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terça-feira, 11 de junho de 2024

Leonardo Sakamoto: Privatização de praias dá surra no bolsonarismo com sua própria estratégia

 

Do UOL:

Segundo reportagem do UOL, Flávio Bolsonaro tem perdido o debate nas redes sociais sobre a PEC de privatização das praias. Para Leonardo Sakamoto, a família Bolsonaro está sofrendo com a própria estratégia: "Eles estão sofrendo com o uso bem-sucedido de uma estratégia que lhes é bastante familiar: pegar um caso complexo, traduzir em uma ideia simples e rapidamente replicável ao grosso da população e bombar nas redes e aplicativos de mensagens"



segunda-feira, 8 de abril de 2024

Elon Musk destampa o esgoto no X ao sugerir que vai ignorar Moraes e Justiça | Leonardo Sakamoto - UOL

  

Do UOL:

O colunista do UOL Leonardo Sakamoto fala sobre os ataques do empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), contra o ministro do STF (Supremo Tribunal) Alexandre de Moraes.



General pai de Mauro Cid fez da Apex uma agência de promoção do extremismo bolsonarista, diz Sakamoto: 'Fomentando golpismo'

 

Do UOL:

O general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, usou a estrutura da Apex em Miami para apoiar articulações golpistas. Ele chegou a visitar o acampamento em frente ao quartel-general do Exército depois das eleições de 2022, com a vitória de Lula nas urnas. A apuração é do colunista Aguirre Talento. O colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, analisa o tema no UOL News desta terça-feira (2).





terça-feira, 26 de setembro de 2023

UOL: General Heleno revela quem realmente é ao reagir à Eliziane com palavrões na CPI do 8/1

 

Do UOL:

O general Augusto Heleno negou participação em atos golpistas e na invasão às sedes dos Três Poderes em depoimento à CPI de 8 de Janeiro. O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional também afirmou que não soube da reunião de Jair Bolsonaro com os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica para tratar de uma intervenção militar. No UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, comenta o tema



domingo, 10 de setembro de 2023

Moraes oficializa Mauro Cid como o homem-bomba de Bolsonaro, analisa Sakamoto no UOL

 

Do UOL:

Após a homologação da delação de Mauro Cid, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro é oficializado por Moraes como o homem-bomba do ex-presidente, analisa o colunista do UOL, Leonardo Sakamoto.



segunda-feira, 7 de agosto de 2023

UOL: Romeu Zema quer mostrar que é digno de ostentar título de candidato extremista do bolsonarismo, diz Sakamoto

 

Do UOL:

Após reações negativas, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou na noite de hoje, em suas redes sociais, que "a união do Sul e do Sudeste jamais será pra diminuir outras regiões". Leonardo Sakamoto analisa





domingo, 16 de abril de 2023

Leonardo Sakamato, no UOL: Bolsonaro finalmente terá de explicar à PF e ao país o incentivo ao golpe

 

Do UOL:

O colunista Leonardo Sakamoto comentou a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes que determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja ouvido no inquérito da Polícia Federal que investiga os autores intelectuais dos atos golpistas, a pedido da Procuradoria-Geral da República.



segunda-feira, 6 de março de 2023

UOL: Mutretas com Michelle Bolsonaro sobem patamar com joias de R$ 16 milhões da Arábia, por Leonardo Sakamoto

 

 Do UOL:

Pode-se dizer que o mandato de Jair alçou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a outro patamar com escândalo internacional com joias de R$ 16,5 milhões dadas pelo governo da Arábia Saudita em 2021, que a família Bolsonaro tentou trazer como seu item particular, opina o colunista do UOL Leonardo Sakamoto.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Leonardo Sakamanto, no UOL: Em seis dias, ficará mais fácil punir Bolsonaro pelos atos de terror em seu nome

 Ele (Bolsonaro) atiçou seguidores contra as instituições e a ordem pública, plantando mentiras na cabeça de milhões, mesmo sabendo que, entre eles, há maníacos e pessoas com transtornos mentais. Não apenas facilitou que a extrema direita adquirisse armas, mas incentivou que isso acontecesse. "Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado", disse no dia 27 de agosto de 2021. "Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: Ah, tem que comprar é feijão. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar."


