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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

The HuffPost: Em novo textão, Michael Moore diz temer que Trump 'suspenda direitos constitucionais' dos americanos


Do Huffington Post:

michael moore
Após a quase clarividente previsão de que Donald Trump venceria a eleição e deixaria a democrata Hillary Clinton, incluindo aí uma série de motivos que o levaria à Casa Branca, o cineasta Michael Moore tem usado sua página no Facebook para novas análises e palpites sobre o futuro da maior democracia ocidental.
Na mais recente postagem, Moore segue com suas previsões. E, bem, elas parecem ser pouco animadoras.
Na última semana, Trump afirmou que vai dispensar encontros diários com agentes de segurança, e que deve delegar essa tarefa para o vice-presidente ou outro membro de sua equipe. Segundo o milionário, a frequência dos relatórios é muito alta e o seu conteúdo repetitivo.
Para Moore, a postura do presidente eleito facilitará possíveis ataques terroristas. E, então, ameaçará os direitos constitucionais do povo, colocando a democracia em perigo.
donald trump
"Quando o próximo ataque terrorista acontecer - e ele irá acontecer, todos sabemos disso - e após a tragédia terminar, em meio à morte e destruição que poderia ter sido evitada, você verá Donald Trump agindo rapidamente para culpar todos menos ele mesmo. Ele suspenderá os direitos constitucionais. Ele acabará com qualquer pessoa que considere uma ameaça. Ele declarará a guerra, e seu Congresso republicano o apoiará".
Moore, no entanto, acredita então numa reação da população, para evitar que o processo democrático seja afetado. "Não pense que nós vamos deixar você usar uma queima moderna do Reichstag como sua desculpa para eliminar nossas liberdades civis e nossa democracia", escreveu o cineasta.
"Lembre-se que enquanto o plano [terrorista] para matar americanos estava sendo chocado, seu tempo foi consumido por quem você viu como a ameaça real para a América: Alec Baldwin em uma peruca", ironiza.
A postagem com o texto completo está aqui:
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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

'Socorro!': A reação de Mujica sobre vitória de Trump resume o sentimento de muita gente. Do HuffPost Brasil



JOSE MUJICA

The HuffPost:

Ex-presidente do Uruguai e mundialmente conhecido por suas medidas progressistas quando esteve à frente do governo do país sul-americano, José Mujica teve uma reação inusitada e espontânea ao comentar a eleição do republicano Donald Trump à presidência dos EUA.
"Uma palavra diz tudo: Socorro! É suficiente e explícita", comentou o atual senador durante a participação em um programa de rádio.
Poucos dias antes da eleição, Mujica comentou a intenção do então candidatorepublicano de conquistar a Casa Branca. Na ocasião, durante um evento na Itália, o uruguaio disse que Trump não o assustava, "mas sim a gente que o acompanha", que deve permanecer no poder mesmo depois que o magnata termine seu mandato. Ele fez severas críticas ao republicano e disse que "sua imagem é tão grotesca que é até possível sentir uma suave afinidade com a senhora Clinton, que é uma mulher bastante conservadora", disse ele, sobre a candidata derrotada Hillary Clinton.
Em entrevista para um jornal espanhol, o político lamentou que não haja "uma linha direta para escapar para Marte", quando indagado sobre uma inesperada vitória do republicano.
Já o atual presidente do país, Tabaré Vásquez afirmou que qualquer que fosse o resultado, haveria um impacto para todo o mundo.
"O povo norte-americano resolveu e, como corresponde, temos que respeitar a decisão soberana do povo", afirmou o mandatário.

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domingo, 24 de julho de 2016

The Huffpost repercute matéria do The Intercept que reconhece o óbvio: mídia golpista (no caso, a Folha de São Paulo) manipulou descaradamente pesquisa para favorecer Temer


