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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Vídeo de Reinaldo Azevedo: Não temos de tolerar golpistas, negacionistas, racistas, misóginos, homofóbicos, bolsonaristas...

 

Do Canal Band News:


Reinaldo Azevedo fala sobre o conceito de "ideologia" e também pondera sobre as eleições de 2022. O âncora da BandNews FM questiona se ser negacionista é um direito e se temos que tolerar racistas, misóginos e homofóbicos.





quinta-feira, 4 de abril de 2019

A Deutsche Welle da Alemanha faz uma análise do negacionismo e revisionismo histórico da extrema-direita bolsonarista, onde imbecilidades como dizer que o "Nazismo era de esquerda" ou que "não houve ditadura militar no Brasil" são apenas alguns exemplos...



Da DW:


BRASIL

O negacionismo histórico como arma política

Está em curso no Brasil um revisionismo histórico com base na negação e na manipulação de fatos. Ele é promovido por seguidores da "nova direita" e pelo próprio governo Bolsonaro. E vai além do "nazismo de esquerda."
    
Nazismo de esquerda: Bolsonaro contrariou o que diz o próprio museu do Holocausto que ele visitou em Israel
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Há um revisionismo histórico, com fins políticos, em curso no Brasil. Ele é baseado na negação e manipulação de fatos e é promovido por integrantes do governo Jair Bolsonaro e seguidores da "nova direita". Dizer que não houve golpe em 1964 e que o nazismo foi um movimento de esquerda, como afirmou o próprio presidente, são apenas alguns exemplos.
Esses exemplos, segundo especialistas ouvidos pela DW Brasil, fazem parte de uma estratégia maior, de um movimento que busca legitimar os seus projetos políticos a partir de uma visão distorcida da historiografia acadêmica praticada por historiadores no Brasil e no mundo com base em métodos científicos.
Promovido pelo ideólogo Olavo de Carvalho e seus seguidores, entre eles o chanceler Ernesto Araújo e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, esse negacionismo histórico é carregado de teorias de conspiração, imprecisões e omissões.
Manipulação da história
O negacionismo histórico foi se espalhando por páginas conservadoras nas redes sociais. E, aos poucos, foi se incorporando ao discurso bolsonarista. Em julho de 2018, isso ficou claro quando o então candidato a presidente Bolsonaro chocou os brasileiros ao culpar os africanos pelo tráfico negreiro.
"Se você for ver a história realmente, o português não pisava na África, era [sic] os próprios negros que entregavam os escravos", disse Bolsonaro numa entrevista à TV Cultura.
A declaração, que vai contra as pesquisas historiográficas produzidas sobre o tema nas últimas décadas, simplesmente ignora a responsabilidade de portugueses no tráfico negreiro ocorrido entre os séculos 16 e 19 e omite que o modelo de escravidão comercial que promoveu a colonização das Américas foi criado pelos europeus.
A transformação da escravidão por europeus num negócio gerou conflitos no território africano e expandiu a prática a números gigantescos. Estima-se que 12,5 milhões de africanos escravizados foram traficados por europeus a partir de 1501. O Brasil foi o destino do maior número, 5,5 milhões. Destes, mais de 667 mil teriam morrido durante a viagem. O país foi ainda o último do continente a abolir a escravidão, em 13 de maio de 1888. 
"A História tem sido manipulada por setores desta 'nova direita' com o objetivo principal de legitimar os seus projetos políticos. O que orienta a narrativa sobre o passado que esses grupos e indivíduos produzem não é o rigor acadêmico, nem os princípios da divulgação científica, da história pública ou do ensino de História, mas um projeto político", afirma o historiador Bruno Leal, da Universidade de Brasília.
Bolsonaro e Araújo: ambos propagam discursos que contradizem consensos históricos
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Esse revisionismo histórico, baseado unicamente na deturpação de fatos, teria como alvo tudo que é percebido como uma ameaça à ideologia destes grupos. "Esse processo de deslegitimação chega a questionar os próprios métodos científicos ou a ciência como um paradigma de explicação da sociedade. Temos atualmente a situação em alguns casos de discutir se a Terra é ou não redonda. A História é o elo mais atacado por essa extrema direita", diz a historiadora Ynaê Lopes dos Santos, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O falso passado conciliador
Para a historiadora Maria Helena Rolim Capelato, que já presidiu a Associação Nacional dos Professores Universitários de História, esse negacionismo releva posições autoritárias e preconceituosas.
Durante este processo de produção de uma versão distorcida da História, que é vendida ao público como sem tabus e voltada para recuperar heróis nacionais que supostamente teriam sido esquecidos, os revisionistas se apegam a uma visão historiográfica do século 19 e ignoram a própria complexidade histórica.
