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terça-feira, 19 de abril de 2022

Bolsonarismo + Centrão = Festival de corrupção. Artigo de Helena Chagas

 

"O casamento entre o bolsonarismo e o Centrão produziu bem mais do que apoio político-parlamentar. Gerou uma ninhada de casos de corrupção", diz Helena Chagas


www.brasil247.com - Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro

Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)

Por Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia

O casamento de interesse entre o bolsonarismo e o Centrão produziu bem mais do que apoio político-parlamentar para o atual governo. Gerou uma ninhada de casos de corrupção, num espetáculo sem precedentes de uso escancarado da máquina pública em negócios particulares e crimes contra o erário.

Dos pastores do MEC que, enquanto cobravam propinas de prefeituras, foram 35 (!) vezes ao Planalto de Jair Bolsonaro, à mudança de vocação da Codevasf, que agora parece não ter mais como missão central as obras de irrigação no vale do São Francisco, há uma coleção de fraudes para todos os gostos, envolvendo quase sempre a fauna palaciana e os líderes do centrão.

Nesse último caso, o que envolve a troca das obras de irrigação pelo asfaltamento de redutos políticos de aliados, quase tudo vai desembocar no presidente da Câmara, Arthur Lira, que controle os R$ 16 bilhões das emendas secretas do orçamento. Também tem a digital de Lira a compra, com recursos do FNDE - que também virou território do centrão - de kits de robótica aparentemente superfaturados para escolas sem internet e até sem água encanada.  

Essa filharada, que começa a ser conhecida,  pode até ajudar os líderes do centrão a se eleger, mas já há dúvidas sobre seus efeitos na campanha de reeleição de Bolsonaro. Acendeu-se uma luz vermelha no Planalto, que busca afastar o presidente da República dessa agenda de corrupção - um tema que pretendiam usar para agredir o adversário.

A esta altura, os planos se inverteram. Com a Lava Jato desmoralizada e o ex-presidente Lula com suas sentenças anuladas, quem vai ter que enfrentar o tema corrupção é Bolsonaro. O debate da semana é sobre o impacto disso em sua candidatura, e especialistas em pesquisas já apontam prejuízos com a perda do discurso anticorrupção.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Kennedy Alencar: o genocida pretendente a ditador afunda o País e segue em crimes de responsabilidade e nada acontece na República de Bananas


Esta foi a resposta do jornalista Kennedy Alencar à ameaça feita por Jair Bolsonaro a um repórter do Globo, num novo crime de responsabilidade que, mais uma vez, não receberá resposta das instituições



(Foto: Divulgação | ABr)

247 – "Se tivesse explicação legal, já teria dado. Não tem nenhuma. É dinheiro de origem suspeita. O genocida é um presidente que degrada a democracia, enfraquece instituições e afunda o país. Tem comportamento criminoso no cargo e não acontece nada. República de bananas", escreveu o jornalista Kennedy Alencar, sobre o novo crime de responsabilidade cometido por Jair Bolsonaro, ao ameaçar um jornalista do Globo. Saiba mais abaixo:
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo ter vontade de encher a boca de um repórter de porrada, após ser questionado sobre supostos depósitos feitos na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, pelo ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.
“Vontade de encher tua boca com uma porrada, tá”, afirmou o presidente, após pergunta feita por jornalista do jornal O Globo, de acordo com áudio divulgado pelo jornal.
A declaração foi dada durante visita feita por Bolsonaro à Catedral de Brasília.
No início deste mês, a revista Crusoé divulgou que Queiroz, que é ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), depositou 72 mil reais em cheques na conta da primeira-dama entre 2011 e 2018, período em que é suspeito de operar um esquema de “rachadinha” no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A informação sobre os depósitos foi confirmada pelos jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, de acordo com as publicações.
Além dos valores depositados por Queiroz, a mulher do ex-assessor parlamentar também fez repasses, no valor total de 17 mil reais, à Michelle Bolsonaro, em 2011, de acordo com a Folha.
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