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sábado, 18 de abril de 2026

Como a dita "grande mídia" empresarial hegemônica manipula a opinião pública sobre e contra a economia do governo Lula

 

Pesquisadora revela como veículos omitem e/ou distorcem resultados de políticas públicas para forçar cenário de crise no país visando influenciar os votos contra Lula e as esquerdas nas Eleições

Do Jornal GGN:

Como a mídia hegemônica manipula a opinião pública sobre a economia do governo Lula



    Foto: Ricardo Stuckert / PR


As estratégias midiáticas de manipulação da percepção econômica durante o governo Lula foi tema do programa Desinformação & Política, apresentado pela jornalista, pesquisadora e especialista em análise de discurso, Eliara Santana, na noite de sexta (18). A analista criticou o papel da grande imprensa na construção de narrativas que ignoram indicadores positivos do governo atual em favor de discursos sobre crise e inflação. Essa manipulação tem refletido em pesquisas de opinião com vistas às eleições de 2026, colocando Lula, pela primeira vez, numa disputa apertada no segundo turno, sendo ultrapassado numericamente por Flávio Bolsonaro, faltando seis meses para o pleito.

Na análise de Eliara Santana, o papel da mídia na construção da percepção econômica atual é o de uma construção estratégica da realidade, que muitas vezes não corresponde aos indicadores estatísticos reais. Essa percepção não é algo dado, mas sim “costurada” pelos meios de comunicação para influenciar a opinião pública.

Os principais mecanismos utilizados pela mídia são:

  • Atribuição de resultados à “sorte”: Quando os indicadores econômicos são positivos — como a queda sistemática do dólar, o aumento da renda ou o fato de o PIB brasileiro voltar à 10ª posição mundial — a mídia tende a atribuir esses avanços à sorte, e não às políticas públicas do governo Lula. Isso impede que a população estabeleça um “fio” de ligação entre as ações governamentais e a melhora em sua qualidade de vida.
  • Criação de “repertórios de crise”: A mídia utiliza subtemas específicos para ilustrar uma ideia constante de crise econômica. Um exemplo citado é a “inflação de alimentos”, tema usado para marcar a percepção de que os preços estão fora de controle, mesmo quando a inflação geral está dentro ou abaixo da meta.
  • Foco no negativo e omissão do positivo: O jornalismo destaca apenas aspectos negativos, como o endividamento das famílias, enquanto ignora ou minimiza medidas como a isenção de imposto de renda ou programas de refinanciamento de dívidas.
  • Manipulação da percepção para fins políticos: O que orienta o voto é a percepção da melhora de vida, e não o indicador econômico em si. Ao construir uma narrativa onde “2 + 2 = 5” (analogia ao livro 1984), a mídia consegue fazer com que 43% da população sinta que a economia piorou, apesar de indicadores que mostram o contrário.

Historicamente, diz Eliara Santana, esse comportamento da mídia hegemônica remete ao período que antecedeu o impeachment de 2016. Naquela época, mesmo com desemprego em queda e aeroportos lotados, a mídia teria construído um “repertório de crise econômica” e corrupção para manipular a opinião pública e legitimar a retirada do governo do poder. Atualmente, o mesmo movimento de “passar pano” para o bolsonarismo e atacar a gestão econômica atual persiste como uma forma de manter os interesses das elites.

O programa Desinformação & Política é transmitido no canal TV GGN, no Youtube, toda sexta-feira, às 18h. Neste episódio, Eliara Santana também abordou os impactos políticos e sociais no Brasil dez anos após o início do processo de impeachment de Dilma Rousseff, estabelecendo uma conexão direta entre a deposição da ex-presidente, classificada como um golpe, e a ascensão do bolsonarismo, resultando no que a autora define como um retrocesso civilizatório. Além disso, a fonte denuncia a precarização do trabalho jornalístico e o descaso com a infraestrutura das estradas mineiras após um acidente fatal envolvendo dois profissionais da Band.

Assista abaixo:

terça-feira, 23 de abril de 2024

Denise Assis: Bolsonaro solto é útil para a mídia corporativa e para os direitistas

 

"Do ponto de vista da mídia e eu diria até mesmo da Justiça, interessa manter Bolsonaro solto até o pós-eleições. Ele puxará votos para os candidatos da direita e da ultradireita e conseguirá frear o avanço dos candidatos do campo progressista. Há método na calmaria em torno dos seus atos criminosos."