Segue trecho da coluna de Leonardo Sakamoto, publicado no UOL:

Apreensões da Polícia Civil do DF no caso do explosivo encontrado próximo ao aeroporto de Brasília - Divulgação/Polícia Civil do DF
Apreensões da Polícia Civil do DF no caso do explosivo encontrado próximo ao aeroporto de BrasíliaImagem: Divulgação/Polícia Civil do DF

Em seis dias, o presidente Jair Bolsonaro perderá o foro privilegiado, escudo que usou para cometer crimes com a complacência do centrão e as vistas grossas da Procuradoria-Geral da República. A partir daí, será mais fácil responsabilizá-lo pela violência de caráter político incitada por ele e pelo terrorismo promovido em seu nome, como a bomba plantada no caminhão de combustíveis em Brasília. Caberá ao sistema de Justiça escolher se abraçará o deixa-disso ou a Constituição.

A partir de Primeiro de Janeiro, ele voltará a ser tratado como um cidadão comum, perdendo o direito de responder processos no Supremo Tribunal Federal. Com isso, ações que o envolvam caem para a primeira instância - com exceção de casos que ministros do STF desejem manter sob sua responsabilidade. Na lista, podem estar os inquéritos sobre as milícias contra as instituições democráticas, nas mãos de Alexandre de Moraes.

No limite, Jair pode até ter a prisão decretada por juízes de primeira instância que aceitem a argumentação do Ministério Público de que ele é corresponsável por atos de violência política. Por muito, muito menos, teve gente que ganhou um Airbnb gratuito de longa estadia na carceragem da Polícia Federal durante os anos da Lava Jato.

Se alguém incita uma multidão a despejar esterco na rua torna-se corresponsável quando o produto começa a feder e atrair todo tipo de vermes e bichos, não podendo se isentar apelando à liberdade de expressão. Por mais que se comporte como hipossuficiente, Bolsonaro não é.

Ele atiçou seguidores contra as instituições e a ordem pública, plantando mentiras na cabeça de milhões, mesmo sabendo que, entre eles, há maníacos e pessoas com transtornos mentais. Não apenas facilitou que a extrema direita adquirisse armas, mas incentivou que isso acontecesse. "Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado", disse no dia 27 de agosto de 2021. "Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: Ah, tem que comprar é feijão. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar."

George Washington Sousa, preso por planejar a explosão de um caminhão de combustíveis perto do Aeroporto de Brasília, disse que a declaração do presidente sobre não ser escravizado é que o levou a adquirir um arsenal.

E basicamente pediu para que os seguidores fossem às últimas consequências. No dia 17 de maio deste ano, afirmou que isso poderia ser necessário para a garantia de preservação da democracia, sua visão violenta de democracia, no caso. E foi bem direto: "Não interessa os meios que um dia porventura tenhamos que usar". Tipo, explosivos e milhares de litros de gasolina.

 Veja o restante do artigo de Leonardo Sakamoto em https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2022/12/26/em-seis-dias-ficara-mais-facil-punir-bolsonaro-pelo-terror-em-seu-nome.htm

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Bolsonaro ajudou a criar um país que teme por sua vida se falar de política

 



Do artigo de Leonardo Sakamoto no UOL:

Costumo encarar o que acontece comigo em períodos de comoção política como uma espécie de termômetro da propensão à violência no país. Quando fui alvo de frutas podres, em agosto, virei para o colega jornalista que estava ao meu lado e comentei que, enfim, a eleição presidencial havia começado.

Semana passada, saindo do mercado, fui abordado por dois caras que me pararam para dizer que "lixos como você não vão durar muito". Considerando que no segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, em 2018, fui abordado três vezes perto de casa com ameaças de morte, podemos dizer que a situação ainda vai piorar bastante.

Dessa forma, os 67,5% dos entrevistados que responderam ao Datafolha afirmando que têm medo de serem agredidos fisicamente pela sua escolha política ou partidária ainda devem aumentar. Principalmente, porque o presidente da República vem estimulando essa violência.

A pesquisa foi encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pela Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade) e foi coletada entre 3 a 13 de agosto. Além disso, 3,2% dizem ter sofrido ameaças por motivos políticos no mês anterior.

