Mostrando postagens com marcador PGR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PGR. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Juliana Dal Piva sobre a continuidade do julgamento dos golpistas bolsonaristas - Núcleo 2 do golpe: STF julga homens de confiança de Ramagem e oficiais do Exército

 

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuou em operações estratégicas de desinformação sobre as urnas eletrônicas para mobilizar a população a favor da criação de um ambiente favorável ao golpe e também na produção de dossiês de adversários dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).


Do ICL Notícias:


Núcleo 2 do golpe: STF julga homens de confiança de Ramagem e oficiais do Exército

Grupo atuou em operações estratégicas de desinformação sobre as urnas eletrônicas



Por Juliana Dal Piva

A partir desta terça-feira (14), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) julga o núcleo 2 da organização criminosa que tentou um golpe de estado no Brasil após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuou em operações estratégicas de desinformação sobre as urnas eletrônicas para mobilizar a população a favor da criação de um ambiente favorável ao golpe e também na produção de dossiês de adversários dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Entre os sete réus que serão julgados a partir de hoje estão dois homens de confiança do deputado federal Alexandre Ramagem, que foi diretor-geral da Abin durante o governo de Bolsonaro.

Golpe

STF começa a julgar hoje o Núcleo 2 da tentativa de golpe (Foto:Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Quem são os integrantes do Núcelo 2 do golpe

 

1. Ailton Gonçalves Moraes Barros (ex-major do Exército, expulso em 2006)


É acusado de integrar o núcleo responsável por incitar a adesão de militares ao golpe e atacar comandantes das Forças Armadas que se recusassem a apoiar a ação, atuando sob ordens do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro. Segundo investigações, mensagens trocadas por ele com o ex-ministro Braga Netto mostram que recebia orientações para atacar os comandantes do Exército e da Aeronáutica porque ambos foram contrários ao golpe.

2. Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército)


Atuou como diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS quando Eduardo Pazuello estava à frente da pasta e teria disseminado informações falsas sobre o processo eleitoral. É acusado de editar um documento com informações falsas sobre o sistema eletrônico eleitoral, e a PGR afirma que ele coordenou a produção e distribuição de fake news nas redes sociais.

3. Marcelo Araújo Bormevet (agente da Polícia Federal)


Um dos principais homens de confiança de Ramagem, ele trabalhou na Abin do final de 2019 até meados de 2022. Segundo a PF, fazia parte da “Abin paralela”. Entre as acusações está a criação de notícias falsas sobre os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso do STF, incluindo teorias conspiratórias visando desacreditar o processo eleitoral. É considerado réu por ter usado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar opositores.

4. Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército)


É acusado de integrar a “Abin paralela” para monitorar opositores. Foi cedido à Abin na gestão de Alexandre Ramagem. Para a PGR, Rodrigues e Bormevet agiram de forma coordenada com o núcleo central da organização criminosa, organizando a produção e disseminação de informações falsas contra os alvos apontados publicamente pelo ex-presidente Bolsonaro com o objetivo de enfraquecer as instituições.

5. Carlos César Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal)
Elaborou em 2022, a pedido do PL, um relatório que falava em supostas falhas nas urnas eletrônicas. Com base no documento apresentado, o PL defendeu que as supostas falhas justificariam a anulação de parte dos votos computados.

6. Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército)


A acusação aponta que Guilherme Marques de Almeida tinha “papel tático na organização criminosa”. Segundo o Ministério Público, sua “proatividade na propagação da desinformação chamou a atenção das investigações”.

