quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Da Fórum: Servidor da PF lotado na Presidência acusa GSI, com militares, de organizar parte do terror bolsonarista em Brasília

 

“É terrorismo de Estado”. Noite de pânico protagonizada por bolsonaristas teria sido planejada pela Inteligência do Planalto, com anuência de forças policiais do DF. Veja a entrevista completa




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Um servidor da Polícia Federal (PF) que é lotado na Presidência da República acusa o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável pelo serviço de Inteligência e pela segurança do presidente Jair Bolsonaro (PL), chefiado pelo general da reserva Augusto Heleno, de estar por trás dos atos terroristas que apavoraram Brasília na noite de segunda-feira (12), quando inúmeros bolsonaristas espalharam violência, chamas e pânico por meio de uma ação coordenada que envolveu uma tentativa de invasão da sede da PF, bloqueio de vias expressas, queima de carros e ônibus e intimidações a cidadãos que estavam em locais públicos.

As declarações e a versão sobre a responsabilidade dos atos foram dadas com exclusividade à reportagem da Fórum, que exigiu toda a documentação do denunciante, como a publicação da sua nomeação no Diário Oficial da União para o cargo dentro da Presidência da República e seus documentos funcionais, assim como um contato visual para comprovar a identidade da fonte.

“O que está acontecendo e, principalmente o que ocorreu ontem em Brasília, é terrorismo de Estado. O GSI está na cabeça disso, e o uso da área do QG, que é militar, é do Exército, não é à toa. O próprio secretário de segurança do DF disse isso ontem em coletiva, que ‘ninguém entra lá porque é área do Exército’, uma desculpa pronta e perfeita. O GSI tem hoje poder para controlar mais de mil militares diretamente lá dentro (do QG do Exército e nos acampamentos) e eles estão literalmente bancando, mantendo e abrigando essa gente lá dentro (da área do QG) e logicamente ninguém fardado está aparecendo, porque essa é a forma de operar deles, uma guerra híbrida que alimenta e fomenta tudo que está ocorrendo ali. É explícito para quem está perto que o GSI está incitando isso com esses civis, todo mundo está por ali (Gabinete da Presidência) sabe disso”, começou dizendo o PF.

O denunciante disse ainda que a sequência de acontecimentos e a maneira como essas ocorrências vêm escalando, em termos de violência, são as “digitais” do pessoal de inteligência do GSI, assim como da orquestração de Jair Bolsonaro, que se envolve ativamente nos estímulos enviados a seus radicais seguidores. O núcleo central do órgão de arapongagem do governo federal, segundo a fonte, é composto por gente que tem vasta experiência nesse tipo de atividade, no Brasil e no exterior.

“Dentro dessa coordenação toda, totalmente proposital, as coisas acontecem de maneira clara. Primeiro o silêncio de Bolsonaro para manter todos por ali, agora essas aparições proféticas e esses sinais... Esse pessoal internalizou tão profundamente essa maluquice que esses tais sinais, ele falando da pátria, ele rezando, enfim, tudo isso é parte de uma estratégia de guerra psicológica que é puramente militar e a coisa é entendida subliminarmente assim por todos. O GSI é essencialmente formado por oficiais militares de uma geração que atuou por muito tempo no Haiti e nas GLO’s (operações de Garantia da Lei e da Ordem)... Esse oficialato de Inteligência opera a partir de uma lógica de que eles podem interferir em absolutamente tudo e, numa situação como a atual, operar usando o terrorismo é algo bem natural e é algo que eles vão fazer, aliás, estão fazendo... Começaram com esse negócio de ir em shopping, em restaurantes, em ônibus, e o pânico está disseminado, e ontem eles riscaram o fósforo”, explicou.

Em relação à versão oficial de que toda a baderna generalizada teria começado com a prisão de um líder indígena bolsonarista, que é pastor, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF e do TSE, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o federal refuta e diz que o pretexto “caiu bem”.

“A imprensa como um todo e as fontes oficiais seguem insistindo na história da prisão do líder indígena lá, e isso é um pretexto gigante. Aliás, o pretexto caiu bem. Esse pessoal fez um ato totalmente orquestrado, é algo organizado por células, gente da extrema direita que sabe exatamente como fazer isso”, falou o servidor federal.

Um ponto em que o denunciante está de acordo com a versão oficial é o de que as pessoas diretamente envolvidas na ação terrorista, que a operacionalizaram, eram oriundas do acampamento de radicais bolsonaristas que ocupam uma área militar no perímetro do Quartel General do Exército. Até o próprio secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Júlio Danilo, na coletiva improvisada que foi dada madrugada a dentro, ao lado do futuro ministro da Justiça do governo Lula, Flávio Dino, admitiu que os criminosos, ou parte deles, eram do tal acampamento dos extremistas.