Ou seja, antes que o deputado Douglas Garcia partisse para cima da jornalista Vera Magalhães, que estava trabalhando no debate dos candidatos ao governo do Estado de São Paulo, no final da noite desta terça. Copiando os ataques que Bolsonaro fez a ela durante o debate presidencial na TV Bandeirantes, no dia 28 de agosto, gritou que ela era uma vergonha do jornalismo brasileiro, contou mentiras sobre sua remuneração, entre outros absurdos.

Isso significa que a maioria do eleitorado, principalmente aquele que não vota no presidente, tem medo de ir às ruas defender votos em seus candidatos. Eleições livres? Nem de longe.

Durante as eleições de 2014 e o processo de impeachment de Dilma Rousseff, ouvi de muita gente que não tínhamos que nos preocupar com a violência fomentada nas redes sociais porque era "só a internet". Eu que já fui cercado e apanhei na rua em uma ocasião, fui cuspido em outra e levei uma garrafada na cabeça em ainda outra tentava explicar que não era bem assim.

A percepção coletiva de que a violência on-line transbordava e se tornava off-line veio forte há quatro anos, com os tiros contra a caravana de Lula na região Sul do Brasil, com a facada contra o então candidato Jair Bolsonaro, com a morte do músico Moa do Katendê pelas mãos de um bolsonarista por ter votado em Fernando Haddad.

E não nos abandonou mais. Mas, agora, nas eleições, ela tende a escala a novos patamares.

No dia 8 de setembro, o Brasil produziu o segundo cadáver por ódio político desta eleição. Coincidentemente, a briga que levou ao crime começou algumas horas após o presidente da República defender, em comício na praia de Copacabana, que era necessário "extirpar da vida pública" adversários políticos da esquerda.

A Polícia Civil de Mato Grosso informou que Benedito dos Santos, eleitor de Lula, foi morto por Rafael de Oliveira, apoiador de Bolsonaro, após uma discussão política entre ambos na zona rural de Confresa, no nordeste do Estado, descambar para a briga na noite de 7 de setembro. "O que levou ao crime foi a opinião política divergente", afirmou o delegado Victor Oliveira. Foram 15 facadas na cabeça e uma machadada no pescoço.

O presidente já havia sido duramente criticado após o assassinato do tesoureiro do PT e guarda civil Marcelo Arruda pelo agente penitenciário bolsonarista Jorge Guaranho, em Foz do Iguaçu (PR), no dia 9 de julho. Guaranho ficou sabendo da festa de aniversário de temática lulista de Arruda e foi lá provocar. O caso terminou com o petista morto e o bolsonarista preso.

É ignorância ou má fé afirmar que tanto Lula quanto Bolsonaro são igualmente responsáveis pelo aumento da violência de cunho político. Não são.

Com os dois casos e os constantes ataques a Vera Magalhães, Bolsonaro tem sido bastante cobrado para pedir a seus apoiadores em todo o Brasil baixarem as armas - e, neste caso, isso não é uma força de expressão.

Mas, ao invés de condenar a violência e pedir para que seus seguidores e os demais brasileiros desarmem os espíritos para a eleição, Bolsonaro vai no sentido contrário.

A sobreposição dos discursos de lideranças políticas, religiosas e sociais ao longo do tempo, fomentando ódio contra políticos, magistrados, jornalistas, entre outros, distorce a visão de mundo de seus seguidores e torna a agressão "necessária'' para tirar o país do caos e extirpar o "mal", alimentando a violência.

Da mesma forma, a sobreposição de discursos afirmando que o crime não tem relação política acaba por normalizar a violência política, que passa a ser encarada como briga de bêbado na esquina. Com isso, pessoas como ele ajudam a semear ainda mais sangue em uma eleição que será marcada por tumultos.

Com isso, chegamos ao ponto de que sete a cada dez brasileiros têm medo de apanhar por ter opiniões. O presidente ajudou a criar uma sociedade que teme por sua própria vida simplesmente por defender um posicionamento político.

A esperança de futuro trazida pela pesquisa é que os mais jovens, entre 16 e 24 anos, são os que mais abraçam uma agenda de direitos humanos, civis e sociais. Que essa geração seja capaz de enterrar a ignorância cultivada pelas anteriores e a sepultar a estúpida política do mais forte.

