terça-feira, 23 de abril de 2024

Reinaldo Azevedo, no UOL: Bolsonaro será julgado por tentar golpe, e atos como o do Rio pesarão na sua pena

 

Do UOLO colunista do UOL Reinaldo Azevedo analisa o ato do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Copacabana, no Rio de Janeiro, no domingo (21).

Vídeo 01









Entenda quem é quem na "Internacional Fascista" que dá suporte a Bolsonaro, com Musk, Trump e Milei

 

Sobre a interancional da extrema direita que financia e dá suporte a Donald Trump, Javier Milei e Jair Bolsonaro  - além de Elon Musk

Do Canal do Instituto Conhecimento Liberta:




Além de matar pessoas, governo Tarcísio quer matar a TV Cultura. Artigo de Luis Nassif

 

O governo Tarcísio de Freitas é a maior ameaça política do país. Está miliciando a Polícia Militar, primeiro incentivando os genocídios e, agora, conferindo poder de fiscalização. Depois, investindo contra todas as instituições independentes.


Do Jornal GGN:

Além de matar pessoas, governo Tarcísio quer matar a TV Cultura

Reprodução vídeo


Já escrevi que o governo Tarcísio de Freitas é a maior ameaça política do país. Está miliciando a Polícia Militar, primeiro incentivando os genocídios e, agora, conferindo poder de fiscalização. Depois, investindo contra todas as instituições independentes.

Sua última investida é sobre a Fundação Padre Anchieta, que administra a TV Cultura, e um dos símbolos da sociedade civil paulistana. Ao longo do tenebroso período bolsonarista, a Cultura conseguiu se safar relativamente inteira, com exceção de alguns âncoras das rádios.

A verduga da Fundação Padre Anchieta é a Secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo Marilia Marton. Apenas reeditou a perseguição que o governo Bolsonaro empreendeu contra a Fundação.

Sua primeira atitude foi cortar totalmente as verbas de manutenção da Fundação – aquelas destinadas a pagamento de salários, reformas, manutenção e lançamento de programas. Em março houve o bloqueio de R$ 35 milhões para a fundação, que teve que se virar com projetos para terceiros.

Depois, entrou em uma série de conflitos conceituais:

Financiamento: A Secretaria da Cultura questiona o alto custo de produção da TV Cultura, defendendo uma redução de despesas. A FPA argumenta que a verba recebida é insuficiente para manter a qualidade da programação e que cortes afetariam negativamente os serviços prestados.

Gestão: A Secretaria da Cultura deseja ter maior controle sobre a gestão da FPA, incluindo a nomeação de diretores. A FPA defende sua autonomia como entidade de direito privado, reivindicando liberdade para tomar decisões estratégicas.

Conteúdo: A Secretaria da Cultura busca direcionar a programação da TV Cultura para um público mais amplo, com foco em entretenimento e divulgação dos feitos do governo. A FPA defende a manutenção de uma programação educativa e cultural de qualidade, mesmo que direcionada a um público de nicho.

Futuro da FPA: A Secretaria da Cultura avalia diferentes modelos para o futuro da FPA, incluindo a privatização ou a fusão com outras entidades. A FPA defende sua permanência como instituição autônoma, com foco na produção de conteúdo educativo e cultural.

Antes disso, não passou incólume pelo governo José Serra, mas por puro oportunismo de Paulo Markun, que assumiu a presidência. Serra estava em fim de governo estadual e Markun ambicionava ser reconduzido ao cargo. Para mostrar serviço, rompeu o contrato com Heródoto Barbero, por críticas ao preço do pedágio, e a mim próprio, por críticas que fiz à iniciativa de Serra de gastar publicidade da Sabesp no Nordeste.

Mas, em ambos os casos, foi decisão individual de Markun. Quem me contou, na época, foi o Secretário de Cultura João Sayad. O arroubo de Markun acabou irritando o próprio Serra, que foi responsabilizado pelas demissões.

