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domingo, 4 de junho de 2017

A golpista simplicidade da Corrupção... em artigo de Mário Lima Júnior


  "O senador Romero Jucá, famoso por ter sido gravado sugerindo um pacto para barrar a Lava Jato, continua líder do governo no Senado e entrou para o Conselho de Ética da Casa, embora responda a processo e seja citado em 8 investigações da operação que tentou conter. Aceitar o fato é tão difícil quanto entendê-lo.Exemplo maior de aberração aparentemente incompreensível, Michel Temer ainda ocupa o Palácio do Planalto, apesar da notória negociação criminosa com Joesley Batista em plena residência oficial na calada da noite. " 


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A simplicidade da corrupção, por Mário Lima Jr.


A história recente da política brasileira, marcada pela corrupção, traz surpresas demais até para cientistas políticos experientes. O cidadão comum frequentemente desiste de entendê-la, procura um bar - ou o Jornal Nacional - e canta o refrão da música "Deixa a vida me levar", de Zeca Pagodinho. Se, por um instante, isolarmos os detalhes abundantes das notícias e destacarmos os objetos de desejo daqueles que traíram o voto popular, perceberemos que seus interesses são bastante parecidos e consideravelmente simples.
O senador Romero Jucá, famoso por ter sido gravado sugerindo um pacto para barrar a Lava Jato, continua líder do governo no Senado e entrou para o Conselho de Ética da Casa, embora responda a processo e seja citado em 8 investigações da operação que tentou conter. Aceitar o fato é tão difícil quanto entendê-lo.
Exemplo maior de aberração aparentemente incompreensível, Michel Temer ainda ocupa o Palácio do Planalto, apesar da notória negociação criminosa com Joesley Batista em plena residência oficial na calada da noite. Estourando fogos nas redes sociais há dois dias e usando pontos de exclamação nas postagens - algo que poetas raramente admitem -, Temer se apropriou do frágil crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano. Sobre a prisão do deputado Rocha Loures, seu braço direito, amigo e homem de confiança flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil sujos, nenhuma palavra.
Joesley entrou no Jaburu usando nome falso, sem deixar registro e sem mostrar documento. Ater-se ao desrespeito com que ele e Temer trataram as instituições nacionais nos deixa paralisados, em choque.
Tem o mesmo efeito confuso o relacionamento vibrante entre empresários, políticos e estatais ao longo de décadas, mantido por financiamentos de campanhas através de caixa 2 e contas no exterior, medidas provisórias favoráveis a construtoras e liberação de crédito para aquisição de negócios internacionais. São elementos riquíssimos merecedores de estudos profundos, de preferência isolados.
Gravado no porão de um palácio, o presidente Temer nos mostrou que a podridão é vulgar, inclusive entre eruditos como ele. Sem hierarquias extensas nem conspiração da grande mídia. Os envolvidos no jogo, repleto de incertezas, querem algo mais direto e usam as condições disponíveis no momento.
Na verdade a política brasileira é regada a palavrões e pedidos descarados de propina, como se R$ 2 milhões fossem encontrados ali na esquina. Esta lição vem da gravação entre Joesley e Aécio Neves. Com eles aprendemos que, além do dinheiro, corruptos amam o poder de influência. Os honestos espectadores, nós, tendem a complicar demais.
- Vou falar pra você, eu não falei pra ninguém: eu nomeei o presidente da Vale - disse Aécio a Joesley no luxuoso Hotel Unique, em São Paulo.
O desejo de bandidos, em qualquer lugar do mundo, não se resume a dinheiro e influência constante para conseguir mais dinheiro? O tratamento dado a eles precisa ser tão objetivo quanto. Franco como eleições diretas.
Antes da prisão, o ciclo de vida do corrupto inclui sua defesa. É o ponto em que estão Temer e Aécio agora, ameaçados pela Justiça. Influência, roubo, defesa, prisão e mais nada.
Importa descobrir como Rodrigo Rocha Loures distribuiria os R$ 500 mil e seus destinatários. Com cuidado, para que a ânsia de entender o pecado do deputado e de superar sua traição não leve à romantização do caso. A simplicidade da safadeza pode ser assustadora.
Fonte: Jornal GGN


domingo, 14 de agosto de 2016

Cunha, Temer e a história dos “cinco amiguinhos” que foram passear no poder, por Fernando Brito

laurotemer
A coluna de Lauro Jardim, em O Globo, daqui a pouco deve ser desmentida no twitter de Eduardo Cunha, que odeia o colunista global com todas as suas forças.
A história da vez é a de que um amigo de Cunha foi conversar com o presidente golpista e contou uma parábola: “O Eduardo me disse: ‘era uma vez cinco amigos que faziam tudo junto, viajavam, faziam negócios…. então, um virou presidente, três viraram ministros e o último foi abandonado’… E que isso não vai ficar assim.”
A metáfora – na geração deles todos leram o “O Caso dos Dez Negrinhos”, da Agatha Christie – não parece muito ao estilo de Eduardo Cunha.
Parece destinada mais a mostrar a suposta resposta:
Temer, de acordo com o relato que Cunha tem feito a pessoas muito próximas, respondeu: “Ele sabe que estou tentando ajudá-lo”.
Seja como for, a chantagem e o medo que ela provoca estão se tornando explícitos.
Como está se tornando explícito o asqueroso papel do Ministério Público e do Judiciário em apenas assistir ao o esquema mafioso  – em cujas  entranhas os vermes do golpe ameaçam entredevorar-se – consume a ruptura do regime democrático no Brasil, reduzidos a conferir prazos, formalidades, selos e estampilhas.
A imagem de Nossa Senhora colocada às paredes de certos ambientes ao menos coram, ruborizadas pela luz avermelhada com que as iluminam.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ricardo Boechat: "PMDB é a maior aglomeração de salteadores da República"



