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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Da agência Reuters vem a notícia de que Bolsonaro ainda acalenta (com apoio de certos militares) um golpe ditatorial contra o STF e a Democracia.... O pretexto agora e o marco temporal para tirar as terras dos índios


Bolsonaro ameaça tomar providência se STF rejeitar marco temporal de terras indígenas


 


BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro ameaçou nesta quarta-feira tomar uma providência se o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar a adoção do chamado marco temporal de terras indígenas, embora não tenha detalhado que medida poderia tomar.

Em discurso durante evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Bolsonaro afirmou que, se o novo marco temporal for rejeitado, centenas de novas terras serão demarcadas. Para ele, isso vai inviabilizar o agronegócio.

"Se perdermos, vou ter que tomar uma decisão porque eu entendo que esse novo marco temporal enterra o Brasil", criticou.

O julgamento no STF, que está empatado em um voto a um, foi suspenso em meados de setembro após um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. Por ora, não há previsão de retomada da análise do caso.

De maneira geral, a tese do marco temporal, se vencedora, introduziria uma espécie de linha de corte para as demarcações. Somente seriam passíveis de demarcação se ficar comprovado que os índios estavam em determinada terra até a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Do contrário, não haveria esse direito.

A tese do marco temporal é defendida por Bolsonaro e por ruralistas, e enfrenta a oposição de ambientalistas e indígenas, que afirmam que a quantidade de áreas indígenas passíveis de demarcação caso o STF rejeite o marco temporal é bem inferior à apontada por Bolsonaro.

Além disso, o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Sergio De Zen, desmentiu a tese de Bolsonaro de que a rejeição do marco temporal teria forte impacto no agronegócio.

Segundo De Zen, uma eventual decisão do STF neste sentido não deve afetar a expansão de produção agropecuária prevista para o Brasil, pois o agronegócio deve crescer com foco em produtividade e não somente por meio da expansão de áreas.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

No e para o mundo, mídia diz Lula enfrenta Moro. Aqui, mídia pró-Temer e pró-Moro diz que ele “não explica”



Por Fernando Brito, no site Tijolaço:

reperc

Graças ao amigo Olimpio Cruz, que coletou muito material, publico um resumo inicial  da repercussão do depoimento de Lula a Sérgio Moro na imprensa mundial onde, ao contrário do tom dos jornais brasileiros, predominam as queixas do ex-presidente de ser  vítima de uma perseguição judicial .
A começar pelo  britânico The Guardian, onde o correspondente Dom Philipps relata que Lula condenou a perseguição a que está sendo submetido ao enfrentar as acusações de corrupção no tribunal.
Mesma linha a da correspondente Claire Gatinois, do Le Monde , que narra que o ex-presidente dizendo ser vítima de uma caçada judicial, mas também mostrando constrangimento por ter de responder por sua mulher, que morreu em fevereiro. “Você me mostre o documento [prova] que o apartamento é meu. Porque precisa ter prova. O resto é blá, blá, blá”.
A Reuters  relata que, ao ser avisado por Moro de que haveria “perguntas difíceis”, o ex-presidente não titubeou: “Não há perguntas difíceis, senhor. Quando se fala a verdade, não há perguntas difíceis”. O despacho foi pelo New York Times e cerca de 5 mil sites noticiosos, mundo afora.
Já Associated Press fala que Lula desafiou Moro durante o depoimento. “Depois de dois anos de massacre, eu estava esperando para ver um documento mostrando que eu comprei o apartamento”, disse Lula. “Mas não havia nada, absolutamente nada”. O texto saiu no  NYTimes,  no Washington Post e milhares de veículos de imprensa no exterior. Na Bloomberg,  registra-se que  Lula condena a  “caça às bruxas” e afirmando que será candidato a presidente.
Na  BBC, Lula chama o  julgamento de “farsa”, mesmo termo usado pela Al Jazeera e pelo  Le Monde , em outro texto, com a declaração do ex-presidente: “Este julgamento é ilegítimo, é uma farsa”
A Radio France Internationale  registra que Lula foi interrogado durante cinco horas e que, mesmo sob o risco de ser preso, anunciou que é candidato à Presidência.A agência alemã Deutsche Welle noticiou que Lula negou ser dono do triplex e anuncia que ele quer ser presidente novamente.
O El País, espanhol, vfala de  Lula transformando seu depoimento em uma exibição de poder político. “O ex-presidente, que pretende ser um candidato nas eleições presidenciais de 2018, reúne milhares de seguidores perante o tribunal”. No argentino Clarín destacou Lula se declara inocente e diz sofrer “assédio judicial”. La Nación  aponta que Lula converteu seu interrogatório em um trampolim para as eleições de 2018 e que “o PT pintou de vermelho as ruas de Curitiba”. O jornal de esquerda Página 12 mostra Lula cara a cara com Moro, e diz que o ex-presidente foi firme e o confrontou duramente, várias vezes.
O espanhol El País veiculou reportagem em que mostra Lula transformando seu depoimento em uma exibição de poder político. “O ex-presidente, que pretende ser um candidato nas eleições presidenciais de 2018, reúne milhares de seguidores perante o tribunal”, informa no subtítulo. Outro diário espanhol que abordou o depoimento foi o El Mundo, que destacou a frase de Lula ante o juiz: “sou vítima de uma caça”.
Até a Rádio Canadá informou que Lula exigiu que sejam apresentadas provas de que ele é o dono do triplex. Segundo a rádio, apesar das acusações, Lula ainda goza de forte apoio popular no país. Nos Estados Unidos, a  Voz da América noticiou que Lula enfrentou o juiz, reproduzindo material da AP.

