Jornal GGN – Parlamentares do PSOL, PT, PCdoB, PDT, REDE e PSB enviaram na quinta-feira (16) uma carta aos membros do Comitê Judiciário e do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA, denunciando a cooperação irregular entre Brasil e Estados Unidos na Lava Jato.
A iniciativa ocorre após a Vaza Jato confirmar que agentes do FBI, do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e do Departamento de Segurança Interna (DHS) foram acionados por procuradores que trabalham na Lava Jato, sem passar pela autoridade central, que é o Ministério da Justiça.
“Atender a orientações do FBI à revelia da legislação brasileira é ilegal e imoral. O documento tem como objetivo denunciar o que se tornou um escândalo de dimensão internacional”, disse o deputado Glauber Braga (PSOL). Os parlamentares pedem qe sejam adotadas “as medidas legislativas apropriadas para expor essa ingerência externa inaceitável e responsabilizar os agentes e oficiais responsáveis”.
O documento informa que “De acordo com o Tratado de Assistência Jurídica Mútua (MLAT) entre o Brasil e os EUA, nem o FBI nem o DOJ poderiam ter trabalhado com os procuradores da Operação Lava Jato sem consentimento prévio do Ministério da Justiça brasileiro. No entanto, em 2015, uma delegação estadunidense veio ao Brasil sem o conhecimento do governo federal brasileiro. O grupo participou de conferências na sede da operação Lava Jato e foi apresentado a advogados de delatores para colaborarem em acordos de delação nos EUA.
Mensagens vazadas de 2016 revelam que o procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, estava conversando com agentes estadunidenses sobre como compartilhar as multas advindas de acordos nos EUA em processos contra empresas brasileiras sob investigação da Lava Jato. Conversas também revelam uma relação próxima entre os procuradores brasileiros e agentes do FBI, incluindo Leslie Backschies, atual chefe da Unidade Internacional de Corrupção do FBI. Mensagens mostram que a Sra. Backschies estava apoiando as propostas legislativas desenvolvidas pelos procuradores da Lava Jato conhecidas como ‘10 Medidas Contra a Corrupção’”.
Jornal foi chamado de esquerdista e tratado como inimigo pelo procurador da Lava Jato, que numa ação sem ética e profissionalismo, privilegiou o site O Antagonista com informações solicitadas pelo El País
Jornal GGN – O jornal El País avalia que a relação de Deltan Dallagnol com a imprensa é própria de pessoas “limitadas e de pensamento binário”, e incompatível com a conduta ética que se espera de um procurador da República.
A manifestação ocorre depois que mensagens de Telegram divulgadas pelo The Intercept Brasil mostraram que Dallagnol entregou um furo de reportagem do El País ao site aliado O Antagonista, apenas porque considerou o diário espanhol “de esquerda” e ficou com medo das “intenções” por trás da matéria em andamento.
Segundo o El País, Dallagnol foi procurado dentro da praxe jornalística de dar espaço para o “outro lado” de uma história. No caso, a reportagem tratada de uma audiência com Rodrigo Tacla Duran na Espanha.
“Ao tentar apequenar o EL PAÍS, ele mesmo reduz seu tamanho. Intimidar-se por questões corriqueiras da imprensa, colocando um veículo como inimigo, é próprio de figuras limitadas, de pensamento binário”, disparou o jornal.
“A democracia pregada pelo procurador parece que só vale para quem embarca em suas teses sem questioná-las, apesar das vozes jurídicas que o criticam —e apesar deste mesmo jornal ter dado espaço ao procurador e a seu time”, acrescentou.
Na visão do El País, Dallagnol respira um “maniqueísmo barato, mesclado com uma vaidade tosca que em nada colabora para uma investigação sadia.”
O jornal ainda lembrou que “nunca pregou o fim da Lava Jato ou coisa do gênero” e sempre celebrou o que deveria ser elogiado. “Mas jamais deixaríamos de noticiar os atropelos da operação que juristas respeitados nos apontaram.”
“Dallagnol tem poder e se incomoda conosco, como já deixou claro em mais de uma ocasião. O poder requer pessoas de visão abrangente, além de humildade e responsabilidade.”
Folha distorce um pouco a realidade quando faz autocrítica mas trata como se as irregularidades e abusos praticados na Lava Jato só tivessem saltado aos olhos agora
Jornal GGN – Folha de S. Paulo fez neste domingo (6), no espaço destinado à ombudsman Flávia Lima, uma tímida autocrítica a respeito da cobertura da Lava Jato. A repórter relata que num almoço para comemorar os 30 anos da função, o diretor de redação Sérgio Dávila admitiu que as delações premiadas, com base no “fulano disse que beltrano fez tal coisa”, foram usadas sem critério para fazer alarde quase diariamente.
