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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Mundo capetalista pós pandemia: Ricos mais ricos e pobres mais pobres. Reportagem de Patrícia Faermann

 

Relatório internacional lançado pela Oxfam mostra os números da desigualdade com a pandemia do Coronavírus.



Jornal GGN Enquanto os mais ricos do mundo já recuperaram todas as perdas que tiveram durante a pandemia da Covid-19, os mais pobres do planeta levarão 14 anos, pelo menos, para se levantar.

Essa é a conclusão do relatório lançado pela Oxfam, intitulado “O Vírus da Desigualdade”. O documento que traz estatísticas detalhadas do efeito da epidemia nos países e em seus povos, conclui se tratar da primeira vez que, quase todos os países, ao mesmo tempo, tiveram um aumento das desigualdades.

“O vírus expôs, se alimentou e aumentou as desigualdades de renda, gênero e raça já existentes. Mais de dois milhões de pessoas já morreram e centenas de milhões estão sendo jogadas na pobreza, enquanto muitos dos mais ricos – indivíduos e empresas – prosperam. As fortunas dos bilionários voltaram ao pico prépandêmico em apenas nove meses, enquanto a recuperação para as pessoas mais pobres do mundo pode levar mais de uma década.”

Os dois extremos

De uma ponta, o que hoje está sendo descrito como “o maior choque econômico desde a Grande Depressão” marcará a pobreza global nos próximos 20 anos. “Estima-se que o total de
pessoas que vivem na pobreza pode ter aumentado entre 200 milhões e 500 milhões em 2020. O número de pessoas que vivem na pobreza pode não voltar ao nível anterior à crise por mais de uma década.”

Os dados mostram que, de fevereiro a março de 2020, os mais ricos perderam 29,7% de suas fortunas e, já em novembro, conseguiram recuperá-las 100%.

Este resultado torna-se ainda mais alarmante quando se verifica que foram necessários 5 anos para que a riqueza dos bilionários se recuperasse após a crise financeira de 2008. E que, 10 anos após esse episódio, o número total de bilionários no mundo quase dobrou e “um novo bilionário foi criado a cada dois dias”, entre 2017 e 2018.

Ricos prosperam como nunca

Neste ritmo, os bilionários acumularam US$ 3,9 trilhões entre 18 de março e 31 de dezembro de 2020, em uma riqueza total que hoje soma US$ 11,95 trilhões – mesma quantia que os países dos governos G20 (Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, República da Coreia, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia) gastaram, juntos, para enfrentar a pandemia.

Os mais ricos estão prosperando como nunca. Na extrema ponta dessa desiguladade, os 10 maiores bilionários acumularam US$ 540 bilhões entre março e dezembro de 2020, segundo lista da Forbes. Esse montante seria suficiente para pagar a vacina contra a Covid-19 para toda a população mundial.

Fome e desemprego

Em outro exemplo, se a inseguraça alimentar já era uma realidade antes da Covid-19, a pandemia conseguiu alastrar ainda mais essa crise.

“Enquanto 1 em cada 10 pessoas vai para a cama com fome, as oito maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo pagaram mais de US$ 18 bilhões a seus acionistas entre janeiro e julho de 2020. Isso é cinco vezes mais do que os valores arrecadados pela ONU, em novembro de 2020, com o apelo por doações para a Covid-19.”

Também nesse período, houve o maior crise de desemprego dos últimos 90 anos. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), meio bilhão de pessoas estão hoje desempregadas ou sub-empregadas, na fome e miséria.

“É revoltante ver um pequeno grupo de privilegiados acumular tanto em meio a uma das piores crises globais já ocorridas na história”, manifestou a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, ao divulgar o relatório.

Como em todos os cenários de desigualdade mundial, as mulheres sofreram e sofrem mais, com empregos mais precários. Os números são que 112 milhões de mulheres não teriam perdido renda ou emprego se a representação entre homens e mulheres no trabalho fosse efetivamente igual.

Consequências

O pior cenário calculado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) escancara que o PIB global não deve retornar aos níveis que estavam antes da pandemia em, pelo menos, dois anos. A consequência desse lapso temporal na riqueza é o aumento direto, a longo prazo, na desigualdade global.

Nas contas também mais pessimistas do Banco Mundial, mais de 500 milhões de pessoas a mais estarão vivendo com menos de US$ 5,5 por dia em 2030. E essa estimativa está, infelizmente, sendo confirmada pelos PIBs de países em desenvolvimento.