Do HuffPost Brasil

MICHEL TEMER

Os jornalistas Glenn Greenwald e Erick Dau contestam a pesquisa Datafolha, publicada pela Folha de S. Paulo, no sábado (16), que mostra que metade dos brasileiros gostariam que o presidente interino Michel Temer continuasse no cargo.
No artigo "Folha comete fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer", Greenwald, vencedor do Pulitizer e do Prêmio Esso, elenca o que seriam alguns deslizes do jornal. Para ele, saltam aos olhos a virada favorável ao governo Temer por parte dos eleitores em tão pouco tempo.
"A última pesquisa do instituto antes da votação do impeachment foi realizada em 9 de abril e apontava que 60% da população apoiava o impeachment deDilma Rousseff, enquanto 58% era favorável ao impeachment de Temer. Além disso, a sondagem indicou que 60% dos entrevistados desejavam a renúncia de Temer após o impeachment de Dilma, e 79% defendiam novas eleições após a saída de ambos".
Lembrando a ausência de pesquisas nos últimos meses - já após a chegada de Temer ao poder -, Greenwald sugere que a divulgação da nova pesquisa tem relação com a votação do afastamento definitivo de Dilma Rousseff, que deve acontecer no Senado logo após o final dos Jogos Olímpicos.
"A iminência da votação do impeachment torna esse resultado (50% dos brasileiros desejam que Temer conclua o mandato de Dilma) extremamente significativo. Igualmente importante foi a afirmação da Folha de que apenas 4% disseram não querer nenhum dos dois presidentes, e somente 3% desejam a realização de novas eleições".
O Intercept compara a vontade de permanência de Temer com outras pesquisas: Temer tinha aprovação de 14% e 5% de intenções de votos para a presidência em 2018. O site lembra ainda outra pesquisa recente que mostrava que apenas um terço dos eleitores sabia o nome do presidente em exercício.
Por outro lado, a pesquisa mais recente do Datafolha registra uma queda vertiginosa no número de brasileiros que queriam uma nova eleição com o afastamento de Dilma - de 60% para 3%. Enquanto isso, a permanência de Temer saiu de 8% para 50%.
Com isso, conclui, o Intercept:
"Considerando todos esses dados, fica extremamente difícil compreender como a manchete principal da Folha – 50% dos entrevistados querem que Temer continue como presidente até o fim do mandato de Dilma – possa corresponder à realidade. Ela contradiz todos os dados conhecidos. A Folha é o maior jornal do país e o Datafolha é uma empresa de pesquisa de credibilidade considerável. Ambos foram categóricos em sua manchete e gráfico principal a respeito do resultado da pesquisa. Curiosamente, a Folha não publicou no artigo as perguntas realizadas, nem os dados de suporte, impossibilitando a verificação dos fatos que sustentam as afirmações do jornal".
Segundo Greenwald e Bau, a subida repentina de Temer seria explicada pela pergunta feita aos entrevistados para a pesquisa e a ausência de uma opção sobre a realização de novas eleições.
"Apenas 3% dos entrevistados disseram que desejavam a realização de novas eleições, e apenas 4% disseram que não queriam nem Temer nem Dilma como presidentes, porque nenhuma dessas opções de resposta encontrava-se disponível na pesquisa".
pergunta datafolha
Pergunta feita na pesquisa divulgada no dia 16 de julho: "Na sua opinião, o que seria melhor para o país: que Dilma voltasse à Presidência ou que Michel Temer continuasse o mandato até 2018?"
temer abril
Pergunta feita na pesquisa divulgada no dia 9 de abril: "Caso a presidente Dilma e o vice-presidente Michel Temer sejam cassados ou renunciem aos seus cargos seriam convocadas novas eleições presidenciais. Você é a favor ou contra a realização de eleição para presidente da República? "
Alex Cuadros, jornalista americano que morou muito tempo no Brasil, apontou as mesmas inconsistências na pesquisa Datafolha (clique no tweet para ampliar as imagens).
Outro lado
O HuffPost Brasil entrou em contato com a seção de Ombudsman da Folha de S. Paulo, que não quis comentar os pontos levantados pelo The Intercept.
O diretor de pesquisas do Datafolha, Alessandro Janoni, limitou-se a responder por e-mail que a Folha produziria matéria sobre o tema.
Às 20h41 desta quarta, a Folha publicou reportagem para esclarecer a polêmica. "Não há erro, e tanto a Folha quanto o Datafolha agiram com transparência", pontuou Janoni.
Ele explicou que as respostas espontâneas foram levadas em consideração pelos pesquisadores para "detectar opções relevantes que não tenham sido mencionadas na questão estimulada".
O editor-executivo da Folha, Sérgio Dávila, explicou que a redação do jornal julga o que é mais relevante como notícia na hora em que a pesquisa Datafolha é publicada.
"O resultado da questão sobre a dupla renúncia de Dilma e Temer não nos pareceu especialmente noticioso, por praticamente repetir a tendência de pesquisa anterior e pela mudança no atual cenário político, em que essa possibilidade não é mais levada em conta", afirmou Dávila.