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Do 247:

Flopou? Sim, segundo os números. O ato de Bolsonaro atraiu para a Atlântica 32 mil pessoas – de acordo com o Monitor do Debate Político da USP -, 18% a menos que os 185 mil fanáticos que foram quarar no sol da paulista, em 25 de fevereiro. Àquela altura, como todos se lembram, havia medo e silêncio do lado de lá, e uma incursão policial à casa de praia do “mito”, nas manchetes da mídia. Nas redes, os bolsominions paralisados e sem argumento.

Para quem conhece bem o arco da praia de Copacabana, sabe que naquela extensão o total acima preenche no máximo dois quarteirões e, visto do alto, o ajuntamento mais parece uma cárie na arcada que embeleza a Princesinha. Um ponto na imensidão.

O dado, embora relevante, não quer dizer nada, se mirarmos apenas o topo daquele caminhão – que, dizem, foi pago pelo ventríloquo Malafaia, mas que eu gostaria de ver alguém indo mais fundo nessa história. O que importa tanto na manifestação de São Paulo, quanto nesta, do Rio, é o que foi dito, o que ecoou, mas também o que não está explícito e deve ser observado.

O país vinha em 2023 do impacto dos acontecimentos do 8 de janeiro, das apurações surgindo em ritmo frenético, das prisões, condenações e escândalos, tal como os tópicos vazados da delação do tenente-coronel Mauro Cid, a foto do papai Cid frente a um estojo de joias, e a gravação de uma reunião que chocou a sociedade. Ali foram vistas confissões, estratégias, providências desbragadas. Impactante tanto para os do campo progressista quanto dos “seguidores” de Bolsonaro -, a ponto de pouco se manifestarem nas redes, (seu habitat natural), depois das imagens/provas contundentes virem a público.

Passo seguinte, esperou-se algum avanço jurídico rumo ao seu grupo de militares graduados e a ele próprio. Prisão? A Justiça tem seus meandros e o que se alegou – e a gente acredita -, foi que era necessário ter calma para que a sua prisão se dê de modo irreversível e inapelável. E ninguém quer fazer diferente. Porém, se esperava que ele por inelegível (embora sem perder os direitos políticos) e em situação de constrangimento e restrições – não se aproximar do presidente do seu partido, por exemplo -, se recolhesse à sua momentânea insignificância.

Mas eis que, com a ajuda do filho 03, Bolsonaro se lançou em uma campanha de fora para dentro, para tentar salvar a própria pele. Buscando apoio na ultradireita no exterior, armou-se de coragem e foi para a rua. Sacudiu a sua turma entre 25 e 30% que o segue em qualquer circunstância, reaqueceu a militância e plantou o seu discurso na camada subcutânea dessa história.

Esfriaram-se as investigações e manchetes. Os generais do seu entorno e envolvidos no golpe foram sendo descorados das notícias, enquanto ele, Bolsonaro, voltava a posar de político influente. Para efeito do seu público, estava sendo vítima da perseguição de um ministro malvado do Supremo Tribunal Federal, que o queria liquidado para implantar, ele sim, Alexandre de Moraes, uma ditadura e a censura no país.

Bolsonaro, que deu no pé para os EUA após a derrota, deixando atrás de si um bando de desvalidos na chuva, acampados dias a fio sem orientação e sem perspectiva, agora voltava à cena para pedir pelos “órfãos de pais vivos”. Os mesmos pelos quais ele considerou, não ter nenhuma responsabilidade. Escafedeu-se sem retrato e sem bilhete.

Ele, o predestinado ao poder, por Deus, que o salvou de uma facada para colocá-lo na cadeira presidencial, merece agora (em seu discurso) o perdão, pois tal como a juíza Gabriela Hardt (no dizer dos comentaristas da GloboNews ela só teve a ideia de fazer uma Fundação endinheirada), apenas apresentou uma minuta com regras claras para se perpetuar no poder. Argumentos iguais para situações diferentes. O que é um Estado de Sítio, se não um item da Constituição Federal? Pergunta candidamente.