O documento da Oxfam, por outro lado, traz uma reflexão otimista: “políticas transformadoras que pareciam impensáveis antes da crise, se mostraram possíveis”, declarando a importância “vital” da ação dos governos para proteger suas populações. E, nesse sentido, conclui que “não pode haver retorno para onde estávamos antes”.

 


Abaixo, o relatório completo:
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terça-feira, 28 de julho de 2020

Oxfam: Bilionários incentivadores da direita e extrema-direta amealham mais enquanto população perde emprego e renda



No meio desta pandemia, com distanciamento social e colapso dos sistemas de saúde, oito novos bilionários surgiram na região, o que representa um a cada duas semanas.
Jornal GGN O novo relatório da Oxfam, “Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid na América Latina e Caribe”, os mais ricos acumularam o correspondente a um terço do total dos recursos dos pacotes de estímulo adotados na América Latina e Caribe. No total, aumentaram suas fortunas em US$ 48,2 bilhões durante a pandemia. Na outra ponta, a maioria da população perdeu emprego e renda.
Os 42 bilionários do Brasil aumentaram suas fortunas em US$ 34 bilhões no mesmo período, aponta o relatório que foi lançado nesta segunda, dia 27. O estudo ainda revela como, em uma das regiões mais desiguais do planeta, os bilionários passaram incólumes pela crise econômica provocada pela pandemia de coronavirus.
Consta do relatório que dos 73 bilionários da América Latina e do Caribe, o Brasil carrega 42 deles. Suas fortunas foram aumentadas em US$ 34 bilhões, subindo o patrimônio líquido de US$ 123,1 bilhões em março para US$ 157,1 bilhões em julho. Os números para comparação são da Forbes, a publicação e o ranking em tempo real.
“A Covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar. Eles estão em outro mundo, o dos privilégios e das fortunas que seguem crescendo em meio à, talvez, maior crise econômica, social e de saúde do planeta no último século”, diz Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.
No meio desta pandemia, com distanciamento social e colapso dos sistemas de saúde, oito novos bilionários surgiram na região, o que representa um a cada duas semanas. Na outra ponta, estima-se que 40 milhões perderão seus empregos e 52 milhões entrarão na faixa de pobreza na América Latina e Caribe em 2020.
No Brasil, a situação parece não ver luz ao final. Se antes da pandemia já se contabilizava 12 milhões de desempregados e 40 milhões de trabalhadores informais, sem proteção social alguma, com o recrudescimento da situação vislumbra-se que o desemprego no país pode dobrar ou até quadruplicar até o final do ano. Mais de 600 mil pequenas e médias empresas brasileiras já fecharam as portas.
“Os dados são assustadores. Ver um pequeno grupo de milionários lucrarem como nunca numa das regiões mais desiguais do mundo é um tapa na cara da sociedade que, tanto no Brasil como nos demais países latino-americanos e caribenhos, está lutando com todas suas forças para manter a cabeça para fora d’água”, afirma Katia Maia, “Está mais do que na hora da elite brasileira contribuir renunciando a privilégios e pagando mais e melhores impostos”.
A taxação das grandes fortunas
Segundos as estimativas da Oxfam, há um colapso da receita tributária à vista. A perda desta receita em 2020 pode chegar a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe, algo em torno de US$ 113 milhões a menos e equivale a 59% do investimento público em saúde em toda a região.
Diante deste quadro, medidas urgentes são necessárias, diz o relatório, que apresenta dados, análises e propostas estruturadas para evitar o colapso dos serviços públicos da América Latina e Caribe.
Reforma Tributária no Brasil
No Brasil discute-se a reforma tributária, mas sem que se aborde a reestruturação do sistema para que promova a redução das desigualdades, como prevê a Constituição Brasileira.
As discussões no Congresso abordam somente na simplificação da tributação sobre o consumo, o que não resolve as distorções do sistema onde quem ganha menos paga proporcionalmente mais imposto do que quem ganha muito, e não contemplam os problemas de arrecadação que o país enfrenta em meio à pandemia.
“Entre a pífia proposta apresentada pelo governo federal e os discursos de lideranças do Congresso, que defendem uma reforma tributária voltada para a simplificação e a melhoria do ambiente para investimento, a maioria da população é escanteada mais uma vez. Ninguém parece ter a intenção de tocar nos privilégios dos mais ricos, que nunca pagaram uma parte justa de impostos. É como se a maioria da população não tivesse o direito à uma vida digna.” afirma Katia Maia.
Propostas
Para fazer frente a esta calamidade, a Oxfam apresenta um grupo de propostas fiscais tanto emergenciais como de temas pendentes não resolvidos ainda, para que se possa distribuir melhor a conta da crise econômica. São elas:
Propostas emergenciais:
Imposto extraordinário às grandes fortunas.
Pacotes de resgates públicos a grandes empresas com condições.
Imposto sobre resultados extraordinários de grandes corporações.
Imposto Digital.
Redução de impostos para quem está em situação de pobreza.
Temas pendentes:
Arrecadar mais para blindar as políticas sociais.
Reduzir a regressividade do mix fiscal
Deter a enorme perda de arrecadação por conta da evasão fiscal.
Elevar ou criar taxas sobre rendimentos de capital
Revisar impostos sobre propriedades
Revisar os incentivos tributários
Estabelecer um novo pacto fiscal e fortalecer a cultura tributária

