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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Canadá Diário: LULA ENQUADRA TRUMP APÓS FALA BIZARRA SOBRE “BOLSONARO JR.”: O BRASIL VIROU ALVO? 😱 🇧🇷 🇺🇸

 

   Durante o G7, Donald Trump protagonizou uma das falas mais bizarras, perigosas e constrangedoras envolvendo o Brasil. O presidente dos Estados Unidos falou sobre “Bolsonaro Jr.”, confundiu Eduardo Bolsonaro com Flávio Bolsonaro, misturou condenação judicial com disputa eleitoral, falou de uma prisão que não aconteceu e ainda tentou pintar o Brasil como um país “perigoso politicamente”.

    Mas isso foi apenas ignorância? Foi uma gafe absurda de Trump? Ou existe uma estratégia mais profunda por trás dessa confusão?





Neste vídeo, analisamos o que Trump disse no G7, como Lula reagiu, o que a imprensa internacional publicou sobre o caso e por que essa fala interessa tanto ao bolsonarismo. A Reuters registrou Lula dizendo que Trump deve ficar fora das eleições brasileiras. A Associated Press destacou a confusão de Trump entre Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e o tal “Bolsonaro Jr.”. A Al Jazeera também repercutiu a reação de Lula contra qualquer tentativa de interferência estrangeira no Brasil.

O caso é muito maior do que uma frase maluca. Trump falou do Brasil como se estivesse repetindo propaganda bolsonarista mal decorada. Ele transformou um processo judicial em narrativa de perseguição, confundiu nomes, distorceu fatos e entregou para a extrema direita brasileira exatamente o que ela queria: uma fala internacional para alimentar a tese de que a família Bolsonaro estaria sendo perseguida.

Neste vídeo, você vai entender:

O que Trump realmente falou no G7 sobre o Brasil
Por que a fala sobre “Bolsonaro Jr.” é tão absurda
Como Trump confundiu Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro
Qual foi a reação de Lula
O que a imprensa internacional publicou sobre o caso
Por que isso ajuda a narrativa bolsonarista
Como a extrema direita usa desinformação para transformar processos judiciais em perseguição política
Por que essa fala pode ser vista como uma tentativa de interferência no debate eleitoral brasileiro.

A pergunta central é: Trump é apenas um completo ignorante falando sobre um país que não entende, ou essa confusão faz parte de um método político muito mais sombrio?

Porque quando o presidente dos Estados Unidos inventa uma prisão, distorce um caso judicial, fala de eleição brasileira e repete a narrativa de uma família acusada de golpismo, o problema deixa de ser apenas uma gafe. Vira um alerta.

O Brasil não é quintal eleitoral de Trump. A eleição brasileira se decide no Brasil. O Judiciário brasileiro não pode virar alvo de propaganda da extrema direita internacional. E a soberania brasileira não pode ser tratada como detalhe descartável por um presidente estadunidense que fala muito, ouve pouco e age como imperador.

Assista até o fim e comente: Trump apenas se confundiu ou estava ajudando a extrema direita brasileira?


César Calejon entrevista o professor LEONARDO TREVISAN sobre LULA NO G7 + A ESTRATÉGIA DO IRÃ

 

Do Canal de Cesar Calejon:



quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Reação à plutocracia de extrema direita americana e ao seu tirano autoritário nos Estados Unidos: Revolta toma os EUA e país afunda no Caos! Manifestações contra polícia fascista de Trump explodem💣

 

 

Do Canal Mídia Ninja:




Protestos populares contra Donald Trump e sua plutocracia autoritária explodem nos Estados Unidos

  "Estados Unidos à beira de uma guerra civil? Milhares tomam as ruas dos EUA contra Trump enquanto a violência eclode em solo americano e repercute globalmente. Protestos crescentes por injustiça social se cruzam com ameaças de intervenção internacional. O que realmente está acontecendo e por que a Casa Branca parece incapaz de controlar o caos?"

Do Canal Canadá Diário:

Protestos EXPLODEM e Trump perde o controle 😱 🇺🇸



Estados Unidos à beira de uma guerra civil? Milhares tomam as ruas dos EUA contra Trump enquanto a violência eclode em solo americano e repercute globalmente. Protestos crescentes por injustiça social se cruzam com ameaças de intervenção internacional. O que realmente está acontecendo e por que a Casa Branca parece incapaz de controlar o caos?

