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quinta-feira, 9 de março de 2017

O que eles não querem que você saiba sobre o 8 de março: a origem socialista do Dia das Mulheres. Artigo de Vanessa Martina Silva



Não mais flores. Não mais presentes! Urge a reconquista da data como marco da luta por mais direitos e fim da discriminação feminina

Do Opera Mundi:

Flores. Bombons. Promoções em lojas de cosméticos. Publicidade exaltando qualidades consideradas femininas. O capitalismo se apropriou do 8 de março e o converteu em mais um dia de apostas consumistas. Pipocam pelas redes sociais mensagens com “parabéns” e felicitações por você, mulher, ser tão linda, maravilhosa e — frágil.

Nos meios de comunicação, diversas reportagens ressaltam a violência que ainda é praticada contra pessoas do sexo feminino por estas serem simplesmente mulher: mais uma demonstração de fragilidade e necessidade de proteção.
Esqueça isso. Não é sobre isso que se trata o 8 de março!
Flickr/CC/Romerito Pontes

Comemoração do Dia Internacional da Mulher em São Paulo (2015)
A versão consolidada sobre a origem da comemoração internacional da data reforça, em certa medida, o estereótipo desse lugar em que precisamos ser tutoreadas para que deixemos de ser vítimas do machismo e misoginia que hoje matam uma mulher a cada 90 minutos no Brasil. Vamos ao mito:
A história que eu e provavelmente você aprendemos na escola diz que no dia 8 de março de 1857, em Nova York, 129 tecelãs cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas (porque elas chegavam a trabalhar de 12 a 14 horas). Para reprimir a mobilização, os patrões teriam trancado as portas da fábrica e ateado fogo no local. Asfixiadas, todas teriam morrido carbonizadas.
Acontece que tal incêndio e greve nunca ocorreram. Já há extensa bibliografia contestando o episódio. Tal mito teria surgido do cruzamento de vários fatos, entre eles um incêndio real ocorrido na Companhia de Blusas Triangle, em 1911, também em Nova York, no qual 146 pessoas morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens, de maioria judia. Outro fato que remonta à data é a grande greve das costureiras, que durou de 22 de novembro de 1909 a 15 de fevereiro de 1910.
Como a proposta de se comemorar o Dia Internacional da Mulher surgiu durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em 1910, na Dinamarca, fica evidente que tal episódio não pode ter sido motivado pelo incêndio da Triangle (o único real) e sim das muitas lutas que as mulheres já travavam, sobressaindo-se o direito ao voto feminino. Além disso, inicialmente não havia sido definido um dia específico para essa celebração, tanto que cada país se organizou de forma diferente e as primeiras comemorações ocorreram, em sua maioria, no último domingo de fevereiro.
Outro evento fundamental desse período foi nada mais nada menos que a Revolução de Fevereiro, ou Revolução Russa.
Em, 1917, em meio à Primeira Guerra Mundial, as mulheres socialistas decidiram comemorar o Dia da Mulher em 23 de fevereiro — pelo calendário russo. No calendário gregoriano, no entanto, a data corresponde exatamente a 8 de março. Neste dia, as tecelãs e costureiras de São Petersburgo decidem iniciar uma greve, indo contra a decisão do Partido Comunista, que considerava aquele momento inapropriado para uma ação deste tipo.
Flickr/CC/Maria Objetiva