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Assim agem os mega-bilionários na era da alienação midiática neoliberal



Assim agem os mega-bilionários


Retrato de um sistema em degradação moral: nove das dez pessoas mais ricas do mundo estão envolvidas com trabalho escravo e infantil, superexploração, espionagem e patrocínio de golpes de Estado

Gráfico da Oxfam revela crescimento acelerado da desigualdade. Em 2010, eram necessários 388 mega-bilionários para igualar a riqueza de metade da população do planeta. Em 2015, este número já havia caído para 58
Gráfico da Oxfam revela crescimento acelerado da desigualdade. Em 2010, eram necessários 388 mega-bilionários para igualar a riqueza de metade da população do planeta. Em 2015, este número caiu para 62
Por Mauro Lopes, editor do blog Caminho pra casa
Teve grande repercussão o estudo divulgado pela OXFAM segundo o qual 1% das pessoas mais ricas do mundo detêm mais riqueza que as demais 99%. No mesmo estudo, indicou-se que apenas 62 multimilionários têm riqueza equivalente à da metade da população do planeta. Veja aqui a íntegra do estudo em português. Agora, um conselheiro da entidade, que reúne 17 organizações não-governamentais, o russo Mikhail Maslennikov demonstrou como essa concentração é fruto de ação meticulosa das elites globais – veja a entrevista em português, veiculada pelo Outras Palavras clicando aqui.
BBC Brasil apresentou em reportagem quem são os 62 multimilionários que controlam metade da riqueza mundial – leia aqui se quiser. Na reportagem da BBC há algo que é uma febre nas redes: listas. O texto apresentou os “Top Ten”, os 10 mais ricos. É uma lista reveladora do caráter do capitalismo. Da dezena listada, nove são conhecidos por práticas que incluem uso de mão de obra escrava, superexploração de trabalhadores e espionagem a serviço da agência americana de segurança (NSA).O sistema ideológico do capitalismo enfia na cabeça e coração das pessoas histórias de “heróis” que fizeram fortuna com base em sua criatividade, genialidade, perseverança, intuição… É o que nos é vendido na mídia tradicional, pelo sistema escolar e acadêmico dominante, consultorias, publicidade… Mas os pés de barro desses “gigantes” ficam ocultos.
Vejamos a lista dos “10 mais”:
1. Bill Gates (US$ 79 bi) – a Microsoft é alvo de seguidas denúncias de uso de mão de obra em condições análogas à escravidão na Ásia, além de uso de crianças nas linhas de montagem – leia aqui.
2. Carlos Slim (US$ 77 bi) – empresas do império de telecomunicações do mexicano têm sido acusadas de condições degradantes de trabalho, especialmente em terceirizadas sob sua contratação, inclusive no Brasil – leia aqui.
3. Warren Buffet (US$ 72,7 bi) – é um ícone dos defensores do capitalismo, endeusado por eles, logo depois do “primeiro deus” (o dinheiro, claro). Fez sua fortuna investindo em empresas ao redor do mundo. Em 2015, sua holding firmou parceria com a 3G Capital, uma dessas empresas de fusões e aquisições ao estilo das mais selvagens dos anos 80: sua especialidade é fundir empresas e cortar milhares e milhares de pessoas. Buffet chegou a confrontar-se com acionistas de sua holding para defender as práticas de sua nova sócia – leia aqui.
4. Amancio Ortega (US$ 64,5 bi) – a Zara e outras empresas de Ortega são as líderes mundiais da chamada “fast fashion” (moda rápida), baseada em uso de mão de obra em condições análogas à escravidão no Brasil, Ásia e África – leia aqui.
5. Larry Ellison (US$ 54 bi) – sua empresa, a Oracle, está sob investigação na China pela acusação de ter colaborado com a NSA (agência de segurança do governo americano) no hackeamento das redes de universidades chinesas e de Hong Kong, do Ministério de Segurança Pública e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado – leia aqui.
6. Charles Koch (US$ 42,9 bi) – ele e seu irmão David, proprietários de empresas de petróleo e outras, são grandes financiadores das articulações de direita golpistas na América Latina, de cientistas que se opõem às evidências do aquecimento global e do livre porte de armas – leia aqui.
7. David Koch (US$ 42,9 bi) – irmão de Charles, o sexto da lista.
8. Christy Walton (US$ 41,7 bi) – os irmãos Walton, controladores da Walmart (terceira maior empresa do planeta) implantaram desde sua fundação, em 1962, uma política de salários irrisórios e veto a qualquer tentativa de organização de seus trabalhadores –leia aqui.
9. Jim Walton (US$ 40,6 bi) – irmão de Christy, a oitava da lista.
10. Liliane Bettencourt (US$ 40,1 bi) – a L’Oreal e sua controladora são as únicas sobre as quais não pesam acusações/evidências de maus tratos às pessoas ou ação contra seus direitos.
O caráter do capitalismo pelos seus “ídolos”.
Por fim, uma leitura imperdível se você quer entender o processo de concentração da renda e a impossibilidade de uma solução de paz e humana no contexto do capitalismo Um artigo do professor Ronaldo Herrlein Jr. Da UFRGS – leia aqui.