Os Estados Unidos vivem um dos momentos mais perigosos de sua história recente. Protestos gigantes tomam as ruas após mais um episódio de violência estatal, enquanto Donald Trump responde com repressão, forças federais e retórica incendiária.

Neste vídeo, analisamos com dados, números e informações verificadas em múltiplas fontes internacionais o que está por trás da explosão de protestos nos EUA em janeiro de 2026. Milhares de manifestações, dezenas de milhares de pessoas nas ruas, uso crescente de forças federais contra civis e um país cada vez mais dividido.

Trump enfrenta uma crise interna sem precedentes em seu segundo mandato. Ao mesmo tempo, ameaça o Irã em meio a protestos sangrentos no Oriente Médio, levantando suspeitas de que uma escalada externa possa servir como cortina de fumaça para o caos doméstico.

Os EUA estão à beira de uma guerra civil? Ou já entraram em um processo de colapso democrático lento e perigoso?

Aqui você encontra uma análise crítica, profunda e baseada em reportagens da imprensa internacional de confiança como Reuters, The Guardian, Associated Press e Al Jazeera. Sem propaganda, sem torcida, apenas fatos, contexto e leitura política realista.

Assista até o final para entender por que o trumpismo se tornou um fator de instabilidade global e por que os próximos meses podem definir o futuro da democracia americana.

domingo, 11 de janeiro de 2026

O Economista Prêmio Nobel Joseph Stiglitz critica política externa de Trump e fala em novo e violento imperialismo dos EUA

 

Economista diz que ação na Venezuela simboliza uma nova fase no imperalismo liderado por Trump, marcado pela força e desprezo ao direito

Do Jornal GGN

Joseph Stiglitz, economista e vencedor do Nobel. Foto: Reprodução/IPD - Initiative for Policy Dialogue, Columbia University

Os Estados Unidos entraram em uma nova era de imperialismo, marcada pelo uso da força, pelo desprezo ao direito internacional e pelo enfraquecimento do Estado de Direito, segundo Joseph Stiglitz, economista e vencedor do Nobel.

Em artigo publicado no Project Syndicate, ele avalia que a intervenção americana na Venezuela simboliza uma mudança profunda na política externa do país, com consequências negativas tanto para os EUA quanto para a estabilidade global.

Segundo Stiglitz, a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro violou normas constitucionais americanas e princípios básicos do direito internacional, ao ignorar mecanismos como a extradição e a necessidade de aval do Congresso.

Para o economista, ações desse tipo refletem uma lógica em que “a força faz o direito”, afastando-se de valores democráticos historicamente defendidos por Washington.

O autor também critica declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre controlar a economia venezuelana e se apropriar do petróleo do país, interpretando-as como sinais claros de um projeto imperialista movido por interesses econômicos e não por princípios.

Esse comportamento, alerta Stiglitz, pode estimular retaliações globais, como disputas por áreas de influência e o uso de instrumentos econômicos como armas geopolíticas.

No plano interno, o economista argumenta que o enfraquecimento dos freios e contrapesos institucionais nos EUA favorece a corrupção e a busca de rendas, prejudicando o crescimento econômico. Para ele, sociedades dominadas por interesses rentistas não geram prosperidade sustentável, pois dependem do Estado de Direito e da previsibilidade institucional.

Diante desse cenário, Stiglitz defende que Europa, China e outras regiões não podem depender exclusivamente dos Estados Unidos e devem construir estratégias de contenção e cooperação alternativa. Resistir ao novo imperialismo americano, conclui, tornou-se essencial para preservar a paz e a prosperidade globais.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

domingo, 4 de janeiro de 2026

José Kobori: O Ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial

 

Do Canal do economista e analista político José Koburi:

O Ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial. O que está por trás dessa ação e quais os impactos na geopolítica global? Neste vídeo, José Kobori analisa o episódio como um teste decisivo da nova ordem mundial.



