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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Igor Gadelha: Trump faz barulho com Lei Magnitsky para ofuscar tarifaço desidratado

 

Donald Trump usou aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes para ofuscar tarifaço sobre produtos brasileiros cheio de exceções




Do site Metrópoles:


Igor Gadelha

Após provocar tensão no governo Lula e no empresariado brasileiro ao recusar negociações prévias, o governo Trump oficializou nesta quarta-feira (30/7) um tarifaço com cerca de 700 exceções.

Na lista de produtos brasileiros excluídos da tarifa de importação de 50% imposta pelos Estados Unidos, estão artigos de aeronaves civis, veículos, suco de laranja, fertilizantes, celulose e donativos.

De importante mesmo, restaram como alvos do tarifaço a carne e café brasileiros, produtos que costumam ser bastante comprados pelos americanos — hoje, os EUA produzem apenas 1% do café consumido pela população.

A ordem executiva para o tarifaço e suas respectivas exceções, porém, só foi assinada por Donald Trump após o governo americano divulgar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Começa a grande batalha nacional contra Trump, por Luís Nassif

 

O ponto central é a opinião pública sendo informada de cada passo, das consequências, dos avanços, dos retrocessos, das vitórias e mercado diante dos ataques de Trump ao Brasil.

Do Jornal GGN:

    Reprodução


O governo está montando um plano de contingência para enfrentar a tarifa de 50% imposta por Donald Trump.

Trata-se de uma jogada política de Trump, visando a desestabilização do governo. Nas próximas semanas haverá um aumento ainda maior da vira-latice nacional, através de mensagens nas redes sociais criticando a suposta intransigência do governo Lula.

Daí a importância do governo manter a nação mobilizada para enfrentar a primeira etapa da crise e as que virão em seguida.

Um plano de contingência é dividido em temas e já devem estar trabalhando:

  1. Grupo de Análise e Inteligência Comercial, para monitorar de perto a política comercial dos EUA, analisar declarações e ações do governo norte-americano e prever possíveis cenários.
  2. Grupo de Negociação e Diplomacia, identificando interlocutores-chave no governo e em grupos de interesse dos EUA. E também articular as ações nas embaixadas.
  3. Grupo de Impacto Econômico e Setorial, com avaliação detalhada dos impactos das tarifas sobre a economia nacional e os setores mais afetados, propondo medidas de apoio.
  4. Grupo de Estratégia Jurídica e Regulatória, analisando as implicações legais das tarifas e buscando mecanismos de defesa no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
  5. Grupo de diversificação de Mercados e Produtos, sob responsabilidade da Apex (Agência de Promoção das Exportações).
  6. Grupo de Comunicação Estratégica, o grupo síntese de todos os demais, definindo a estratégia de comunicação para o público interno e externo.

Esse é o ponto central, a opinião pública sendo informada de cada passo, das consequências, dos avanços, dos retrocessos, de cada pequena vitória, diversificação de mercado etc.

Aliás, houvesse mais atrevimento, esse grupo deveria se articular com grupos de interesse nos Estados Unidos, afetados pela truculência de Trump, e organizar manifestações nas redes sociais norte-americanas, recorrendo a artistas e influenciadores simpáticos à causa do multilateralismo e da tolerância. E divulgando o soft power brasileiro, a busca do entendimento, em oposição ao individualismo selvagem de Trump.

Indústria automobilística

Espera-se que a bem vinda aproximação com a China não leve o governo Lula à loucura de isentar de imposto de importação as peças que virão da China para a montagem, em SKD, dos automóveis da BYD no Brasil. Empresa amiga mesmo é aquela que investe na fabricação de veículos no país e privilegia a formação de uma cadeia de autopeças com empresas brasileiras. É o que a BYD está prometendo.

Aliás, o que o governo deveria fazer seria criar incentivos fiscais progressivos, amarrados à formação de uma nova indústria de autopeças nacional.

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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Da humilhação na política externa. Reflexão do ex primeiro-ministro português José Sócrates

 

    "O tarifaço americano para o Brasil é também uma técnica de humilhação. Nenhum interesse comercial, nenhuma razão económica, só a vontade de exibir o poder. Um poder que não quer atingir o corpo, mas que se dirige à face do oponente."