Altamiro Borges sobre os 62 indivíduos ultrabilionários em um mundo de 3,6 bilhões de miseráveis... Viva o Capitalismo!


Por Altamiro Borges


Na semana passada, a organização não-governamental britânica Oxfam divulgou um estudo sobre a brutal concentração das riquezas no mundo. Ele aponta que 62 ricaços - incluindo dois empresários brasileiros - têm uma fortuna equivalente a 3,6 bilhões de habitantes do planeta. A conclusão deveria gerar a repulsa da sociedade, mas a mídia patronal já tratou de abafar o escândalo. Em um cenário de crise mundial do capitalismo, este seleto grupo de endinheirados acumulou ainda mais riquezas. "O fosso entre a parcela dos mais ricos e o resto da população aumentou de forma dramática nos últimos 12 meses", afirma relatório da Oxfam, batizado acertadamente de "Uma economia a serviço de 1%. 

O estudo indica que a fortuna do seleto grupo que corresponde a 1% da população mundial superou a dos 99% restantes em 2015. "No ano passado, a Oxfam estimava que isso fosse ocorrer em 2016. No entanto, aconteceu em 2015, um ano antes", completa o documento, publicado como contribuição à 46ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davos, na semana passada. Os ricaços reunidos naquele convescote ficaram "chocados" com o estudo... e continuaram curtindo o passeio de luxo no paraíso suíço. O capitalismo segue sua lógica, concentrando riquezas e jogando a humanidade na barbárie.   


Vale conferir alguns dados da pesquisa e os nomes dos ricaços - já que a mídia privada optou por abafar o escândalo:

- "62 pessoas têm tanto capital como a metade mais pobre da população mundial", Enquanto há cinco anos a riqueza de 388 pessoas equivalia à riqueza da metade da população mundial, agora apenas 62 pessoas da parcela mais rica do mundo têm capital proporcional à metade da população mais pobre.



- "Desde o início do século 21 a metade mais pobre da humanidade se beneficia de menos de 1% do aumento total da riqueza mundial, enquanto a parcela de 1% dos mais ricos partilha da metade do mesmo aumento".



- Para combater às desigualdades, a Oxfam propôs o controle do capital rentista e o fim dos "paraísos fiscais". Ela revelou que nove em cada dez empresas presentes ao Fórum de Davos "estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal". É evidente que as propostas da ONG britânica não foram acatadas.

