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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Privateiros do FHC vão esquartejar a Eletrobras, por Paulo Henrique Amorim



Do Canal TV Afiada


O crime da privatifaria da Eletrobras (esquema bolado por Moreira Franco, o gatinho angorá) é para esconder outro crime.

Mas por que a privatifaria foi anunciada às pressas?

Assista à nova edição da TV Afiada e saiba mais!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Do The New York Times: "Gang de Ladrões (no Congresso) vai julgar Dilma"... A Imprensa internacional sabe o que a mídia golpista, especialmente Globo, Folha, Estadão e assemelhados, esconde em meio a fraudes jornalísticas



  Eduardo Cunha, Aécio Neves, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, Anasatasia, Cunha Lima e assemelhados, com apoio e incentivo dos Marinhos, Civitas, Azevedos e da Fiesp... Gente muito "inocente", "democrática" "sem processo", "sem culpa", sem moral e sem vergonha é quem derruba e julga uma pessoa honesta.... Um país que prende Suplicy por defender gente honesta e oprimida e deixa essa turba solta é muito doente, errado, sem vergonha mesmo, coisa que a mídia internacional está vendo cada vez mais claramente (veja o que diz o The New York Times, abaixo, no meio da primeira página)... - Carlos Antonio Fragoso Guimarães

NYT

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Diante da hipocrisia da Bancada Evangélica, de onde veio e vem a força de um Cunha, Jesus Cristo seria tratado como atéu

"É próprio do discurso conservador recorrer a Deus com o intuito de validar suas ideias diante do eleitorado. Supostamente contra o poder celestial sobra pouco espaço pra contestação, e é aí que mora a artimanha. Essa tentativa de sugestionar ao eleitor a que se aceite propostas de ordem duvidosa sem nenhum questionamento, às vezes claramente insanas na perspectiva de quem olha de fora, muito se aproxima da técnica usada por pastores neopentecostais quando querem “ofertas” gordas, no dinheiro ou no cartão!"
o ateísmo de jesus na vida política brasileira


O ateísmo de Jesus na vida política brasileira

Por Eder Casagrande, colunista de religião do Cafezinho
É próprio do discurso conservador recorrer a Deus com o intuito de validar suas ideias diante do eleitorado. Supostamente contra o poder celestial sobra pouco espaço pra contestação, e é aí que mora a artimanha. Essa tentativa de sugestionar ao eleitor a que se aceite propostas de ordem duvidosa sem nenhum questionamento, às vezes claramente insanas na perspectiva de quem olha de fora, muito se aproxima da técnica usada por pastores neopentecostais quando querem “ofertas” gordas, no dinheiro ou no cartão!
Os pastores e suas coletas. Os políticos e seus votos. Os pastores-políticos e seus dinheiros e poderes.
Lideranças evangélicas agem com carisma nas comunidades onde pastoreiam, o que viabiliza a construção de relacionamentos baseados no afeto e confiança e que são sedimentados através das ações sociais para com os mais pobres. Adicione a essa receita o conforto psicológico e emocional proporcionado pelo acolhimento e pela noção de pertencimento que uma organização (religiosa ou não) é capaz de promover. Também, é claro, o alívio espiritual para os gemidos da existência, renovado a cada culto. E pra coroar esse processo de construção psicossocial, há o reconhecimento da figura do pastor como uma referência ética ante os diferentes aspectos da vida.
Acontece que o tipo de subjetividade que esse arranjo constrói pode acomodar perfeitamente o discurso conservador. Não apenas pelos elementos citados, mas sobretudo pela disseminação do medo – respaldado pela ignorância – na mentalidade dos fiéis e seu uso frequente como moeda de troca, numa relação de poder que o induz a barganhar os favores de Deus abrindo mão de sua identidade e dinheiro. Quanto maior o medo, maior a submissão. Quanto mais submissão, maior aceitação a figuras que se colocam como paladinos da moral e dos bons costumes. Um dos motivos que explicam a simpatia por malafaias e bolsonaros. Não à toa se assemelharem na forma odiosa, taxativa, retrógrada e preconceituosa em seus discursos.
Por outro lado, basta adotar uma postura crítica em relação ao arranjo conservador pra ser taxado de “satanista devorador de criancinhas”, “petralha”, “comunista”, “bolivariano”, “esquerdista”, e ter seu pensamento deslegitimado imediatamente. Rótulo nem um pouco sofisticado, mas que se mostrou vivificado desde que a direita soltou a franga.
Vale dizer, que do ponto de vista da conscientização política visando transformação social, as ações sociais das organizações evangélicas têm muitas limitações, mas se mostram inteiramente capazes de disputar o coração e mente do eleitor-fiel diante da assistência oferecida pelo Estado ou aquela feita pela esquerda organizada. Resta à Dona Maria, com sua solidão e velhice, recorrer a quem está perto pra atender suas necessidades corriqueiras, seja a cesta básica do mês ou a companhia pra ir ao médico. O Estado e os movimentos sociais parecem não conhecê-la pelo nome, assim como não são conhecidos, mas o pastor sim.
Assim, a simbiose entre eleitor-fiel e seu líder espiritual aspirante a sumo sacerdote, e o acúmulo de capital proveniente do dízimo e da isenção fiscal das igrejas, além do financiamento empresarial de campanha, vigente até as eleições passadas, chocou o ovo da serpente. A numerosa bancada evangélica, escancaradamente conservadora, é autora de propostas como o Estatuto da Família (PL 6.583/2013) que define como família apenas “entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”, em outras palavras, implica na proibição da união estável entre pessoas do mesmo sexo e os direitos adquiridos daí, como a adoção, por exemplo. São contra a legalização do aborto (mesmo nos casos de estupro comprovado), a favor da redução da maioridade penal e contra a regulação da mídia. E a lista segue...
As inclinações dos evangélicos na política brasileira estão bem claras. Ninguém desconfia de seu amor por dinheiro, controle e poder. Mas eles são cínicos. Em nome de “deus” e da “família tradicional brasileira”, 93% da bancada votaram a favor do impeachment. O circo da votação na Câmara foi acompanhado de referências bíblicas como “feliz é a nação cujo deus é o senhor”, “ao reino de Israel”, e a que mais sintetiza o momento, “que deus tenha misericórdia dessa nação”, dita por Eduardo Cunha. Todas acompanhadas de um efusivo SIM favorável ao impedimento.
Para esse deus-mercado, em que a Frente Parlamentar Evangélica ergue altares nas igrejas e no congresso, o Jesus dos Evangelhos – aquele que chicoteou mercadores no templo e que criticou duramente às elites políticas do Estado teocrático israelense – é completamente ateu!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ricardo Boechat: "PMDB é a maior aglomeração de salteadores da República"