“Se eu tivesse que revisitar o caso e fazer a cobertura de novo, sei que isso não é possível, talvez repensasse o espaço que demos, manchetes atrás de manchetes…”, disse. “Então, sim, faço essa autocrítica. Mas a postura que o jornal teve em relação à operação, talvez não desde o começo, mas desde que se configurou que eles estavam ultrapassando todos os sinais, eu estou satisfeito com ela”, pontuou Dávila.
O mea culpa da Folha não pode ser desprezado, mas é indiscutivelmente tardio e carregado de uma visão míope dos fatos.
Primeiro porque estabelece como divisor de águas o vazamento do dossiê Intercept, que expôs os desvios de conduta da força-tarefa da Lava Jato. A cobertura crítica, contudo, quase sempre existiu em meios alternativos, seja em blogs independentes, nos sites especializados ou nos veículos estrangeiros. Não é como se grandes jornais como Folha, Estadão e O Globo não tivessem condições de fazer uma cobertura mais equilibrada.
Este GGN, por exemplo, produziu uma série de reportagens mostrando os furos nos processos contra o ex-presidente Lula utilizando, em parte, documentos e vídeos que foram disponibilizados na íntegra pelo Estadão. O material para questionar o que diziam as testemunhas e delatores sempre esteve disponível. Faltou vontade ou coragem para não se curvar à agenda oculta da Lava Jato, que facilmente tomou a grande mídia por“cão de guarda”.
A própria ombudsman da Folha admitiu essa falha quando escreveu que “a imprensa foi transformada, muitas vezes, em linha auxiliar da operação como uma estratégia de angariar suporte” e que “apontar problemas na Lava Jato virou quase um tabu em nome de um objetivo maior: o combate à corrupção.”
Em segundo lugar, ainda que jornais como Folha não quisessem se pautar pela cobertura crítica na mídia alternativa, não precisavam esperar o dossiê do Intercept ser vazado em julho de 2019 – mais de 5 anos depois do início da operação – para começar a apurar melhor os passos controversos da Lava Jato. Os sinais de que as delações premiadas que alimentavam “manchetes atrás de manchetes” não eram confiáveis apareceram muito antes disso.
Essa crítica, que partiu de dentro do próprio Ministério Público, deveria, no mínimo, ter despertado o interesse da imprensa pela veracidade de outras delações.
Folha distorce um pouco a realidade quando faz autocrítica mas trata como se as irregularidades e abusos praticados na Lava Jato só tivessem saltado aos olhos agora. Ao contrário, o dossiê Intercept serviu num primeiro momento para confirmar as convicções dos críticos de sempre. E seguiu dali em diante revelando outras condutas inimagináveis, que deveriam conduzir outros veículos à autocrítica também.
Como disse a ombudsman, esse reconhecimento de que a cobertura foi desequilibrada é “importante”, “mesmo que esse reconhecimento venha muito depois das primeiras ressalvas feitas aos métodos da Lava Jato e num momento (após os vazamentos), em que ficou mais fácil fazer a crítica.”
É difícil dizer o que o presidente brasileiro pensa (se é que ele pensa), mas me parece evidente que Bolsonaro está colocando em cena um quarto Sérgio Moro: aquele que é humilhado diante das câmeras de TV Dp GGN:
Foto original: Agência Brasil
Antes que alguém me acuse de incentivar a morte do Ministro da Justiça, faço aqui uma distinção essencial, simbólica e filosófica. Existem quatro ou cinco Sérgios Moros.
O primeiro nasceu em 1º de agosto de 1972, foi batizado Sérgio Fernando Moro, concluiu o curso de Direito em 1995 e exerceu o cargo de juiz de 1996 a 2018 lotado na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele é um homem como outro qualquer. Sérgio Moro sente fome e sono. Regularmente ele também é convocado pela natureza a frequentar um pequeno santuário da deusa Cloacina.
O segundo Sérgio Moro é aquele personagem que se tornou nacionalmente conhecido. Ele nasceu quando foi designado juiz da Operação Lava Jato e cresceu quando foi apresentado ao respeitável público pelos donos da Rede Globo. Esse Sérgio Moro tinha uma vida midiática proeminente. Em pouco tempo, ele foi transformado pela imprensa no herói do combate à corrupção.
No desempenho de seu novo papel, o homem acabou se identificando ao personagem. Essa identificação foi reforçada pela imprensa e acarretou três fenômenos importantes: a fragilização do sistema constitucional brasileiro; a inversão da pirâmide Judiciária e; a destruição da economia nacional.