Manifestação pelos direitos das mulheres, por leis mais justas e contra a moralidade religiosa, em Belo Horizonte - MG (2013)
Pedindo pão e paz, as mulheres iniciaram a paralisação e diversos operários se uniram a ela. O episódio é considerado o estopim da Revolução Russa. Sobre o ocorrido, a escritora e líder revolucionária russa Alexandra Kollontai escreveu: “O dia das operárias, 8 de Março, foi uma data memorável na história. Nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução”.
Fixação da data
A ideia de ter um dia da mulher surge nos Estados Unidos em 1908. A primeira celebração ocorre em 3 de maio e, por sugestão das norte-americanas, na segunda Conferência Internacional da Mulher Socialista, em 1910, é definido que as mulheres socialistas organizariam em seus paises de origem um dia das mulheres específico.
Em 1911, durante a primeira celebração do Dia das Mulheres Socialistas, Kollontai propõe que a celebração do dia seja realizado em 19 de março para homenagear um levante das mulheres proletárias da Prússia, no qual elas conseguiram a promessa, depois não cumprida pelo rei, de obter direito de votar.
O primeiro local onde a data foi celebrada em 8 de março foi na Alemanha, em 1914, e não há registro das motivações para a escolha.
Quatro anos depois, em Moscou, Kollontai lidera, em 8 de março, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher e consagra a data em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo. Em 1921, durante a Conferência das Mulheres Comunistas, a 3ª Internacional resolve adotar o dia 8 de março para celebrar a luta das mulheres.  

O significado da greve das mulheres neste 8 de março

 
Porém, com a efervescência política que atingiu o mundo após os anos 1920, a data entrou no esquecimento, sendo retomada apenas com o movimento feminista dos anos 1950/60 e se consolida, já com o mito das mulheres queimadas de 1857, com as resoluções da ONU e da Unesco em 1975 e 1977, respectivamente.
Tá, mas e o título do artigo?
Sem entrar no mérito da discussão — essencial —, me incomoda que o dia da Mulher seja reduzido (quando não tratado como relatei no começo deste texto) ao dia em que a mídia lembra que existe a Lei Maria da Penha e a relatos de como a violência machista nos afeta, nos mata. Isso coloca a mulher justamente no lugar de cuidado, de fragilidade, de vítima.

Voltando: o 8 de março não é sobre isso. Ou melhor, o 8 de março não é somente sobre isso.
Quando se apaga a origem extremamente combativa de todas as lutas das mulheres no fim do século 19 e começo do 20, fosse pelo direito ao voto, a jornadas de trabalho menores ou a salários iguais aos dos homens, e se opta pela história das mulheres queimadas, reforçamos o estereótipo de que precisamos ser homenageadas, como que em memória daquelas que morreram naquela fábrica.
Elas não morreram, mas muitas outras sim. Morreram e seguirão morrendo por diversos motivos ligados à violência machista. Mas, tão importante quanto isso é que outras tantas lutaram, lutam e seguirão lutando. É disso que se trata o 8 de março.
A história do Dia das Mulheres é uma história de luta. Ele foi pensado por mulheres socialistas para ser um marco das lutas por conquistas, por direitos, por melhores condições. Foi criado por mulheres à revelia dos homens comunistas que consideravam que o direito ao voto feminino, a jornadas de trabalho reduzidas ou a salários iguais eram divisionismo e tirava o foco da causa que realmente importava: a construção do socialismo e a formação da consciência de classe.
Por isso tudo dizemos: Não mais flores! Não mais presentes! Não mais “parabéns”. Aliás, parabéns por quê?
Meu direito ao voto, meu direito a estudar e exercer uma profissão, meu direito de receber salário igual aos homens veio do sangue e suor das mulheres que me antecederam. E ainda faltam muitas coisas, muitas conquistas que nós queremos deixar para as gerações que vão nos suceder: o direito a um aborto legal e assistido; a creches; a divisão das tarefas domésticas; equiparação salarial (que ainda não é uma realidade); fim da cultura do estupro e nós, mulheres negras, temos ainda outras temáticas com que nos ocupar, como o fim do genocídio da população negra que vitima diariamente nossos filhos, irmãos, primos e amigos nas periferias; uma saúde pública que contemple nossas especificidades e o fim de uma cultura racista que nos oprime, nos deprime e nos isola.
Bibliografia:
BLAY, A. Eva. 8 de Março: Conquistas e controvérsias. São Paulo, 1999.
GIANOTTI, Claudia Santiago e GIANOTTI, Vito. A origem socialista do Dia da Mulher. Rio de Janeiro, 8. Edição, 2016.
Filme
SHE is Beautiful when She is Angry. Direção: Mary Dore. Nova York - EUA, 2014. 1h 32m.