Para entender a Geopolítica e Imperialismo de Donald Trump: Debate com Jeffrey Sachs e Glenn Diesen sobre o ataque dos EUA à Venezuela

 

Do Canal Glenn Diesen Português:

O Prof. Jeffrey Sachs, da Columbia University, discute a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Maduro.




sexta-feira, 5 de setembro de 2025

O NORDESTE - com os investimenos da China - pode mudar o futuro do Brasil – e do mundo!

 

Do Canal Mundo em Resumo:

O NORDESTE do Brasil está no centro de uma disputa que pode mudar o futuro do país – e do mundo. Portos, ferrovias e bilhões em investimentos transformaram a região em peça-chave do comércio global. De um lado, a China, que avança com força em energia renovável, logística e infraestrutura. Do outro, os Estados Unidos, preocupados em perder influência no Atlântico Sul. A Ferrovia Transnordestina, os portos de Pecém e Suape e os projetos bilionários em energia limpa são apenas a ponta do iceberg. Estamos diante de uma verdadeira guerra silenciosa pelo controle do futuro brasileiro. Mas a grande questão é: o Brasil saberá aproveitar essa oportunidade histórica ou vai se transformar apenas em um campo de batalha entre superpotências? Assista até o fim e entenda por que o Nordeste pode ser o trunfo que vai reposicionar o Brasil no mapa geopolítico mundial.



sexta-feira, 1 de agosto de 2025

O fator Trump e o poder das big techs estadunidenses, por Luís Nassif

 

Está claro a instrumentalização das big techs por Trump, exigindo que se aliem contra a China, Irã e adversários internos.

Do Jornal GGN:

    Imagem: reprodução/internet


National Intelligence Council (NIC) é o órgão responsável por produzir análises estratégicas de longo prazo sobre ameaças globais, tendências geopolíticas , tecnológicas e econômicas. Ele é o principal centro de inteligência analítica estratégica da Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos.

Peça 1 – como o NIC analisa o Brasil

Global Trends de 2005

Em 26 de janeiro de 2005, o Global Policy Forum  divulgou o documento do NIC intitulado “Mapping the Global Future: Report of the National Intelligence Council’s 2020 Project”

Ele já previa o declínio relativo do poder americano, a emergência de um sistema multipolar, a perda da hegemonia econômica e financeira. E recomendava uma reorientação da estratégia para a política externa, equilibrando poder militar com engajamento diplomático 

O relatório antecipou a emergência de disputas geoeconômicas crescentes com a China, União Europeia e outras potências.

O relatório tinha um capítulo sobre o Brasil.

Previa um crescimento econômico comparável à Europa, prevendo que até 2020 Brasil e Indonésia poderiam superar todas as economias europeias em tamanho e desenvolvimento econômico.

Previa um aumento da influência regional do Brasil, consolidando-se como grande potência emergente, mas nada comparável à China e sem condições de moldar a política global de forma independente. Mas seria um ator relevante nos grandes arranjos internacionais estruturados em torno de governança coletiva e integração regional.

Global Trends de 2008

O segundo Global Trends montou projeções até 2025. A fatia de poder global dos EUA cairia de 22% para 18%, o da China subiria para 16%. O da Índia chegaria próximo a 10% e a União Europeia perderia participação proporcionalmente.

Arriscava cenários para o período 2025-2040, tentando estimar as tendências a partir de 2024. Analisava as macro-tendências em cima de cinco cenários possíveis:

  1. Renascença das Democracias

Um cenário em que as democracias abertas ressurgem com força, lideradas pelos Estados Unidos e seus aliados, promovendo cooperação internacional, inovação e crescimento inclusivo.

2. Um Mundo à Deriva

Um cenário caracterizado por um ambiente internacional desordenado, caótico e polarizado, sem liderança clara e com aumento da competição e fragmentação entre Estados.

3. Coexistência Competitiva

Um mundo onde as grandes potências competem intensamente (especialmente EUA e China), mas evitam conflito direto, mantendo uma coexistência tensa, com disputas geopolíticas, tecnológicas e econômicas.

4. Fusão

Um cenário em que Estados, empresas e sociedades se unem para enfrentar desafios globais, como mudança climática e pandemias. Há cooperação internacional intensa e governança compartilhada.

