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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Eduardo Guimarães: "Globo e Moro dão abraço de afogados"



 "Dos 11:06 minutos da matéria, só 45 segundos foram usados para falar da ilegalidade praticada por Moro. O resto do tempo foi para vitimizá-lo. Pesquisa recente mostra que popularidade dele caiu 10 pontos. Moro e Globo afundarão juntos."


Do Blog da Cidadania:





A Globo fez reportagem sobre vazamentos de conversas de Moro em que ele e Dallagnol discutem como condenar Lula. Dos 11:06 minutos da matéria, só 45 segundos foram usados para falar da ilegalidade praticada por Moro. O resto do tempo foi para vitimizá-lo. Pesquisa recente mostra que popularidade dele caiu 10 pontos. Moro e Globo afundarão juntos.
O Jornal Nacional de 12 de junho gastou incríveis 10:21 minutos para transformar Moro em vítima de crime de invasão de seu celular. Para isso, citou várias pessoas que também foram perscrutadas pelo hacker para disfarçar que a matéria visava defender Moro.
Detalhe: o JN gastou mais 45 segundos (!!) para citar que a lei proíbe que juízes e a acusação troquem informações fora dos autos, e muito menos que juízes deem dicas para promotores como Moro fez.
A reportagem tentou, de forma absolutamente desproporcional, tornar o vazamento de provas de comportamento antiético e até criminoso de Moro e Dallagnol mais grave do que essas provas.
Nesse aspecto, a Globo imita SBT e Record e vai na contramão da maioria da grande imprensa. Jornais como Estadão e Folha de São Paulo, entre tantos outros veículos, divulgaram editoriais que fizeram duras críticas aos malfeitos de Sergio Moro e Dallagnol.
O Estadão, por exemplo, publicou o editorial “Muito a esclarecer”, no qual diz que “Fariam bem o ministro Sérgio Moro e os procuradores envolvidos nesse escândalo, o primeiro, se renunciasse [ao cargo de ministro] e, os outros, se se afastassem da força-tarefa [da Lava Jato] até que tudo se elucidasse
A Folha, por sua vez, publicou o editorial “Pelo devido processo”, no qual diz que “Mensagens [entre Moro e Dallagnol] oriundas de ato ilícito mostram comportamento [deles] às raias da promiscuidade
Os jornais, entre muitos outros órgãos de imprensa, aparentemente têm boas razões para quererem se afastar dos malfeitos de Moro e Dallagnol. A primeira delas é, claramente, não estarem envolvidos, como a Globo deve estar, na “promiscuidade” entre o juiz e o procurador.
Uma outra boa razão reside em pesquisa de opinião recém divulgada que revela que a imagem do juiz antipetista está desMOROnando após a sociedade descobrir que ele e Dallagnol forjaram provas para encarcerar Lula.
Segundo pesquisa Atlas Político, a imagem positiva do ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública foi de 60% em maio para 50,4% atualmente enquanto a imagem negativa foi de 31,8% para 38,6% no mesmo período.
É obvia a razão pela qual a Globo foi para o lado de Moro apesar do absurdo de ele ter tramado com a acusação meios de contornar a falta de provas contra Lula, como mostram os vazamentos: a Globo participou dessa tramoia. Porém, como há muito material vindo por aí, a Globo vai acabar afundando junto com Moro em um abraço de afogados.
Confira a reportagem em vídeo

sábado, 6 de agosto de 2016

Glenn Greenwald, repórter internacional e prêmio Pulitzer de jornalismo, diz claramente: "Temer não tem legitimidade NENHUMA no MUNDO".

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Jornalista e escritor norte-americano diz que manobras realizadas pelo Congresso e parte da mídia brasileira para sustentar o governo Michel Temer que, segundo ele, "não tem legitimidade nenhuma no mundo", estão a serviço de um golpe. "Os meios de comunicação dominantes no Brasil estão em propriedades de poucas famílias ricas, que estão abusando de forma aberta para forçar a queda de Dilma. Todo mundo pode ver que a mídia aqui é muito unida e controlada, e isso não é jornalismo e, sim, propaganda contra os partidos de esquerda e de defesa de partidos de direita. Isso é muito perigoso", observou, em entrevista à Rádio Guaíba (do Brasil 247).