domingo, 5 de junho de 2016

Cronologias do golpe de 2016, por Fábio de Oliveira Ribeiro

"Temer tramou e agiu de maneira fria e calculista. Durante todo o ano de 2015 ele defendeu publicamente Dilma Rousseff enquanto urdia seu plano de assalto ao poder. Enquanto o PSDB virava saco de pancada do PT nas ruas, o vice-presidente organizou a mudança de orientação econômica de seu partido. Através de seus interlocutores (Eduardo Cunha era um deles), Temer preparou o golpe obtendo o necessário apoio dos parlamentares que queriam se salvar ou se vingar do governo em razão das operações anticorrupção apoiadas por Dilma Rousseff."



Aqui mesmo no GGN disse que o golpe começou em 2014 quando da derrota de Aécio Neves. Se levarmos em conta que a deposição de Dilma Rousseff foi urdida pela Embaixada dos EUA para atender os interesses petrolíferos norte-americanos, somos obrigados a admitir que uma cronologia alternativa para o golpe de 2016.
O primeiro indício de que o governo brasileiro poderia ser deposto por razões petrolíferas foi dado 08/07/2012, quando o Wall Street Journal criticou a lentidão do Brasil em explorar o Pré-Sal. Eu mesmo comentei esta notícia na oportunidade: O petróleo é nosso ou deles?. Esta notícia foi divulgada durante a crise que envolveu a Chevron: Lobão ameaça Chevron de expulsão se não cumprir determinações da ANP. A petrolífera norte-americana causou um vazamento de petróleo na Bacia de Campos e estava explorando nosso Pré-Sal sem autorização do governo brasileiro.
Aécio Neves iniciou a campanha do golpe após ser derrotado nas eleições, mas não conseguiu ser o seu beneficiário. Um ano após a derrota do candidato tucano, o PMDB se apropriou da pauta econômica do PSDB, ("Uma ponte para o futuro") e passou a liderar o golpe. Enquanto tramava nas sombras, Michel Temer chegou a dizer na TV que o Impedimento de Dilma Rousseff não ocorreria.
O PMDB provavelmente adotou um programa neoliberal tucano por dois motivos: obter o apoio da imprensa brasileira que havia apoiado Aécio Neves e legitimar o golpe de estado perante os norte americanos. O primeiro objetivo foi amplamente conquistado, o segundo não. A resistência da imprensa internacional ao golpe de 2016 inibiu o apoio imediado do governo dos EUA ao Michel, que parece temer o retorno de Dilma Rousseff ao poder em razão de ainda não ter recebido uma ligação telefônica de felicitações de Barack Obama.
A liderança de Michel Temer durante a preparação do golpe é evidente e indiscutível. Ele desconversou enquanto tramava. Quando o Impedimento finalmente começou, ele assumiu o papel de vice-presidente que seria levado ao poder por fatos alheios à sua vontade. Empossado, ele passou a não admitir que é um golpista e se diz ofendido sempre que os jornalistas chamam de GOLPE o golpe de 2016.
Temer tramou e agiu de maneira fria e calculista. Durante todo o ano de 2015 ele defendeu publicamente Dilma Rousseff enquanto urdia seu plano de assalto ao poder. Enquanto o PSDB virava saco de pancada do PT nas ruas, o vice-presidente organizou a mudança de orientação econômica de seu partido. Através de seus interlocutores (Eduardo Cunha era um deles), Temer preparou o golpe obtendo o necessário apoio dos parlamentares que queriam se salvar ou se vingar do governo em razão das operações anticorrupção apoiadas por Dilma Rousseff.
É impossível não criticar Dilma Rousseff por ter aceitado Michel Temer como vice de Dilma Rousseff. O problema é que o PT queria ganhar a eleição e precisava do tempo de TV do PMDB. Além disto, é evidente que o partido de Michel Temer enganou o partido de Lula. Como vimos, a mudança de orientação econômica no covil peemedebista somente ocorreu um ano após a reeleição de Dilma.
Durante todo seu primeiro mandato como vice-presidente, Michel Temer foi, pelo menos na aparência, fiel ao projeto de governo inclusivo do PT. Contudo, já em 2006, antes do WSJ criticar a lentidão da exploração do Pré-Sal, ele havia se tornado espião da Embaixada dos EUAhttp://www.metropoles.com/brasil/politica-br/wikileaks-afirma-que-michel.... Impossível saber em que momento o próprio Michel Temer começou a alimentar a esperança de chegar ao poder pela via rápida, mas é evidente que isto pode ter ocorrido entre 2006 e sua chegada pela primeira vez ao Palácio do Jaburu.
Na linha de tempo do golpe de 2016 podemos ainda colocar a definição das normas eleitorais que ajudaram a cimentar a ligação promiscua entre o PT e o PMDB. O partido de Lula ligou seu destino a Michel Temer porque precisava de mais tempo gratuito de TV para fazer propaganda de Dilma Rousseff. A televisão, usada pragmaticamente como um instrumento de construção de consensos eleitoreiros, não por acaso foi o principal instrumento utilizado por Michel Temer para destruir a democracia brasileira. Quanto tempo a TV dará ao novo “garoto de recados” que foi entronizado no Palácio do Planalto?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Paulo Nogueira e uma pequena lista de sujeiras envolvendo Aécio e a escancarada proteção da Globo a este...