Depois de ter sido desligado da Fundação, por manter postura independente, recebi convite da TV Brasil. E fui alvo de reportagem sensacionalista da jornalista Vera Magalhães, na Folha, me “acusando” de ter sido contratado sem licitação. A repórter ouviu a próprio FPA, que falou o óbvio: não podia haver licitação para a contratação de comentaristas. Vera cortou esse trecho da reportagem. E o factóide quase gerou uma CPI proposta pelo deputado Roberto Freire.

Curiosamente, a única irregularidade da FPA ocorreu com a própria Vera, âncora do Roda Viva: a prorrogação do contrato de Vera com a FPA, assinada quatro meses antes do término do anterior, violou a lei proibitiva de assunção de despesas em final de gestão.

Nenhum dos episódios teve responsabilidade da FPA. Foram atitudes individuais de jornalistas ambiciosos. O modelo institucional da FPA, até agora, tem permitido a manutenção de uma programação de qualidade.

O caso Daniela Lima e o exercício do patrulhamento sobre o jornalismo, por Luís Nassif

 

Crítica de Gabeira e Leilane à Daniela Lima teve o claro intuito de patrulhamento, um processo algo sórdido de competição nas redações

Do Jornal GGN:

Reprodução GloboNews


Essas disputas de rede social fazem mal para o jornalismo.

A última treta foi a exploração de uma discussão tola entre Daniela Lima, Leilane Neubarth e Fernando Gabeira. Tola, devido ao primarismo de Leilane e Gabeira, de questionar a informação de Daniela, de que o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz havia impedido a liberação de Lula, após o habeas corpus concedido por seu colega Rogério Favreto.

Daniela mencionou o episódio e foi admoestada pelos dois colegas, que não era isso que estava sendo julgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no julgamento que levou ao afastamento de três desembargadores do TRF-4.

Sempre que um personagem é citado, há a necessidade de contextualizar, para que os espectadores saibam alguma coisa marcante sobre ele. E o que de mais marcante se sabe sobre Thompson Flores foi sua atitude de atropelar as prerrogativas do colega, em um fim de semana, para uma medida política. O que Leilane e Gabeira deveriam ter feito era mostrar outro episódio nacionalmente marcante na carreira de Thompson Flores. Não mostraram porque não conheciam, e porque, fora suas arbitrariedades na Lava Jato, Thompson Flores é um ilustre desconhecido do Brasil.

Denise Assis: Bolsonaro solto é útil para a mídia corporativa e para os direitistas

 

"Do ponto de vista da mídia e eu diria até mesmo da Justiça, interessa manter Bolsonaro solto até o pós-eleições. Ele puxará votos para os candidatos da direita e da ultradireita e conseguirá frear o avanço dos candidatos do campo progressista. Há método na calmaria em torno dos seus atos criminosos."

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Do 247:

Flopou? Sim, segundo os números. O ato de Bolsonaro atraiu para a Atlântica 32 mil pessoas – de acordo com o Monitor do Debate Político da USP -, 18% a menos que os 185 mil fanáticos que foram quarar no sol da paulista, em 25 de fevereiro. Àquela altura, como todos se lembram, havia medo e silêncio do lado de lá, e uma incursão policial à casa de praia do “mito”, nas manchetes da mídia. Nas redes, os bolsominions paralisados e sem argumento.

Para quem conhece bem o arco da praia de Copacabana, sabe que naquela extensão o total acima preenche no máximo dois quarteirões e, visto do alto, o ajuntamento mais parece uma cárie na arcada que embeleza a Princesinha. Um ponto na imensidão.

O dado, embora relevante, não quer dizer nada, se mirarmos apenas o topo daquele caminhão – que, dizem, foi pago pelo ventríloquo Malafaia, mas que eu gostaria de ver alguém indo mais fundo nessa história. O que importa tanto na manifestação de São Paulo, quanto nesta, do Rio, é o que foi dito, o que ecoou, mas também o que não está explícito e deve ser observado.