sábado, 29 de outubro de 2016

Procuradores do ínclito MR. Moro, ou a antiga turma do caso Banestado, resistem às provas contra José Serra!







Após revelação da conta de Serra (PSDB) na Suíça, procurador afirma que não há acordo firmado com a Odebrecht

Brad Brooks – Reuters:

O aguardado acordo de delação premiada da Odebrecht com a operação Lava Jato ainda levará 
ao menos alguns meses para ser finalizado, e pode até mesmo não ser concretizado devido à resistência 
de políticos, disse à Reuters um dos principais procuradores da força-tarefa.

A maior construtora da América Latina, que está no cerne do maior escândalo de corrupção da 
história do Brasil, é apontada como o principal agente privado do esquema que envolve o pagamento 
de propinas a políticos e operadores em contratos da Petrobras.

Reportagens recentes afirmando que um acordo teria sido finalizado intensificaram as expectativas de 
uma bomba política iminente. Se os executivos da Odebrecht se transformarem em delatores eles 
podem implicar dezenas de políticos que supostamente receberam pagamentos indevidos.



“Não há um acordo firmado com a Odebrecht, não há nenhum acordo. Existem muitos detalhes para resolver”, disse Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos principais procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na investigação sobre o esquema de corrupção na Petrobras.

“Todas essas negociações são muitos complexas, demoram muito para terminar porque envolvem muitos fatos, muitos pessoas”, disse Lima na quinta-feira em seu escritório em Curitiba, onde a Polícia Federal, procuradores e o juiz federal Sérgio Moro vêm conduzindo a ação contra a corrupção.

O procurador enfatizou repetidamente que “não há acordo com a Odebrecht, nem com indivíduos nem um acordo (de leniência) com a empresa”. Os advogados da Odebrecht afirmaram, em um comunicado enviado por email, que não podem falar sobre negociações em andamento com os procuradores.

A corrupção, disseram os investigadores, aconteceu não somente no Brasil, mas em várias nações sul-americanas e na África, onde a companhia conquistou projetos de infraestrutura, alguns dos quais já estão sendo investigados.

O ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht está cumprindo uma pena de 19 anos em uma prisão de Curitiba depois de ter sido condenado por acusações de corrupção este ano.

Depois de sua prisão, ocorrida em 2015, ele passou meses negando a possibilidade de se tornar uma testemunha do Estado.

Os procuradores deixaram claro que se ele mantivesse o silêncio iriam descartar qualquer espécie de acordo com dezenas de outros executivos da empreiteira ou um acordo de leniência para a própria corporação.

Antes de receber a sentença, Marcelo Odebrecht disse a parlamentares de uma CPI da Petrobras que “para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar”. Ele acrescentou que se uma de suas filhos fizesse algo errado, “eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que com aquele que fez o fato”.

SEM MUITA CONFIANÇA



Mas os tempos mudaram, assim como a atitude de Marcelo Odebrecht, disseram os investigadores. Em março, a polícia descobriu, por meio de documentos e de celulares de executivos, que a empresa tinha um departamento totalmente dedicado a monitorar bilhões de reais em propinas que pagou a políticos ao longo dos anos para garantir contratos públicos superfaturados.

Quase imediatamente, a companhia reverteu sua postura recalcitrante e disse em um comunicado público que estava disposta a cooperar com os investigadores “para ajudar a construir um Brasil melhor”.

Uma motivação a mais para a Odebrecht [ODBES.UL] querer fechar um acordo de leniência é que, como outras construtoras envolvidas no esquema da Petrobras, ela está impedida de participar de qualquer licitação do governo. O crédito secou, e a empresa está tentando reestruturar mais de 100 bilhões de reais em dívidas.

