Veja o vídeo comentário de Aquilas Santarém, do canal Critica Brasil, abaixo:
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Armada Pátria, mas quem se benificia com o decreto? Certamente não a saúde, nem a educação e muito menos o bem-estar social....
Marcadores:
armamentismo,
Bang bang do Bolsonaro,
decreto das armas,
demagogia,
Educação,
militgarismo,
morte,
quem se beneficia com armas?. Taurus,
saúde,
violência
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Obituário de uma brasileira, pelo historiador e gestor público Célio Turino
Uma mulher como a que nos criou, como a que amamos. Amamos? Mas por que tanto ódio? Ódio ao espelho? Ódio ao povo que emerge? Ou ódio ao que fizemos de nós?
Por Célio Turino - no Outras Palavras
De família de imigrantes italianos e trabalhadores na roça, enfrentou a pobreza junto a nove irmãos. Eram muitas bocas a alimentar e a família teve que se transferir para a cidade dos empregos operários, São Bernardo do Campo. Tinha 5 anos de idade, primeiro os estudos primários, mas logo aos 9 já assume responsabilidade como pajem de crianças menores, depois empregada doméstica, e aos 13, operária na Dulcora, embalando bombons. Uma vida de trabalho em meio a muito afeto. O primeiro casamento, a viuvez precoce e o filho que não conhece o pai, assassinado antes dele nascer, em um assalto. O segundo casamento, o operário metalúrgico atuando em Sindicato, mais três filhos e uma enteada. O trabalho, a família, a casa, o amor, os sonhos. Uma vida comum à de tantas brasileiras.
A ditadura e as greves operárias. O marido torna-se líder. Nova greve, a resistência, a solidariedade. As multidões ganham voz no estádio da Vila Euclides. Vêm a repressão e as prisões. O marido é preso junto a tantos outros sindicalistas. Ela resiste, enfrenta e vai às ruas junto a tantas outras mulheres brasileiras. A passeata das mulheres que dão-se as mãos e não temem a soldadesca feroz, nem latidos de cães, nem estampidos de bombas ou barulho de helicópteros, cassetetes em punho e armas a mão. Resistem com coragem. E vencem.
O PT, o sonho e o bordado da primeira estrela na primeira bandeira de um partido de sua gente. Segue em luta sem querer aparecer, acompanha a ação política do marido, cuida da casa, dos filhos, participa no que pode, sonha junto. Quem não conhece mulheres assim? Torna-se primeira dama do Brasil. Discreta, acompanha o marido, cuida da casa, dos filhos, sonha junto. É esteio.
É esteio no sucesso e nos infortúnios. Acompanha, cuida, é tronco, raiz e seiva. Segura a família. É filha, esposa, mãe, mulher. Quem não foi criado junto a uma mulher assim? Seja homem ou mulher. Uma mulher como a que nos criou, uma mulher como a que amamos. Amamos? Mas se amamos por que tanto ódio? Será por ódio ao espelho? Ou por ódio ao povo que emerge? Ou por ódio ao que fizemos de nós? Perguntas a serem respondidas no futuro.
Uma mulher comum, uma mulher brasileira. Morreu por ser esteio. Aguentou tudo com força, até as calúnias e infâmias. Nos últimos anos, dia sim e outro também, via a família exposta às mais vis manipulações. Ela própria acusada. Seus crimes: haver comprado dois pedalinhos para os netos e haver visitado um apartamento em que tinha cotas de uma cooperativa habitacional; visitou, pensou em adquirir, mas não comprou. Sua imagem vai às TVs em incontáveis minutos – minutos não, horas de difamação explícita. É acusada por promotores, injustiçada por Juiz, atacada, ameaçada, achincalhada pela mídia e pela gente cheia de ódio. Por coincidência, quando sofre derrame cerebral, na mesma data, a Polícia Federal reconhece que não tem elementos para acusar a família como sendo proprietária do imóvel que nunca adquiriram.
