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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

'Socorro!': A reação de Mujica sobre vitória de Trump resume o sentimento de muita gente. Do HuffPost Brasil



JOSE MUJICA

The HuffPost:

Ex-presidente do Uruguai e mundialmente conhecido por suas medidas progressistas quando esteve à frente do governo do país sul-americano, José Mujica teve uma reação inusitada e espontânea ao comentar a eleição do republicano Donald Trump à presidência dos EUA.
"Uma palavra diz tudo: Socorro! É suficiente e explícita", comentou o atual senador durante a participação em um programa de rádio.
Poucos dias antes da eleição, Mujica comentou a intenção do então candidatorepublicano de conquistar a Casa Branca. Na ocasião, durante um evento na Itália, o uruguaio disse que Trump não o assustava, "mas sim a gente que o acompanha", que deve permanecer no poder mesmo depois que o magnata termine seu mandato. Ele fez severas críticas ao republicano e disse que "sua imagem é tão grotesca que é até possível sentir uma suave afinidade com a senhora Clinton, que é uma mulher bastante conservadora", disse ele, sobre a candidata derrotada Hillary Clinton.
Em entrevista para um jornal espanhol, o político lamentou que não haja "uma linha direta para escapar para Marte", quando indagado sobre uma inesperada vitória do republicano.
Já o atual presidente do país, Tabaré Vásquez afirmou que qualquer que fosse o resultado, haveria um impacto para todo o mundo.
"O povo norte-americano resolveu e, como corresponde, temos que respeitar a decisão soberana do povo", afirmou o mandatário.

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

O pesadelo Temer e os tempos Sombrios dos reais corruptos no Congresso e sua Casa Grande

Lula Marques/Agência PT: <p>Brasília- DF 24-05-2016 Presidente golpista, Michel Temer durante reunião com Parlamentares e ministros golpistas para apresentar medidas econômicas. Foto Lula Marques/Agência PT</p>
Texto de Chico Vigilante
Não é só o processo de impeachment, em si, agora desmascarado como golpe que sempre foi contra a presidenta Dilma Rousseff, contra o povo brasileiro, contra a democracia.
Ao mirar no Fundo Soberano, dinheiro do pré-sal para a educação, o presidente ilegítimo Michel Temer escancara a sordidez e as razões explícitas de um golpe que ao mesmo tempo foi feito para acabar com as investigações contra a corrupção e ressuscitar o modelo neoliberal.
Um modelo que só trouxe miséria e desigualdade para o Brasil e para a América Latina.
Um modelo que, eleição após eleição, tem sido recusado pela maioria dos eleitores brasileiros, velhos conhecedores das desgraças de uma economia voltada apenas para os ricos e para as grandes corporações capitalistas.
Temer e sua turma de golpistas pretendem cada vez mais mexer na Constituição Federal para limitar os gastos públicos vinculados à educação, saúde e segurança. Tudo mascarado, como de costume, no saneamento das contas públicas e na bandeira moralista, ridiculamente obsoleta, da “ordem e progresso”.
Mira, ainda, as políticas de financiamento do BNDES, banco público que, nas gestões do PT, se transformou numa ferramenta fundamental de desenvolvimento humano e social, numa fonte permanente de geração de emprego para a população, sobretudo os mais pobres.
Hesitante, sem legitimidade e impopular, Temer é também uma marionete mal treinada: dá tapas na mesa para lembrar que tem experiência, sim, como secretário de segurança pública. E que, por isso mesmo, acostumou-se a tratar com bandidos.
Quanto a isso, ninguém tem dúvida. Basta olhar os quadros ministeriais do governo interino.
Vale lembrar que essa onda de cortes orçamentários irá afetar, mais do que os estados, o Distrito Federal, unidade da federação fortemente dependente de recursos da União.
Brasília, cidade de servidores públicos irá definhar ante os olhos inertes do governador Rodrigo Rollemberg, que nada fala, que nada reclama. Segue, bovinamente, a orientação golpista do PSB, mesmo que para isso tenha que sacrificar a economia do DF e trair aqueles que o elegeram.


Tempos sombrios, mas que a luta nas ruas irá superar.