Com o desenvolvimento da disciplina, de acordo com historiadores, a História passou a olhar de forma crítica para personagens tradicionais, como a família real, e começou a estudar figuras que ficaram esquecidas por muito tempo. Neste ano, por exemplo, a escola de samba Mangueira levou para a Sapucaí algumas destas figuras, como Luísa Mahin, que articulou levantes e revoltas de escravos na região da Bahia no início do século 19.
"A disciplina deixou de olhar somente para as grandes figuras e passou a ter uma visão da sociedade como um todo. Já não é mais uma história laudatória e acrítica", argumenta o historiador Paulo Pachá, da Universidade Federal Fluminense.
E, segundo Leal, que fundou o site Café História, são justamente essas novas perspectivas da análise do passado que incomodaram setores mais conservadores da sociedade, por produzirem efeitos no presente, como na Comissão Nacional da Verdade e nas políticas de ação afirmativa e de direitos das mulheres.
"Para esses setores, mais vale um falso passado conciliador que a dor latente de um passado cheio de falhas que ainda deixa marcas em nosso presente. Esses grupos entenderam que a manutenção de seus privilégios historicamente construídos depende fundamentalmente do controle da narrativa sobre o passado", destaca o historiador.
Série de documentários
Teses deste revisionismo foram condensadas numa série de documentários produzidos por um canal simpático à extrema direita e à linha de pensamento de Olavo de Carvalho no Youtube. Em seus vídeos, o grupo Brasil Paralelo alega querer apresentar uma História "livre de narrativas ideológicas", porém, segundo historiadores ouvidos pela DW Brasil, faz justamente o contrário ao não mencionar as fontes de onde vieram as informações citadas pelo narrador.
O historiador Thiago Krause, da Unirio, destaca ainda que, entre os entrevistados, não há especialistas e pesquisadores reconhecidos na área. "Como parte deste processo de conquista de corações e mentes, é construída uma visão de mundo extremamente hermética e sem qualquer base acadêmica", acrescenta Krause.
Além de apresentarem uma história baseada em narrativas do século 19, historiadores destacam que há omissões e até mesmos erros na série, que por exemplo criou, no primeiro episódio, uma visão imaginada de uma Idade Média que seria branca, patriarcal e cristã.
"O processo histórico real é muito mais complexo do que o que aparece na narrativa do documentário e da nova direita em geral", afirma Pachá, especialista em História Medieval, que analisou o interesse deste grupo por esse período no artigo Por que a extrema direita brasileira ama a Idade Média europeia.
Em outro episódio, a série glorifica a miscigenação, apresentada de forma simplista como uma virtude do Brasil. O narrador chega a afirmar que o sangue dos brasileiros seria "o tratado de paz da humanidade". O mesmo vídeo trata a "cultura" como algo trazido para o país pelos portugueses.
"Ao fazer essa visão simplista para valorizar a cultura ocidental, minimizam a importância dos africanos e indígenas, além da exploração e violência. Neste sentido, essa narrativa pode ser perigosa, porque está subestimando a opressão característica da sociedade brasileira que se baseou no racismo e na desigualdade", argumenta Krause, que é especialista em História colonial.
Santos acrescenta que a miscigenação foi fruto de uma relação de poder violenta e que precisa ser analisada historicamente de forma crítica, e não romantizada. "A miscigenação é a falácia da democracia racial no Brasil. Ficar apenas na parte lírica disso é negar essa história de violência e opressão. Os primeiros mestiços são frutos de estupros de mulheres indígenas e depois de africanas escravizadas", ressalta a historiadora.
Confrontação de professores
O revisionismo tem aparentemente chamado a atenção de cada vez mais brasileiros. O canal Brasil Paralelo possuiu atualmente mais de 810 mil inscritos (foi a essa página que, em entrevista, o chanceler Araújo disse que o nazismo era de esquerda). Alimentado por discursos sobre uma suposta "doutrinação ideológica", esse ataque ao conhecimento tem se voltado contra professores.
"Tenho visto com muita preocupação grupos que se identificam como uma 'nova direita' definindo os professores e professoras em geral, mas com destaque para os de História, como um grande inimigo da sociedade. Para afirmar sua autoridade, esses grupos desautorizam e deslegitimam o trabalho do professor", afirma Leal.
O historiador vê neste processo uma tentativa de interromper o desenvolvimento de uma geração crítica e questionadora. "Colocar os alunos e a sociedade contra o professor é uma maneira eficiente de parar esse processo emancipador", acrescenta.
Além da desvalorização de profissionais da educação, esse revisionismo histórico impede o debate e inibe o conhecimento baseado em metodologias científicas. Krause afirma que essa deslegitimação do saber também serve para a consolidação da extrema direita no país.
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Blog da Cidadania: Com o sincericídio do "Abacaxi", Bolsonaro confessa que seu governo acabou. Por Eduardo Guimarães, citando veículos estrangeiros e nacionais