quinta-feira, 19 de maio de 2016

O outono antecipado do governo Temer e a primavera das ruas, por Renato Rovai


O governo Temer é um amontoado de interesses contraditórios que se uniram para um único objetivo, afastar Dilma e derrotar o PT e Lula.
Sem votos para conseguir isso democraticamente, esse segmento não se intimidou em ir ao golpe.
Mas, como na Fórmula 1, uma coisa é chegar, outra é passar.
Eles chegaram ao governo pelas mãos do personagem vice vigarista, mas, ao que já se pode perceber, não vão passar muito tempo juntos nessa aventura.
Os descontentamentos e as contradições já deram suas caras.
Os industriais não rentistas que restaram no Brasil já perceberam que eles é que vão pagar o pato. Além de receberem de presente um ministro da Indústria e Comércio pastor, cujo grande feito é saber multiplicar o dízimo, já perceberam que os donos da economia serão fundamentalistas ortodoxos.
Ou seja, tudo ao deus Mercado. Não ao Walter, mas àquele de Wall Street.
E alguns já começam a se perguntar se isso não vai ampliar a desindustrialização do país.
Por outro, lado na academia e na cultura até os mais antipetistas já reconhecem que a agenda de Temer é por demais retrógrada. E que o Brasil corre sérios riscos de retrocesso em setores fundamentais para se consolidar como um país minimamente respeitável.
Além disso, há crises nos arranjos estaduais e municipais. Prefeitos e governadores já sentiram que Temer vai arregaçar com programas sociais e investimentos federais que lhes rendiam votos. E ao mesmo tempo não vai lhes dar folga para ajustar as contas.
O governo Temer já está em crise e já é fraco. E o sintoma principal é o que se passa no Congresso. Waldir Maranhão não sai da presidência da Casa e a turma de Cunha força o presidente ilegítimo a engolir como líder do governo André Moura, um dos seus principais aliados.
Outono assim tão rápido pode prenunciar uma primavera das ruas. E os Jogos Olímpicos estão logo ali.
Numa sociedade conectada e em redes não é incomum a velocidade dos acontecimentos surpreender.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A Base aliada Golpista de Temer é a mais suja da História, por Alex Solnik




Por Alex Solnik

Ontem me dediquei a examinar a lista de parlamentares que votaram a favor do impeachment na Câmara e dos que vão votar a favor no Senado, e que fazem parte, portanto, da base aliada que vai apoiar o governo Temer – se houver governo Temer – e fiquei estarrecido com a quantidade de deputados e senadores investigados tanto no STF quanto na Lava Jato.

