Do Canal de Jesse de Souza
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segunda-feira, 3 de junho de 2019
Jessé Souza: A grande mídia, em conluio com a Casa Grande os os velhos políticos e Mercado Financeiro, é o câncer da Democracia Brasileira
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018
A mídia pró golpe brasileira esconde a notícia da ONU na esperança de que Lula desapareça. Por Kiko Nogueira
"A notícia de que o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu um pedido liminar para que Lula possa concorrer às eleições de 2018 foi escondida em tempo recorde."
Do Diário do Centro do Mundo:
A mídia brasileira, definitivamente, não sabe o que fazer com Lula.
Há muito tempo que o jornalismo ali já se transformou em torcida e wishful thinking, mas a coisa tem adquirido ares de surrealismo vagabundo.
A notícia de que o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu um pedido liminar para que Lula possa concorrer às eleições de 2018 foi escondida em tempo recorde.
A entidade recomenda “todas as medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico”.
Foi notícia, obviamente, nos grandes jornais do mundo todo, do New York Times (reproduzindo a Reuters) ao Guardian.
A imprensa nacional acha que, sonegando a realidade, ela desaparecerá.


Ao mesmo tempo, Lula não sai dos olhos, narizes, bocas e cérebros de colunistas paus mandados — desde que de maneira negativa.
O resultado é uma esquizofrenia inevitável com toques de pornochanchada. No mesmo dia do caso ONU, o inefável Merval Pereira anuncia “as derrotas sucessivas de Lula”.
No Estadão, dá para visualizar os umpa-lumpas que escrevem aqueles editoriais dando pulinhos de raiva no andar 7 e meio: “tigrada, tigrada, tigradaaaaa….”
Chegamos a uma versão pervertida da máxima de Einstein: “se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos”.
Por aqui, a solução tem sido ignorá-los. Duro é que eles não vão embora.


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quinta-feira, 11 de maio de 2017
No e para o mundo, mídia diz Lula enfrenta Moro. Aqui, mídia pró-Temer e pró-Moro diz que ele “não explica”
Por Fernando Brito, no site Tijolaço:
Graças ao amigo Olimpio Cruz, que coletou muito material, publico um resumo inicial da repercussão do depoimento de Lula a Sérgio Moro na imprensa mundial onde, ao contrário do tom dos jornais brasileiros, predominam as queixas do ex-presidente de ser vítima de uma perseguição judicial .
A começar pelo britânico The Guardian, onde o correspondente Dom Philipps relata que Lula condenou a perseguição a que está sendo submetido ao enfrentar as acusações de corrupção no tribunal.
Mesma linha a da correspondente Claire Gatinois, do Le Monde , que narra que o ex-presidente dizendo ser vítima de uma caçada judicial, mas também mostrando constrangimento por ter de responder por sua mulher, que morreu em fevereiro. “Você me mostre o documento [prova] que o apartamento é meu. Porque precisa ter prova. O resto é blá, blá, blá”.
A Reuters relata que, ao ser avisado por Moro de que haveria “perguntas difíceis”, o ex-presidente não titubeou: “Não há perguntas difíceis, senhor. Quando se fala a verdade, não há perguntas difíceis”. O despacho foi pelo New York Times e cerca de 5 mil sites noticiosos, mundo afora.
Já Associated Press fala que Lula desafiou Moro durante o depoimento. “Depois de dois anos de massacre, eu estava esperando para ver um documento mostrando que eu comprei o apartamento”, disse Lula. “Mas não havia nada, absolutamente nada”. O texto saiu no NYTimes, no Washington Post e milhares de veículos de imprensa no exterior. Na Bloomberg, registra-se que Lula condena a “caça às bruxas” e afirmando que será candidato a presidente.
Na BBC, Lula chama o julgamento de “farsa”, mesmo termo usado pela Al Jazeera e pelo Le Monde , em outro texto, com a declaração do ex-presidente: “Este julgamento é ilegítimo, é uma farsa”
A Radio France Internationale registra que Lula foi interrogado durante cinco horas e que, mesmo sob o risco de ser preso, anunciou que é candidato à Presidência.A agência alemã Deutsche Welle noticiou que Lula negou ser dono do triplex e anuncia que ele quer ser presidente novamente.
O El País, espanhol, vfala de Lula transformando seu depoimento em uma exibição de poder político. “O ex-presidente, que pretende ser um candidato nas eleições presidenciais de 2018, reúne milhares de seguidores perante o tribunal”. No argentino Clarín destacou Lula se declara inocente e diz sofrer “assédio judicial”. La Nación aponta que Lula converteu seu interrogatório em um trampolim para as eleições de 2018 e que “o PT pintou de vermelho as ruas de Curitiba”. O jornal de esquerda Página 12 mostra Lula cara a cara com Moro, e diz que o ex-presidente foi firme e o confrontou duramente, várias vezes.