Mas como esteio da família, sua maior preocupação nem era com ela. Todas e todos que já conheceram mulheres-esteio sabem como elas são. Tiram da boca para darem aos filhos, para proteger e cuidar aguentam caladas aos piores infortúnios. Isso porque são esteio, não podem fraquejar, são tronco, raiz e seiva. Cuidam da família, e das lutas coletivas, e de projetos e de sonhos. Não podem fraquejar. São persona, são família, são povo, são humanidade. Cada qual à sua forma, algumas mais à frente, se expondo mais, mas todas protagonistas, como dona Marisa. Quem não conhece mulheres assim? Eu conheço minha mãe, minha avó, minha esposa e companheira, minhas filhas e as tantas mulheres a cuidarem do Brasil, cada qual a seu modo, todas como esteio. Conhecendo mulheres assim, não é de espantar que a pressão tenha lhe subido ao cérebro e lhe tirado a vida. Foi para-raios, foi esteio, foi força de Marisa. E no dia 2 de fevereiro de 2017, dia da rainha do mar, Iemanjá, falece Marisa Letícia Lula da Silva, uma mulher brasileira.
Célio Turino
Célio Turino é historiador, escritor e gestor de políticas públicas. Foi idealizador e gestor do programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura, tendo exercido diversas funções públicas, entre elas: Secretário de Cultura e Turismo em Campinas/SP (1990/92), Diretor de Esporte e Lazer em São Paulo/SP (2001/2004) e Secretário da Cidadania Cultural no Ministério da Cultura (2004/2010). Autor dos livros: Na Trilha de Macunaíma – ócio e trabalho na cidade (Ed. SENAC, 2005) e Ponto de Cultura – o Brasil de baixo para cima (Ed. Anita Garibaldi, 2009), entre outros.
Marcadores:
coxismo,
dignidade,
Direita golpista,
Dona Marisa,
elites,
exemplo,
História,
Lula,
mãe,
Marisa Letícia,
morte,
mulher,
ódio da direita,
ódio político,
retrocessos
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Leonardo Boff: Dona Marisa Letícia ao ódio respondeu doando os seus órgãos
Fonte da foro: Jornal GGN
Segue texto para reflexão, de Leonardo Boff
Dona Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, morreu num contexto politico conturbado. Nas palavras do próprio Lula, “ela morreu triste” e também traumatizada.
Diz-se que todas as instituições funcionam. Mas não se qualifica o seu funcionamento. Funcionam mal. Em outras palavras não funcionam. Se tomamos como referência a mais alta corte da nação, o STF ai fica claro que as instituições estão corrompidas, incluindo a PF e o MP. Especialmente o STF é atravessado por interesses politicos e um dos seus ministros, de forma escancarada, rompe diretamente a ética de todo magistrado, falando criticando, atacando fora dos autos e tomando claramente posição por um partido; nada acontece, no nosso vale tudo jurídico, quando deveria sentir o rigor da lei e sofrer um impeachment. Esta situação é um sinal inequívoco que estamos numa derrocada política, ética e institucional. O Brasil vai de mal a pior pois todos os dias os itens sociais e politicos se deterioram. E havia senadores e deputados de poucas luzes que propalavam que com a derrubada do PT o Brasil entraria uma nova primavera de progresso.
O que nos parece mais grave é o fato de que se instaurou um real estado de sítio judicial. A operação Lava-Jato mostrou juizes justiceiros que usam o direito como instrumento de perseguição, no caso do PT e diretamente do ex-presidente Lula. A Polícia Federal, bem no estilo da SS nazista, entrou casa adentro da família Lula, revistaram cada canto, reviraram o colção, remexeram a penteadeira de Dona Marisa, revolveram a geladeira, carregaram o que puderam e levaram sob vara, pois é esta a expressão correta, quer dizer, coercitivamente o ex-presidente Lula para interrogatório numa delegacia do aeroporto.
Tal ato de violência física e simbólica traumatizou a ex-primeira dama. Maior foi o trauma quando foi indiciada como criminosa na operação Lava Jato junto com o marido. Isso a encheu de medo e alterou todo seu estado de saúde.
Como se não bastassem aquilo que escreveu corajosamente jornalista Hidegard Angel em seu blog na internet “os oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas”. E faço minhas as palavra de Hildegard Angel, pois representam o que posso testemunhar em mais de 30 anos de amizade entranhável com Dona Marisa e Lula: “Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, sepreocupa com a dieta do maridão e protege a família formou com Lula, um verdadeiro casal”.
Criticam-na porque como primeira dama não assumiu funções públicas. Mas poucos sabem que foi ela que restitituíu a forma original do palácio do Planalto, resgatando os móveis e tapetes que haviam sido doados a ministros e a outross departamentos. Ela possuía elevado sentido estético. Foi fundamental na reforma da Catedral que acompanhou passo a passo.