O seu discurso perigoso, manhoso, desconexo, mentiroso, com obras e dados usurpados de governos que não foram o seu – vide o canal do S. Francisco, que ele coloca na própria conta -, caem nos ouvidos dos seus seguidores como música. É reproduzido nas redes sociais com impulsionamento do seu guru, Elon Musk e se dissemina país a fora. Seu choro daqui a pouco vai ser engarrafado para ser passado em feridas, de tão santificado que vai se tornando, à medida que caminha pelo Brasil varonil verde e amarelo.

O grave, meus amigos, o que é preciso prestar a atenção é o seguinte: há riscos em se ter Jair Bolsonaro solto, tensionando a sociedade brasileira. Ele é a borboleta que bateu asas no Rio e pode provocar um tsunami no balneário de Camboriú. Nós, brasileiros, esquecemos e perdoamos fácil. Estamos deixando os fatos esfriarem e concedendo tempo para ele construir o discurso fantasioso em sua defesa.

Basta lembrar que ele deixou morrer 700 mil pessoas na pandemia e os pais, filhos e netos dessas pessoas mortas por negacionismo e desleixo votaram em Bolsonaro. Do contrário, como explicar que ele tenha quase batido o presidente Lula nas urnas?

Do ponto de vista da mídia e eu diria até mesmo da Justiça, interessa manter Bolsonaro solto até o pós-eleições. Ele puxará votos para os candidatos da direita e da ultradireita e conseguirá frear o avanço dos candidatos do campo progressista. Há método na calmaria em torno dos seus atos criminosos. Ele pode ser o freio de arrumação para os planos da centro-direita que sonha com um retorno às lides políticas com alguma dignidade. Bolsonaro, no momento, é útil.

Ninguém vai tocar no general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que era comandante militar do Planalto quando ocorreram os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Mais um que o comandante Tomás Paiva tenta transformar em herói, depois de ver naufragadas as tentativas de elevar o brigadeiro Carlos Batista Júnior e, principalmente, o general e companheiro de armas Marco Freire Gomes, ao livro sagrado.

Poucos caíram na lenga-lenga de que Freire deu voz de prisão a Bolsonaro, tão indignado ficou depois de se reunir cinco vezes para discutir a minuta do golpe... Agora Dutra, tal como nos escritos de Hannah Arendt, no dizer do comandante “apenas cumpriu ordens”.

Deixem esse assunto amortecido. Nada de punições agora. O comício, foi isso o que foi aquele ato de domingo (21) na Avenida Atlântica, abriu a temporada de caça ao eleitor. De preferência, todos que possam atravessar o caminho dessa esquerda calada, mas resiliente. Tirar Bolsonaro do cenário político nesse momento distensionaria o ambiente. Mas a quem interessa fazer isso?

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

PiG: Globo dos irmãos Marinho volta a atacar a Petrobras e a independência energética do Brasil em favor das multinacionais

 


Jornal O Globo atrelado ao mercado financeiro e de especulação externa volta a se posicionar contra investimentos da empresa em refinarias – o que permitiria maior abastecimento e controle sobre os preços de derivados no mercado interno

Família Marinho e Petrobrás

Família Marinho e Petrobrás (Foto: Divulgação)

247 – O jornal O Globo, que, historicamente, atuou contra a Petrobrás e a independência energética do Brasil, mostrou coerência nesta segunda-feira, ao, mais uma vez, publicar editorial contrário aos interesses nacionais. Num dos trechos do texto, o jornal se posiciona contra investimentos da empresa em refinarias – o que permitiria maior abastecimento e controle sobre os preços de derivados no mercado interno.

"Além dos projetos do PAC, estão lá US$ 16 bilhões destinados a refino, área que a estatal vinha abandonando com a privatização de refinarias, necessária para trazer competição ao mercado brasileiro de combustível. Não apenas as privatizações foram suspensas, mas agora o refino deverá ser ampliado", aponta o texto.