“Esses sujeitos, que são terroristas, e é assim que eles têm que ser chamados, de terroristas, porque o que aconteceu ontem foi uma atividade de terror, saíram lá do QG (acampamento dos bolsonaristas numa área militar do Quartel General do Exército Brasileiro, em Brasília) e se espalharam por áreas totalmente distintas e distantes de Brasília, entrando em shopping, fechando avenida, queimando ônibus, e espalhando uma intimidação geral e o pânico, e em áreas totalmente diferentes de Brasília, ao mesmo tempo. Eles já foram em aeroportos, um lugar central para a circulação de pessoas, entrada e saída de um monte de autoridades e de outras figuras, e ninguém está enxergando e falando sobre isso aí?”, argumentou.

Perguntado se as forças policiais do Distrito Federal, que em tese não estão sob o comando de Bolsonaro e de autoridades do governo federal, mas sim nas mãos do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), o policial federal afirmou que os integrantes dessas organizações já são naturalmente bolsonaristas ferrenhos e que está claro que o governo distrital e o secretário de Segurança Pública local, Júlio Danilo, a quem fez duras críticas, estão atendendo aos desígnios de Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Anderson Torres, que era de que deixassem “a coisa rolar”.

“O secretário de Segurança Pública do DF é um capacho do ministro (da Justiça) Anderson Torres... Todo mundo do meio aqui conhece esse playboy e ninguém nunca entendeu o que ele está fazendo lá... As policiais do DF são todas profundamente bolsonaristas, raiz mesmo... Eu tenho colegas na PM, muitos, são majores, tenentes-coronéis, na PM e nos Bombeiros, e eles são bolsonaristas e extremistas, um pessoal que não tá nem aí para o que está acontecendo, e as polícias não vão fazer absolutamente nada... A ação da Polícia Militar do DF ontem foi uma piada, uma brincadeira... Não houve uma prisão sequer e nem uma ação proativa só, preventiva, que evitasse nem que fosse a depredação dos bens públicos e privados... Os caras atacaram postos de gasolina e a PM não fez absolutamente nada, nem uma só pessoa foi presa e eles seguem agindo como se nada estivesse acontecendo”, relatou indignado o PF.

Outro ponto que o homem lotado na Presidência da República salientou mais de uma vez foi sobre a impossibilidade de que uma ação daquela magnitude, com aquela extensão e usando um aparato tão complexo fosse levada a cabo por meros bolsonaristas lunáticos, sem auxílio logístico e know-how militar.

“Meu amigo, quem tem líquido inflamável para atear fogo em vários ônibus em lugares diferentes? Pegue as imagens, aquelas imagens de centenas de botijões de gás fechando uma via... De onde tiraram tanto botijão de gás? Quem botou centenas de botijão de gás e quanto tempo leva isso? Quem fez o transporte dos botijões de gás? O que nós tínhamos ontem? A diplomação do Lula. O fato do dia, no Brasil, e até no noticiário no mundo. Nada é ao acaso. Apenas anote: a cada novo fato de repercussão do governo Lula, ou até mesmo agora, antes da posse, esse tipo de tensão e até de ataques e violência vão acontecer, e essa escalada de violência vai aumentar”, apostou.

A desinformação para despistar a autoria dos atos terroristas, gerando a tão característica “confusão” bolsonarista, marcada pelas fake news e todo tipo de maluquice, também seria institucional, conta o servidor da PF na Presidência da República. As versões mais sem sentido já saíram poucos momentos após a ocorrência dos atos violentos e envolvem sempre jogar a culpa em “infiltrados” e na “esquerda”.

“O que circula nos grupos da PF e da área de Segurança da Presidência, desde esta manhã, já é um trabalho de inversão da lógica. Já se partiu pra um discurso aberto de que isso é coisa da esquerda, de que foi black bloc, meteram a torcida do Corinthians e a Gleisi Hoffmann (presidenta nacional do PT) no meio, e é claro que nada disso é plausível, é apenas uma forma de se espalhar intencionalmente desinformação para confundir e para alimentar as redes bolsonaristas, e isso parte lá de dentro”, encerrou o PF.

O que diz o GSI

A reportagem da Fórum entrou em contato com a assessoria de imprensa do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) para que o órgão se posicionasse em relação às acusações feitas pelo servidor da Polícia Federal. A resposta veio em tom grosseiro e irônico, algo incomum para serviços de imprensa e de comunicação social de repartições públicas.

O GSI afirmou que “não cabe maiores considerações” sobre as acusações, dizendo que “a fonte é mentirosa, de má-fé e com interesses escusos” e “sugeriu” ao repórter “que selecione melhor suas fontes”.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Fórum mostra que GSI e militares filhotes da ditadura e golpistas armaram os atos de terror com bolsonaristas extremistas em Brasília; ideia era novo Riocentro?