Finalmente, foi ela que introduziu no Torto as festas da cultura popular, a celebração de seus santos de devopção que são da maioria do povo brasileiro, Santo Antônio e São João. Lá organizou o carnaval bem no estilo do povo, com as bandeirinhas, a procissão e o pau de sebo. Escândalo da burguesia descolada de nossas raízes e envergonhada de nossas tradições.
Ela sofreu um AVC que foi fatal. Visitei-a na UTI, falei-lhe ao ouvido (dizem que mesmo em coma o ouvido ainda funciona) palavras de confiança e de entrega ao Deus Pai e Mãe que ela acreditava com fé profunda. Deus a estava esperando para que caisse em seu seio materno e paterno para ser feliz eternamente. Abracei o ex-presidente que não escondia as lágriamas. Quando se constatou a morte celebral, o coração ainda pulsava. Ele disse uma palavra verdadeira:”O coração dela pulsa porque o nosso amor vai para além da morte.”
Ao lado de tanta dor se constataram na internet palavras de ódio e de maledicência. Felizes porque morria e merecia morrer daquele jeito. Aí me dei conta de que não temos apenas pedófilos mas também necrófilos, aqueles que amam e celebram a morte dos outros. Pertinente é a frase atribuída ao Papa Francisco:”Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”.
Diante da morte, o momento derradeiro para cada ser humano, pois vai encontrar-se com Suprema Realidade que é Deus, devemos nos calar reverentes. Ou proferimos palavras de conforto e de solidariedade ou emudecemos respeitosamente. Comopodemos ser cruéis e sem piedade diante da morte dolorosa de uma pessoa conhecida como extremamente bondosa, arraigada aos mais pobres, lutadora dos direitos dos trabalhadores e das mulheres e com grande amor ao Brasil? Ao ódio ela respondeu doando generosamente os próprios órgãos para que outros pudessem viver.
Lamentavelmente, o golpe perpetrado contra o povo, impôs uma radical agenda que segundo o joranalista Elio Gaspari”é uma grande máscara, atrás da qual se escondem os velhos e bons oligarcas”(O Globo 5/02/17 p.8). Esses odeiam os pobres como odeiam o PT e Lula e odiaram Dona Marisa Letícia.
Mas a verdade e justiça possuem uma força intrínseca. Elas arrancarão as mascaras dos pérfidos. A luz brilhará. Enquanto isso contemplaremos uma estrela no céu da política brasileira: Dona Marisa Letíca Lula da Silva.
Leonardo Boff é amigo da família Lula da Silva e articulista do JB on line.
Marcadores:
Direita,
Estado de Exceção,
Estado Policialesco,
Fascismo,
Lava Jato,
Leonardo Boff,
Marisa Letícia,
Mídia,
mídia golpista,
morte,
òdio fascista
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Aylan Kurdi, uma criança de três anos, apareceu morta na praia... Vítima da maldade humana e sua indiferença...
Carlos Antonio Fragoso Guimarães
Era uma criança de três anos..
Uma criança de três anos como também o é a filha do banqueiro...
Uma criança de três anos como um dos filhos do especulador de Wall Street...
Uma criança de três anos como também o é o neto do político...
Uma criança de três anos como tantas outras... Mas, ao mesmo tempo, diferente de tantas outras...
Aylan Kurdi pouco conheceu de confoto mas sentiu, ao contrário das citadas acima, a dor do medo, do desespero, da angústia sem nada entender...
O menino morreu afogado juntamente com seu irmão de cinco anos, Galip, e sua mãe, Rihan....
Morreram eles porque buscavam fugir do inferno que se transformou sua terra natal, a Síria...
Morreram porque sua terra e sua cultura, antes tomada e usada por ocidentais, foi loteada e e mercantilizada, depois tomada por déspotas (atrelados aos interesses do Ocidente) e, agora, devastada por fanáticos fundamentalistas do ISIS...
Morreram afogados, Aylan, a criancinha inocente, porque seus pais queriam um futuro para seus filhos...O que eles - e tantos outros refugiados - encontraram?
Encontraram a a indiferença, o desprezo e a xenofobia de um ocidente que, cada vez mais mecanicista, cada vez mais capitalista, vira as costas para os que vêm de terras pelo ocidente "civilizado" explorado....
Assinar:
Postagens (Atom)