Confira a lista dos ricaços:

1- Bill Gates - US$ 79,2 bi - Microsoft EUA

2- Carlos Slim Helu - US$ 77,1 bi - Telecom México

3- Warren Buffett - US$ 72,7 bi - Berkshire Hathaway EUA

4- Amancio Ortega - US$ 64,5 bi - Zara Espanha

5- Larry Ellison - US$ 54,3 bi - Oracle EUA

6- Charles Koch - US$ 42,9 bi - Diversos EUA

7- David Koch - US$ 42,9 bi - Diversos EUA

8- Christy Walton - US$ 41,7 bi - Wal-Mart EUA

9- Jim Walton - US$ 40,6 bi - Wal-Mart EUA

10- Liliane Bettencourt - US$ 40,1 bi - L'Oreal França

11- Alice Walton - US$ 39,4 bi - Wal-Mart EUA

12- S. Robson Walton - US$ 39,1 bi - Wal-Mart EUA

13- Bernard Arnault - US$ 37,2 bi - LVMH França

14- Michael Bloomberg - US$ 35,5 bi - Bloomberg LP EUA

15- Jeff Bezos- US$ 34,8 bi - Amazon.com EUA

16- Mark Zuckerberg - US$ 33,4 bi - Facebook EUA

17- Li Ka-shing - US$ 33,3 bi - Diversos Hong Kong

18- Sheldon Adelson - US$ 31,4 bi - Cassinos EUA

19- Larry Page - US$ 29,7 bi - Google EUA

20- Sergey Brin - US$ 29,2 bi - Google EUA

21- Georg Schaeffler - US$ 26,9 bi - Rolamentos Alemanha

22- Forrest Mars Jr. - US$ 26,6 bi - Doces EUA

23- Jacqueline Mars - US$ 26,6 bi - Doces EUA

24- John Mars - US$ 26,6 bi - Doces EUA

25- David Thomson - US$ 25,5 bi - Mídia Canada

26- Jorge Paulo Lemann - US$ 25 bi - Bebidas Brasil

27- Lee Shau Kee - US$ 24,8 bi - Imóveis Hong Kong

28- Stefan Persson - US$ 24,5 bi - H&M Sweden

29- George Soros - US$ 24,2 bi - Hedge Funds EUA

30- Wang Jianlin - US$ 24,2 bi - Imóveis China

31- Carl Icahn - US$ 23,5 bi - Investimentos EUA

32- Maria Franca Fissolo - US$ 23,4 bi - Nutella, chocolates Italy

33- Jack Ma - US$ 22,7 bi - Comércio digital China

34- Prince Alwaleed bin Talal Alsaud - US$ 22,6 bi - Investimentos Saudi Arabia

35- Steve Ballmer - US$ 21,5 bi - Microsoft EUA

36- Phil Knight - US$ 21,5 bi - Nike EUA

37- Beate Heister & Karl Albrecht Jr. - US$ 21,3 bi - Supermercados Alemanha

38 Li Hejun - US$ 21,1 bi - Equipamento de energia solar China

39- Mukesh Ambani - US$ 21 bi - Petroquímicos, óleo e gás Índia

40- Leonardo Del Vecchio - US$ 20,4 bi - Óculos Italy

41- Len Blavatnik - US$ 20,2 bi - Diversos EUA

42- Tadashi Yanai - US$ 20,2 bi - Varejo Japão

43- Charles Ergen - US$ 20,1 bi - Dish Network EUA

44- Dilip Shanghvi - US$ 20 bi - Farmacêuticos Índia

45- Laurene Powell Jobs - US$ 19,5 bi - Apple, Disney EUA

46- Dieter Schwarz - US$ 19,4 bi - Varejo Alemanha

47- Michael Dell - US$ 19,2 bi - Dell EUA

48- Azim Premji - US$ 19,1 bi - Software Índia

49- Theo Albrecht Jr. - US$ 19 bi - Aldi, Trader Joe's Alemanha

50- Michael Otto - US$ 18,1 bi - Varejo, imóveis Alemanha

51- Paul Allen - US$ 17,5 bi - Microsoft, investimentos EUA

52- Joseph Safra - US$ 17,3 bi - Financeiro Brasil

53- Anne Cox Chambers - US$ 17 bi - Mídia EUA

54- Susanne Klatten - US$ 16,8 bi - BMW, farmacêuticos Alemanha

55- Pallonji Mistry - US$ 16,3 bi - Construção Irlanda

56- Ma Huateng - US$ 16,1 bi - Mídia China

57 - Patrick Drahi - US$ 16 bi - Telecom França

58- Thomas & Raymond Kwok - US$ 15,9 bi - Imóveis Hong Kong

59- Stefan Quandt - US$ 15,6 bi - BMW Alemanha

60- Ray Dalio - US$ 15,4 bi - Hedge funds EUA

61- Vladimir Potanin - US$ 15,4 bi - Metais Rússia

62- Serge Dassault - US$ 15,3 bi - Aviação França

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