O Globo também se posiciona contra a produção de sondas, navios e plataformas no Brasil, o que empregaria brasileiros e não trabalhadores e engenheiros de outros países. "Na visão do governo, a Petrobras, com seu poder de compra, também deve ser usada para financiar um programa de substituição de importações de navios e plataformas em alto-mar", aponta o editorialista. O texto deixa claro que o Globo seguirá pressionando o governo a manter altos dividendos para acionistas privados, preços elevados para a sociedade e baixos investimentos.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Os 11 princípios de Joseph Goebbels e como se aplicam ao caso histórico da mídia brasileira lavajatista e o no atual neofascismo brasileiro

 Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar a humanidade



Enviado por ocator, para o Jornal GGN

Comentário ao post “Por um PGR que respeite o Ministério Público

Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar a humanidade:

1- Principio da simplificação e do inimigo único

Simplifique, não diversifique: escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem, concentre-se em um até acabar com ele.

2-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem. Colocar um passado perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4-Princípio da exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las, transformando um delito em mil delitos, criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5-Princípio da vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6-Princípio da orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em noticias, sendo estas replicadas pela “imprensa  oficial”.

7-Principio da renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8-Princípio do verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas contra o inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9-Principio do silêncio

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10-Principio da transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato, se acresce com um fato que tenha acontecido antes.

11-Princípio de unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral, apoderando-se do sentimento produzido por estes para colocá-los contra o inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência…

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Mídia internacional denuncia o novo Golpe dos golpistas Contra a ONU e contra Lula


Só o PiG (Partido da imprensa Golpista) brasileiro ignora a decisão da ONU...
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Do Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim:


Do WhatsApp de um amigo navegante:
A imprensa do mundo inteiro destaca o documento da ONU, menos a imprensa brasileira.
Tem gente aqui no Brasil dizendo que a decisão da ONU é mentira da internet. 
Parece que são os mesmos que dizem que a Terra é plana.


quarta-feira, 15 de março de 2017

A família Mesquita, do Estadão, que sempre apoiou o golpe, se desespera com o sucesso de DIlma na Europa e decide agredí-la (a tática de sempre dos covardes)



Os quatrocentões da família Mesquita, do Estado de S. Paulo, publicaram editorial em que demonstram seu pânico com o sucesso que o furação Dilma vem causando na Europa, onde a presidente eleita tem falado para platéias lotadas sobre o golpe no Brasil e a tentativa de se impedir a volta de Lula ao poder; segundo os Mesquita, Dilma agride a língua portuguesa e desconhece que "há lei e há instituições no Brasil" – um país que se tornou vergonha internacional ao golpear a própria democracia para instalar seus políticos mais corruptos no poder, como demonstra a lista de Janot



Do 247:


Os quatrocentões da família Mesquita, do Estado de S. Paulo, publicaram editorial em que demonstram seu pânico com o sucesso que o furação Dilma vem causando na Europa, onde a presidente eleita tem falado para platéias lotadas sobre o golpe no Brasil e a tentativa de se impedir a volta de Lula ao poder.
Segundo os Mesquita, Dilma agride a língua portuguesa e desconhece que "há lei e há instituições no Brasil" – um país que se tornou vergonha internacional ao golpear a própria democracia para instalar seus políticos mais corruptos no poder, como demonstra a lista de Janot.
Abaixo, o editorial do Estado:
Dilma, um caso sério
Não satisfeita com o desastre causado ao País pelos seus cinco anos de governo – cujos efeitos daninhos são ainda sentidos diariamente pelos brasileiros –, a ex-presidente Dilma Rousseff dedica-se agora, assim fazem crer suas ações e palavras, a envergonhar o Brasil mundo afora. Seu comportamento em Genebra, onde participou de palestras e seminários, é sinal de que sua falta de discernimento, seja em questões nacionais, seja em relação às suas capacidades pessoais, não tem fim.
É conhecida sua dificuldade para se expressar na língua portuguesa. Como bem sabem os brasileiros, a beligerância de Dilma Rousseff com o idioma pátrio não exige condições especiais, podendo ocorrer até mesmo em casos de comentários triviais ou argumentos despidos de qualquer complexidade. Ela facilmente se embaralha com palavras e pensamentos, o que muitas vezes deu a eventos oficiais no Palácio do Planalto contornos de show humorístico.
Pois bem, essa mesma Dilma Rousseff, que já tanto maltrata a língua portuguesa, achou que podia, em sua viagem à Europa, dialogar em francês. O programa de televisão no qual a ex-presidente teve a ousadia de usar a língua de Victor Hugo é de incomum constrangimento, com alguns apresentadores em sérias dificuldades para manterem a compostura diante de tamanha agressão ao idioma francês. Mais do que simples gafe, a participação de Dilma no programa de televisão corrobora sua invencível incapacidade de realizar qualquer tipo de autocrítica.
Não falta, porém, a Dilma Rousseff discernimento apenas em questões de idioma. Ela ignora – e alardeia sua ignorância mundo afora – questões institucionais. Diante de uma plateia no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, a ex-presidente afirmou haver o risco de que os ocupantes do poder no Brasil tentem impedir nova eleição de Lula da Silva. “Podem tentar condenar o Lula por duas vezes, podem mudar as regras da eleição presidencial, por exemplo, com introdução do parlamentarismo e, terceiro, podem simplesmente adiar a eleição presidencial do ano que vem”, disse Dilma.
É grave que uma ex-presidente fale de forma tão irresponsável sobre a democracia e as instituições no Brasil. Eventuais discordâncias de Dilma Rousseff com a decisão do Congresso de condená-la por crime de responsabilidade não lhe dão direito a tratar o País da forma vil como ela o tem tratado.
Ainda que imperfeita, a Lei da Ficha Limpa contribuiu para a moralidade das eleições no País, ao barrar candidatos que tenham sido condenados criminalmente em segunda instância. E o Poder Judiciário é independente, não mero instrumento de manobra do Poder Executivo, como dão a entender as palavras da ex-presidente. O que ela indevidamente aplica ao Brasil ocorre em países de seu especial agrado, como é o caso da Venezuela. No entanto, a respeito desse abuso Dilma sempre preferiu o silêncio.
Dilma ainda tratou de duas possíveis manobras para afastar Lula da Silva da Presidência da República: o parlamentarismo e o adiamento das eleições de 2018. A ex-presidente manifesta, assim, seu completo desconhecimento da realidade política e institucional do País. Ainda que seja plenamente legítimo, o parlamentarismo não é um assunto atual do Congresso. E a menção a suposto risco de adiamento das eleições é mais do que simples irresponsabilidade. Trata-se de uma acusação grave, sem qualquer prova ou indício, contra a democracia brasileira. Observe-se, a favor de Dilma, que ela não aventou a possibilidade da restauração da monarquia para manter Lula fora do poder.
Por mais que Dilma Rousseff não goste, há lei e há instituições no Brasil. O panorama é bem diferente do que ela alardeou na Suíça. Já em relação ao retorno de Lula da Silva à Presidência da República, os obstáculos estão bem evidentes, dispensando os tremendos esforços mentais de Dilma Rousseff. O principal óbice é ela mesma, pelo estrago que causou ao País. E, em segundo lugar, o próprio Lula, com sua incapacidade de emendar-se.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Jessé Souza, Sociólogo e presidente do IPEA: "O Partido da imprensa Golpista se uniu ao PSDB na articulação do Golpe"


Como o FHC é considerado Príncipe da Sociologia? Ele não desenvolveu nenhum conceito

Na segunda da parte da entrevista à TV Afiada, o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada), Jessé Souza, faz uma conexão entre os grandes pensadores brasileiros Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda com a Operação Lava Jato e a mídia. O objetivo é explicar a construção do discurso do liberalismo brasileiro em que o mal está sempre no Estado.

Para ele, o que há hoje é a extensão da luta que vem desde Vargas entre um Brasil moderno e inclusivo ou exclusivo.

“O Brasil moderno foi criado em 1930 com o Getúlio Vargas e, desde lá, temos duas opções para o Brasil: uma sociedade moderna inclusiva, nas soluções de Getúlio, ou exclusiva. A gente tem uma luta nisso. Tivemos um revés em 1954, com o suicídio de Vargas, quando havia todos os elementos de todos os Golpe. Você tem a mídia articulada com o discurso de que o mal e a corrupção estão sempre no Estado, e sempre um partido: lá atrás a UDN, hoje o PSDB.Para o Golpe, precisa criar um interesse geral a partir da manipulação”, define.