Fonte: artigo de Leonardo Sakamoto no site do UOL

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Redes sociais do assassino de petista são uma caixa de eco de Bolsonaro. Trechos do artigo de Leonardo Sakamoto, no UOL

 

  Por mais que o presidente da República tenha tentado se desvencilhar do episódio, tuitando, neste domingo, que "dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores", foi ele quem espalhou a seus seguidores que o Brasil precisar passar por uma "limpeza" de opositores.

 Do UOL:

O bolsonarista Jorge Guaranho invade festa e atira no petista Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu (PR) - Reprodução
O bolsonarista Jorge Guaranho invade festa e atira no petista Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu (PR)Imagem: Reprodução
Leonardo Sakamoto

As redes sociais do agente penitenciário bolsonarista Jorge Guaranho, que matou o guarda municipal e tesoureiro petista Marcelo Arruda, neste sábado (9), em Foz do Iguaçu (PR), são uma grande caixa de eco dos discursos e declarações de Jair Bolsonaro. O crime ocorreu após Guaranho invadir a festa de Arruda, que tinha as cores do PT e imagens de Lula, e discutir com o anfitrião por política.

Por mais que o presidente da República tenha tentado se desvencilhar do episódio, tuitando, neste domingo, que "dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores", foi ele quem espalhou a seus seguidores que o Brasil precisar passar por uma "limpeza" de opositores.

E, ao que tudo indica, Guaranho absorveu bem essa intolerância. Um exemplo é a ideia de "limpar" o Brasil do PT. Em outubro de 2018, o agente postou em sua conta no Facebook:

"Vamos todos juntos nessa luta para limpar o Brasil do PT, limpar o país desses corruptos que só buscam perpetuação no poder as custas do bem da maioria. O Brasil é lindo é rico e não pode ser essa chacota que se tornou em saúde, educação, segurança etc. Viva o Brasil!"

 Isso é semelhante aos discursos de Bolsonaro na época. Como, por exemplo, em um ato eleitoral em São Paulo, do qual ele participou via teleconferência:

"A faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser que ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão pra cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria." E também disse: "Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil"

Outro ponto em que há influência é o ataque ao sistema eletrônico de votação. Desde a eleição de 2018, Jair Bolsonaro fala de fraude eleitoral, Guaranho também.

No dia 16 de setembro de 2018, o então candidato atacou as urnas eletrônicas, afirmando que "a grande preocupação não é perder no voto, é perder na fraude. Então, essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta".

Em outubro daquele ano, Guaranho publicou no Facebook: "Depois da fraude, claro que ia ter segundo turno. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Fraude! Não terá fraude no 2". E também: "Estão tentando de todas as formas fraudar o Bolsonaro. Não vamos permitir! 16:30 estarei indo fotografar os boletins de urna".

Não houve fraude, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, mas os seguidores do presidente não acreditam nisso por conta das acusações de Bolsonaro.

O compartilhamento de postagens de Guaranho em seu Twitter sobre fraudes nas urnas eletrônicas se tornou mais frequente nos últimos dois anos quando o presidente intensificou os ataques ao TSE. Pelas publicações, constata-se que ele é um entusiasta do voto impresso.

São apenas dois exemplos. Analisando suas contas nessas duas redes sociais é possível constatar a autoridade do presidente sobre o agente penitenciário federal em uma série de temas.

Ele atacava com frequência jornalistas, como Miriam Leitão e Ricardo Noblat; artistas críticos ao presidente, como Luísa Sonsa e Zélia Duncan; ex-aliados, como o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e o ex-juiz Sergio Moro; e ministros do STF e TSE, especialmente Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

O padrão é o mesmo do presidente. Até o Papa Francisco se tornou alvo, e mais de uma vez.

Também defendeu uma ruptura através das Forças Armadas, foi misógino com mulheres na política e fez troça com o suicídio de um adolescente que sofria bullying dizendo que era apenas "seleção natural".