O passado condena
Eu acuso Aécio.

Um homem que:
  • Constroi um aeroporto privado com dinheiro público;
  • Coloca recursos do contribuinte mineiro, como governador, em rádios da própria família;
  • Não se envergonha de, sendo político, ter rádios, num brutal conflito de interesses;
  • Faz uso pessoal do avião do Estado de Minas, como se houvesse vôo gratuito;
  • Nomeia fartamente parentes e amigos para a administração pública e depois ousa falar em meritocracia;
  • É capaz de apoiar Eduardo Cunha, em nome do impeachment, mesmo depois de conhecidas as avassaladoras provas contra ele fornecidas pelos suíços;
  • Jamais teve a hombridade de aceitar a derrota nas urnas e, por isso, se pôs a conspirar contra a democracia desde que saíram os resultados como um golpista psicótico;
  • Dá como comprovadas quaisquer acusações contra seus adversários, por mais frágeis que sejam;
  • Tem a ousadia de recusar um teste de bafômetro como se estivesse acima da lei que rege os demais brasileiros;
  • Recebe dinheiro dos contribuintes para atuar como senador e não devolve com um único projeto aprovado;
  • Aceita uma boca livre em Nova York de um banqueiro como André Esteves;
  • Não poupa esforço pelo financiamento privado de campanhas mesmo quando é sabido que esta é a origem maior da corrupção e que foi daí que surgiram ganguesteres como Eduardo Cunha;
Tudo isto posto, e a lista poderia seguir muito adiante, por que este homem não poderia fazer pressão para receber dinheiro de propina segundo delação homologada no SFT noticiada hoje pela Folha?

Paulo Nogueira
No DCM



A Proteção da Globo para Aécio é escancarada!

Vídeo extraídos do Contexto Livre

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O face-golpista mirim Kim Kataguiri e a mentira que ele agora conta sobre seu relacionamento com Eduardo Cunha




Segue texto de Altamiro Borges retirado do site Contexto Livre


Em longa entrevista ao site DW Brasil, postada nesta terça-feira (11), o fascista mirim Kim Kataguiri traiu descaradamente seu amigo Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, e ainda revelou outro traço do seu caráter: é mentiroso. Ele afirmou, com todas as letras: "Nunca fomos aliados de Cunha". O site até poderia ter exibido várias fotos em que os dois golpistas — o velhaco e o fedelho — aparecem juntos. Também poderia postar uma galeria com as selfies em que os integrantes do seu grupelho, o Movimento Brasil Livre (MBL), posam carregando faixas com os dizeres "Somos todos Cunha".