Abaixo, outros trechos da entrevista.

Gilberto Freyre, Sérgio Buarque, Lava Jato e PiG 

O nosso grande pensador é o Sérgio Buarque de Holanda, uma espécie de filho bastardo do Gilberto Freyre.

O liberalismo é construído com uma imagem infantilizada do americano, como se não houvesse corrupção nos Estados Unidos, por exemplo. E se monta um complexo de vira-latas, como se outro fosse sempre superior e você é ruim. E o grande elemento disso é o tema da corrupção, porque é o aspecto moral. 

Daí, deu-se a articulação entre essa teoria sobre o Brasil com interesses econômicos e políticos e com o universo midiático.

Os grandes poderes são econômico, político e midiático.

Democracia assaltada

O Brasil moderno foi criado em 1930 com o Getúlio Vargas e, desde lá, temos duas opções para o Brasil: uma sociedade moderna inclusiva, nas soluções de Getúlio, ou exclusiva. A gente tem uma luta nisso. Tivemos um revés em 1954, com o suicídio de Vargas, quando havia todos os elementos de todos os Golpe.

Você tem a mídia articulada com o discurso de que o mal e a corrupção estão sempre no Estado, e sempre um partido: lá atrás a UDN, hoje o PSDB.

Para o Golpe, precisa criar um interesse geral a partir da manipulação.

FHC 

Eu reli com muito cuidado “A Teoria da Dependência”, com o Enzo Faletto. A política que ele põe é do passado, já está colocada. Ele não desenvolve nenhum conceito. E eu me pergunto por que ele é considerado o Principe da Sociologia. Ele não faz, nesse livro, o que promete fazer.


PT x PiG

Se alguém [do PT] pensou que a mídia segue sempre quem está no poder foi ingênuo. O que a mídia segue é o dinheiro. Ela posa de neutra.

Não existe democracia real se não tem pluralidade midiática.

Assista também à primeira parte da entrevista:


Jessé Souza: Brasil precisa democratizar o capital cultural

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Miguel do Rosário sobre o vexame terminal de uma decadente imprensa da Casa Grande: golpista e hipócrita





