Mostrando postagens com marcador incompetência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador incompetência. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Reinaldo Azevedo sobre os 1001 dias de terror bolsonarista

 

Do Canal BandNews FM:



Você pode acompanhar as análises dos principais assuntos do dia feitas por Reinaldo Azevedo no programa “O É da Coisa”, com Alexandre Bentivoglio e Bob Furuya, de segunda a sexta-feira, das 18h às 19h20 na BandNews FM: https://youtu.be/LYPC1xQvOWQ

sexta-feira, 17 de maio de 2019

(Bozo) Encurralado, por Ricardo Cappelli


O Capitão possui três pilares de sustentação: a Lava Jato, Paulo Guedes e os militares. Brigou com dois e inviabilizou um. Uma verdadeira aula de como atirar no próprio pé.

Encurralado

por Ricardo Cappelli, no GGN



Os fatos são categóricos. Ao abrir uma série de frentes de batalha, Bolsonaro demonstra ignorar uma regra elementar da guerra: um inimigo de cada vez.
O Capitão possui três pilares de sustentação: a Lava Jato, Paulo Guedes e os militares. Brigou com dois e inviabilizou um. Uma verdadeira aula de como atirar no próprio pé.
Moro, líder da Lava Jato, foi derrotado no episódio da transferência do COAF da Justiça para o Ministério da Economia. O governo lavou as mãos. Por que agiu assim? Imperícia apenas?
Os primeiros vazamentos do COAF contra Flávio Bolsonaro ocorreram no auge da guerra entre o Capitão e a Globo. Circulou nos bastidores que quem vazava era a equipe de
Moro. Sempre que ele é espremido, a Globo sai em seu socorro. Seria natural ele retribuir.
Tirar poder do ex-juiz pode ter sido um desejo oculto do Planalto.
Com seu pacote anticrime esquartejado pelo Congresso e se sentindo abandonado pelo governo, Moro deu sinais de que poderia abandonar o barco.
Por que Bolsonaro abriu a semana revelando com 18 meses de antecedência o acordo em torno da indicação de Moro ao STF? Jogou o ex-juiz na fogueira ou quis prestigiá-lo?
Os generais, providos de visão estratégica, recolheram os “flaps”. Depois de serem achincalhados pelo “Astrólogo da Virgínia” com o apoio dos filhos do presidente, recuaram. A autocrítica por terem embarcado numa aventura, os assombra.
Fontes do Planalto passaram a semana plantando que o general Santos Cruz seria demitido. Os militares sabem que responder seria fazer o jogo do inimigo. Com Mourão, o “Pacificador”, muito bem posicionado na pequena área, decidiram, por enquanto, jogar parados.
O terceiro pilar jogou a toalha. Guedes ajoelhou no confessionário e declarou em tom melancólico na Câmara: “estamos no fundo do poço”. A queda do PIB no primeiro trimestre acabou de vez com as ilusões do mercado. E o dinheiro não costuma ter muita paciência.
Na política, o Centrão segue insatisfeito. A convocação do Ministro da Educação foi aprovada com 307 votos, pouco menos que o necessário para o impeachment. Muitos deputados do grupo têm frequentado a Vice-Presidência. Saem de lá animados.
As passeatas em defesa da educação extrapolaram a militância da esquerda. Tudo indica que a bolha está sendo furada. O povo parece estar voltando às ruas.
A Globo fez uma cobertura especial das manifestações. A Folha de SP segue atirando no governo. O Estadão coleciona editorias chamando o presidente de incapaz.
Popularidade em queda, imagem internacional em ruínas, povo nas ruas, economia em frangalhos, desemprego subindo, crise política, mídia unida atirando, militares descontentes, um filho “gênio dos negócios imobiliários” nas mãos do MP e cheques suspeitos na conta da primeira dama sendo investigados.
O presidente está cada vez mais encurralado. Seu isolamento cresce numa velocidade espantosa.
A caneta do Planalto continua sendo poderosa, mas sair desta situação exige uma perícia não demonstrada até aqui. Por via das dúvidas – e considerando nossa trajetória histórica -, vindo a Brasília, é prudente dar uma passadinha no Palácio do Jaburu.

Luis Nassif: O (des)governo decrépito de Bolsonaro se aproxima da hora da verdade



Hoje em dia, a crise fiscal – que se aprofunda – é função direta da queda da atividade econômica. E Guedes não tem a menor noção sobre políticas anticíclicas.


Do Jornal GGN:



Não há que se surpreender com Paulo Guedes, assim como não havia razões para esperar algo diferente de Jair Bolsonaro.
Desde o começo se sabia que Guedes era um gestor atrapalhado. É muito mais fácil comandar uma equipe de analistas, do que uma equipe multidisciplinar como o super-ministério que ele assumiu.  No caso do banco de investimento, o objeto é um só, assim como o nível de conhecimento e de analise. Mesmo assim, Guedes foi um desastre, criando conflitos desnecessários com seus sócios e suas equipes, não demonstrando capacidade de convivência e de liderança. Sempre foi um grande desorganizado – e nem se tome como ofensa, porque é a característica dos intelectuais.
Se não dava certo em ambientes de conhecimento homogêneo, no governo foi pior, ainda mais com essa loucura do super-ministério colocado sob seu comando. O problema central é a recessão continuada da economia, seus impactos sobre emprego, criminalidade e contas públicas.
Hoje saiu a PNAD Trimestral (Pesquisa Naciional de Amostra de Domicílios), mostrando o tamanho da crise. Em geral, se mede o desemprego apenas no universo das pessoas que estão trabalhando ou procuraram emprego no curto prazo. O PNADT vai além. Ele investiga também aqueles que desistiram de buscar emprego e estão fora do mercado de trabalho.
O quadro é dantesco.
Em Alagoas se somar trabalhadores desocupados, mais os que estão fora do mercado, há 66% pessoas a mais do que os trabalhadores ocupados. No total Brasil, essa relação é de 82%.
No penúltima PNADT, mediu-se o tempo que dura esse desemprego. Os que buscam emprego há mais de 2 anos chegam a quase 20%
Hoje em dia, a crise fiscal – que se aprofunda – é função direta da queda da atividade econômica. E Guedes não tem a menor noção sobre políticas anticíclicas. Menos ainda sobre o ferramental que tem à sua mão, bancos públicos, gastos públicos, destravamento de concessões.
Ele está totalmente travado. Não conseguiu desenvolver uma política setorial sequer. Foi incapaz de definir estratégias de redução da inadimplência, melhorar a situação do crédito, acelerar os processos de concessão. Todo seu trabalho consiste em cumprir ao pé da letra as restrições fiscais, cujo buraco aumenta em função direta da queda de receita – fruto da recessão.
Cria-se o moto contínuo do desastre. Efetua cortes brutais no orçamento, a demanda cai mais ainda, derrubando mais ainda as projeções de crescimento do PIB. A reação são mais cortes, mais desaquecimento, mais queda da receita. E joga todas as expectativas na tal reforma da Previdência que, mesmo saindo, não resolverá a questão crônica da falta de demanda.
O país se aproxima rapidamente de uma situação de impasse, com desfechos radicais no front político.

Recado do Nassif em vídeo: os últimos vagidos de Bolsonaro



Do GGN:

O país caminha para a ingovernabilidade. Aguarda-se o próximo lance de Bolsonaro

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Blog da Cidadania: Com o sincericídio do "Abacaxi", Bolsonaro confessa que seu governo acabou. Por Eduardo Guimarães, citando veículos estrangeiros e nacionais



   "Bolsonaro fez tudo para se eleger presidente e, míseros três meses após seu governo começar, já dá declarações insinuando que está farto do contraditório e das cobranças que suas promessas de campanha estão gerando. Tudo porque suas atitudes, medidas e declarações disparatadas estão lhe causando vários problemas." - Eduardo Guimarães


Do Blog da Cidadania (texto e vídeo):



Quem viu a guerra suja que Bolsonaro travou para se eleger presidente, sendo seu apoiador ou crítico certamente ficou estarrecido com o que ele acaba de dizer sobre governar o Brasil ser um “abacaxi” e sobre estar apenas empurrando o governo com a barriga. Que tal, então, o Congresso Nacional providenciar a aposentadoria precoce dele para aliviá-lo desse fardo?
Matéria do jornal espanhol El País veiculada durante a eleição presidencial do ano passado revela que a campanha de Bolsonaro apelou a “Difusão de mentiras camufladas como notícias, vídeos que tentavam desmentir publicações negativas da imprensa, desconfiança das pesquisas e falsos apoios de celebridades à candidatura Jair Bolsonaro”.
Bolsonaro fez tudo para se eleger presidente e, míseros três meses após seu governo começar, já dá declarações insinuando que está farto do contraditório e das cobranças que suas promessas de campanha estão gerando. Tudo porque suas atitudes, medidas e declarações disparatadas estão lhe causando vários problemas.
A emissora alemã Deutche Welle, um dos mais importantes veículos de comunicação DO MUNDO, assim como o jornal El País relata problemas que Bolsonaro criou para si mesmo e que o estão deixando enfezado com o cargo pelo qual jogou tão sujo para alcançar.


Segundo a imprensa alemã, Bolsonaro tenta produzir um revisionismo histórico, com fins políticos, baseado na negação e manipulação de fatos.
A emissora ainda explica que Bolsonaro dizer que não houve golpe em 1964 e que o nazismo foi um movimento de esquerda são apenas alguns exemplos das táticas esquizofrênicas que usa para desviar a atenção das promessas não cumpridas.
E não estamos falando só de promessas ao povão, estamos falando de promessas feitas até aos tubarões da República, como a poderosa bancada ruralista que apoiou o capitão reformado durante a campanha eleitoral do ano passado.
Segundo reportagem do jornal O Globo, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), demonstrou revolta com mensagem agressiva do filho de Bolsonaro nas redes sociais em resposta a críticas que o grupo islâmico Hamas fez ao presidente da República pela abertura de um escritório de negócios em Jerusalém.
Disse o deputado ruralista:
— Chega! Chegamos ao limite! Não dá mais! Acabou a paciência [com Bolsonaro]
A razão da raiva do agronegócio é que os árabes vão deixar de fazer negócios com o Brasil devido ao adesismo de Bolsonaro a Israel e, assim, o país irá perder BILHÕES de dólares em exportações.
Bolsonaro ainda conseguiu a proeza de colocar contra si até a mídia de direita que apoiou ostensivamente o golpe militar de 1964 e a ditadura de 21 anos que resultou daquele golpe.
Em editorial, o mesmo jornal que exaltou a “volta da democracia” logo após o golpe de 1964, no dia seguinte a um golpe militar, acaba de publicar editorial descendo a lenha em Bolsonaro por todas as bobagens que tem feito.
Por conta da unanimidade que Bolsonaro está conseguindo contra si, por conta de sua resistência antidemocrática ao contraditório e a opiniões divergentes, o truculento capitão reformado agora diz que o governo pelo qual ele fez toda sorte de sujeira para alcançar é um “abacaxi”.
Mas não é só. Na entrevista, Bolsonaro disse que está no cargo de forma passageira e que o que o conforta é que não precisará ficar com esse “abacaxi” por muito tempo. E, aí, revelou o que cada vez mais gente está enxergando. Disse que está no governo apenas “tocando o barco”, ou seja, empurrando a administração do país com a barriga.
Se todo o empenho possível na busca de soluções para os graves problemas nacionais já seria insuficiente devido à magnitude dos desafios que a crise política impôs ao Brasil com o golpe de 2016, o fastio do presidente da República com o cargo é a pior notícia que um país afundando em recessão, desemprego, violência e pobreza poderia ter.
Quem sabe a gente não providencia uma aposentadoria precoce para esse imbecil ir verter seus preconceitos e taras diversas longe da administração pública, não é mesmo?
Confira a matéria em vídeo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Xadrez dos aloprados no comando doTitanic Brasil, por Luis Nassif




Depois  de um primeiro mês atabalhoado, começam a sair as primeiras medidas, uma sucessão infindável de propostas fundamentalistas
Do GGN. - A economia mundial está sob influência dos seguintes fatores negativos, um desmanche em toda organização que vigorou no pós-guerra.

Peça 1 – desaceleração das economias

União Europeia
Nos últimos meses houve uma redução abrupta da oferta de crédito, com reflexos nas diversas economias. E uma obsessão por ajustes fiscais que derrubou as condições sociais estimulando partidos radicais em praticamente todos os países.
Alemanha – no final do ano passado mostrou os primeiros sinais de recessão, com queda brusca na produção industrial. A dívida alemã está sendo negociada com rendimentos negativos, sinal de que se aproxima uma deflação da economia. No segundo semestre de 2018 houve uma queda de 3,2% na produção industrial da Alemanha. Em dezembro, as encomendas caíram 7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A recessão começou com a indústria automobilística e já se espalhou para construção, produtos químicos e farmacêuticos.
Itália – A Comissão Europeia reviu o crescimento em 2019 para 0,2%. Além disso, o país corre o risco de uma nova crise da dívida, tendo que refinanciar 400 bilhões de euros em dívidas em 2019.
Inglaterra – presa às indefinições do Brexit, sem liderança e sem estratégia clara sobre as regras de saída. Em 2016 montou-se uma campanha a favor do Brexit sem nenhuma informação mais concreta sobre as implicações da decisão na vida das pessoas. Seque analisaram-se as implicações na política interna, como a manutenção do Acordo de Sexta Feita Santa de 1998, que celebrou a paz na Irlanda do Norte, após três décadas de guerras sangrentas. Além disso, os números da economia mostram o menor crescimento desde 2012.
EUA – o FED (Banco Central dos EUA) interrompeu momentaneamente a alta nas taxas básicas de juros. Mas ficou a dúvida no ar sobre os próximos passos.

Peça 2 – alto endividamento

Anos de juros perto de zero provocaram um megaprocesso de endividamento corporativo e de países. A tomada de empréstimos se baseia na relação entre a taxa de crescimento da economia e o volume de crédito tomado. Quando cai o crescimento, aumenta o peso dos juros. O mercado de taxas traz indicações preocupantes de deflação na zona do euro. O que significa redução do numerador.
Mais que isso. O excesso de crédito inflou os ativos internacionais. A manutenção das cotações depende, sempre, da expectativa de crescimento dos investimentos e da manutenção da liquidez internacional.
Com menos crédito, haverá menos expectativa de rentabilidade dos ativos – que já estão caros. Essa parada poderá deflagrar o chamado “overshooting” para baixo. Isto é, deflagração de ordens maciças de venda.
  • Além da queda da atividade econômica global, há um conjunto de crises latentes:
  • Guerra comercial entre EUA e China.
  • Confisco do ouro da Venezuela em bancos europeus, trazendo um fator adicional de insegurança jurídica.
  • Crise política se alastrando na França, inclusive com embates verbais com a Itália
  • A indefinição em relação aos juros norte-americanos.
  • A indefinição em relação ao Brexit.

Peça 3 – o fator Bolsonaro

É nesse universo turbulento que o governo Bolsonaro começa a apresentar suas fichas. Tem-se um maremoto pela frente e no leme do país um governo mais preocupado em desmontar o barco movido por dois fundamentalismos: o religiosos e o econômico.
Depois  de um primeiro mês atabalhoado, começam a sair as primeiras medidas, uma sucessão infindável de propostas fundamentalistas, descoladas da realidade, e, especialmente a equipe da cota dos Bolsonaro, com um despreparo abismante.
Se a educação e as relações exteriores estão sob controle de fundamentalistas religiosos, a política econômica foi entregue a fundamentalistas econômicos. O Ministro da Economia Paulo Guedes não é uma pessoa racional, que se debruça sobre a realidade para encontrar soluções. É um ideólogo sem noção, que julga que destruindo a ordem econômica em vigor, irá brotar do caos uma nova ordem conduzida pela mão invisível do mercado.
Desde o governo Temer, vem sendo desmontadas peças centrais da economia, com reflexos terríveis nas próximas décadas.
O desmonte do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) começou com a mudança da taxa referencial de juros, procurando aproximar suas taxas de longo prazo das taxas de mercado através do expediente mais nocivo possível: elevando as taxas mais baixas do banco, em vez de trabalhar para reduzir as taxas do mercado.
O desmonte da legislação trabalhista criou duas bombas relógio.
A primeira, os impactos gradativos sobre a receita fiscal. O que a tolice guedesiana chama de “herança getulista”, nada mais é do que um engenhosos mecanismo implementado por Roberto Campos, que transformou o desconto em folha em peça central da arrecadação fiscal,  do financiamento da Previdência e do financiamento da infraestrutura, através do FGTS.
Com o desestímulo progressivo à formalização, haverá impactos de monta na receita fiscal e praticamente a inviabilização da previdência pública.
Sua proposta de reforma da Previdência – de impor a capitalização individual para os novos contribuintes – não tem pé nem cabeça. Existe um sistema em vigor, a chamada repartição simples, no qual a contribuição dos ativos banca a aposentadoria dos inativos. Se já há dificuldade em manter o sistema atual, como pretende incluir um novo sistema? Se os novos contribuintes deixarem de contribuir para a repartição simples, haverá um crescimento exponencial do déficit atuarial. Se acumular duas contribuições, o custo se tornará inviável para o empregado.
Portanto, há dois mega-rombos a caminho, caso passe a reforma: a redução da formalização do emprego; a interrupção do fluxo de contribuições ao sistema de repartição.
Tome-se a ausência completa de políticas contra cíclicas, para melhorar o nível de atividade, mais o desmonte das políticas sociais, o aumento da informalidade, um plano de segurança pública meramente bacharelesco, e a guerra religiosa que se prenuncia, para se ter um quadro complicado pela frente.
A guerra hoje não é entre centro-esquerda e centro-direita. É entre a irracionalidade mais delirante a os setores racionais do país, é entre a liberdade religiosa e o fundamentalismo mais canhestro, entre os direitos sociais e individuais e as milícias. Ou os setores formais e racionais se unem contra essa avalanche fundamentalista ou a reconstrução se tornará impossível.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Paulo Ghiraldelli: Damares, a ministra que quer ser o Olavo de Carvalho de saias



Do Canal do FIlósofo e Educador Paulo Ghiraldelli:




Mais uma volta atrás no estilo firmado de Bolsonaro: MEC agora desiste dos erros, textos sem fontes, encobrimento à violência contra a mulher e propaganda nos livros didáticos e agora atira para outros bodes expiatórios, culpando Temer




Após mais uma polêmica, ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, informa em nota ter decidido tornar sem efeito o edital sobre livros didáticos que permitia publicidade, liberava erros de português e textos sem fonte, entre outras barbaridades, publicado no dia 2 de janeiro; segundo ele, havia "erros que foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC e enviada ao FNDE em 28 de dezembro de 2018"


247 - O Ministério da Educação, comandado por Ricardo Vélez Rodríguez, informou na tarde desta quarta-feira 9 ter decidido tornar sem efeito o polêmico edital sobre livros didáticos, que permitia publicidade, liberava erros de português e textos sem fonte, entre outras barbaridades, publicado no dia 2 de janeiro. Ele diz que no texto havia "erros que foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC e enviada ao FNDE em 28 de dezembro de 2018".
Leia a íntegra da nota:
"O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, decidiu tornar sem efeito o 5º Aviso de Retificação do edital do PNLD 2020, publicado no dia 2 de janeiro, tendo em vista os erros que foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC e enviada ao FNDE em 28 de dezembro de 2018.
O MEC reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital".

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Diplomatas consideram declarações de Bolsonaro como ideológicas e preocupantes. Publicado na Agência Brasil e no Justificando




"Na visão do diplomata, as intenções declaradas por Bolsonaro com relação a países como Estados Unidos e Israel demonstram o viés ideológico de sua política externa."

Diplomatas consideram declarações de Bolsonaro como ideológicas e preocupantes 
    Imagem: Rubens Ricupero. Foto: Itamaraty. 
Fonte: Agência Brasil. 
Na visão do diplomata, as intenções declaradas por Bolsonaro com relação a países como Estados Unidos e Israel demonstram o viés ideológico de sua política externa.

A declaração de Bolsonaro de que pretende romper laços diplomáticos com países com governos de esquerda e de fechar a embaixada brasileira em Cuba foi recebida com preocupação entre os diplomatas. “Qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Foi acertado há quatro anos, quando Dilma era presidente, que se alguém pedisse exílio – no Brasil, como os médicos cubanos – seria extraditado. Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira?”, afirmou Bolsonaro nesta sexta (2) em entrevista ao jornal Correio Braziliense e à televisão Rede Vida.
O ex-embaixador Rubens Ricupero classifica o fechamento da embaixada brasileira em Cuba como um retrocesso para os tempos de Guerra Fria. “É uma volta ao espírito da Guerra Fria que acabou há mais de 30 anos. A Guerra Fria terminou com a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo. Naquela época é que havia esse tipo de atitude. A política externa brasileira sempre teve como princípio a universalidade nas relações. Nós procuramos ter relações com todos os países, qualquer que seja a orientação de cada um. É um imperativo da convivência entre as nações”, afirmou o diplomata em entrevista à Agência Brasil.
O ex-embaixador Rubens Barbosa ressalta que o Brasil tem interesses comerciais com Cuba e defende que as relações diplomáticas sejam avaliadas com base no interesse brasileiro. “O Brasil tem uma tendência a ter relações com todos os países e, no caso de Cuba, nós temos interesses lá. Exportamos para Cuba e fazemos investimentos lá. Cuba tem uma dívida para com o Brasil, então a gente precisa colocar as relações do Brasil com Cuba e com todos os outros países dentro de um interesse maior do Brasil. Pegando o caso de Cuba, nós temos interesse em receber o dinheiro que o Brasil emprestou”, disse.
Barbosa acredita que, por ser um governo com posição clara de direita, haverá uma mudança de ênfase com relação à política externa. “Temos de esperar o governo assumir para ver a intensidade dessa mudança de ênfase na política externa. A gente tem que esperar para ver se há um interesse maior do Brasil. Não é uma questão ideológica, não é uma questão só política. Há também consequências econômicas e financeiras para o Brasil. Isso tudo vai ter que ser avaliado quando o governo tomar posse”, declarou.
Ideologia de direita 
Rubens Ricupero também acredita que haverá uma reavaliação em torno dessas questões quando o novo governo tomar posse, mas considera que a política externa até agora apresentada por Bolsonaro está pautada pelo ponto de vista ideológico. “Eu espero que, com a escolha do ministro das Relações Exteriores, no momento em que Jair Bolsonaro tiver tomado posse, conhecendo melhor as questões, ele vai ter uma orientação diferente. Mas, até agora, parece uma política muito ideológica em contradição com o que ele mesmo diz. Ele declarou que teria uma orientação pragmática, não ideológica como ele entende que havia sido no passado”, aponta.
Na visão do diplomata, as intenções declaradas por Bolsonaro com relação a países como Estados Unidos e Israel demonstram o viés ideológico de sua política externa. Bolsonaro declarou que pretende mover a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos”, escreveu em sua conta no Twitter na última quinta-feira. Para Ricupero, essa decisão não se sustenta do ponto de vista pragmático. “Nessa região do Oriente Médio, estão grandes interesses brasileiros, sobretudo de exportação de carne de frango e de carne bovina. Estão todos concentrados nos países árabes, que são contrários a essa atitude”, explica.
Em relação ao alinhamento político com os Estados Unidos, o diplomata também aponta para um componente ideológico. “Os Estados Unidos têm interesses diferentes dos interesses brasileiros, em muitas coisas eles são até concorrentes do Brasil. Em comércio, por exemplo, em soja, em carne, carne bovina, carne suína, carne de frango, os EUA competem com o Brasil pelos mercados de fora. Então uma atitude como essa, de alinhar-se aos EUA é uma atitude ideológica”, pontua Ricupero.
China
Entre as declarações de Bolsonaro com relação à política externa, a afirmação de que “a China quer comprar o Brasil” também gerou repercussão no meio diplomático por causa da importante relação comercial entre os países, sendo a China hoje o maior mercado para as exportações brasileiras.
Em entrevista para o canal de televisão norte-americano Fox News nesta sexta-feira (2), Sérgio Amaral, embaixador brasileiro em Washington enfatizou a importância da relação entre os dois países.
“A China tem muitos investimentos no Brasil e tornou-se o parceiro comercial mais importante. Mas a diferença na relação entre China e Brasil em comparação com a que a China tem com outros países é, que sempre que dizemos algo, eles aceitam. Isso depende de nós e nós temos de decidir que tipo de política queremos ter com a China. Não tem razão para não continuarmos mantendo isso”, afirmou Amaral.
Ricupero considera que qualquer atitude de hostilizar a China por parte do novo governo traria graves consequências econômicas para o Brasil, em especial em relação às exportações de soja, minério de ferro e carnes.
“Não há outro mercado dessa dimensão mesmo porque, nessa área, os Estados Unidos concorrem com o Brasil, sobretudo em soja e em carnes. Então, mais uma vez, isso prejudicaria o comércio exterior. Se o novo governo seguir essa linha, em pouco tempo vamos perder boa parte dos nossos mercados, sem possibilidade de compensar com outros. Creio que isso traria um prejuízo gigantesco à economia brasileira”, afirma Ricupero.
Leia mais:

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

"Fora Temer" completa, no mínimo, 31 anos





Caiu na rede
Fui conferir no acervo do jornal e lá está.
Há quem diga que o "Fora Temer" já foi ouvido no longínquo ano de 1822. Neste caso, hoje estaria completando 194 anos.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre #FORATEMER
Ou morrer pelo Brasil.
Fonte: Jornal GGN