Na entrevista, Kimzinho apunhala o ex-herói dos "coxinhas" e tenta justificar a traiçoeira mudança de postura do MBL. "Sempre mantivemos uma relação institucional com ele [Cunha]. O nosso primeiro encontro com ele ocorreu quando protocolamos o pedido de impeachment [de Dilma], em maio. Nossa relação sempre foi de cobrança, para saber se ele ia deferir ou indeferir. Ao contrário do que os veículos de imprensa brasileiros vêm divulgando, nós nunca fomos 'aliados' de Cunha. Nós nunca o defendemos, tanto que hoje estamos pedindo o afastamento dele por causa das contas na Suíça".

O site até apresenta o traíra como o principal líder juvenil do país. "No final de outubro, Kataguiri foi incluído pela revista americana Time numa relação dos 30 jovens mais influentes do mundo", afirma. Mas a biografia exposta é bastante reveladora. "Ele tem 19 anos e dedica o seu tempo integral a tentar derrubar a presidente Dilma Rousseff e forçar a saída do PT do governo. Membro do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri foi responsável, junto com outros grupos, pela organização de três protestos antigovernamentais que levaram milhares de brasileiros às ruas ao longo do ano".

"Morador de Santo André (SP), fã do ex-presidente Ronald Reagan e defensor de princípios liberais — incluindo a privatização de setores como saúde e educação —, Kataguiri começou a sua carreira de ativista antipetista após abandonar a faculdade de economia, ainda no primeiro ano. Suas primeiras aparições públicas ocorreram quando postou uma série de vídeos na internet defendendo o liberalismo e criticando o Bolsa Família. Após se aproximar de outros jovens que partilhavam das mesmas ideias, participou da fundação do MBL no final de 2014, grupo que, segundo Kataguiri, é financiado por meio de doações de pessoas físicas que se interessam pelo movimento".

Na entrevista, o fascista mirim explicita sua arrogância e suas posições reacionárias. Para a vergonha dos tucanos, ele garante que hoje seu movimento dá o rumo ao partido da oposição. "O PSDB foi um partido que nós tivemos que empurrar ladeira acima para que ele apoiasse o impeachment. Tivemos que bater muito para que eles levassem os anseios populares para a política. Conseguimos pautar a oposição. Em 15 de março, ninguém queria falar de impeachment. É verdade que a maior parte do PSDB não quer a saída de Dilma e que muitos membros só adotaram o discurso por causa da pressão popular. É um partido que age de acordo com seus interesses eleitorais, e não por princípio".

"Vocês acham que estão pautando o PSDB, como o Tea Party faz com os republicanos nos EUA?", pergunta o repórter. E o fedelho arrogante confirma animado. "Eu acredito que sim. É um paralelo interessante". Sobre sua "ideologia", ele vomita: "Eu e o movimento defendemos a descentralização do poder e valores liberais. Queremos também a privatização de empresas, como a Petrobras e a Eletrobras, e dos sistemas de educação, saúde e saneamento". Quais são seus ídolos: "Eu gosto muito do Milton Friedman (1912-2006), que ganhou o Prêmio Nobel de economia. O também economista Ludwig von Mises (1881-1973), o maior expoente da Escola Austríaca. Além, do ex-presidente americano Ronald Reagan e da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher".

Por fim, uma resposta reveladora sobre o futuro dos fascistas mirins do MBL. Você tem alguma ambição política? "Eu não tenho nenhum objetivo imediato. Não vou me candidatar nas eleições de 2016. Não tenho nada para 2018 também, mas não descarto. O movimento vai ter candidatos, a ideia é ter bancadas liberais nas câmaras municipais e depois no Congresso. Um dos nossos coordenadores, Fernando Holiday, vai sair para vereador em São Paulo. Pretendemos ter candidatos em todos os Estados. A atuação na política é algo que vamos encampar, sim".

Será que nas conversas "protocolares" com o lobista Eduardo Cunha, conhecido por financiar vários candidatos, Kim Kataguiri pediu alguma granhinha para as próximas eleições?

Altamiro Borges