O vexame terminal de uma imprensa decadente e golpista


Análise Diária de Conjuntura - Manhã - 29/01/2016
[Atenção! Vou liberar o acesso desta Análise, porque ela ficou "política" demais, e por isso precisa ser aberta a todos, mas não esqueçam que, sem a sua assinatura, o Cafezinho não poderá continuar!]
Inacreditável.
I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!
A gente fica pensando até onde chegará o provincianismo golpista e sabotador da mídia e de seus aliados em setores autoritários do Estado.
No dia seguinte à realização do primeiro encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, após mais de dois anos sem se reunir, e que contou com a presença dos principais empresários, dirigentes políticos e intelectuais do país, a manchete da Folha é sobre um sítio que Lula "frequentou", e que teria sido reformado pela Odebrecht.
A informação é dada por uma ex-dona de uma loja de material de construção, que não se lembra de nada exatamente, nem dos valores exatos (não deu nota), nem das empresas fornecedoras (diz que achava que eram todas da Odebrecht), nem do que foi comprado.
Qual a tese em questão?
Ora, é muito claro.
O objetivo é sabotar o país.
Não vai ter impeachment, tudo bem. Os golpistas já aceitaram isso. Também parecem ter aceitado que não haverá tapetão no TSE.
Mas o clima de instabilidade não pode ser debelado.
Nesta manhã, a manchete dos portais é que Lula e dona Marisa terão que dar depoimento como "investigados" ao Ministério Público de São Paulo.
A Lava Jato agiu rápido. Alguns dias depois do promotor passar por um aperto ao anunciar para mídia, antes que o ex-presidente pudesse se defender, antes mesmo de abrir o inquérito (o que é ilegal), quais eram as suas intenções, a República do Paraná lhe prestou um socorro à jato.
Desviando o foco de todas as suas investigações anteriores, dirige suas atenções para o mesmo prédio onde Lula havia tentado comprar um apartamento.
As manchetes sobre o apartamento são originais, quase engraçadas.
"Apartamento que seria de Lula"...
E agora, com a história do sítio de Atibaia, temos uma nova figura no código penal: o sítio "usado".
Sítio usado por Lula...
Ou seja, Lula esteve lá, bebeu cerveja, comeu churrasco e foi embora.
É um sítio, é bom repetir, "usado" por Lula!
A gente fica especulando o que historiadores e analistas de mídia, quando as paixões políticas amainarem, pensarão disso tudo.
A mídia está apostando alto dessa vez.
A queda brutal na circulação de jornais, seja no meio impresso, seja no meio digital, o despenhadeiro que a Globo enfrenta em matéria de audiência, não deixam dúvidas que é preciso agir rápido.
No site da Folha ao celular, simplesmente não há menção à reunião do Conselho, um assunto de interesse de todo o país, e que reuniu a nata do PIB, a cúpula sindical, governo, movimentos sociais e artistas.
Não interessa.
O que interessa é "pegar" Lula e gerar crise, independentemente do sofrimento social que isso possa provocar.
Esse é o jornal no qual Dilma decidiu publicar o seu primeiro artigo do ano...
A agenda política na grande mídia, que sempre foi estreita, estreitou-se ainda mais. Não se pode falar de outra coisa. Todas as baterias estão voltadas contra Lula.
Por que o ódio contra Lula?
O Brasil não cresceu em seu governo? Os bancos não ganharam dinheiro? A dívida pública não caiu? O Brasil não conseguiu se tornar, mais que em nenhum momento de sua história, um respeitado "player" global? Não foram iniciadas obras de infra-estrutura necessárias ao desenvolvimento econômico? Não há consenso de que, em seu governo, houve um inédito processo de libertação social, convertido em modelo para o mundo inteiro?
Depois de décadas de vida pública, depois de ter sua vida devassada, seus sigilos quebrados, o máximo que encontram contra Lula é que a Odebrecht reformou um sítio que ele frequentou?
O que isso significa? Que Lula se vendeu, maliciosamente, pensando em "usar" o sítio reformado pela Odebrecht?
A história do apartamento é igualmente ridícula.
Ambas as histórias são prenhes de intrigas e fofocas, histórias de vizinhos.
A mesma imprensa que esquece Eduardo Cunha, que tem contas comprovadas e não declaradas no exterior, de milhões de dólares, persegue Lula porque ele "usou" um sítio?
Francamente!
O campo progressista não pode se deixar intimidar por esse tipo de perseguição. O desespero da mídia e de seus tentáculos no Estado é sinal de derrota!
Ainda temos o caso de José Dirceu, em que um delator delata, deslata, e delata de novo. E o Ministério Público, oportunamente, diz que não há gravação do depoimento que poderia ajudar em sua defesa. Que esculhambação!
A conspiração midiática-judicial se embaralha, ganha ares mafiosos. Impulsionada pela ansiedade em cumprir logo seus objetivos, envereda cada vez mais abertamente para a perseguição política.
Todos parecem ter mordido a isca lançada por Lula. Querem me perseguir, parece ter dito o ex-presidente. Então o façam logo! Vamos para o pau agora!
