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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

ONU condena claramente a política do governo Jair Bolsonaro e suas aspirações ditatoriais



Em golpe ao discurso da embaixadora do Brasil nas Nações Unidas, comitê conclui que presidente brasileiro viola tratado sobre tortura
Jornal GGN – A política de combate à tortura mantida pelo governo Jair Bolsonaro foi condenada por um organismo da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em sua coluna no UOL, o jornalista Jamil Chade explica que os peritos do Subcomitê das Nações Unidas para a Prevenção da Tortura emitiram uma avaliação a respeito de queixas recebidas contra Brasília, na primeira constatação da violação de tratados internacionais pelo Brasil por parte de um organismo da ONU.
Tal reconhecimento é um golpe direto no discurso da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Nazareth Farani Azevedo – que recentemente declarou que o país era um “exemplo” e “inspiração” em termos de direitos humanos, e marca o grande mal-estar das entidades internacionais com relação às políticas do governo Bolsonaro.
A queixa foi recebida em setembro e, após análise, a conclusão é de que as regras precisam ser revistas. O ponto central da análise era o decreto 9.831 de 10 de junho, que foi denunciado como um desmonte dos sistemas de controle de tortura e prevenção no Brasil. Na visão da entidade internacional, o Mecanismo Nacional de Prevenção da Tortura que foi comprometido pelo governo Bolsonaro não é uma opção, mas uma obrigação do estado brasileiro.
A recomendação da entidade é que o governo ofereça os recursos humanos e financeiros necessários para o mecanismo preventivo nacional funcionar de maneira efetiva, além de conceder autonomia institucional para o uso dos recursos.
Embora o posicionamento do organismo da ONU não gere sanções concretas, ele ajuda a aprofundar a crise de credibilidade brasileira em termos de cumprimento de acordos internacionais – o que também compromete a imagem internacional do governo Bolsonaro.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Relator da ONU afirma que conversas de Dallagnol e Moro são “preocupantes”


  Às vésperas da reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, García-Sayán fez a primeira avaliação sobre o impacto do caso e deixa claro que tais revelações não são positivas. “A informação publicada questionaria um elemento absolutamente essencial nos processos judiciais em geral, e nos processos penais de envergadura em particular, que são os princípios de integridade e de neutralidade nas decisões judiciais”, disse.


Do DCM,  citando reportagem de Jamil Chade no UOL:




Foto 1: Fernando Frazão/Agência Brasil | Foto 2: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Reportagem de Jamil Chade no UOL informa que “sumamente preocupantes” foi a definição dada pelo relator da ONU (Organização das Nações Unidas) para a independência do Poder Judiciário. Foi assim que Diego García-Sayán descreveu as conversas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol. Nos últimos dias, o material publicado pelo site The Intercept e pelo jornal Folha de S. Paulo revela a troca de mensagens entre o então juiz e o coordenador da Lava Jato. Moro não confirmou a autenticidade das mensagens e disse que uma organização criminosa teria tentando hackear seu telefone.
De acordo com a publicação, em entrevista ao UOL às vésperas da reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, García-Sayán fez a primeira avaliação sobre o impacto do caso e deixa claro que tais revelações não são positivas. “A informação publicada questionaria um elemento absolutamente essencial nos processos judiciais em geral, e nos processos penais de envergadura em particular, que são os princípios de integridade e de neutralidade nas decisões judiciais”, disse.
“Existem disposições claras nas leis internas em vários países, e o Brasil não é exceção, onde a função da procuradoria tem que ser independente e diferente da função dos juízes. Cada qual deve se desenvolver dentro de seu próprio âmbito de competência”, afirmou, completa o Portal UOL.
Fonte: DCM