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terça-feira, 22 de setembro de 2020

O que Bolsonaro escondeu da ONU: em 2019, ele assinou decreto liberando plantio de cana no Pantanal. Por Rogério Correia

 "O decreto assinado no fim do ano passado (número 10.084) suspendeu o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar criado pelo então presidente Lula em 2009", diz o deputado federal Rogério Correia

(Foto: Reuters | Marcos Corrêa/PR)

Jair Bolsonaro escondeu da ONU hoje uma informação decisiva relacionada aos incêndios que tomam conta do Pantanal nos últimos dias: ele assinou decreto em novembro do ano passado que na prática libera o plantio de cana-de-açúcar na região, promovendo o cultivo em áreas impróprias e que têm propensão a grandes incêndios.

O decreto assinado no fim do ano passado (número 10.084) suspendeu o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar criado pelo então presidente Lula em 2009. Esse zoneamento delimitava áreas impróprias ambientalmente para o cultivo da cana, levando em conta critérios como vulnerabilidade das terras e riscos climáticos.

Jair Bolsonaro não levou isso em consideração, provavelmente achando que era “teoria conspiratória” de ambientalistas. “Deu no que deu, não precisou de um ano para as consequências aparecerem”, diz o deputado federal Rogério Correia (PT-MG). Ele é autor de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que anula a medida de Bolsonaro que criou o libera geral no Pantanal.

O PDL 684 foi apresentado ainda no ano passado, poucos dias após a publicação do decreto bolsonarista, e agora está em processo de coleta de assinaturas para ganhar regime de urgência. Segundo Rogério Correia, a expectativa é favorável para, finalmente, o assunto ganhar tramitação na Câmara, com possibilidade de aprovação. “Acho que agora mesmo os mais fanáticos bolsonaristas percebem que não dá para ‘passar a boiada’ em temas ambientais, pois as consequências são terríveis e até permanentes”, afirma o deputado, referindo-se às queimadas no Pantanal este ano, as maiores da história, segundo os especialistas.

O Zoneamento Agroecológico criado no governo Lula, e anulado por Bolsonaro há dez meses, orientou como locais impróprios para o cultivo da cana-de-açúcar as seguintes áreas: terras com declividade superior a 12%, observando-se a premissa da colheita mecânica e sem queima para as áreas de expansão; áreas com cobertura vegetal nativa; biomas Amazônia e Pantanal; áreas de proteção ambiental; terras indígenas; remanescentes florestais; dunas; mangues; Escarpas e afloramentos de rocha; reflorestamentos e áreas urbanas e de mineração.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro é ridicularizado pela mentira sobre "mil dólares" no discurso na ONU e vira meme nas redes sociais

 Após Jair Bolsonaro afirmar no discurso que fez na abertura da Assembleia Geral da ONU que “concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente US$ 1 mil para 65 milhões de pessoas”, o termo “mil dólares” virou meme nas redes sociais

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | PR)

Por Julinho Bittencourt, na Revista Fórum - Logo após o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) afirmar no discurso que fez na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), que “concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente 1.000 dólares para 65 milhões de pessoas”, o termo “mil dólares” virou meme e passou a ser repetido nas redes.

O blog do Rovai lembra em artigo desta terça-feira que “o valor de hoje do dólar é de R$ 5,42. Ou seja, cada família teria de ter recebido em média R$ 5.420 do governo para se ter o valor que Bolsonaro afirmou ter concedido. De maneira marota, o presidente do Brasil não disse se esse valor era mensal ou total. Mesmo sendo um valor total do auxílio, até o momento foram pagas 4 parcelas de 600 ou 1.200. Mesmo que todos os beneficiários tivessem recebido os R$ 1.200 (e só aproximadamente 20% receberam isso) o valor total seria de R$ 4.800. A verdade é que a média total dos pagamentos não chega sequer a 500 dólares”.

Além das piadas com o discurso de Bolsonaro, internautas subiram também a hashtag #Mentiroso, com referência ao discurso.