O país vinha em 2023 do impacto dos acontecimentos do 8 de janeiro, das apurações surgindo em ritmo frenético, das prisões, condenações e escândalos, tal como os tópicos vazados da delação do tenente-coronel Mauro Cid, a foto do papai Cid frente a um estojo de joias, e a gravação de uma reunião que chocou a sociedade. Ali foram vistas confissões, estratégias, providências desbragadas. Impactante tanto para os do campo progressista quanto dos “seguidores” de Bolsonaro -, a ponto de pouco se manifestarem nas redes, (seu habitat natural), depois das imagens/provas contundentes virem a público.

Passo seguinte, esperou-se algum avanço jurídico rumo ao seu grupo de militares graduados e a ele próprio. Prisão? A Justiça tem seus meandros e o que se alegou – e a gente acredita -, foi que era necessário ter calma para que a sua prisão se dê de modo irreversível e inapelável. E ninguém quer fazer diferente. Porém, se esperava que ele por inelegível (embora sem perder os direitos políticos) e em situação de constrangimento e restrições – não se aproximar do presidente do seu partido, por exemplo -, se recolhesse à sua momentânea insignificância.

Mas eis que, com a ajuda do filho 03, Bolsonaro se lançou em uma campanha de fora para dentro, para tentar salvar a própria pele. Buscando apoio na ultradireita no exterior, armou-se de coragem e foi para a rua. Sacudiu a sua turma entre 25 e 30% que o segue em qualquer circunstância, reaqueceu a militância e plantou o seu discurso na camada subcutânea dessa história.

Esfriaram-se as investigações e manchetes. Os generais do seu entorno e envolvidos no golpe foram sendo descorados das notícias, enquanto ele, Bolsonaro, voltava a posar de político influente. Para efeito do seu público, estava sendo vítima da perseguição de um ministro malvado do Supremo Tribunal Federal, que o queria liquidado para implantar, ele sim, Alexandre de Moraes, uma ditadura e a censura no país.

Bolsonaro, que deu no pé para os EUA após a derrota, deixando atrás de si um bando de desvalidos na chuva, acampados dias a fio sem orientação e sem perspectiva, agora voltava à cena para pedir pelos “órfãos de pais vivos”. Os mesmos pelos quais ele considerou, não ter nenhuma responsabilidade. Escafedeu-se sem retrato e sem bilhete.

Ele, o predestinado ao poder, por Deus, que o salvou de uma facada para colocá-lo na cadeira presidencial, merece agora (em seu discurso) o perdão, pois tal como a juíza Gabriela Hardt (no dizer dos comentaristas da GloboNews ela só teve a ideia de fazer uma Fundação endinheirada), apenas apresentou uma minuta com regras claras para se perpetuar no poder. Argumentos iguais para situações diferentes. O que é um Estado de Sítio, se não um item da Constituição Federal? Pergunta candidamente.

O seu discurso perigoso, manhoso, desconexo, mentiroso, com obras e dados usurpados de governos que não foram o seu – vide o canal do S. Francisco, que ele coloca na própria conta -, caem nos ouvidos dos seus seguidores como música. É reproduzido nas redes sociais com impulsionamento do seu guru, Elon Musk e se dissemina país a fora. Seu choro daqui a pouco vai ser engarrafado para ser passado em feridas, de tão santificado que vai se tornando, à medida que caminha pelo Brasil varonil verde e amarelo.

O grave, meus amigos, o que é preciso prestar a atenção é o seguinte: há riscos em se ter Jair Bolsonaro solto, tensionando a sociedade brasileira. Ele é a borboleta que bateu asas no Rio e pode provocar um tsunami no balneário de Camboriú. Nós, brasileiros, esquecemos e perdoamos fácil. Estamos deixando os fatos esfriarem e concedendo tempo para ele construir o discurso fantasioso em sua defesa.

Basta lembrar que ele deixou morrer 700 mil pessoas na pandemia e os pais, filhos e netos dessas pessoas mortas por negacionismo e desleixo votaram em Bolsonaro. Do contrário, como explicar que ele tenha quase batido o presidente Lula nas urnas?