Isso levou Emilio Odebrecht, pai de Marcelo e ex-presidente da corporação, a implorar ao filho que engolisse o orgulho e buscasse firmar um acordo de delação com os procuradores.

Lima não quis discutir os detalhes das negociações. Embora tenha dito que está mais otimista agora de que um acordo será obtido do que há alguns meses, ele emitiu um alerta.

“Não tenho confiança absoluta em fechar um acordo, porque estamos num ambiente de instabilidade institucional no Brasil”, disse. “Não sei se há interesse do governo federal em que essas colaborações se efetivem.”

“Boa parte do que é falado nessas colaborações, e não estou falando só da Odebrecht, se refere a personagens políticos que foram ou são do governo”.

Críticos têm atacado o governo do presidente Michel Temer e ações de parlamentares do PMDB por supostos esforços para enfraquecer não somente a investigação da Petrobras, mas a independência de todos os inquéritos sobre corrupção.

Lima apontou para um projeto de retorno da Lei de Abuso de Autoridade dos tempos da ditadura defendida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que está sendo investigado no esquema de corrupção da estatal petroleira.

A lei responsabilizaria criminalmente juízes e investigadores se, por exemplo, decidissem mandar prender um suspeito ou fazer acusações e essas decisões fossem anuladas por instâncias superiores.

Juízes e procuradores federais se manifestaram contra a lei nas últimas semanas, alegando se tratar de uma ameaça direta contra sua busca de suspeitos no número crescente de casos complexos de corrupção surgindo no Brasil.

“Estão, na verdade, desincentivando que as pessoas investiguem, é muito simples”, disse Lima. “Não tem realmente proteção em relação a sua investigação e não ser ameaçado pelo poder político, e isso vai impedir que novos casos apareçam. Por que eu vou arriscar e fazer isso se eu ganho o mesmo salário no final do mês se eu não fizer absolutamente nada?”.

Fonte: Vale Pensar

quarta-feira, 25 de março de 2015

#PodemosTirarSeAcharMelhor : a gafe da Reuters, que demonstra a parcialidade da grande mídia, movimenta a internet


MÍDIA DESONESTA24/MAR/2015 ÀS 20:04
COMENTÁRIOS

#PodemosTirarSeAcharMelhor: Gafe da Reuters gera manifestações na internet

"Podemos tirar, se achar melhor". Reuters coloca entrevista com FHC no ar e esquece de tirar frase que denuncia blindagem ao ex-presidente tucano. Hashtag que ironiza gafe vira o assunto mais comentado do Twitter.


O site da agência de notícias Reuters publicou nesta segunda-feira (23/03) uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso onde ele aponta outro ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, como principal culpado pelos casos de corrupção na Petrobras.
Mas o que mais chamou a atenção foi uma observação do editor do texto, que acabou indo ao ar, por distração.
A matéria cita a declaração do ex-gerente de serviços da estatal brasileira, Pedro Barusco, de que o desvio de dinheiro havia começado no governo de FHC. Foi aí que entrou a frase “Podemos tirar, se achar melhor”.
Depois que percebeu o erro, a Reuters fez a reedição do texto. Mas o print screen da página começou a circular na internet.
No Twitter, a frase virou piada e se tornou um trending topic (o assunto mais comentado na rede social) no Brasil, com a hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor
Internautas começaram a resgatar notícias antigas de escândalos relacionados ao governo de FHC, acrescentando, com ironia, a hashtag no final.
Reuters apaga gafe
O “Podemos tirar, se achar melhor” foi apagado e não está mais no ar, confirmou a Reuters em nota. Uma busca no Google pela expressão mostra que a observação foi mesmo ao ar. O cache do site de buscas armazena versões anteriores das páginas da internet e traz a frase “Podemos tirar, se achar melhor” imediatamente antes das palavras “Apesar das turbulências”, que abrem o sétimo parágrafo.
Corrupção na Petrobras
As palavras de Pedro Barusco geraram uma disputa entre PT e PSDB a respeito de qual dos dois partidos é o pai da corrupção na Petrobras. Ex-auxiliar de Renato Duque, o ex-gerente de Serviços da estatal indicado pelo PT, Barusco ajudava seu chefe a lidar com a propina recebida pela diretoria em que trabalhavam, como mostram as investigações da Operação Lava Jato.
No ano passado, Barusco assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e fez diversas revelações. Entre elas, que começou a receber propinas na Petrobras em 1997 e que o pagamento de valores indevidos se tornou “sistemático” no ano 2000
Confira algumas mensagens no Twitter:
com Jornal do Brasil
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