É a base aliada mais ficha suja desde a criação da Lei da Ficha Limpa.

Investigados na Lava Jato são 58 deputados federais - 47 do PP, 8 do PMDB, 1 do PSC, 1 do PTB e 1 do PTC – e nove senadores – 4 do PMDB, três do PP, 1 do PTB e 1 do PSB.

A lista dos que respondem a inquéritos e ações penais no STF é muito maior: 145 deputados federais e 25 senadores.

O partido com mais senadores investigados é o PMDB, com 10. Em segundo lugar, empatados, com quatro, PSDB e PR. O PTB tem 2 e PSC, PP, DEM e PSD tem 1 cada.

O campeão de deputados federais pendurados no STF também é o PMDB, com 50. Em segundo lugar, o PP, com 16. Em terceiro lugar, empatados, com 15, o PSDB e o PR. O PSD, apesar de ser um partido novíssimo, fundado por Gilberto Kassab aparece em quarto, com 11. A seguir, com 9, o DEM. Depois, com 8 estão empatados o PSB, o PSC e o PTB. O PRB tem 5, o PRP e o PMN, 2 e o PEN e SD têm 1 cada um.

Todos os líderes desses partidos costumavam e ainda costumam fazer os discursos mais contundentes a favor da moralização e da ética na política, responsabilizando o PT pela corrupção que predomina na política brasileira e disseram “sim” a favor do impeachment.

O atual presidente do PMDB e um dos principais articuladores do suposto governo Temer, senador Romero Jucá, já estava bem enrolado quando, anteontem, a ministra Carmen Lúcia abriu investigação contra ele e contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, acusados, com fortes indícios de receberem, cada um, a quantia de 15 milhões de reais para aprovar emendas provisórias de interesse da indústria automobilística. Além disso, responde aos inquéritos 2116, 2963 e 3297 por crimes contra o patrimônio, crime de responsabilidade, falsidade ideológica e eleitorais e envolvimento em desvio de verbas federais em obras em Roraima. Também é investigado sobre origem e destino de 100 mil reais jogados para fora do carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado por policiais durante a campanha de 2010.

Presidente do Senado, Renan Calheiros, além da acusação citada acima, está pendurado no inquérito 2593 no qual é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso no caso dos bois de Alagoas, de 2007 para forjar uma renda com venda de gado para justificar gastos pessoais e com sua ex-amante Monica Veloso. É também investigado por desviar R$44,8 mil do Senado em verbas indenizatórias, por usar a cota de passagens aéreas do Senado para pagar viagens de três acusados de serem seus “laranjas” e de um fazendeiro suspeito de fraudar venda de gado. Também está incurso no inquérito 3589, por crime ambiental, acusado pelo MPF de pavimentar ilegalmente uma estrada de 700 metros na estação ecológica Murici que leva a uma fazenda de sua propriedade.

Ex-presidente do PMDB, o senador Valdir Raupp é réu em quatro ações penais (358, 383, 554 e 577) e responde ao inquérito 2442 por peculato, crimes eleitorais e contra o sistema financeiro e a administração pública. É acusado de ter alterado por conta própria o destino de recursos de um convênio de US$167 milhões assinado com o Banco Mundial entre 1997 e 98.

Filiada há um ano ao PMDB, depois de ter saído do PT por divergir eticamente do partido, a senadora Marta Suplicy responde à ação penal 648 por crimes da Lei de Licitações e aos inquéritos 2687, 3235, 3267 e 3544, por improbidade administrativa, formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica durante seu mandato de prefeita de São Paulo, entre 2001 e 2004.

O ex-presidente Fernando Collor, que sempre se gaba de ter sido absolvido em 1992, na verdade ainda responde por crimes daquela época. Em 2008, a PGR recomendou ao STF sua condenação na ação penal 465 por peculato (desviar ou apropriar-se de recursos públicos), corrupção passiva e falsidade ideológica. Ele e outros seis réus são acusados de receberem propinas de empresários da área de publicidade beneficiados por licitações fraudulentas entre 1990 e 92. O dinheiro era depositado em contas de “laranjas” para pagar contas pessoais, faturas de cartões de crédito e pensões a filhos de relacionamentos extraconjugais.