Cafezinho - Conhecido mundialmente por ter sido escolhido pelo analista de sistemas Edward Snowden para revelar a rede de espionagem da National Security Agency (NSA), o jornalista e escritor norte-americano Glenn Greenwald passou a produzir entrevistas e reportagens no exterior denunciando que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff resulta de um esquema arquitetado com esse fim. Após ter denunciado a rede internacional de grampos, Greenwald ganhou o Prêmio Pulitzer de Jornalismo, em 2014.
Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Greenwald ratificou, nesta terça-feira, o entendimento de que manobras foram realizadas pelo Congresso e parte da mídia nacional para sustentar o governo interino de Michel Temer que, segundo ele, "não tem legitimidade nenhuma no mundo". "Eu comecei a usar a palavra golpe depois da divulgação das conversas entre Romero Jucá e Sergio Machado, quando eles falaram sobre envolvimento do Supremo e demais facções no Brasil no plano para realizar o impeachment de Dilma", salienta.
Para Glenn Greenwald, o processo de impeachment se deu pela quarta derrota consecutiva da oposição contra o PT. "Na minha opinião o motivo principal do impeachment é que as pessoas contra o PT não conseguiram vencer as eleições e decidiram que não poderiam mais usar a democracia para expulsar o PT. Ainda mais, políticos corruptos estão liderando o processo contra Dilma em nome (do fim) da corrupção. É impossível de pensar em um governo novo, como o governo Temer, cheio de corrupção. Eu acho que isso mudou a opinião internacional, mais do que tudo", segue.
Impeachment no Exterior
"Este tema (impeachment de Dilma) foi criado pela mídia brasileira e a mídia internacional aceitou, mas quando eles olharam mais sério e outros jornalistas estrangeiros - The Intercept, Guardian e New York Times – começaram a explicar melhor o que se passava aqui, a opinião no mundo mudou muito. Eu acho que, agora, o governo Temer não tem legitimidade nenhuma no mundo, talvez com a Argentina. Mas o mundo inteiro não confia mais neste processo, este governo não tem mais credibilidade".
Mídia conservadora
"Os meios de comunicação dominantes no Brasil estão em propriedades de poucas famílias ricas, que estão abusando de forma aberta para forçar a queda de Dilma. Todo mundo pode ver que a mídia aqui é muito unida e controlada, e isso não é jornalismo e, sim, propaganda contra os partidos de esquerda e de defesa de partidos de direita. Isso é muito perigoso".
Critica da GloboNews contra imprensa internacional
"Isso é ridículo. Absurdo, é uma vergonha. A primeira coisa é que existem ótimos jornalistas que moram no Brasil há muitos anos, falam bem português e trabalham para os jornais mais importantes do mundo. A mídia brasileira - Globo, Abril, Veja e Estadão – está atacando os jornalistas estrangeiros, mas agora com a Internet a mídia não pode mais controlar as informações que os brasileiros estão recebendo. Nós (estrangeiros) estamos fazendo o trabalho que eles, incluindo (quem trabalha para) a Família Marinho, não podem fazer, que é mostrar outras perspectiva".
Michel Temer
"Em primeiro lugar, ele (Temer) escolheu 23 ministros, já perdeu três e tem muitos outros ministros envolvidos em corrupções serias. É muito claro, que o próprio Temer também é citado e acusado de receber e controlar dinheiro ilegal para campanhas. Isso é um fato incrível, pois ele está liderando esta força para retirar uma presidente eleita em nome da corrupção. O fato incrível é que a mídia brasileira quase nunca menciona é que ele foi condenado e proibido para qualquer candidatura".
Eduardo Cunha
"O Cunha foi a cebola do impeachment na Câmara. No exterior, isso sempre foi o fato mais incrível – como Eduardo Cunha pode liderar um processo de impeachment quando ele é um ladrão óbvio e um dos maiores corruptos políticos da América Latina. O Cunha é muito corrupto e o plano para ele renunciar foi para diminuir a tensão contra ele".
Jornalismo honesto
"Eu comecei a fazer as reportagens sobre a crise no Brasil neste ano porque eu não conseguia acreditar o que estava acontecendo com a mídia brasileira. Eu fiz jornalismo em quase 30 países, nos últimos cinco anos, e nunca vi uma mídia como a brasileira que se comporta com desonestidade, mostrando apenas um lado do debate com muitas mentiras. Eu acho que a democracia precisa de um jornalismo honesto e justo, mas as organizações dominantes do país estão muito abusadas".