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Temer manobra para salvar Cunha

Apesar de negar interlocutores próximos notam ação do Planalto de Temer para salvar Eduardo Cunha que sabe muito

Integrantes do governo interino de Michel Temer sugeriram a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nos últimos dias que o deputado renunciasse à presidência da Câmara a fim de, em troca, salvar seu mandato, informou a jornalista Andréia Sadi, da Globonews, na noite desta quarta-feira pelo Twitter; antes, o colunista do 247 Alex Solnik já havia afirmado que o governo provisório atuara decisivamente a favor de Cunha no processo de cassação que corre contra ele no Conselho de Ética da Casa; segundo Sadi, a sugestão ao peemedebista teria sido feita ao menos três vezes pelo Palácio do Planalto, que o alertou que o ambiente no plenário da Câmara "seria tenso"; mas todas foram rechaçadas
Brasil 247




247 – Integrantes do governo interino de Michel Temer (PMDB) atuaram de forma decisiva para tentar salvar o mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da Câmara dos Deputados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o julga pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Cunha é alvo de um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara. Nos últimos dias, membros do Palácio do Planalto sugeriram ao deputado para que renunciasse à presidência da Casa a fim de, em troca, salvar seu mandato, informou a jornalista Andréia Sadi, da Globonews, na noite desta quarta-feira 8 pelo Twitter.

Segundo ela, a sugestão teria sido feita ao menos três vezes pelo Planalto, que alertou o peemedebista que o ambiente no plenário da Câmara "seria tenso se a presidência da Câmara não estivesse em jogo". Todas as propostas, porém, foram rechaçadas pelo parlamentar, de acordo com esses interlocutores do governo.

O colunista do 247 Alex Solnik destacou na terça-feira a ação do governo interino para salvar Cunha. Ele lembrou que a votação do relatório que pede a cassação de Cunha no Conselho de Ética estava marcada para terça-feira, quando deveria comparecer a deputada Tia Eron (PRB-BA), cujo voto é decisivo no processo.

Nem Tia Eron compareceu, nem a votação aconteceu. Ela chegou a ser adiada para esta quarta-feira, a pedido do relator, Marcos Rogério (DEM-TO), mas foi suspensa pelo presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo, que não marcou outra data. Tia Eron se manifestou depois da polêmica ausência dizendo que 'não fugiu' e que não se furtará a cumprir com seu dever.

Questionado por jornalistas ontem sobre o assunto, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou que haja interferência do governo no processo contra Cunha. "A independência entre os Poderes faz com que essa pergunta não possa ser respondida pelo governo e, sim lá pelo Legislativo". E completou: a "interferência do governo é zero".

"O interesse que se tem hoje é que as instituições funcionem, a Câmara dos Deputados está funcionando normalmente. A questão da limitação ou não da atuação do deputado Eduardo Cunha, primeiro é uma questão do Legislativo, depois do poder Judiciário. Não teve absolutamente nada que ver com o poder Executivo", afirmou ainda, em coletiva de imprensa.

Na manhã desta quinta-feira, representantes dos quatro partidos que faziam oposição ao governo Dilma e aderiram a Temer — PSDB, DEM, PSB e PPS — expressarão, em um encontro com o presidente interino, o incômodo com a atuação do Planalto na tentativa de salvar o mandato de Cunha, sepultando o parecer que pede a cassação do deputado no Conselho de Ética.

Os líderes pediram uma reunião "o mais rápido possível" para esclarecer se o governo interino estaria mesmo agindo a favor do presidente afastado da Câmara, após reportagens na imprensa. O deputado Pauderney Avelino (AM), líder do DEM, relatou um clima de desconfiança em relação ao Planalto com a denunciada operação.

Fato forte para alimentar a tese foi a reunião realizada na última segunda-feira entre Padilha e o ministro Marcos Pereira (Indústria), presidente do PRB, partido da deputada Tia Eron. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) alertou ainda para um possível encontro que teria havido entre o próprio Michel Temer e Marcos Pereira.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Interessante que todos os símbolos de liderança da direita, de Agripino Maia à camisa da CBF, da Globo ao PSDB, acabem logo depois envolvidos em escândalos de corrupção





No caso abaixo, vai que o FBI acaba apreendendo um envolvido em tráfico de helicoca





O latifundiário que é um verdadeiro sepulcro Caiado:


IMPRENSA INTERNACIONAL DENUNCIA A “PALADINA” DA ÉTICA E DA MORAL: “GLOBO PAGOU PROPINA”