Cássio Cunha Lima, um dos buldogues mais agressivos contra Dilma é ex-governador da Paraíba, condenado e cassado em 2009 por distribuir 35 mil cheques a eleitores na campanha de 2006. Só conseguiu manter sua cadeira de senador, apesar de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa porque o STF decidiu não aplicar a lei nas eleições de 2010. Responde ao inquérito 3393 por crimes da Lei de Licitações.

O veterano, ex-governador do Pará e ex-presidente do Senado, Jader Barbalho responde a seis ações penais (374, 347, 398, 498, 549 e 653) por peculato, crimes contra o sistema financeiro, falsidade ideológica, quadrilha ou bando e emprego irregular de verba pública, suspeito de integrar quadrilha que desviou mais de R$1 bilhão do Banco do Estado do Pará, da Sudam e do Ministério da Reforma Agrária. Foi barrado pela Lei da Ficha Limpa mas manteve o mandato de senador quando o STF decidiu que a lei não valeria nas eleições de 2010.

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha é réu no STF por ter sido acusado de receber ao menos US$ 5 milhões na operação de compra de navios-sonda pela Petrobrás e é alvo de mais 11 acusações pela PGR que pede ao STF, desde o ano passado, seu afastamento da presidência da Câmara, dentre as quais achaque e intimidação a dirigentes da construtora Schahin, por meio de requerimentos de convocação assinados por vários deputados de sua tropa de choque, motivados por uma disputa referente à construção de uma barragem da Cebel, além de ter tido contas secretas e suspeitas, com depósitos de US$20 milhões fechadas por banco suíço por não ter conseguido explicar sua origem.

Integrante da lista dos mais procurados pela Interpol, impedido, sob risco de ser preso, de entrar em vários países, inclusive Estados Unidos, o deputado Paulo Maluf responde a ações penais 461 e 477 e a três inquéritos (2471, 3545 e 3601) por crimes contra o sistema financeiro, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crimes eleitorais. No inquérito 2471, ministros do STF aceitaram denúncia de que o grupo de Maluf desviou R$1 bilhão da prefeitura de São Paulo quando ele foi prefeito.

Líder do PSC e desabrido componente da tropa de choque de Eduardo Cunha, o novato André Moura, um dos mais ácidos críticos da presidente Dilma, responde aos inquéritos 3110 (crimes eleitorais), 3224 (crimes de responsabilidade e formação de quadrilha), 3221 (crimes de responsabilidade), 3204 (formação de quadrilha, improbidade administrativa), 3516 (crimes de responsabilidade) e 3594 (crimes da Lei de Licitações e Peculato).

O deputado Beto Mansur (PP-SP), que muitas vezes substitui Cunha na presidência da Câmara, responde ações penais 635 - na qual é acusado de ter submetido 46 trabalhadores, inclusive 7 crianças a trabalho análogo à condição de escravo em duas fazendas de Goiás - e 580, por crimes de responsabilidade. Também está incurso nos inquéritos 3013, 2688, 2616 e 2519 por crimes de responsabilidade e contra a administração pública.

O pastor Marco Feliciano é réu na ação penal 612 por estelionato, acusado de ter inventado um acidente no Rio de Janeiro para justificar ausência em evento no Rio Grande do Sul para o qual tinha recebido cachê, passagens e hospedagem. Também está enquadrado no inquérito 3590 no qual é suspeito de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. No inquérito 3646 é questionado por contratar pastores da sua igreja por seu gabinete parlamentar.

O deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade e defensor resoluto de Eduardo Cunha tem contra si a ação penal 421, por estelionato, crimes contra a fé pública e concussão. Em 2008 foi absolvido no Conselho de Ética no inquérito 2725 – desvio de recursos do BNDES – mas ainda está incruso nos inquéritos 2778 e 2639 por utilização indevida de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) pela Força Sindical em cursos profissionalizantes.

O time de Temer ainda é integrado por gente como Jair Bolsonaro, deputado que, apesar de não ser investigado por corrupção, ostenta o título de o mais desprezível e sujeito a punição na corte internacional de Haia e na comissão de ética, depois de ter elogiado o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra ao vivo e a cores na votação em que apoiou o impeachment da presidente.

Quem tem uma base aliada como essa não precisa de oposição.