 

Do Canal TV Fórum:




Mauro Lopes e Plínio Teodoro abrem o Fórum Café desta quinta, 15 de dezembro, com o Giro das Notícias. Destaque para a revelação da Fórum de participação do GSI do general Heleno nos atos terroristas de Brasília, o julgamento do orçamento secreto, a composição do ministério de Lula e suas viagens internacionais.

Participam do Café o deputado Rogério Correia (PT-MG), o ex-deputado Wadih Damous, os jornalistas Eduardo Meireles e Henrique Rodrigues, as vereadoras Liana Cirne Lins (PT, Recife) e Carla Ayres (PT, Florianópolis), a matemática e sindicalista Elenira Vilela e a socióloga e líder do movimento negro e feminista Vilma Reis



terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Portal do José: LULA GARANTIDO! XANDÃO APAVORA BOLSONARO E BADERNEIROS. CAPIVARA NETO DO ÚLTIMO PRESIDENTE DA DITADURA AINDA SONHA COM GENERAL

 

Do Portal do José:


13/12/22 - NESSA NOITE HOUVE PEQUENAS BADERNAS NO DF. COMENTAREI MAIS TARDE, ASSIM QUE TIVER MAIS INFORMAÇÕES! FALTAM 18 DIAS!

LULA FOI DIPLOMADO. Agora é a posse o último e derradeiro ato que inicia a administração de Lula à frente de nossa nação.

Alexandre de Moraes deu vários recados. A chapa irá esquentar na cozinha golpista.

Enquanto isso, algumas criaturas ainda tentam conspirar contra a democracia.

Quem são esses golpistas que moram fora do Brasil? Possuem conexões com supostos generais golpistas? Eles acreditam que podem impedir a posse de Lula?

Sigamos.

Terroristas nazi-bolsonaristas espalham violência em Brasília

 

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, o levante terrorista se deu no dia da diplomação de Lula e após prisão temporária do cacique bolsonarista José Acácio Serere Xavante



Terroristas bolsonaristas vestidos de verde e amarelo destruíram dez veículos estacionados diante da Polícia Federal em Brasília. A PF revidou com balas de borracha e gás de efeito moral mas, mesmo assim, a destruição atingiu além dos carros mais dois ônibus.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, o levante terrorista se deu após prisão temporária do cacique bolsonarista José Acácio Serere Xavante, permitida pelo ministro Alexandre de Moraes e a pedido da Procuradoria-Geral da República. A detenção ocorreu pela suposta prática de condutas ilícitas em atos democráticos e valeria pelo prazo de dez dias.

De acordo com a PF, o cacique teria realizado manifestações de cunho antidemocrático em diversos locais de Brasília, como o Congresso Nacional, no Aeroporto Internacional de Brasília, no Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde estão hospedados o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin.

A PGR afirma que o cacique vem se utilizando de sua posição para arregimentar não só indígenas para cometer crimes, ameaçando de agressão e perseguição o presidente eleito bem como ministros do STF, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Anistia a Bolsonaro NÃO! Assista ao resumo do histórico discurso de Alexandre de Moraes durante a cerimônia de Díplomação de Lula e Alckimin

 

Sobre o discurso de Alexandre de Morais sobre os crimes patentes contra o sistema democrático de Jair Bolsonaro e seus apaniguados:

Do canal Cortes 247:

Trechos do discurso do presidente do TSE e ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a cerimônia de diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Confira



segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Meio espírita brasileiro perdido no caos por falta de estudo real de Kardec e atrelamento político ao pior da direita em texto de Ana Cláudia Laurindo

 


O tempo: Brasil, final do ano 2022. Debates sérios sendo sufocados por avalanches de mentiras propagadas diuturnamente por ditos conservadores, tradicionais, pessoas de direita, que no resumo são todas bolsonaristas que quando peneiradas se afinam com nazifascismo.



Segue o texto da educadora e cientista social Ana Cláudia Laurindo, publicado no Repórter Nordeste:



Luis Nassif e o Xadrez do partido militar: o golpe fardado está próximo da vitória com a indicação de José Múcio para a Defesa

 

A indicação de Múcio para Ministro da Defesa será a confirmação tácita de que o golpe foi vitorioso.




Por Luis Nassif (no Jornal GGN)


Vamos complementar o “Xadrez do dia 31 de dezembro de 2022” com a peça que faltava. No Xadrez anterior, apontei duas razões hipotéticas para a movimentação em frente os quartéis: a criação de um clima para explodir em 31 de dezembro, tirando os militares do quartel; ou um mero esperneio para manter a militância mobilizada.