7. Reginaldo Vieira de Abreu (coronel da reserva)


Segundo a PGR, ele tentou interferir no Relatório das Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas para “manipular a opinião pública em favor da ruptura institucional”. É acusado de ter praticado monitoramento ilegal ao tirar e compartilhar fotos do ministro do STF Gilmar Mendes no aeroporto de Lisboa. As imagens foram enviadas por WhatsApp para o general Mário Fernandes, criador do Plano Punhal Verde Amarelo, o que caracterizou uma ação de vigilância não autorizada contra uma autoridade pública. Segundo a PF, as imagens foram capturadas em 20 de novembro de 2022. Antes disso, ele já tinha elaborado uma minuta que previa medidas como a prisão do ministro.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Aposentado protocola na PGR notícia-crime contra PL da Anistia: ‘É golpe'

  Do ICL Notícias:

Valmir escreveu documento no mesmo dia em que Sóstenes Cavalcanti protocolou projeto na Câmara



O Projeto de Lei da Anistia foi a gota d’água para o paulista aposentado Valmir Laudelino Zanzeri. Ele decidiu, por conta própria, apresentar uma notícia crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra todos os mais de 200 deputados que assinaram o pedido de urgência para a tramitação do PL, protocolado esta semana na mesa da Câmara dos Deputados. “Fica bem claro que tais deputados não só são solidários, mas também apoiadores dos atos ocorridos em 08/01/2023”, argumentou Valmir no arrazoado apresentado à PGR que mpstrou, com exclusividade, com o ICL Notícias.

“Eu já estava p… da vida”, disse Valmir. Ele acompanha a política de perto, diz que está sempre brigando para ver se as coisas melhoram no Brasil, e decidiu que não podia mais ficar calado, quieto em casa. Assistindo a uma entrevista do jurista Lenio Streck na internet, Valmir perguntou, pelo chat, se um cidadão comum poderia apresentar uma queixa sobre o projeto à PGR. “Ele respondeu! Riu e disse, poder pode…”.

Laudelino não perdeu tempo. Foi logo preparar o documento apresentado à Procuradoria na segunda-feira, dia 14. No mesmo dia em que o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) protocolou o projeto com 264 assinaturas. No dia seguinte, Valmir recebeu uma resposta da PGR avisando que a notícia-crime havia sido recebida. O e-mail também continha um número de protocolo para que ele pudesse acompanhar a tramitação do processo.

PGR

Trecho do documento enviado por Valmir contra PL da anistia à PGR (Foto: Reprodução)

PGR acusou recebimento do texto de Valmir

Na argumentação que redigiu, Valmir destaca que para combater “esse sentimento golpista, que continua no ar”, e impedir que esses agentes continuem espalhando mentiras e desinformação, seria importante impedir atos como esse, que tenta anistiar os responsáveis pelos planos golpistas. Ele também pede que todos os responsáveis sejam retirados do convívio social.

Valmir não está preocupado apenas com o momento atual e sim, com o futuro próximo.

“Claro que essa anistia é golpe e possivelmente uma preparação para um golpe futuro, quem sabe já agora, em 2026”, afirma.

O texto do PL, de fato, abre brechas preocupantes. Por exemplo, não tratar como crime os preparativos para uma tentativa de golpe. Como se preparar e não conseguir levar um golpe a cabo não fosse conduta digna de punição da justiça. Se for assim, fica bem fácil planejar uma ruptura institucional.

Para Valmir, não dá mais para ficar esperando o amanhã sem cuidar do que for possível hoje. Ele quer ver todos os deputados que embarcaram na tentativa de passar a borracha na história da tentativa de golpe, que culminou com as cenas de violência do dia 8 de janeiro, investigados e punidos.

sábado, 15 de março de 2025

Nova ação no STF pede investigação contra Bolsonaro pelo crime de violação da soberania e lesa-pátria

 

Os deputados apontam que, em uma entrevista, Bolsonaro afirmou que transmitiu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informações sobre acordos firmados entre Brasil e China, que envolveria a “construção de bombas atômicas”.


Do Jornal GGN:

Nova ação no STF pede investigação contra Bolsonaro pelo crime de violação da soberania

Pedido de apuração foi encaminhado ao ministro do STF, Alexandre de Moraes; entenda,


Foto: Marcos Corrêa/PR

A bancada do PT na Câmara dos Deputados acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de uma investigação contra Jair Bolsonaro por crime contra a soberania nacional. 