Do ponto de vista da mídia e eu diria até mesmo da Justiça, interessa manter Bolsonaro solto até o pós-eleições. Ele puxará votos para os candidatos da direita e da ultradireita e conseguirá frear o avanço dos candidatos do campo progressista. Há método na calmaria em torno dos seus atos criminosos. Ele pode ser o freio de arrumação para os planos da centro-direita que sonha com um retorno às lides políticas com alguma dignidade. Bolsonaro, no momento, é útil.

Ninguém vai tocar no general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que era comandante militar do Planalto quando ocorreram os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Mais um que o comandante Tomás Paiva tenta transformar em herói, depois de ver naufragadas as tentativas de elevar o brigadeiro Carlos Batista Júnior e, principalmente, o general e companheiro de armas Marco Freire Gomes, ao livro sagrado.

Poucos caíram na lenga-lenga de que Freire deu voz de prisão a Bolsonaro, tão indignado ficou depois de se reunir cinco vezes para discutir a minuta do golpe... Agora Dutra, tal como nos escritos de Hannah Arendt, no dizer do comandante “apenas cumpriu ordens”.

Deixem esse assunto amortecido. Nada de punições agora. O comício, foi isso o que foi aquele ato de domingo (21) na Avenida Atlântica, abriu a temporada de caça ao eleitor. De preferência, todos que possam atravessar o caminho dessa esquerda calada, mas resiliente. Tirar Bolsonaro do cenário político nesse momento distensionaria o ambiente. Mas a quem interessa fazer isso?

Depois de ameaçar descumprir decisões do STF, Elon Musk rejeita determinação de tribunal da Austrália

 

Determinação é de que o X, antigo Twitter, retire do ar vídeos nos quais um bispo é esfaqueado durante um ataque em um subúrbio de Sydney

Elon Musk
Elon Musk (Foto: Reuters/Gonzalo Fuentes)

247O bilionário de extrema direita Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), está em meio a uma batalha legal com a Austrália sobre a remoção de vídeos de um recente esfaqueamento em uma igreja em Sydney, informa o jornal O Globo. Nesta terça-feira (23), Musk anunciou que pretende apelar da ordem do tribunal australiano que exige que sua rede social retire os vídeos do ar.

A Corte Federal australiana deu à plataforma 24 horas na segunda-feira (22) para remover os vídeos, nos quais um bispo assírio é esfaqueado repetidamente durante um ataque em um subúrbio de Sydney. A Comissão de eSegurança australiana solicitou a ordem judicial depois que o X ignorou seus apelos anteriores para remover os vídeos.

Musk criticou a comissão, afirmando que o conteúdo já havia sido removido para os usuários na Austrália. "Já censuramos o conteúdo em questão na Austrália, aguardando a apelação legal, e está disponível apenas para servidores nos Estados Unidos".

Em sua opinião, a Austrália está tentando impor uma censura global. "Nossa preocupação é que qualquer país possa censurar conteúdo para todos os países, como exige o 'Comissário de eSegurança' australiano", acrescentou. Se for o caso, disse ele, "o que impediria qualquer país de controlar toda a internet?".

O assunto voltará esta semana aos tribunais, onde um juiz decidirá se estende a ordem temporária. Posteriormente, haverá uma terceira audiência na qual a Comissão de eSegurança buscará uma ordem permanente para remover os vídeos e sanções civis contra o X, informou um porta-voz à AFP.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, criticou Musk, a quem chamou de "bilionário arrogante" que "acredita que está acima da lei". "O fato de alguém ir à corte para defender o direito de postar conteúdo violento em uma plataforma demonstra o quão deslocado o Sr. Musk está", declarou Albanese à rede pública ABC.

IMPRENSA FOI "ENGANADA" POR CONTAS FALSAS PARA MANIPULAR O DEBATE E PELA MÁQUINA DE MENTIRAS DE ELON MUSK - ICL

 

Do ICL Notícias:




segunda-feira, 22 de abril de 2024

Reinaldo Azevedo: Bolsonaro no Rio micou e o apoio de Musk e de setores da imprensa corporativa não o livra da vergonha

 

Da Rádio BandNews FM:



O cronograma da PF para os indiciamentos de Jair Bolsonaro. Artigo de Guilherme Amado e Bruna Lima

 

Do Metrópoles:

A depender do planejamento da Polícia Federal, Jair Bolsonaro e seus aliados terão um indiciamento por mês até o final do semestre

 atualizado 

Mateus Bonomi/Anadolu via Getty Images
Former Brazilian President Jair Bolsonaro


A depender do planejamento da Polícia Federal, Jair Bolsonaro e seus aliados terão um indiciamento por mês até o final do primeiro semestre do ano: um em maio e outro em junho.