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Glenn Greenwald, repórter investigativo internacional conhecido mundialmente, critica o monopólio e tendenciosidade da mídia dos Marinhos, Frias, Mesquitas, Civitas e lança o The Intercept em português



O jornalista investigativo norte-americano Glenn Greenwald, Prêmio Plutizer e conhecido mundialmente por ter tornado público, com provas, a espionagem norte-americana por meio do ex-agente da CIA Edward Snowden no jornal britânico The Guardian, lançou a versão em português de seu portal de notícias, o The Intercept. Em um texto de apresentação da página, ele faz críticas pertinentes ao monopólio da mídia no Brasil.
"Há muito tempo, o quinto país mais populoso do mundo é dominado por um número reduzido de veículos de comunicação, dos quais a grande maioria apoiou o golpe de 1964 e os 21 anos da violenta ditadura de direita que se seguiram. Essas instituições ainda pertencem às mesmas cinco famílias extremamente ricas e poderosas", diz ele, acrescentando que o "monopólio resultou em um mercado de comunicação que asfixia a diversidade e a pluralidade de opiniões".

Veja o texto do 247 sobre isto:

Greenwald critica monopólio da mídia e lança The Intercept em português

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Jornalista norte-americano, que denunciou recentemente a fraude da pesquisa Datafolha, destaca a "reação extraordinária" às reportagens do portal no Brasil e diz que "ficou claro que há um enorme apetite por formas alternativas de jornalismo no país"; "Há muito tempo, o quinto país mais populoso do mundo é dominado por um número reduzido de veículos de comunicação, dos quais a grande maioria apoiou o golpe de 1964 e os 21 anos da violenta ditadura de direita que se seguiram. Essas instituições ainda pertencem às mesmas cinco famílias extremamente ricas e poderosas", diz ele em um texto de apresentação, acrescentando que o "monopólio resultou em um mercado de comunicação que asfixia a diversidade e a pluralidade de opiniões"

247 O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, conhecido por tornar públicos os segredos do ex-agente da CIA Edward Snowden no jornal britânico The Guardian, acaba de lançar a versão em português de seu portal de notícias, o The Intercept. Em um texto de apresentação da página, ele faz críticas ao monopólio da mídia no Brasil.
Ele cita que os artigos do portal escritos em inglês e português têm tido uma "reação extraordinária" e que o público tem "crescido rapidamente". Greenwald, que recentemente denunciou a fraude da pesquisa Datafolha que escondeu números aos leitores, diz que "ficou claro que há um enorme apetite por formas alternativas de jornalismo no país".
"Há muito tempo, o quinto país mais populoso do mundo é dominado por um número reduzido de veículos de comunicação, dos quais a grande maioria apoiou o golpe de 1964 e os 21 anos da violenta ditadura de direita que se seguiram. Essas instituições ainda pertencem às mesmas cinco famílias extremamente ricas e poderosas", diz ele, acrescentando que o "monopólio resultou em um mercado de comunicação que asfixia a diversidade e a pluralidade de opiniões".
"Acreditamos que a sede por um jornalismo mais independente, pluralístico e destemido vai além da crise política pela qual passa o país. Ao simplesmente ignorar grande parte da população, os grandes veículos de comunicação brasileiros mascaram os principais desafios sociais e econômicos presentes, assim como a diversidade de opiniões e movimentos existentes no país", afirma. Ele define os jornalista e blogueiros independentes no Brasil como uns dos "mais dinâmicos e talentosos do mundo".
Leia aqui a íntegra do texto e conheça aqui a equipe do novo site.