Os deputados apontam que, em uma entrevista, Bolsonaro afirmou que transmitiu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informações sobre acordos firmados entre Brasil e China, que envolveria a “construção de bombas atômicas”.

Podem ficar tranquilos, já passei para a equipe do Trump isso aí, passei em primeira mão lá atrás”, disse Bolsonaro, no dia 7 de março, direito do aeroporto de Brasília, em referência aos 37 acordos assinados entre o presidente Lula (PT) e o presidente Xi Jinping, em novembro de 2024, quando o líder chinês esteve no Brasil. 

Na ocasião, Bolsonaro ainda afirmou: “Eles (o governo dos EUA) têm uma preocupação com o Brasil, eles não querem que o Brasil se consolide como uma nova Venezuela e nós sabemos que o problema do Brasil não vai ser resolvido internamente, tem que ser resolvido com o apoio de fora”. 

Segundo os parlamentares do PT,  Bolsonaro “confessou abertamente ter se tornado um agente de informações de outra nação, buscando intervenção externa no Brasil”.

A fala do noticiado não se traduz num fato isolado, mas revela uma estratégia utilizada por seu grupo com o claro objetivo de desestabilizar a política nacional, atentando contra a soberania e a democracia brasileira”, argumentam os deputados no pedido, que foi encaminhado ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Os signatários sustentam que o ex-presidente atentou contra a soberania, conforme previsto no artigo 359-I do Código Penal, que criminaliza o ato de negociar com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o País ou invadi-lo.

Leia também:

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Imprensa ‘isentona’ (controlada por banqueiros e especuladores do mercado financeiro) ataca denúncia da PGR contra o Inelegível e faz a alegria dos golpistas

 Os motivos pelos quais os veículos de comunicação do Brasil têm tamanha assiduidade em se perfilar ao lado dos vilões estão à vista de todos. Interesses econômicos e diferenças ideológicas são as principais causas.

COLUNISTAS ICL

Imprensa ‘isentona’ ataca denúncia da PGR e faz a alegria dos golpistas

Bolsonaristas fizeram uso das matérias da grande imprensa para engordar sua defesa nas redes sociais



Uma das especialidades da imprensa brasileira é ficar do lado errado da história.

Foi assim com Getúlio Vargas.

Foi assim com a Ditadura Militar.

Foi assim com Brizola.

Foi assim com Dilma.

Foi assim com a Lava Jato.

As honrosas exceções confirmam essa lamentável regra.

Os motivos pelos quais os veículos de comunicação do Brasil têm tamanha assiduidade em se perfilar ao lado dos vilões estão à vista de todos. Interesses econômicos e diferenças ideológicas são as principais causas. Mas há motivações menos óbvias — idiossincrasias, exibição pública de poder, vaidade e por aí vai.

Quem quiser que arrisque o motivo que nesse momento leva parte da imprensa brasileira a exercer novamente seu talento para o erro, justamente em um dos momentos mais decisivos da República.

O certo é que alguns dos jornais e sites de maior audiência do país têm se dedicado com afinco nos últimos dias a descredibilizar a denúncia que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou contra 33 acusados de tentar golpe de Estado. Entre eles, o líder, Jair Bolsonaro.

Que fique claro: nenhuma autoridade ou processo deve estar imune a críticas. Mas o básico é que elas façam sentido.

Não é o que se vê.

Desde quarta-feira (19), a Folha de São Paulo dispara matérias que estão fazendo a felicidade dos golpistas. Em um dos textos, o jornal deu a entender que o delator Mauro Cid mudou a versão depois que Alexandre de Moraes o ameaçou de prisão. Isso porque, a certa altura, o ministro disse que Cid tinha a última chance para dizer a verdade.

As reclamações dos leitores explodiram instantaneamente. Muitos deles explicavam aos jornalistas da Folha o que realmente tinha acontecido. “Não houve ameaça e sim uma advertência do que iria acontecer, coisa que um juiz tem a obrigação de fazer”, escreveu um leitor. “O Cid tentou enrolar o ministro Alexandre e se deu mal”, observou outro.