A PF acredita que até maio o inquérito sobre a venda das joias da Arábia Saudita será finalizado. Para junho, a corporação prevê o fim do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado por Bolsonaro e seus pares.

Nesta semana, uma equipe de Polícia Federal irá aos Estados Unidos para obter mais informações da cooperação internacional com o FBI sobre a venda das joias por Bolsonaro, Mauro Cid e o pai de Cid, o general Mauro César Lourena Cid.

A corporação acredita que, com as informações obtidas com a cooperação com o FBI, o inquérito será finalizado. Em maio, o relatório será concluído e o indiciamento pedido.

Em junho, será a vez do mais importante dos três inquéritos abertos contra Jair Bolsonaro, sobre os esforços para dar um golpe em 2022, culminando no 8 de Janeiro, em 2023.

Extrema-direta, Elon Musk e o que vem pela frente... Artigo de Leandro Demori

 

Após duas semanas de barulho, imprensa conivente tem apenas convicções sem provas


Do iclnoticias.com.br


Por Leandro Demori

Os barões da mídia, como Musk, aproveitaram a farsa do Twitter Files pra realinhar seus canhões no antipetismo de sempre. Os colunistas de aluguel seguiram a artilharia porque é disso que vivem, alugam suas consciências.

Eu passei a semana acompanhando o tema para que conseguisse ver ao menos UM caso de abuso indefensável de Alexandre de Moraes que fosse comprovado por documentos.

Pois evidentemente pode haver abusos, eu mesmo já citei um no passado: a inclusão do Monark no inquérito do golpe — na minha opinião, não faz nenhum sentido.

Outro, para além do Twitter Files: a prisão do ex-assessor do Bolsonaro, Filipe Martins. Na minha opinião, ele deveria responder em liberdade.

Estamos falando da Justiça brasileira, eivada de erros e abusos. Não seria diferente com o TSE ou o STF. Defender a tese da perfeição é pedir para cair de cara no chão na próxima esquina.

No entanto, é preciso apontar diretamente os casos em que pareça haver inconsistências para, justamente, defender o conjunto da obra: a esmagadora maioria das decisões visaram proteger o país e nossa liberdade.

Mas já estamos duas semanas distantes do barulho de Elon Musk e a imprensa tem apenas convicções sem provas. Os casos flagrantes de necessidade de bloqueio de contas viraram notas de rodapé, quando foram divulgados.

Preferiam o calor acolhedor dos “offs” que mostram “insatisfação” com Moraes do que a luz do sol inequívoca dos documentos e dos fatos.

Grupo neonazi publicando endereço do ministro Moraes e de oito vizinhos? Nada na imprensa dos barões. Allan dos Santos telefonando para ameaçar Moraes? Zero.

Bia Kicis, Gustavo Gayer e André Fernandes mentindo sobre a morte de uma senhora nas dependências da PF e usando falsamente o nome da OAB para dar credibilidade? Esquece.

Os casos concretos foram ignorados em nome de um “ar de censura” que não se confirma por nenhum preceito jornalístico que pare em pé. Não há problema na convicção sem apuração, contanto que você não use aura do jornalismo sem o praticar.

A ideia agora é manter o governo nas cordas enquanto encontram — os homens do poder — um candidato biônico “de centro” para derrubar as chances de uma reeleição do atual presidente.

Em 2018 não deu tempo e, sem uma opção menos grudenta, eles foram de Bolsonaro. Se em 2026 não der de novo, irão de Tarcísio, ou de um Bolsonaro absolvido e anistiado, ou do diabo que for. Nessas horas até o diabo de banho tomado vira alternativa.