5. Silos Separados

Um mundo fragmentado em blocos regionais ou ideológicos, com pouca interdependência econômica e infraestruturas digitais, tecnológicas e comerciais desconectadas, semelhante a uma “balcanização” da globalização.

Global Trend 2025

  • Escassez emergente, apesar do crescimento econômico global, intensificado por mudanças climáticas e disputas por recursos (energia, água, alimentos).
  • Proliferação nuclear regional, com maior instabilidade entre potências regionais e risco de abandono de regimes de controle existentes.
  • Instabilidade regional e impactos globais: pressões ambientais e crises políticas causariam convulsões transbordando fronteiras.
  • Tecnologia e inteligência artificial tornando-se decisivas para capacidades militares, econômicas e governança científica..

O relatório antecipa que, a partir de 2025, o Brasil deverá consolidar-se como uma potência emergente em energia limpa e tecnologia, mas também enfrentará pressões internas e ambientais significativas (como desigualdade, crises hídrica e transição energética). Seu papel regional será relevante, especialmente em governança e integração regional, embora limitado se comparado a países como China e EUA, o que requer cooperação multilaterais reforçadas.

Peça 2 – A estratégia dos EUA em relação ao Brasil

A partir dessas conclusões, o relatório propõe parcerias institucionais para “fortalecer a democracia”. O Brasil é apontado como ator-chave no combate às mudanças climáticas, nas energia renováveis e no controle de emissões do setor agropecuário.

Há uma recomendação para contrabalançar a influência chinesa. A recomendação está longe do padrão Trump. Recomenda-se que os EUA ofereçam alternativas atraentes de financiamento, investimento e infraestrutura verde.

Peça 3 – Governo Trump e as big techs


Está claro a instrumentalização das big techs por Trump, exigindo que se aliem contra a China, Irã e adversários internos.

A retórica trumpista atual inclui uma revalorização das big techs como vetores da soberania digital americana.

Isso significa apoio às suas operações desde que estejam em sintonia com os objetivos de segurança nacional, como:

  • Censura a vozes críticas associadas a adversários geopolíticos (China, Rússia, Irã, Venezuela);
  • Expansão digital no Sul Global com respaldo geopolítico (incluindo Brasil, Índia e África);
  • Cooperação com agências de inteligência e o Departamento de Justiça em vigilância e controle de dados.

A lógica de segurança digital se estendeu ao campo digital. Exemplo é a pressão contra empresas chinesas (TikTok, Huawei e Alibaba).

Ao mesmo tempo, houve um enfraquecimento de regimes multilaterais regulatórios, dificultando a cooperação do Brasil com Europa e outros parceiros democráticos e induzindo a acordos bilaterais assimétricos com os EUA.

Peça 4 – as big techs como extensão do poder dos EUA

As formas de atuação das big techs já estão definidas.

Vigilância seletiva e censura internacionalizada

  • A tendência é de concentração de poder em big techs americanas com apoio tácito do governo Trump.
  • Plataformas poderão:
    • Reforçar algoritmos de silenciamento de movimentos de esquerda, movimentos sociais e ambientalistas, com base em acusações de “desinformação”;
    • Colaborar com autoridades americanas para monitorar perfis e redes em países como Brasil, Colômbia, Argentina e África do Sul — principalmente em contextos eleitorais ou de protestos.

Também os investimentos e transferências tecnológicas, via empresas americanas, estarão condicionados ao alinhamento diplomático com os EUA e adoção de políticas  subordinadas aos padrões regulatórios e geopolíticos americanos.

Haverá dificuldade para implementar modelos soberanos de governança da internet, proteção de dados e IA. E riscos de boicote velado a iniciativas nacionais (como Lei Brasileira de Inteligência Artificial, soberania da Anatel, e obrigações de transparência das plataformas).

Trump defende imunidade quase total para plataformas digitais nos EUA (Seção 230). A Seção 230 é um dispositivo legal dos Estados Unidos que protege as empresas de tecnologia (como Google, Meta/Facebook, Twitter/X, YouTube e outras plataformas online) de serem responsabilizadas legalmente pelo conteúdo postado por seus usuários.

Isso se traduz em oposição aberta à regulação brasileira, como o PL das Fake News, a regulação da IA ou exigências de moderação de conteúdo e combate à desinformação climática e eleitoral.