No dia seguinte, outra reportagem seguiu essa mesma linha, dizendo que um vídeo mostrava “ameaça de prisão de Moraes a Cid”. Na verdade, o ministro comunicava ao delator que foram constatadas mentiras no seu depoimento anterior e tanto a PF quanto a PGR opinavam que ele deveria ser preso.

Em matéria na noite da sexta-feira (21), a Folha avança ainda mais: “Ameaça de Moraes a Cid abre brecha para contestar delação que implicou Bolsonaro”. No texto, dois juristas do grupo Prerrogativas não confirmam a tese anunciada, que é abraçada apenas pelo advogado de defesa de Cid e dois políticos bolsonaristas, Flávio Bolsonaro e Sóstenes Cavalcante.

Os leitores mais uma vez manifestaram seu inconformismo. “Folha procurando pelo em ovo, só prá variar! Moraes só falou a real para o delator e fez tudo às claras e filmado!”, escreveu um deles.

Já no Estadão, um colunista conhecido pela sintonia com a extrema direita teve a cara de pau de escrever na edição deste sábado (22) que o procurador-geral Gonet apresentou na denúncia provas que não existem. Outro colunista do mesmo jornal publicou dias atrás que a denúncia contra os golpistas “amplia imagem ruim do STF em ala da sociedade”.

Para um, a tentativa de golpe de Estado, com todos os atos evidentes dos bolsonaristas e a invasão das sedes dos três Poderes transmitida pela TV, simplesmente não existiu. Para outro, o Supremo deveria tratar a denúncia com prudência para não ficar malvisto entre os bolsonaristas. É como se um magistrado evitasse condenar Marcola para não ficar com “imagem ruim” entre os apoiadores do PCC.

Isso para não falar da tese esdrúxula defendida em algumas reportagens de que a denúncia da PGR teria ignorado trechos da investigação da PF que são favoráveis a Cid. A intenção seria apontar a parcialidade de Gonet. E ele é realmente parcial: como bem observaram os leitores (mais uma vez), a PGR é parte no processo, trata da acusação. É assim o rito legal.

Neste sábado (22), a Folha mostrou alguns sinais de mudança.

Luiz Francisco Carvalho Filho, advogado do jornal, publica artigo que já no título classifica a denúncia feita por Gonet como “sólida”. No texto, alerta para a necessidade da prisão preventiva de Bolsonaro,que pode causar muitos problemas se fugir para os Estados Unidos e fizer dueto antidemocrático com Donald Trump. Já no espaço de matérias, o jornal reconhece que o documento da PGR tem base em evidências e as margens para divergências são estreitas.

Antes dessa aparente guinada, porém, Bolsonaro e os bolsonaristas fizeram uso das matérias da grande imprensa para engordar sua defesa nas redes sociais. Certamente também serão anexadas à ação.

No jornalismo nacional, a preocupação com o devido processo legal tem sido seletiva. Não há como evitar comparação do espaço generoso na imprensa dado agora ao contraditório, em contraste com o massacre que midiático promovido contra Lula, nos seis anos da operação Lava Jato.

De qualquer forma, contestar o rito processual da acusação contra Bolsonaro e os golpistas poderá soar para alguns como isenção.

Nada disso.

A regra de ouro do jornalismo é tentar chegar o mais perto possível da verdade (ou das verdades) e manter honestidade total nos textos que entrega aos leitores. Isso não quer dizer isenção.

No embate entre a turba que tenta um golpe de Estado e aqueles que defendem as instituições republicanas não se deve ficar isento.

Os verdadeiros democratas têm um lado.