Vamos a duas consequências mais objetivas, que explicam melhor a insistência em manter a mobilização à porta dos quartéis.

Peça 1 – as negociações com o Alto Comando


A cada dia que passa consolida-se a percepção de que a maior parte dos manifestantes acantonados na porta dos quartéis são familiares de militares. É o que poderia explicar, por exemplo, a presença dos tais homens de preto armados, possivelmente para oferecer segurança aos manifestantes.

Segundo fonte bem informada sobre os movimentos militares, a intenção das manifestações seria pressionar o novo governo para manter em mãos dos militares as definições sobre o Ministro da Defesa e do Alto Comando. O candidato dos militares para o comando do Exército é o general Estevam Cals Theophilo Gaspar, comandante de Operações Terrestres.

Inicialmente, Lula montou um grupo de trabalho informal, para se aconselhar. Há uma proposta do grupo, de indicação de Nelson Jobim para o Ministério da Defesa, assessorado por um Grupo de Trabalho encarregado de estudar as Forças Armadas e propor um plano de ação para sua profissionalização e despolitização..

No meio do caminho, entrou o Ministro do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, fazendo lobby em favor de Aldo Rebelo.

Ainda no governo Dilma, Aldo tornou-se a quinta coluna dos ruralistas e dos militares. A extraordinária ingenuidade do PT impediu-o de ver o boicote de Aldo – então Ministro dos Esportes – na defesa da Copa do Mundo. Foi o primeiro grande embate nas redes sociais, após as manifestações de 2013. E Aldo não apenas não participou como boicotou a defesa do evento.

Em outro episódio, na discussão da lei ambiental, Aldo agiu radicalmente em favor dos ruralistas. Conseguiu colocar todo o movimento ambientalista contra Dilma e não agregou ao governo um centímetro de apoio dos ruralistas, já que a vitória deles foi atribuída exclusivamente a Aldo. Hoje em dia, Aldo se alinha com a direita conspiratória das Forças Armadas e dos ruralistas, tendo recebido apoio do general Villas Boas à sua candidatura ao Senado.

Sendo impossível a indicação de Aldo, o Alto Comando passou a pressionar pelo nome de Múcio Monteiro, egresso da Arena, com vínculos com o governo militar, com boa relação com os militares, na condição de ministro do TCU,  mas, também, com folha de serviços prestados ao governo Lula, na lógica do presidencialismo de coalizão.

Primeiro, Lula indicou Múcio para o Grupo de Transição da Defesa. Agora, anuncia-se a dissolução do grupo e a possível indicação próxima de Múcio para Ministro da Defesa.

Segundo observadores de dentro, a contrapartida dos militares, à indicação de Múcio, seria a desmobilização das manifestações na porta dos quartéis. Ainda é uma suposição. Mas, confirmando, revelaria interferência direta do Exército nas manifestações.

Para os observadores de dentro, o envolvimento de Lula com questões internacionais o está impedindo de se debruçar de forma mais aprofundada em temas centrais, dos quais um dos mais delicados é o Ministério da Defesa.

Lula não teria se dado conta, ainda, que a indicação de Múcio pode ser o primeiro grande desastre da transição, pois traria de volta o velho Lula de 2002, disposto a concessões em temas tabus. E a desmilitarização e profissionalização das Forças Armadas é um dos pontos centrais do grande arco civil em apoio ao seu governo.

Peça 2 – as negociações com Bolsonaro


Outra informação alarmante foi sobre possíveis negociações do Ministro Gilmar Mendes com Jair Bolsonaro, aconselhando-o a desmobilizar as manifestações, em troca de uma postura mais condescendente do Supremo Tribunal Federal em relação aos seus crimes.

Ou seja, tenta-se repetir, mais uma vez, o maior dos erros da redemocratização: a flexibilização da Lei da Anistia para englobar crimes contra a humanidade e a democracia, cometidos por militares. Entraram na Lei até crimes praticados após sua aprovação, como a tentativa de atentado no Riocentro e o assassinato da secretária da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro.

O pesadelo Bolsonaro foi filho direto do “jeitinho” brasileiro e da submissão do poder civil ao que o jornalista Fábio Vitor batizou de “poder camuflado”. A indicação de Múcio vai manter inalterada essa estrutura de poder. Até que se reúnam condições para o próximo golpe.

A indicação de Múcio para Ministro da Defesa será a confirmação tácita de que o golpe foi vitorioso.

Agora há pouco, em entrevista ao Metrópole, o general Hamilton Mourão Filho não poderia ter sido mais claro:

“Julgo que seria muito bem visto pelas Forças Armadas. Tenho muito apreço e respeito pelo ministro Múcio, com quem tive ótimo relacionamento quando ele estava no TCU”.