Bolsonaro pediu, neste domingo (10), que "as autoridades apurem seriamente o ocorrido e tomem todas as providências cabíveis, assim como contra caluniadores que agem como urubus para tentar nos prejudicar 24 horas por dia". Está irritado por ser apontado or muitos como responsável pela violência cometida por seus seguidores....  Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2022/07/11/redes-sociais-de-assassino-de-petista-sao-uma-caixa-de-eco-de-bolsonaro.htm

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Vídeo do UOL News: 'Bolsonaro age como vítima e faz 'mimimi' em resposta à carta de Barra Torres', diz Sakamoto

 

Do Canal UOL News:

No UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto fala sobre a resposta do presidente Jair Bolsonaro (PL) à carta do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e diz: "Não sabe brincar, não desce pro play. Bolsonaro é o presidente mais agressivo da história do país, mas se vitimiza - e faz mimimi"



#UOLNews Inflação: Presidente do BC culpa Bolsonaro indiretamente, diz Sakamoto

 

Do Canal UOL News:

No UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto disse que o presidente do BC (Banco Central) culpou, de forma indireta, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) pela inflação de 10,06% acumulada em 2021 na justificativa enviada hoje ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao CMN (Conselho Monetário Nacional)




terça-feira, 28 de setembro de 2021

UOL: O não ter o que comemorar os 1000 dias do governo inflacionário, negacionista, conflituoso, irresponsável, imbecilizador e entreguista de Jair Bolsonaro

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto fala sobre os mil dias do governo de Jair Bolsonaro e diz que "não há motivo para festa", pois a palavra "desmonte" é o que define a gestão dele: "Bolsonaro completa 1000 dias com números assombrosos"



domingo, 14 de fevereiro de 2021

Vídeo-análise de Leonardo Sakamoto: Que legado deixa Moro, anti-herói justiceiro, agora sem máscara?

 

Do Canal UOL:


"O lavajatismo deixou um legado não apenas de desrespeito ao devido processo legal e de uso político de decisões judiciais, mas também de bonecos infláveis gigantes de 'Super-Moro' - com todas as consequências éticas e estéticas que pode ter a transformação em herói de um juiz que usava métodos ilegais", analisa Leonardo Sakamoto em sua coluna em vídeo desta semana.





segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O ilegítimo Temer no desmonte do Estado: o Golpe continua, por Leonardo Sakamoto

Resultado de imagem para desmonte do estado brasileiro

Setores econômicos golpistas (Fiesp, Globo, etc.) dobraram a pressão sobre o governo Michel Temer, na última semana, para que ele corra com seu pacote de reformas a fim de reduzir o tamanho do Estado brasileiro. A justificativa pública é a retomada do crescimento econômico. Na prática, o momento é a oportunidade, já frustrada muitas vezes no último quarto de século, de implantar um outro projeto de país. Um projeto de um país para servir mais a empresas e menos a trabalhadores.

Isso não é novidade e é a razão, aliás, de seu grupo político ter tido sucesso no processo de impeachment de Dilma Rousseff. Não que ela acreditasse em um modelo de desenvolvimento sustentável e includente – basta ver o que é o crime chamado Belo Monte, menina de seus olhos. Mas apenas um governo que não foi eleito e que, por enquanto, não pode ser reeleito (por conta da lei da Ficha Limpa) e, por isso, não está preso à viabilidade eleitoral, é capaz de aprovar uma quantidade grande de propostas e projetos que enfiam o futuro do trabalhador mais pobre tanto na lama.

Pelo menos, é isso que o povo do dinheiro e seus representantes acreditava. Agora, estão vendo que as coisas são mais difíceis do que imaginavam. Não por conta da resistência da – agora – oposição, que não têm essa competência toda. Mas por sua incompetência política e suas próprias trapalhadas que fazem uma cena de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias parecer Shakespeare.

Em outras palavras, tem gente cobrando a fatura e fazendo Michel começar a suar.

Desde a 1988, ao mesmo tempo que defendia a liberdade na economia, a Constituição previu que o poder público devia ser o responsável pela garantia da dignidade da população brasileira. Isso, é claro, fez com o Estado assumisse uma série de políticas que significam mais gastos. Agora, em momento de crise, busca-se jogar pela janela essas políticas que, não se engane, não voltarão no período de vacas gordas.

A sociedade mudou, a estrutura do mercado de trabalho mudou, a expectativa de vida mudou. Portanto, as regras que regem as relações trabalhistas e a Previdência Social podem e devem passar por discussões de tempos em tempos. E, caso se encontrem pontos de convergência que não depreciem a vida dos trabalhadores, não mudem as regras do jogo no meio de uma partida e atendam a essas mudanças, elas podem passar também por uma modernização.