Não é difícil saber qual é.

domingo, 20 de outubro de 2024

PF vai indiciar Bolsonaro, Heleno, Braga Netto e ex-chefe da Marinha no inquérito do golpe. Coluna de Guilherme Amado no Metrópoles

 

PF vai indiciar Bolsonaro, Heleno, Braga Netto e ex-chefe da Marinha no inquérito do golpe

Novembro vai ter um gosto amargo para Jair Bolsonaro e alguns de seus ex-ministros

 atualizado 



Novembro vai ter um gosto amargo para Jair Bolsonaro e alguns de seus ex-ministros: a Polícia Federal vai indiciar, em meados do mês, o ex-presidente; os ex-ministros e generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto; o ex-comandante da Marinha e almirante Almir Garnier Santos; o ex-ministro Anderson Torres; e o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira, entre outros. Os seis serão indiciados no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado, após a derrota para Lula, em 2022.

A Polícia Federal tem elementos que mostram a participação dos cinco na trama golpista colocada em prática ao longo de 2022, e, em especial, após o resultado do segundo turno da eleição daquele ano.

Mensagens encontradas recentemente pela PF ligam Bolsonaro à minuta golpista que implementava instrumentos jurídicos que permitiram contestar o resultado das eleições, à margem da Constituição. No texto, encontrado posteriormente com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, constava o decreto de Estado de Sítio e de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem.

6 imagens
O ex-presidente Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro acusa Janones de calúnia
Bolsonaro nomeou Wendel Benevides Matos na Corregedoria da PRF em 2021
O ex-presidente Jair Bolsonaro

A situação de Bolsonaro também foi agravada pela confirmação dos ex-comandantes do Exército, general Marco Antonio Freire Gomes, e da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista Júnior, de que Bolsonaro os pressionou a aderir a um golpe de Estado para se manter no poder.

O ex-comandante da Marinha Almir Garnier foi o único dos três chefes militares a, segundo a investigação da PF, colocar suas tropas à disposição para uma intentona golpista. O ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, é listado como pertencente ao núcleo de oficiais de alta patente que teriam se valido do cargo “para influenciar e incitar o apoio aos demais núcleos de atuação, por meio do endosso de ações e medidas a serem adotadas, para a consumação do golpe de Estado”.

Já Anderson Torres, fora a omissão no 8 de Janeiro — quando ele, mesmo sendo secretário de Segurança e sabendo do risco de invasão das sedes dos Três Poderes, decidiu tirar férias e deixar Brasília —, será indiciado por ter servido, nas palavras dos ex-comandantes militares, como “tradutor jurídico” da minuta golpista.

Augusto Heleno e Braga Netto

Contra o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, uma das principais provas encontradas pela Polícia Federal foram anotações de teor golpista em uma agenda apreendida em sua casa. O compilado reunia medidas que poderiam ser adotadas pelo governo Bolsonaro, por exemplo, para frear a Polícia Federal e o Supremo, prevendo até a prisão de delegados que se dispusessem a cumprir ordens judiciais consideradas ilegais pelo governo.

A PF também encontrou no celular de Braga Netto mensagens trocadas em dezembro de 2022 entre ele e Ailton Gonçalves Moraes Barros, amigo de Bolsonaro, com orientações para que o ex-comandante da Aeronáutica Baptista Júnior fosse atacado, pela mesma razão.

Diante da resistência de Baptista Júnior em aderir aos planos golpistas, Braga Netto o classificou como “traidor da pátria”, enquanto fazia elogios a Garnier, comandante da Marinha, em concordância com o golpismo bolsonarista.

Todos os seis negam que tenham participado de qualquer plano ilegal ou golpista.

quinta-feira, 21 de março de 2024

GGN: PGR Paulo Gonet indicou que levará os crimes do governo Bolsonaro na pandemia à Justiça

 

Randolfe Rodrigues disse que Gonet confirmou que irá "prestigiar" o trabalho da CPI da Covid, que, entre outros, incrimina Jair Bolsonaro

Do Jornal GGN:


Foto: Secom/PGR

A notícia de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, avalia reabrir as investigações da CPI da Covid, possivelmente transformando-a em denúncias formais na Justiça, ganhou novos episódios nesta terça-feira (19), quando o PGR se reuniu com os senadores da CPI, Omar Aziz (PSD), Renan Calheiros (MDB) e Randolfe Rodrigues.