As pessoas se perguntam: Lula será preso? Por que razão? Por ter "usado" um sítio? Por NÃO ter comprado um apartamento num prédio chinfrim de Guarujá?
Em outros países, ex-presidentes corruptos adquirem imóveis em Nova York, Miami, Paris. Compram fazendas. Juntam milhões no exterior.
No caso de Lula, ele adquire, a prestação, uma cota num condomínio, e a revende mais tarde, sem comprar o apartamento.
E "usa" um sítio...
A conspiração entrou numa espiral sem saída, e arrasta a mídia para um abismo sem fim. Afinal, o que esperam?
Das duas, uma.
Ou prenderão Lula sem provas, desmoralizando-se, criando um enorme desconforto político que se refletirá obviamente no exterior, provocando uma onda de denúncias contra a emergência de um Estado policial delinquente, uma ditadura instalada, uma doença, um absesso cheio de pus, dentro do Estado democrático.
Ou então não prenderão Lula e lhe darão o maior atestado de idoneidade que um político jamais teve.
Sim, porque quebrar o sigilo de Lula não podem mais, porque já o fizeram.
Fazer uma devassa em sua vida e na de seus familiares também não podem mais, porque já o fizeram.
Claro que são criativos.
Venceram, até certo ponto, a batalha da opinião pública. Um parte expressiva do povo, inclusive pessoas simples, querem ver a caveira do Lula.
Essa é uma opinião volátil, manipulada, que pode virar pelo avesso em alguns anos, transformando o vilão em herói - é o que vai acontecer.
Mas e a opinião dos intelectuais, dos sindicalistas, dos movimentos sociais, de toda a vanguarda progressista da sociedade?
Assim como ocorreu quando tentaram aplicar o impeachment em Dilma, a perseguição a Lula amplia a sua popularidade em setores essenciais da luta política.
Lula já foi o herói do povo. Voltará a sê-lo, em seu devido tempo.
No momento, Lula volta a ser o herói dos intelectuais e dos sindicalistas, e de todos que entenderam o jogo sujo da mídia, e desconfiam que investigações policiais foram transformadas em conspirações políticas.
É angustiante e emocionante.
A mídia aposta na virada conservadora, só que vai com sede demais ao pote, com risco de entornar o caldo.
Conservadores e progressistas assistem, tensos, a bolinha rodar e rodar no casino da história, sem saber onde ela vai cair: no vermelho ou no preto?
Lula será visto como bandido ou heroi?
Os conservadores têm, é claro, um problema sério: eles precisam de crise para ganhar. Por isso a aposta no caos econômico e político. Nenhuma iniciativa de recuperação econômica lhes interessa.
Os progressistas também tem um problema: é muito difícil se posicionar contra o judiciário. É extremamente difícil mostrar à opinião pública que, por trás da toga, se desvelam interesses nocivos, partidários, obscuros.
Entretanto, podemos afirmar, desde já: o povo brasileiro vencerá, cedo ou tarde, porque não se pode enganá-lo por muito tempo.
O que Lula proporcionou ao povo brasileiro não pode mais ser apagado da história. Ao tentar pintá-lo como bandido, a mídia completa a sua lenda, conferindo-lhe um ar de mito político, visto que todas as grandes lideranças populares da história passaram por essa etapa, sempre foram perseguidas pelos poderes dominantes de sua época.
Os grupos de mídia, por sua vez, não podem apagar o rastro sujo que deixaram na história política do país: a sua hostilidade constante à democracia, apoiando golpes, ontem, hoje e sempre.
A história, moça irônica, trabalha secretamente, rindo no escuro.
Os perseguidores de Lula serão apagados da história, ou tratados como tristes vilões num país ainda vítima do racismo, do preconceito político, do mais profundo egoísmo social.
Num país sem herois, envergonhado de si mesmo, com um problema grave de baixa autoestima coletiva, o histerismo, o ódio, o preconceito, que permeiam toda essa perseguição a Lula, são o esterco com que a história cultiva o florescimento de uma coisa nova, grande, algo que poderá exercer poderosa influência em nosso futuro, que poderá derrubar, por fim, séculos de intolerância, viralatismo e manipulação.
A história, como sempre, transformará lixo em ouro, e fará nascer algo que nunca tivemos: um símbolo.
Dessa vez, porém, não será um símbolo enforcado, esquartejado, humilhado, como Tiradentes, um símbolo que nunca obteve, em sua vida, uma mísera vitória.
Não, agora teremos o símbolo de um homem que venceu, que governou o país, que lutou pelo povo.
Em sua campanha de ódio, a mídia e seus cúmplices estão esculpindo, sem o saber, o símbolo que os irá destruir.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

E o Golpismo escancarado da grande Imprensa da Direita Casa Grande continua intenso no primeiro dia do ano...



   "Começou bem a Folha de S. Paulo este ano. Deve ser pra dar um ânimo na gente. Olhem só: manchete de cabeça de página à direita diz que o Brasil "pode" perder milhões de emprego. Ao centro, "Fora Dilma e PT" em foto da S ã Silvestre.o À esquerda, um artigo da presidenta Dilma Roussef (bem escondidinho, pequenininho, claro). Isto é o que eu chamo de pluralismo, jornalismo imparcial, equilíbrio e respeito ao leitor.
   "Tem jeito não. Não há trégua". - Beth Caló