Da mesma forma, entende-se que estamos em uma grande crise econômica e sacrifícios serão necessários. Mas o governo não pode aprovar, a toque de caixa, medidas que limitam o crescimento de investimento público nos próximos 20 anos, sem um debate mais profundo com a sociedade. Porque isso afetará os mais pobres e deixará os mais ricos passando ilesos pela turbulência.

Essa discussão não pode ser conduzida de forma autoritária ou em um curto espaço de tempo. Pois as medidas não devem servir para salvar o caixa público, o pescoço de um governo e o rendimento das classes mais abastadas, mas a fim de readequar o país diante das transformações sem tungar ainda mais o andar de baixo. Por exemplo, falar em imposição de uma idade mínima para aposentadoria sem considerar que os mais pobres começam a trabalhar mais cedo em atividades insalubres e morrem antes é desconhecer a realidade. Ou demonstrar muita má fé.

E o pior de tudo é que o discurso está sendo construído de forma que os trabalhadores achem muito justas as mudanças que vão lhes tirar direitos sem uma consulta prévia. No melhor estilo ''perdoa-me por me traíres'', de Nelson Rodrigues.

Porque, afinal de contas, uma eleição é exatamente isso: uma consulta sobre um projeto de governo ou de país que se quer implantar.

Não me perguntaram se quero reduzir o Estado brasileiro a ponto dele não ser capaz de garantir a qualidade de vida dos mais pobres. Perguntaram para vocês?

Se, em uma eleição presidencial, ganhasse uma candidatura que defenda abertamente tudo isso, ao menos o povão terá sido consultado sobre fatos que interferem em sua vida. E, se o rojão estourar lá na frente, será culpa de todos os envolvidos – inclusive eleitores.

Mas, neste momento, há uma tentativa de aproveitar um período de limbo de representatividade política e de alcance de legitimidade para ignorar a Constituição de 1988 e refundar a República – reduzindo o poder de fiscalização e de regulação do Estado ou mesmo de sua presença e ação.

Então, volto a uma ideia que já havia trazido aqui. Quero um plebiscito (também pode ser um referendo) para que o povo decida sobre o direito a terceirizar todas as atividades de uma empresa, sobre a reforma da Previdência com a imposição da idade mínima de 65 anos, sobre sindicatos e patrões poderem fechar acordos mesmo que esses desrespeitem direitos previstos na CLT, sobre a limitação do crescimento do investimento público citando as áreas que serão atingidas, sobre o afrouxamento do combate ao trabalho escravo por pressão de algumas empresas e certos fazendeiros, entre outros temas.

É claro que considero um risco incalculável uma maioria deliberar sobre direitos fundamentais, principalmente de minorias, em referendos e plebiscitos. Primeiro porque, não apenas no Brasil, mas em outros países, a percepção coletiva sobre o respeito aos direitos humanos é muito frágil. E a quantidade de informação sobre o outro (de que ele não é uma ameaça) e o nível de consciência da população são, simultaneamente, muito baixos. O que é uma mistura explosiva.

Porém, esse pacotão de medidas que está sendo tocado pelo governo federal, pelo Congresso Nacional e até pelo Supremo Tribunal Federal (que não deveria, mas tem decidido com cabeça de Poder Executivo) não tem respaldo popular e vai colocar em risco a efetividade de direitos fundamentais. Então, acho que a consulta é válida.

O debate público que se originaria disso seria, a meu ver, extremamente saudável para a população entender e discutir que tipo de Estado quer ter.

Eu também perguntaria sobre taxar grandes fortunas, ampliar a taxação de grandes heranças, aumentar a cobrança sobre as sonegações fiscal e previdenciária, retornar com o imposto de 15% sobre lucros e dividendos recebidos por donos e acionistas de empresas e reduzir o limite de jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário.

Imagino que o povo que está passando a fatura a Michel Temer tem ojeriza a essas ideias, ou seja, bloqueariam a tentativa. E preferem até ''trocar'' novamente de presidente, caso este não aplique, no tempo que eles desejam, a agenda de redução do Estado. Já aprenderam que tirar e por presidente é bem, mas bem mais fácil do que ganhar no MasterChef.


Leonardo Sakamoto