Junto a interlocutores, Gonet teria anunciado as suas intenções de aproveitar o relatório final da Comissão, de outubro de 2021, para denunciar os envolvidos por omissões e crimes da pandemia no Brasil. O relatório recomendava o indiciamento do então presidente Jair Bolsonaro e boa parte de sua equipe de governo, incluindo 4 ministros, além de outros envolvidos. Crimes de responsabilidade e crimes contra a humanidade foram expostos pelas investigações à época.

A peça, que não detem caráter jurídico, por ser um trabalho de investigação de parlamentares junto a testemunhas e obtenção de documentos probatórios, foi encaminhada ao Judiciário: no caso, a Procuradoria-Geral da República, para que fossem tomadas providências jurídicas.

Entretanto, o relatório não se desdobrou em peças jurídicas enquanto a PGR era comandada pelo procurador Augusto Aras. Desde que assumiu, Gonet indicou que teria interesse em reabrir o caso.

Ontem (19), ele se reuniu diretamente com o então presidente da CPI de 2021, o senador Omar Aziz, o relator da Comissão, o senador Renan Calheiros, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues. Os parlamentares pediram que os crimes apontados e descobertos à epoca sejam levados adiante na Justiça.

Além disso, o caso recente do indiciamento, pela PF, de fraude nos cartões de vacinas de Covid-19 de Jair Bolsonaro e de seus assessores trouxe novos elementos de provas de crimes cometidos pelo então presidente.

Ao sair do encontro, Randolfe afirmou estar “confiante” de que Gonet levará os crimes para a Justiça: “Ele destacou que a CPI, o trabalho que foi feito por nós, é digno de admiração e será, por ele, prestigiado. Isto é mais relevante e fundamental deste encontro. Nós saímos daqui convencidos que não terá impunidade para mais 700 mil brasileiros que morreram. Saímos daqui muito confiantes do trabalho, agora, do Ministério Público”, disse o senador, à imprensa, ao deixar a reunião.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Augusto Aras tentou barrar inquérito após pedido de empresário bolsonarista Meyer Nigri, indicam mensagens

 A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) agiu para proteger de uma investigação o dono da construtora Tecnisa, Meyer Nigri, após pedido do próprio empresário, enviado por mensagem de WhatsApp ao chefe do órgão, Augusto Aras.

Do UOL:

Aguirre Talento 
Colunista do UOL


Augusto Aras durante sabatina na CCJImagem: Pedro França/Agência Senado

A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) agiu para proteger de uma investigação o dono da construtora Tecnisa, Meyer Nigri, após pedido do próprio empresário, enviado por mensagem de WhatsApp ao chefe do órgão, Augusto Aras.


Diálogos interceptados pela Polícia Federal mostram que Nigri, um dos empresários mais próximos do então presidente Jair Bolsonaro, acionou Aras quando tomou conhecimento de que poderia ser alvo de uma investigação pela disseminação de mensagens de teor golpista. O pedido de investigação partiu do senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), com base em reportagem do site "Metrópoles".


Aras lhe disse que iria localizar o processo e, antes de qualquer manifestação nos autos, antecipou seu juízo ao empresário: "Se trata de mais um abuso do fulano".

A defesa de Meyer Nigri negou que ele tenha solicitado interferência no pedido de inquérito e disse que o empresário apenas "perguntou a opinião" de Aras sobre a investigação que iria tramitar na PGR (leia abaixo).