Peça 5 – A bancada das big techs

1. Lobby institucionalizado

  • As principais big techs (Google, Meta, Amazon, TikTok, Microsoft, X/Twitter) atuam por meio de representações formais em Brasília, como:
    • Associações empresariais: ABPI, Câmara Brasileira da Economia Digital, CCIA (Computer & Communications Industry Association);
    • Escritórios próprios ou de terceiros, como lobbyistas registrados na Câmara e Senado.

Exemplo: em 2023, a Google Brasil foi denunciada pelo TSE e pelo Ministério da Justiça por usar sua homepage e o YouTube para campanhas contra o PL das Fake News (PL 2630/20) — mobilizando usuários a pressionarem seus deputados.

2. Financiamento indireto de parlamentares e think tanks

  • Deputados e senadores recebem doações, eventos patrocinados e apoio técnico de fundações e entidades financiadas pelas big techs, como:
    • Instituto Millenium, Livres, CLP, Students for Liberty, MBL, entre outros;
    • Realização de seminários e audiências públicas com material técnico alinhado à pauta das plataformas.

3. Mobilização social e pressão digital

  • As big techs se valem da capilaridade de suas plataformas (YouTube, Instagram, WhatsApp, etc.) para mobilizar:
    • Influenciadores digitais a criticarem projetos de lei;
    • Campanhas com usuários comuns para pressionar parlamentares (com robôs ou impulsionamento pago).

Exemplo: durante a tramitação do PL 2630, o Google publicou links contrários ao projeto em sua página inicial, o que o governo classificou como abuso de poder econômico e manipulação do debate público.

Peça 6 – Pautas legislativas mais influenciadas pelas Big Techs

Projeto de Lei / TemaInfluência exercida
PL 2630/2020 (Lei das Fake News)Forte oposição; lobby para suprimir regras de moderação e rastreabilidade
PL 2338/2023 (IA e regulação de algoritmos)Pressão para excluir obrigações de transparência e responsabilização
Reforma do Marco Civil da InternetDefesa da imunidade das plataformas (modelo da Seção 230 dos EUA)
Tributação de serviços digitaisPressão contra a criação de um “imposto digital brasileiro”
Proteção de dados e LGPDAtuação para limitar o poder da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados)

Peça 6 – Como o NIC enxerga as Big Techs no contexto geopolítico

1. Extensão da influência americana no domínio digital

Nos relatórios mais recentes, o NIC destaca que:

  • As plataformas e provedores de nuvem sediados nos EUA (Google, Amazon AWS, Microsoft, Meta) funcionam como infraestrutura crítica da economia e da comunicação global.
  • Elas reforçam a primazia dos EUA nos setores de inteligência artificial, dados, redes sociais e serviços digitais.
  • Esse ecossistema cria uma interdependência global com base nos padrões, sistemas e valores técnicos americanos, mesmo quando os países buscam “soberania digital”.

2. Big Techs como ferramentas geoeconômicas

  • O NIC analisa que as empresas de tecnologia dos EUA atuam como projeções privadas do soft power americano.
  • Plataformas como Facebook (Meta), Google e Twitter/X moldam narrativas políticas, sociais e culturais, afetando opinião pública, eleições e polarizações em democracias emergentes (incluindo Brasil, Índia, Filipinas).
  • A ascensão da China como rival tecnológico levou o NIC a alertar para o risco de fragmentação digital global — com EUA e China competindo para impor seus ecossistemas tecnológicos em mercados terceiros.

Isso é discutido em profundidade no capítulo sobre “Global Information Ecosystems” (Global Trends 2030 e 2040).

3. Vulnerabilidades e desafios regulatórios

  • Embora reconheça o valor estratégico das big techs, o NIC aponta riscos à própria democracia americana:
    • Concentração de poder informacional nas mãos de poucas empresas;
    • Capacidade de interferência política sem transparência ou regulação robusta;
    • Propagação de desinformação, discursos extremistas e manipulação algorítmica.

Por isso, os relatórios defendem que os EUA devem equilibrar competitividade tecnológica com mecanismos democráticos de controle, para não comprometer sua legitimidade internacional.

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