COLUNISTAS ICL

Da humilhação na política externa



A humilhação é radical e devastadora – ela toca o mais íntimo das pessoas e dos povos

A humilhação está por todo o lado. Nas televisões, nos jornais, nas redes sociais. Especialmente nestas, das quais não sabemos ainda como nos podemos defender. A nova violência institucional é a humilhação, como podemos ver sempre que uma informação sobre um processo judicial salta para os jornais sem que o visado tenha a mínima possibilidade de se defender. A nova moda da sociedade da humilhação é a do insulto gratuito e da acusação não provada. E, no entanto, mesmo nos momentos de maior convulsão social, o exercício diplomático sempre pareceu apartado desta doença fútil da humilhação. Até Trump ganhar as eleições. A partir dai a humilhação parece fazer parte das ferramentas da política externa norte-americana.

A humilhação é uma terrível fonte de violência humana. O seu irmão gémeo é o ressentimento que cresce em silêncio, que se alimenta secretamente de amargura e de sofrimento mental. Quando explode ouve-se longe. O tratado de Versailles de 1918 gerou a humilhação alemã, depois o ressentimento alemão e finalmente a violência alemã. A humilhação palestina parece um problema insolúvel para o mundo e principalmente para a segurança israelita. Em 1947 havia palestinos na Palestina, agora há palestinos na Palestina, amanhã haverá palestinos na Palestina. A miserável matança de Gaza é uma humilhação para os palestinos – que o Ocidente pagará caro no futuro.

O tarifaço americano para o Brasil é também uma técnica de humilhação. Nenhum interesse comercial, nenhuma razão económica, só a vontade de exibir o poder. Um poder que não quer atingir o corpo, mas que se dirige à face do oponente. Querer alterar uma decisão judicial através de ameaças de tarifas é um gesto desprezível que exige a rendição da soberania de um à soberania do outro. Por outro lado, as tarifas impostas à União Europeia são outra forma de humilhação negocial: o ocidente abandona a ideologia do comércio livre e passa a resolver administrativamente os déficits comerciais entre si. Aquela imagem da pobre da presidente da Comissão apertando a mão do presidente americano e aceitando o acordo dos 15% de tarifas é uma vergonha para a Europa. Nada disto é justo e nada disto é razoável. Mas este acordo diz tudo sobre a Europa dos dias de hoje: a submissão voluntária aos caprichos imperiais. Ninguém já nos leva a sério – nem os próprios americanos que detestam espíritos servis.

Mas é preciso dizer uma coisa sobre a humilhação: não há humilhação sem humilhados e só há humilhados quando estes se calam. A intenção da humilhação, a sua vitória, o seu verdadeiro sucesso é obter o silêncio conformado do outro. Um leve pendor da face para baixo é necessário – só então, na mudez, veremos o humilhado. O presidente norte-americano humilhou a Europa, mas não humilhou o Brasil. A humilhação do tarifaço toca no reconhecimento e na dignidade de um povo e o Brasil vai sair bem desta disputa. Trump e a oposição brasileira cometeram um erro de cálculo

Seja como for, ganhe quem ganhar, deixem-me dizê-lo da forma mais enfática que consigo: a humilhação dos povos é uma promessa de caos e de destruição. A diplomacia e a política externa sempre foram escolas de boas maneiras porque sabem que nada é pior que a humilhação do adversário. Nas relações de força, a magnanimidade sempre foi a caraterística dos fortes e a mesquinhez atributo dos fracos. A humilhação é radical e devastadora – ela toca o mais íntimo das pessoas e dos povos. Não se ganha nada com ela, a não ser um inimigo para a vida. A história da humilhação na política externa nunca trouxe nada de bom ao mundo – só violência. Por agora estamos assim: a Europa aceitou a humilhação, o Brasil enfrentou-a. Nunca me senti tão próximo deste país como agora.

 

domingo, 20 de julho de 2025

UOL: Empresários americanos pressionam Trump por fim de tarifa contra o Brasil - Reportagem de Jamil Chade

 

Do UOL:

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um aliado de peso na luta contra as taxas anunciadas pelos EUA contra o Brasil. A maior entidade de empresários do mundo — a Câmara de Comércio dos Estados Unidos — se une à AmCham Brasil (Câmara Americana de Comércio no Brasil) para pedir o fim das tarifas de 50% e podem ser aplicadas a partir de 1º de agosto. O colunista jamil Chade detalha.


terça-feira, 15 de julho de 2025

O mundo já se move em reação às tarifas terroristas de Trump, por Luís Nassif

 

Segundo a reportagem do New York Times, a ira de Trump se deveu à reunião dos BRICS no Rio de Janeiro, e à adesão da Indonésia ao bloco.

