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terça-feira, 12 de junho de 2018

O autoritarismo de Moro ante Fernando Morais e mais uma ação de vergonha e constrangimento internacional: o representante do Papa Francisco foi impedido de visitar Lula, em comentário de Kiko Nogueira


"Naquela mesma tarde em que Fernando Morais depunha, Juan Grabois, consultor do papa Francisco, era impedido de visitar Lula na prisão em Curitiba. Grabois deixou de presente um rosário enviado, segundo ele, pelo pontífice. Estaria Bergoglio fazendo propaganda de Lula, também?
Não é fácil para Sergio Moro lidar com isso. Especialmente após um fim de semana em Mônaco." - Kiko Nogueira

Moro, Mazzaropi e o constrangimento internacional da visita recusada do consultor do Papa a Lula. Por Kiko Nogueira



Mazzaropi
Mazzaropi.
Com esse apelido empresários se referem a Moro nas planilhas de empreiteiras que mostravam pagamentos ilegais a políticos, conta o Correio Braziliense.
Jamais saberemos a razão exata do apodo, mas podemos especular.
Me ocorre o sotaque caipira.
Moro, filho de Maringá, interior do Paraná — que, de acordo com meu amigo Caco de Paula, é uma extensão de São Paulo —, puxa o erre como o ator e cineasta.
A semelhança física está descartada.
O humor também.
Principalmente o humor.
O Moro que destratou Fernando Morais no depoimento relacionado à ação penal do sítio de Atibaia tem o estilo oposto ao pândego, bonachão Amácio Mazzaropi, o eterno “jeca”.
Morais foi acusado pelo magistrado de fazer “propaganda” ao narrar como Bono, do U2, elogiou Lula.
Morais ainda perguntou, mais adiante, se podia “fazer uso da palavra”.
Moro foi seco: “Não”.
Ao final, Morais explicou seu ofício: “Eu não ia jogar fora uma carreira de 50 anos para fazer propaganda de um presidente da República”.
Ficou flagrante, novamente, o incômodo pessoal de Moro com Lula.
Remete a uma inveja, mais do que ódio.
Ou uma admiração às avessas. Moro queria ser Lula.
Isso ficou patente quando ele justificou suas fotos com tucanos alegando que o ex-presidente fazia o mesmo com quem não era seu “aliado”.
Ora.
Um dos dois é político. Ou os dois?
Naquela mesma tarde em que Fernando Morais depunha, Juan Grabois, consultor do papa Francisco, era impedido de visitar Lula na prisão em Curitiba.
Grabois deixou de presente um rosário enviado, segundo ele, pelo pontífice.
Estaria Bergoglio fazendo propaganda de Lula, também?
Não é fácil para Sergio Moro lidar com isso. Especialmente após um fim de semana em Mônaco.
Tem que pensar em Mazzaropi: ”Tudo que acontece de ruim, é só para melhorar a vida da gente”.
Amém.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Mídia Internacional confirma: Lula, o presidente mais popular da História do Brasil, é claramente um preso político, enquanto corruptos notórios e impopulares estão no poder


REUTERS/Leonardo Benassatto

247. - Não demorou para a imprensa internacional entender a prisão do maior líder popular da história do Brasil como uma violência judicial e um arbítrio que viola direitos da democracia; essa percepção está estampada nos principais jornais do mundo, como The New York Times, Washington Post, The Globe and Mail, The Guardian, Sputinik, Página 12, L'Humanité e Le Monde; confira:

A percepção da imprensa internacional sobre a prisão do ex presidente Lula tomou forma. Ela lê o episódio como uma ação "ignominiosa", como uma violência, como a origem e o fim de um drama político interminável, como um arbítrio judicial que não apresentou provas de sua tese condenatória. Confira alguns trechos destacados dos maiores jornais do mundo sobre o assunto: 
The Globe and Mail/Canadá
"Foi o fim de uma dramática jornada de 48 horas que uniu o Brasil e forneceu suporte a uma extraordinária história política"
The New York Times/EUA
“Sua prisão é uma reviravolta ignominiosa na notável carreira política de Lula, filho de trabalhadores rurais analfabetos que enfrentou os ditadores militares do Brasil como líder sindical e ajudou a construir um partido reformista de esquerda que governou o Brasil por mais de 13 anos”
Washington Post/EUA
"A prisão de Lula intensificou o drama político na maior nação da América Latina. A cadeia transformou um homem que o presidente Barack Obama chamou de 'o político mais popular da Terra' no prisioneiro mais famoso da região."
The Guardian/Inglaterra
Segundo o diário, Lula promete provar sua inocência da corrupção depois de encerrar um impasse de dois dias com as autoridades. O jornal comentou o discurso de Lula e destacou a frase:
' Faça o que quiser, o poderoso pode matar uma, duas ou 100 rosas. Mas eles nunca conseguirão impedir a chegada da primavera'
Sputnik/Rússia
"Embora Lula tenha sido condenado por subornos, a Justiça não apresentou provas contra o ex-presidente que é o líder inconteste nas pesquisas de opinião para voltar ao poder nas eleições previstas para este ano: 'a direita brasileira joga com fogo', destaca.
Página 12/Argentina
" A detenção de Lula é um segundo golpe que o país vive. Durante todo o dia, o líder do PT recebeu o apoio e solidariedade de milhares de militantes e simpatizantes. Ele falou à multidão, onde disse que o único crime que cometeu “foi tirar milhões da pobreza” e que o golpe que começou com a deposição de Dilma Rousseff terminou com a decisão de impedi-lo de ser candidato à Presidência"
L’Humanité/França
" O que está se vendo no Brasil é um golpe judicial e militar contra Lula. Está bastante evidente a perseguição ao ex-presidente brasileiro. O Supremo Tribunal do Brasil rejeitou na quarta-feira a libertação do ex-presidente Lula, que é o candidato presidencial em outubro. Contra o pano de fundo das ameaças do exército"
Le Monde/França
"É a inteligência de Lula versus a onipresença da superestrutura política devidamente instalada no poder. É um duelo de gigantes. De um lado, todo o poder judiciário, toda a imprensa corporativa, todo o empresariado, todo o volume de recursos das máquinas públicas à mercê do partido antagonista, todo ódio de classe e todo poder de uma emissora de televisão que detém 80% do bolo total de publicidade do país. Do outro lado, Lula."