É difícil dizer quais foram os melhores momentos da Lava Jato. No princípio, o personagem Sérgio Moro conquistou uma vitória atrás da outra. A primeira grande vitória dele, entretanto, ocorreu quando o TRF-4 chegou a dizer que a Lava Jato não precisava cumprir a Lei. Esse incentivo oficial recebido pode ter determinado tudo o que ocorreu depois, inclusive a certeza de que seriam inúteis as acusações de que era um justiceiro (veja aqui e aqui).
Sérgio Moro destruiu as construtoras brasileiras. Depois os estaleiros foram estraçalhados. O desemprego que ele causou nunca chegou a ser objeto de reflexão na grande imprensa. Todas as ações dele eram consideradas legítimas, necessárias e louváveis. Quem o criticava ou era ignorado ou admoestado pela imprensa. O poder absoluto que o herói lavajateiro conquistou com ajuda da mídia o levou à sua mais audaciosa e controversa jogada: a perseguição judicial de Lula.
A controvérsia jurídica acerca da denúncia do processo do Triplex (que foi baseada apenas nas convicções do procurador) e da sentença condenatória (fundamentada numa interpretação maliciosa do tipo penal e lastreada tanto na acusação jornalística feita contra Lula quanto no desprezo às provas apresentadas pelo réu) já era grande quando o escândalo dos chats entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol começaram a ser publicados. Em razão do processo de identificação acima mencionado, o homem Sérgio Moro não pode mais se separar do personagem criado pela imprensa.
O problema de ambos é evidente: o The Intercept colocou em cena um terceiro Sérgio Moro, aquele que emerge das conversas imorais e ilegais entre o juiz e o promotor para prejudicar Lula. Acostumado ao seu primeiro personagem, Sérgio Moro ficou confuso e desesperado quando o terceiro Sérgio Moro adentrou ao palco e começou a ganhar protagonismo. O Ministro da Justiça confirmou e não confirmou a autoria dos chats, questionou a legitimidade de sua obtenção e/ou divulgação, ameaçou o jornalista, etc…
A tragédia do Brasil ocorreu quando Sérgio Moro se identificou ao personagem criado para ele pela imprensa. A tragédia dos dois primeiros Sérgios Moros ainda está em curso. Ela decorre da incapacidade deles de silenciar, controlar ou destruir o terceiro Sérgio Moro que foi colocado em cena pelo The Intercept. A firmeza do jornalista norte-americano é um problema. A credibilidade dele não pode ser abalada. À medida que o personagem heróico inventado pela mídia sangra, o homem Sérgio Moro (que vai sendo inevitavelmente incorporado pelo terceiro Sérgio Moro) se tornou um problema para Jair Bolsonaro. O capitão motosserra resolveu se livrar dele?
É difícil dizer o que o presidente brasileiro pensa (se é que ele pensa), mas me parece evidente que Bolsonaro está colocando em cena um quarto Sérgio Moro: aquele que é humilhado diante das câmeras de TV e que não encontra forças nem mesmo para defender sua dignidade pessoal diante do patrão. Como todo tirano, o presidente brasileiro “…quer estar sozinho em sua glória, e julga que aquele que demonstra a mesma altivez ou independência viola sua prerrogativa, e odeia homens assim como inimigos de seu poder.” (Política, Aristóteles, Martin Claret São Paulo, 2018, p. 209) Uma parcela da imprensa já notou o que está ocorrendo e se pergunta o que ocorreu.
A pergunta que deveria ser feita é outra. O que ocorreu nós sabemos. O que nos não sabemos é o que ocorrerá. Minha resposta já foi dada no início. Sérgio Moro tem muitas vidas, algumas delas estão no fim. Não o homem, pois o Ministro da Justiça é jovem e saudável. O direito dele à vida não pode ser revogado e o homicídio é um crime extremamente grave.
Quando digo “Sérgio Moro tem muitas vidas, algumas delas estão no fim” estou me referindo a um dos personagens que foram criados desde que começou a Lava Jato. O herói criado pela imprensa já começou a ser morto pelos jornalistas. O vilão que emerge dos chats do The Intercept ganhará status constitucional no exato momento que o STF reconhecer que ele deu causa à nulidade do processo do Triplex ao conspirar para prejudicar a defesa junto com o procurador Deltan Dallagnol.
A existência do quarto Sérgio Moro (aquele que é rebaixado e humilhado por Bolsonaro) me parece mais efêmera, pois ela depende exclusivamente da presença do homem no Ministério da Justiça. Isso está nas mãos tanto do presidente (que pode demiti-lo) quanto de Sérgio Moro (que pode pedir demissão).