O espanhol El País veiculou reportagem em que mostra Lula transformando seu depoimento em uma exibição de poder político. “O ex-presidente, que pretende ser um candidato nas eleições presidenciais de 2018, reúne milhares de seguidores perante o tribunal”, informa no subtítulo. Outro diário espanhol que abordou o depoimento foi o El Mundo, que destacou a frase de Lula ante o juiz: “sou vítima de uma caça”.
Até a Rádio Canadá informou que Lula exigiu que sejam apresentadas provas de que ele é o dono do triplex. Segundo a rádio, apesar das acusações, Lula ainda goza de forte apoio popular no país. Nos Estados Unidos, a Voz da América noticiou que Lula enfrentou o juiz, reproduzindo material da AP.
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terça-feira, 24 de janeiro de 2017
O 7 X 1 das mulheres americanas em manifestação contra ideias elitistas e xenófobas de Trump e a imbecilidade da mídia golpista brasileira. Por Luciana Oliveira
"Fosse no Brasil o gigantesco protesto de mulheres um dia após a posse de Donald Trump, seria visto pela ‘maioria’ como manifestação isolada e patética de uma turba feminista e noticiado em nota coberta de 30 segundos no Jornal Nacional."
Do 247:

Fosse no Brasil o gigantesco protesto de mulheres um dia após a posse de Donald Trump, seria visto pela ‘maioria’ como manifestação isolada e patética de uma turba feminista e noticiado em nota coberta de 30 segundos no Jornal Nacional.
O contraste tira o fôlego, deixa boquiaberto pela distância de mentalidade e postura entre americanas e brasileiras.
Pouco importa se havia mais ou menos manifestantes no ‘National Mall’ durante a posse Trump ou na marcha das mulheres.
As americanas tomaram as ruas para dizer a Trump no primeiro dia de governo que irão resistir à agenda ultraconservadora, excludente sobretudo por caráter misógino e xenófobo.
A advogada de direitos civis e ativista Zahra Billoo mandou o recado:
“Nossa América inclui a todos em nossa preciosa diversidade e exige que marchemos para nos proteger, este é o momento de arregaçar as mangas, ter coragem e estar preparado para trabalhar”.
Mulheres comuns e famosas se uniram a homens para deixar claro que não aceitarão nenhum direito a menos como consequência da visão obscurantista do presidente eleito.
A atriz Ashley Judd lembrou a expressão “mulher nojenta”, usada por Trump ao se referir à candidata Hillary Clinton num rompante misógino.
O oposto do que vimos aqui com Dilma Rousseff, que desde a campanha à reeleição suporta generalizadamente não só as ofensas de caráter preconceituoso e machista, mas a banalização delas.

Imagine como as americanas reagiriam se Hilarry fosse constantemente chamada de ‘feia’, ‘anta’, ‘vagabunda’, ‘safada’, ‘bandida’, como foi e ainda é, Dilma.
A cantora Madonna usou a palavra rebelião para convocar resistência à pauta do retrocesso, o que aqui seria considerado incitação à violência.
“À rebelião. À nossa recusa como mulheres em aceitar essa nova era da tirania”, convocou Madona.
Aqui por muito menos se prendeu arbitrariamente e também mulheres estimularam o achincalhamento virtual da estudante Ana Júlia, que fez um discurso memorável em defesa de ocupações de escolas e contra a reforma do ensino médio.
A marcha em Washington foi sugerida por uma advogada nas redes sociais: “E se as mulheres marchassem em massa em Washington durante a posse?”, perguntou.
Dormiu com 40 “curtidas” e acordou com mais de 10.000.
Enquanto isso em Rondônia, como tantas outras, uma advogada pedia em vídeo no facebook que os militares tomem o poder.
“Nós queremos os militares agindo pra que haja ordem nesse país, pois nós estamos numa desordem. Raciocine e veja o que está acontecendo no nosso país”, vociferou.
Inacreditavelmente, pela pobreza de argumentos e com erros primários de português, o vídeo teve cinco compartilhamentos.
Algumas mulheres a parabenizaram nos comentários e pasme, uma delas aproveitou para ridicularizar a jovem massoterapeuta que morreu no acidente aéreo junto com o ministro do Supremo, Teori Zavascki.
Outra advogada que adora tirar férias em Miami e que teria participado do ato em Washington se estivesse por lá, segue utilizando as redes sociais para eleger Jair Bolsonaro presidente.
Bolsonaro que ao votar pelo impeachment homenageou o coronel Carlos Brilhante Ustra, como o “pavor de Dilma Rousseff, aquele que foi o primeiro torturador na ditadura militar reconhecido pela justiça brasileira.