Do Jornal GGN:


White House Flickr


O mundo já começou a se articular para reorientar o comércio mundial, depois das tarifas de Donald Trump. The New York Times fez um levantamento desses movimentos em torno do mundo.

A Coreia passou por um período bravo, sob a presidência de um ex-Procurador Geral, que cavalgou a Lava Jato nacional, foi eleito presidente até ser deposto, após uma tentativa de golpe. Agora, o novo presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, enviou representantes à Austrália e à Alemanha para discutir questões de defesa e de comércio. Brasil e Índia anunciaram planos para aumentar seu comércio bilateral em 70%, para US$ 20 bilhões.

A Indonésia está próxima a um tratado com a União Europeia. O Vietnã já tinha fechado um acordo com os Estados Unidos, de tarifas de 20%. As cartas de Donald Trump destruíram as negociações. “À medida que mais e mais países sentem que é mais difícil atender às demandas dos EUA, seu interesse em trabalhar com outros países se intensificará”, disse Wendy Cutler, vice-presidente do Asia Society Policy Institute, citado pelo The New York Times.

No primeiro mandato de Trump, foram impostas tarifas para a China, que passou a adquirir quantidades menores de soja americana. O espaço foi ocupado pelo Brasil, que passou a ser o maior fornecedor de soja para lá.

O papel da Coreia do Sul é curioso. Assim como a União Europeia, a Coreia do Sul era um aliado incondicional dos Estados Unidos. Nessa condição, resistiu a aderir ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica, um pacto comercial que surgiu das cinzas de negociações com os Estados Unidos que fracassaram em 2016.

Agora, Byung-il Choi, economista sul-coreano e ex-negociador comercial, tem estimulado o país a aderir ao acordo, patrocinado pelo vizinho Japão. A qualquer momento, o acordo poderá ser fechado, como maneira de se defender das tarifas de Trump.

Como declarou Choi: “O Japão e a Coreia acreditavam que éramos um aliado firme e inabalável dos EUA, mas Donald Trump não acredita em aliados”. Disse mais: “O Japão está ansioso para obter membros mais significativos, e o novo governo da Coreia está dizendo: ‘Em nome do interesse nacional, podemos fazer qualquer coisa.’”

Há uma dificuldade para essa reestruturação do comércio global. Ao contrário dos Estados Unidos, a China é uma notável produtora de carros, eletrodomésticos, eletrônicos e têxteis. Portanto, não haverá espaço para bens de consumo, bens de capital, serem direcionados para lá.

A tendência será, mais à frente, as vítimas de Trump prepararem uma resposta coletiva. Segundo a reportagem, a ira de Trump se deveu à reunião dos BRICS no Rio de Janeiro, e à adesão da Indonésia ao bloco. O BRICS não esboçou, ainda, nenhum sinal de resistência maior. “Não vi indícios de que as nações do Sudeste Asiático estejam tentando se unir e apresentar uma frente unida”, disse Alexander Hynd, professor assistente do Instituto Asiático da Universidade de Melbourne. Por enquanto, está na fase de tentativas de acordos individuais.  Mas isso pode mudar se o ritmo atual de agitação continuar. “Os EUA estão tentando desmantelar rapidamente o sistema que criaram, o que está surpreendendo muita gente”, disse o Hynd.

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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Portal do José: FILAS ANDAM! BOLSONARO: ORCRIM NO FIM! BANANA SE ACOVARDA DE VEZ! TARCISIO TRAIDOR E "TRUMPIRADO!!

  Do Portal do José:

14/07/25 Certamente Gonet pedirá a condenação da Orcrim toda! Enquanto isso... Não se surpreendam se Lula conversar com Trump e tudo mudar. Uma coisa é certa: o destino de Bolsonaro não será alterado. Cadeia vem aí! Tarcísio tenta salvar a própria pele e se submete ao ridículo. Segunda feira tem PGR apontando destino de Bozo. Sigamos!