de serviços e afirmou que atuou no braço da consultoria que não cuidava de recuperações judiciais, onde estão os clientes que foram alvo da Lava Jato. Esse outro segmento da consultoria tem outro CNPJ, mas pertence aos mesmos donos de toda a empresa.

Dos R$ 83,5 milhões auferidos pela Alvarez em processos de recuperação judicial e falência, R$ 65,1 milhões vieram de firmas investigadas na operação. Moro alega que atuou na área de disputas e investigações da Alvarez, um braço distinto da consultoria, com outro CNPJ e sem relação com o de recuperação judicial.

>>> Veja os valores recebidos pela Alvarez & Marsal: 75% dos pagamentos são de empresas quebradas pela Lava Jato

A Alvarez & Marsal lucrou com empresas que quebraram a partir de decisões tomadas no âmbito da Lava Jato, operação comandada por Moro quando juiz. A consultoria recebeu 78% de seus honorários de empresas que foram alvo da operação.

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga se Moro cometeu irregularidades no período em que trabalhou para a Alvarez & Marsal, em 2020 e 2021, nos Estados Unidos. Nesta sexta, o subprocurador Lucas Furtado pediu ao TCU que decrete indisponibilidade de todos os bens de Moro por sonegação de impostos. O procurador avalia que o ex-juiz suspeito não recolheu os impostos devidos ao receber R$ 3,6 milhões da Alvarez & Marsal.

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