Três semanas depois desse diálogo, a PGR pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o trancamento da investigação aberta contra Nigri e outros empresários, além da anulação de uma operação de busca e apreensão já deflagrada pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

  • O UOL teve acesso, com exclusividade, aos diálogos do telefone celular do empresário Meyer Nigri, apreendido pela PF em agosto do ano passado. Reportagem publicada na quarta-feira (23) mostrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro disseminou ao menos 18 mensagens com fake news ao empresário, incluindo ameaças de "sangue" e "guerra civil" no caso de derrota nas eleições.
  • A PF também identificou que Meyer Nigri, fundador da construtora Tecnisa, montou uma rede de contatos dentro da Procuradoria-Geral da República (PGR) com o objetivo de tentar a "obtenção de proximidade e de facilidades" e usou a relação que tinha com o procurador-geral da República Augusto Aras para lhe apresentar demandas privadas.
  • Ao analisar o celular de Meyer Nigri, apreendido em agosto do ano passado, a PF encontrou trocas de mensagens entre ele e Aras na defesa desses interesses. Também identificou diálogos do empresário com um assessor da PGR e um encontro com a vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo.
  • A análise das mensagens constantes no aplicativo do WhatsApp demonstraram que o empresário Meyer Nigri se aproveita da proximidade que possui com o sr. Augusto Aras, atual procurador-geral da República, para apresentar demandas privadas e/ou de interesse de grupos específicos (jurídico, políticos e/ou ideológicos)


    Relatório da Polícia Federal

Veja aqui o restante do artigo de Aguirre Talento no UOL

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Dois esclarecedores vídeos do Portal do José sobre as negociatas da direita, o conluiu entre PGR e Bolsonaro e o Centrão de e com Arthur Lira contra o Brasil, os indígenas, Lula e o meio-ambiente

 

Do Portal do José:

Vídeo 01: Lindôra Araújo, Vice-Procuradora Geral da República, mantinha encontros secretos com Jair Bolsonaro para protegê-lo em troca da promessa de faze-la Procuradora Geral, conforme mostram informações do celular do tenente-coronel Mauro Cid e divulgado pelo Metrópoles. Os negócios da extrema direita e de Arthur Lira, financiados por empresários e pelo agronegócio, contra os interesses da maioria do povo do Brasil

BOLSONARO? PGR DESVIADA? O BANANA CORREU! E SOBRE LULA: JANONES DISSE TUDO



Vídeo 02: Escândalo "secreto" das reuniões entre Lindôra Araújo e Jair Bolsonaro que explica a impunidade de Bolsonaro. Lula enfretará o mal da "saúva" destrutiva Arhtur Lira? Sâmio descascou a hipocrisia de Ricardo Salles...

ESCÂNDALO PARA BALANÇAR A ESTRUTURA DA REPÚBLICA BOLSONARISTA. É o que revelam as mensagens obtidas no celular de CID. Bolsonaro se encontrava com o responsável pela acusação e saia ileso. Pode isso? Lula com problemas: saúvas são cruéis! Sigamos.




segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Clima na PGR é de revolta com a proteção de Augusto Aras aos crimes patentes do bolsonarismo

 

Subprocuradores não aceitam a blindagem que o procurador-geral vem oferecendo a Jair Bolsonaro, que já cometeu dezenas de crimes de responsabilidade

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 – A blindagem oferecida pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, a Jair Bolsonaro, que já cometeu dezenas de crimes de responsabilidade na presidência da República, como suas frequentes quebras de decoro e ameaças ao processo eleitoral, abriu um clima inédito na PGR de revolta. "A crescente adesão de subprocuradores a manifestos cobrando providências do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, contra os ataques de Jair Bolsonaro à urna eletrônica e ao STF, mostra que a insatisfação da cúpula do Ministério Público Federal com o líder da instituição atingiu níveis inéditos. Os subprocuradores são membros do MP que atuam nas cortes superiores, como o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça", informa a jornalista Malu Gaspar, em sua coluna no Globo.

"Só as duas últimas manifestações – uma divulgada na última sexta-feira e outra, em meados de julho – reúnem assinaturas de 36 subprocuradores. Há ainda um grupo menor, de quatro a cinco, que não subscrevem documentos, mas atuam na mobilização dos colegas. Somados, são entre 40 e 41 subprocuradores, de um total de 73 em atividade", diz ainda a jornalista.

Inscreva-se no canal de cortes da TV 247 e saiba mais: