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domingo, 8 de março de 2020

BOLSONARO QUER "VARRER" BRASILEIROS: MAS EU NÃO SAIO! PLATEIA CHOCADA. EMPRESÁRIOS ABUTRES E CÍNICOS APLAUDEM


Do Canal Portal do José:




Bolsonaro nos EUA: é triste para nós termos que criticar e denunciar o Presidente do Brasil por ser tão impatriótico. Só é possível darmos algum desconto se levarmos em consideração que ele é de fato uma pessoa com graves problemas mentais. Parece que sua doença psiquiátrica é a contagiosa no nível mais perigoso. Como tratar uma enfermidade coletiva que atinge a grandes contingentes de irmãos e que os leva a posições absolutamente incivilizadas e violentas? Em sua fala pública ao lado de seu ídolo americano, Bolsonaro afirmou estar varrendo a esquerda para fora do país! Eu e alguns milhões de brasileiros ainda estamos aqui é não pretendemos sair! Não é a ala de loucos vestidos de cavaleiros do apocalipse que nos expulsarão de nossa pátria! O presidente reúne junto de si um séquito de vassalos e de perturbados mentais que colocam a nação em perigo e seu espírito de unidade construído através de séculos. A prova é o surgimento de grupos organizados que apregoam o combate à comunistas, humanistas, socialistas , grupos minoritários e às instituições seculares da democracia. Falando sobre encontro com empresários venais, afirmou que nunca o empresário brasileiro esteve tão confiante no país! Temos que estarmos unidos nesse momento e nos impor ao desejo torpe de parcela de loucos no poder de excluir da convivência democrática àqueles que ousam em pensar diferente!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Portal do Prof. José: Bolsonaro x Bolsonaro? Impeachment no radar? Poder econômico e mídia protegem seu aliado destruidor?


Do Canal Portal do José:





Na história do Brasil muitos episódios inusitados ocorreram. Mas um Presidente elencar publicamente as razões pelas quais ele mesmo poderia sofrer um impeachment, é novidade! Bolsonaro tem violado permanentemente nossa CF. No entanto, o poder econômico e os interesses transnacionais continuam a dar as cartas nesse sinistro jogo da entrega de nossa soberania.

Nossa CF como bem disse Bolsonaro, tem como princípio fundamental a oposição ao terrorismo. Mas seu governo emitiu ato formal de apoio a um episódio de assassinato cometido pelo governo americano contra autoridade iraniana. Tal ato não encontra respaldo legal em nenhuma resolução internacional, tratado, convenção ou mesmo deliberação de órgãos multilaterais. Portanto, se o ato é ilegal, o Brasil está impedido pela nossa CF de prestar qualquer tipo de apoio.
Bolsonaro já trafegou perigosamente em relação aos assuntos internos da Venezuela, Argentina e agora o Irã. O interesse nacional está sendo prejudicado sem respaldo interno. Não é por outra razão que militares de alta patente tem expressado grande preocupação com o comportamento presidencial que para além de gestos malucos e insanos, podem extrapolar para áreas de grandes complicações. BOLSONARO E A VIOLAÇÃO DO ART 4 DA CF https://www.youtube.com/watch?v=caYE7... Bolsonaro sobre declaração de Trump https://www.youtube.com/watch?v=TGezk...

Paulo Ghiraldelli: LIVE DE BOLSONARO ASSISTINDO TRUMP SEM ENTENDER UMA PALAVA DE INGLÊS É VERGONHOSA. Atentado à soberania nacional?


Do Canal do Filósofo e Educador Paulo Ghiraldelli:




quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Alinhamento do Brasil com os EUA diminui ‘credibilidade’ do Itamaraty, diz analista de relações internacionais


A decisão brasileira de seguir as linhas da diplomacia de Washington joga contra o Itamaraty e cria um “racha” dentro do governo de Jair Bolsonaro, avalia a professora de relações internacionais Cristina Pecequilo.



© AP Photo / Evan Vucci

Durante o mandato presidencial de Bolsonaro, o Brasil acumulou episódios em que adotou a mesma postura diplomática dos Estados Unidos: defendeu a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém (plano que acabou suspenso pela pressão do mundo árabe), votou contra uma resolução da ONU que condena o embargo dos Estados Unidos a Cuba, reconheceu o autoproclamado Juan Guaidó como presidente da Venezuela, entre outras situações.
“PELO MENOS EM TERMOS RETÓRICOS, HÁ UM ALINHAMENTO AUTOMÁTICO COM OS ESTADOS UNIDOS”, DIZ CRISTINA PECEQUILO, PROFESSORA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA UNIFESP (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO), EM ENTREVISTA À SPUTNIK BRASIL.
Entretanto, em temas com repercussões comerciais, Bolsonaro adota uma “política compensatória”, diz a analista. Pecequilo ressalta a recente declaração do presidente brasileiro em defesa das trocas comerciais entre Brasil e Irã. A postura de Bolsonaro contrastou com a nota emitida pelo Ministério das Relações Internacionais, que classificou o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani como um episódio da “luta contra o flagelo do terrorismo” e pediu “unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas”.
As autoridades iranianas convocaram a a encarregada de negócios da embaixada do Brasil no Irã após a divulgação da nota para prestar esclarecimentos.
Ainda em 2019, o Brasil teve outro atrito com Teerã quando a Petrobras, por receio de sanções estadunidenses, se recusou a reabastecer dois navios do Irã que estavam no Paraná. O impasse durou dias e só terminou após o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, determinar o fornecimento de combustível.
Para a professora da Unifesp, essa dissonância resulta na perda de “credibilidade” do Itamaraty.
Pecequilo também refuta uma tese que é defendida com frequência por Bolsonaro, de que seu governo seria meramente técnico e desprovido de ideologia.
“NÃO EXISTE POLÍTICA SEM IDEOLOGIA, SEJA INTERNA OU EXTERNA. ENTÃO SEMPRE VAI HAVER IDEOLOGIA. O QUE ACONTECEU NA POLÍTICA BRASILEIRA, E GLOBAL, É QUE SE TOMOU UMA RETÓRICA DE DIZER QUE AQUILO QUE NÃO CONCORDAMOS É IDEOLÓGICO”, DIZ. “NA VERDADE, O QUE ESTAMOS VENDO É SÓ A SUBSTITUIÇÃO DE UMA IDEOLOGIA POR OUTRA.”
O chanceler Ernesto Araújo acredita que as mudanças climáticas fazem parte de uma trama para “sufocar o crescimento econômico nos países capitalistas democráticos e favorecer o crescimento da China”. Já o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Filipe Martins, usou uma saudação franquista, cunhada pelos adeptos do ditador espanhol Francisco Franco, para cumprimentar o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).
Em entrevista à BBC Brasil, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, classificou a política externa brasileira como “profundamente ideológica” e afirmou que o Brasil tem um “alinhamento automático” com os Estados Unidos.
A discordância do ex-ministro bolsonarista demonstra um “racha” na gestão Bolsonaro, avalia Pecequilo: “O grupo dos militares passou a representar dentro do governo Bolsonaro um setor mais moderado em termos de política externa, e de defesa de maneira geral. Muitas dessas declarações pró-americanas e mais envoltas em messianismo religioso não são declarações e posturas desse grupo [militar]. Então, é um racha.”

Os riscos da submissão brasileira aos EUA, por Bernardo Mello Franco



País afrontou tradição diplomática e criou riscos desnecessários à segurança nacional, diz jornalista
Foto: Alan Santos/PR (via fotospublicas.com)
Jornal GGN A submissão brasileira aos Estados Unidos no conflito com o Irã criou riscos desnecessários ao país. O afronte das autoridades à tradição diplomática trouxe preocupação a diplomatas e militares por conta da guinada da política externa do governo Jair Bolsonaro.
Em artigo publicado no jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco explica que as queixas aumentaram desde a última sexta-feira, quando Bolsonaro ligou o general Qassem Soleimani ao terrorismo.
O general Santos Cruz, ex-ministro de Bolsonaro, chegou a declarar que o Brasil “não tem razões” para se envolver na briga entre Washington e Teerã e, em nota, ressaltou que abandonar a neutralidade é um sinal de “irresponsabilidade” e “falta de noção de consequência”.
A posição também foi defendida pelo embaixador Celso Amorim, chanceler dos governos Lula e Itamar. Para Amorim, a morte de Soleimani pode trazer novas dificuldades no longo prazo para os Estados Unidos por se tratar de “um ato de guerra não declarada”.
Em 2010, o chanceler trabalhou na concretização do acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã – que foi firmado sem a participação brasileira cinco anos depois. Trump abandonou o trato em 2018 e, agora, os iranianos decidiram abandonar o acordo. Com a promessa de vingar a morte de seu general.