Bolsonaro, que defendeu no programa Super Pop, salário menor às mulheres.
Bolsonaro que disse no plenário da Câmara à deputada Maria do Rosário (PT-RS), “que não a estupraria “porque ela não merece”.
Ao encarar Trump arrastando multidão três ou quatro vezes maior que a esperada em inequívoca demonstração de coragem e força, as americanas deram uma lição às brasileiras.
Sem recato, belas e nas ruas, provaram que não fogem à luta.
A mensagem a Trump é clara: não provoque.
Aqui ainda se autoriza que Bolsonaro use e abuse da estupidez sem moderação.
by Taboola
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Do 247:
Fosse no Brasil o gigantesco protesto de mulheres um dia após a posse de Donald Trump, seria visto pela ‘maioria’ como manifestação isolada e patética de uma turba feminista e noticiado em nota coberta de 30 segundos no Jornal Nacional.
O contraste tira o fôlego, deixa boquiaberto pela distância de mentalidade e postura entre americanas e brasileiras.
Pouco importa se havia mais ou menos manifestantes no ‘National Mall’ durante a posse Trump ou na marcha das mulheres.
As americanas tomaram as ruas para dizer a Trump no primeiro dia de governo que irão resistir à agenda ultraconservadora, excludente sobretudo por caráter misógino e xenófobo.
A advogada de direitos civis e ativista Zahra Billoo mandou o recado:
“Nossa América inclui a todos em nossa preciosa diversidade e exige que marchemos para nos proteger, este é o momento de arregaçar as mangas, ter coragem e estar preparado para trabalhar”.
Mulheres comuns e famosas se uniram a homens para deixar claro que não aceitarão nenhum direito a menos como consequência da visão obscurantista do presidente eleito.
A atriz Ashley Judd lembrou a expressão “mulher nojenta”, usada por Trump ao se referir à candidata Hillary Clinton num rompante misógino.
O oposto do que vimos aqui com Dilma Rousseff, que desde a campanha à reeleição suporta generalizadamente não só as ofensas de caráter preconceituoso e machista, mas a banalização delas.
Imagine como as americanas reagiriam se Hilarry fosse constantemente chamada de ‘feia’, ‘anta’, ‘vagabunda’, ‘safada’, ‘bandida’, como foi e ainda é, Dilma.
A cantora Madonna usou a palavra rebelião para convocar resistência à pauta do retrocesso, o que aqui seria considerado incitação à violência.
“À rebelião. À nossa recusa como mulheres em aceitar essa nova era da tirania”, convocou Madona.
Aqui por muito menos se prendeu arbitrariamente e também mulheres estimularam o achincalhamento virtual da estudante Ana Júlia, que fez um discurso memorável em defesa de ocupações de escolas e contra a reforma do ensino médio.
A marcha em Washington foi sugerida por uma advogada nas redes sociais: “E se as mulheres marchassem em massa em Washington durante a posse?”, perguntou.
Dormiu com 40 “curtidas” e acordou com mais de 10.000.
Enquanto isso em Rondônia, como tantas outras, uma advogada pedia em vídeo no facebook que os militares tomem o poder.
“Nós queremos os militares agindo pra que haja ordem nesse país, pois nós estamos numa desordem. Raciocine e veja o que está acontecendo no nosso país”, vociferou.
Inacreditavelmente, pela pobreza de argumentos e com erros primários de português, o vídeo teve cinco compartilhamentos.
Algumas mulheres a parabenizaram nos comentários e pasme, uma delas aproveitou para ridicularizar a jovem massoterapeuta que morreu no acidente aéreo junto com o ministro do Supremo, Teori Zavascki.
Outra advogada que adora tirar férias em Miami e que teria participado do ato em Washington se estivesse por lá, segue utilizando as redes sociais para eleger Jair Bolsonaro presidente.
Bolsonaro que ao votar pelo impeachment homenageou o coronel Carlos Brilhante Ustra, como o “pavor de Dilma Rousseff, aquele que foi o primeiro torturador na ditadura militar reconhecido pela justiça brasileira.
Bolsonaro, que defendeu no programa Super Pop, salário menor às mulheres.
Bolsonaro que disse no plenário da Câmara à deputada Maria do Rosário (PT-RS), “que não a estupraria “porque ela não merece”.
Ao encarar Trump arrastando multidão três ou quatro vezes maior que a esperada em inequívoca demonstração de coragem e força, as americanas deram uma lição às brasileiras.
Sem recato, belas e nas ruas, provaram que não fogem à luta.
A mensagem a Trump é clara: não provoque.
Aqui ainda se autoriza que Bolsonaro use e abuse da estupidez sem moderação.
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