Condenado a morrer, Sócrates preferiu cumprir a sentença a fugir de Atenas. Ele preferiu ser um consigo mesmo até o fim a ser outro diante de sua persona mutilada por uma vida entre os bárbaros. A integridade de Sérgio Moro foi mutilada pela imprensa quando o herói lavajateiro foi criado. Mas ele mesmo preferiu se identificar com esse personagem para realizar todos os seus sonhos (quaisquer que eles fossem).
Vítima de seu próprio ego amplificado pela mídia, Sérgio Moro imaginou ser a fonte do poder que exercia? Ele acreditou que ninguém poderia colocar em cena um terceiro Sérgio Moro?
Na situação trágica em que se encontra o homem não pode evitar a morte de seu heroico personagem (isso está nas mãos da imprensa), nem tampouco matar o vilão que emerge dos chats publicados por Glenn Greenwald (isso está nas mãos do STF). A única coisa que Sérgio Moro pode fazer é se retirar do governo para não ser mais humilhado por Bolsonaro. O ataque ao presidente da OAB indica que ele fará qualquer coisa para conservar as prerrogativas do cargo que ganhou.
Aqui mesmo no GGNcomparei Sérgio Moro ao Cabo Bruno. Portanto, não posso deixar de registrar uma última ironia. Sempre que se dirige ao seu Ministro da Justiça, Jair Bolsonaro o trata como um subalterno que pode ser desdenhado, pisoteado, desconsiderado, reduzido e humilhado. Num Quartel um capitão sempre tem mais valor do que um cabo. A diferença entre ambo é definida pela hierarquia e não pelo merecimento social e intelectual. Ao se submeter ao militarismo do chefe, Sérgio Moro finalmente incorporou o Cabo Bruno?
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Ministério da Justiça divulga informação preliminar dando conta de o grupo de hacker presos na Operação Spoofing teria invadido o celular de Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil
Jornal GGN – O Ministério da Justiça sob Sergio Moro comunicou a imprensa, na manhã desta quinta (25), que o grupo de supostos hackers presos nesta semana, no âmbito da Operação Spoofing, violou os aparelhos celulares utilizados pelo presidente Jair Bolsonaro.
Com o alarde antes de uma investigação conclusiva, Moro transforma uma empreitada majoritariamente pessoal (o ex-juiz da Lava Jato está acuado, há semanas, pelas revelações do Intercept) em questão de “segurança nacional”.
“O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Presidente da República”, afirmou a Pasta em nota oficial.
Ainda nesta quinta (25), a mídia começou a receber informações da Polícia Federal sobre um dos hackers presos ter admitido que invadiu o celular de Moro e outras autoridades. Apelidado de “Vermelho”, o suspeito teria afirmado que pretendia vender informações ao PT. A presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, repudiou a afirmação e disse que Moro está usando a PF como arma política.
Manifestação da empresa é mais um indício de que o dossiê do The Intercept não tem nada a ver com o ataque hacker que Dallagnol e Moro têm usado em defesa própria
Jornal GGN – O Telegram usou sua conta oficial no Twitter, nesta terça (11), para negar que o aplicativo tenha sido hackeado por criminosos que supostamente vazaram informações para o Intercept, como afirmam o procurador Deltan Dallagnol e o ex-juiz Sergio Moro, após o escândalo da “Vaza Jato”.
A manifestação da empresa é mais um indício de que o dossiê do Intercept Brasil contra a Lava Jato não tem nada a ver com o ataque hacker que Dallagnol e Moro têm usado em defesa própria.
“Não há evidências de ação de hackers. É provável que tenha sido algum tipo de vírus ou algum usuário do aplicativo que não utilizou a verificação em dois passos”, escreveu o Telegram.
Numa segunda mensagem, na qual compartilha reportagem sobre o dossiê do Intercept Brasil, a empresa voltou a afirmar que não houve hackeamento.
Em Xadrez publicado na noite de segunda (10), Luis Nassif levanta a hipótese de que o dossiê do Intercept contém, possivelmente, material do chamado inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal, e não produto de um hacker isolado. Leia aqui.
O Intercept começou no domingo (9) uma série especial de reportagens sobre conversas privadas entre Moro e Dallagnol, e de outros grupos de procuradores da Lava Jato, que provam que houve conluio em ações penais que tramitaram em Curitiba.
Para juristas, o vazamento contamina o uso das provas em eventuais processos contra Moro e os procuradores. Mas as conversas podem ser utilizadas em benefício dos réus que foram julgados pelo hoje ministro de Bolsonaro, caso de Lula.