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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fernando Brito sobre o "moralismo" jogo de marketing neofascista hipócrita do MBL e seguidores no caso Santander



"(...) é dispensável qualquer argumentação sobre este caso da turma do MBL, o museu gaúcho e o Santander. Não há moralismo reacionário algum de parte destes rapazes, capazes de responder a perguntas de uma jornalista com um pênis de borracha. É tudo política e marketing, nada mais. E quanto mais se debate isso, com proclamações ingênuas de liberdade, mais se lhes faz o jogo."


Picareta

O moralismo pornográfico

Ocioso perder tempo com a discussão do que é “moral” ou “imoral” em se tratando de expressão humana, de arte ou mesmo de pseudoarte.
Qualquer coisa que não envolva terceiros à revelia, sedução de menores, prática de crimes contra a pessoa, e que não se seja obrigado a participar ou ver é um problema privado.
Também não há, nestes tempos de internet, porque falar que imagem sexuais que sejam chocantes, quando com três ou quatro cliques se tem imagens de sexo com quem ou o que se deseje: homens, mulheres, girafas, dinossauros, extraterrestres.
Portanto, é dispensável qualquer argumentação sobre este caso da turma do MBL, o museu gaúcho e o Santander
Não há moralismo reacionário algum de parte destes rapazes, capazes de responder a perguntas de uma jornalista com um pênis de borracha.
É tudo política e marketing, nada mais. E quanto mais se debate isso, com proclamações ingênuas de liberdade, mais se lhes faz o jogo.
Tudo o que querem é se legitimar perante a parcela da sociedade que é imbecil, hipócrita e, desde muito antes do Savonarola já tão citado, está preocupada com a “decadência dos costumes”.
E não para sustentar ideias, mas para desqualificar seus adversários políticos como devassos, promíscuos, pedófilos ou outros conceitos supostamente “morais”.
Como não são capazes de exibir, nua, a sua estupidez, precisam constantemente apontar o outro como imoral.
A mídia lhes dá apoio, como matilha útil que são, promovendo-os com igual hipocrisia, até para mostrar-se “árbitra” social, julgando que “isso pode e isso não pode”, o que é (ou deveria ser) tudo uma questão de vontade e espaço.
Imaginem o David de Michelângelo numa reunião das senhoras de Sant’anna. Ou uma visita guiada da TFP ao Museu  Rodin e a sua  L’Éternelle idole . Ou ainda, uma excursão do MBL ao templo de Khajuraho, um dos mais populares destinos turísticos na Índia, coberto de esculturas eróticas de mil anos. Milhares de pessoas, muitas famílias e adolescentes os visitam e não há notícia de que se tenham produzido tarados violentos entre os que foram vê-los.
Não importa fazer comparações “artísticas” entre estes e o acervo da tal exposição, não é isso o que se discute. A questão é mais simples: é a hipocrisia deste moralismo e o que ele visa ( e consegue, quando queremos debater isso ). Não é uma discussão LGTB ou XYZ, é apenas uma autopromoção idiota em que eles querem usar a indignação que provocam como combustível de seu marketing.
Alguém realmente acha que vale a pena polemizar com isto?
É mais fácil usar o método Kim: mandar para eles um martelinho destes em forma de picareta e perguntar se iriam a Piazza della Signoria “podar” as partes pudendas de David (não se preocupem é só uma réplica que está lá), ou a Paris, para picotar a imoralidade dos amantes de Rodin ou, quem sabe, uma “missão civilizatória” na Índia, pondo abaixo a aquelas surubas pétreas. “Cês” não são valentes?
Não vão, não é? Porque é isso que seu moralismo é: apenas uma picaretagem política.
Quem nasceu para MBL nunca chega a Estado Islâmico.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Operação Zelotes mostra a sonegação dos barões que a midiona tenta esconder

Novamente a Operação Zelotes volta para as manchete da grande mídia com uma única tarefa:  atacar a imagem de Lula falando de seu filho.

Reportagem de hoje da Folha de São Paulo diz que um lobista fez um pagamento que pode ter sido de verba ilícita, segundo investigações da CARF, para uma empresa de marketing esportivo que tem o filho de Lula como proprietário. Viu só quantas voltas eles deram para, SUPOSTAMENTE, chegar até o filho de Lula? Pois é. Mandaram foi logo na manchete e bem diretão.

Quer ver sobre o que trata, verdadeiramente, a Operação Zelotes que a midiona trata de esconder? Então, vem com a gente!

A Zelotes é uma CPI que investiga o pagamento de propinas milionárias, por parte de grandes empresas, para juízes da CARF, orgão da Receita Federal, em troca de “abono” ou “desaparecimento” de débitos tributários, ou seja, dos impostos devidos. Estima-se que os valores sonegados por meio dessa prática chegam a R$ 19 bilhões. São bem maiores que os da Lava-Jato, que está em todos os noticiários, por exemplo. Mas, como na Operação Zelotes tem muita gente bacana envolvida, você não vê ela após cada “plim plim” na sua tela.

Até porque, a Rede Globo é uma das investigadas na operação pela suposta sonegação de R$ 672 milhões do Gupo RBS, uma de suas afiliadas. Veja alguns valores “supostamente” sonegados por essas grandes empresas, segundo a CPI da CARF.

Santander – R$ 3,3 bilhões

Bradesco – R$ 2,7 bilhões

Gerdau – R$ 1,2 bilhão

Safra – R$ 767 milhões

RBS – R$ 672 milhões

Camargo Corrêa – R$ 668 milhões

Mitsubishi – R$ 505 milhões

Carlos Alberto Mansur – R$ 436 milhões

Cervejaria Petrópolis – R$ 406 milhões

Marcopolo – R$ 260 milhões

Cimento Penha – R$ 109 milhões

Bank Boston – R$ 106 milhões

Petrobras – R$ 53 milhões

Copersucar – R$ 62 milhões

Évora – R$ 48 milhões

Embraer – R$ 12 milhões

BRF – Os números ainda estão sendo apurados

Você pode ler mais sobre a verdadeira Operação Zelotes e seus valores astronômicos abafados pela grande mídia http://goo.gl/LK0HUv ou aqui http://goo.gl/6VzOZ2

No MudaMais