   "Bolsonaro fez tudo para se eleger presidente e, míseros três meses após seu governo começar, já dá declarações insinuando que está farto do contraditório e das cobranças que suas promessas de campanha estão gerando. Tudo porque suas atitudes, medidas e declarações disparatadas estão lhe causando vários problemas." - Eduardo Guimarães


Do Blog da Cidadania (texto e vídeo):



Quem viu a guerra suja que Bolsonaro travou para se eleger presidente, sendo seu apoiador ou crítico certamente ficou estarrecido com o que ele acaba de dizer sobre governar o Brasil ser um “abacaxi” e sobre estar apenas empurrando o governo com a barriga. Que tal, então, o Congresso Nacional providenciar a aposentadoria precoce dele para aliviá-lo desse fardo?
Matéria do jornal espanhol El País veiculada durante a eleição presidencial do ano passado revela que a campanha de Bolsonaro apelou a “Difusão de mentiras camufladas como notícias, vídeos que tentavam desmentir publicações negativas da imprensa, desconfiança das pesquisas e falsos apoios de celebridades à candidatura Jair Bolsonaro”.
Bolsonaro fez tudo para se eleger presidente e, míseros três meses após seu governo começar, já dá declarações insinuando que está farto do contraditório e das cobranças que suas promessas de campanha estão gerando. Tudo porque suas atitudes, medidas e declarações disparatadas estão lhe causando vários problemas.
A emissora alemã Deutche Welle, um dos mais importantes veículos de comunicação DO MUNDO, assim como o jornal El País relata problemas que Bolsonaro criou para si mesmo e que o estão deixando enfezado com o cargo pelo qual jogou tão sujo para alcançar.


Segundo a imprensa alemã, Bolsonaro tenta produzir um revisionismo histórico, com fins políticos, baseado na negação e manipulação de fatos.
A emissora ainda explica que Bolsonaro dizer que não houve golpe em 1964 e que o nazismo foi um movimento de esquerda são apenas alguns exemplos das táticas esquizofrênicas que usa para desviar a atenção das promessas não cumpridas.
E não estamos falando só de promessas ao povão, estamos falando de promessas feitas até aos tubarões da República, como a poderosa bancada ruralista que apoiou o capitão reformado durante a campanha eleitoral do ano passado.
Segundo reportagem do jornal O Globo, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), demonstrou revolta com mensagem agressiva do filho de Bolsonaro nas redes sociais em resposta a críticas que o grupo islâmico Hamas fez ao presidente da República pela abertura de um escritório de negócios em Jerusalém.
Disse o deputado ruralista:
— Chega! Chegamos ao limite! Não dá mais! Acabou a paciência [com Bolsonaro]
A razão da raiva do agronegócio é que os árabes vão deixar de fazer negócios com o Brasil devido ao adesismo de Bolsonaro a Israel e, assim, o país irá perder BILHÕES de dólares em exportações.
Bolsonaro ainda conseguiu a proeza de colocar contra si até a mídia de direita que apoiou ostensivamente o golpe militar de 1964 e a ditadura de 21 anos que resultou daquele golpe.
Em editorial, o mesmo jornal que exaltou a “volta da democracia” logo após o golpe de 1964, no dia seguinte a um golpe militar, acaba de publicar editorial descendo a lenha em Bolsonaro por todas as bobagens que tem feito.
Por conta da unanimidade que Bolsonaro está conseguindo contra si, por conta de sua resistência antidemocrática ao contraditório e a opiniões divergentes, o truculento capitão reformado agora diz que o governo pelo qual ele fez toda sorte de sujeira para alcançar é um “abacaxi”.
Mas não é só. Na entrevista, Bolsonaro disse que está no cargo de forma passageira e que o que o conforta é que não precisará ficar com esse “abacaxi” por muito tempo. E, aí, revelou o que cada vez mais gente está enxergando. Disse que está no governo apenas “tocando o barco”, ou seja, empurrando a administração do país com a barriga.
Se todo o empenho possível na busca de soluções para os graves problemas nacionais já seria insuficiente devido à magnitude dos desafios que a crise política impôs ao Brasil com o golpe de 2016, o fastio do presidente da República com o cargo é a pior notícia que um país afundando em recessão, desemprego, violência e pobreza poderia ter.
Quem sabe a gente não providencia uma aposentadoria precoce para esse imbecil ir verter seus preconceitos e taras diversas longe da administração pública, não é mesmo?
Confira a matéria em vídeo