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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

O NORDESTE - com os investimenos da China - pode mudar o futuro do Brasil – e do mundo!

 

Do Canal Mundo em Resumo:

O NORDESTE do Brasil está no centro de uma disputa que pode mudar o futuro do país – e do mundo. Portos, ferrovias e bilhões em investimentos transformaram a região em peça-chave do comércio global. De um lado, a China, que avança com força em energia renovável, logística e infraestrutura. Do outro, os Estados Unidos, preocupados em perder influência no Atlântico Sul. A Ferrovia Transnordestina, os portos de Pecém e Suape e os projetos bilionários em energia limpa são apenas a ponta do iceberg. Estamos diante de uma verdadeira guerra silenciosa pelo controle do futuro brasileiro. Mas a grande questão é: o Brasil saberá aproveitar essa oportunidade histórica ou vai se transformar apenas em um campo de batalha entre superpotências? Assista até o fim e entenda por que o Nordeste pode ser o trunfo que vai reposicionar o Brasil no mapa geopolítico mundial.



quinta-feira, 24 de julho de 2025

Pesquisa revela que Brasileiros rejeitam Trump e desaprovam "reações" de Bolsonaro e Tarcísio ao tarifaço

 A rejeição ao governo de Donald Trump entre os brasileiros chegou a 61% em julho, quando ele anunciou um tarifaço de 50% contra o Brasil. A conclusão é da pesquisa Pulso Brasil/Ipespe encerrada na terça-feira (23).

ICL:

POLÍTICA

Brasileiros rejeitam Trump e desaprovam reações de Bolsonaro e Tarcísio ao tarifaço

Levantamento aponta que proximidade com presidente norte-americano prejudica candidatos em 2026


A rejeição ao governo de Donald Trump entre os brasileiros chegou a 61% em julho, quando ele anunciou um tarifaço de 50% contra o Brasil. A conclusão é da pesquisa Pulso Brasil/Ipespe encerrada na terça-feira (23). Em maio, a rejeição era de 55%. A aprovação caiu de 39% para 33%.

A pesquisa ouviu 2.500 entrevistados entre os 19 e 22 de julho em todo o país.

O instituto também elaborou um ranking sobre o comportamento de lideranças brasileiras na crise com Trump: 60% responderam que desaprovam as reações de Jair Bolsonaro, contra 32% que dizem aprová-las. O filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é desaprovado por 59% e aprovado por 27%.

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que se manifestou publicamente a favor das medidas de Trump, foi desaprovado por 46% e aprovado por 32%.

trump

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou a favor das medidas de Trump (Foto: Rede social)

A atuação do governo Lula diante da crise do tarifaço é aprovada pela maioria dos entrevistados. A pesquisa mostra que 50% dos pesquisados aprovam a postura do Executivo e 46% desaprovam.

Proximidade com Trump prejudica candidatos em 2026

De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam que a proximidade com Trump prejudicará candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. As respostas do governo Lula diante das ameaças de Trump foram aprovadas por 50% dos brasileiros e desaprovadas por 46%.

A maioria dos entrevistados (57%) disse que discorda da revogação dos vistos de entrada de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos Estados Unidos. Outros 37% disseram concordar.

Sobre taxação das big techs, 55% responderam que concordam, enquanto 40% que disseram discordar. O presidente Lula afirmou que a medida está em estudo como represália aos EUA. O presidente é desaprovado por 45%, percentual menor do que o de aprovação, de 50%.


segunda-feira, 23 de junho de 2025

Hegemonia de transição, multipolaridade, BRICs, MAGA: o que esperar do caos na ordem mundial? Por Camila Bezerra, citando José Luís Fiori, professor de Economia Política INternaciona da UFRJ

 

José Luís Fiori aponta que EUA e G7 estão enfraquecidos, mas não devem aceitar perder o poder que exercem há mais de 500 anos


Do Jornal GGN:



Se existe uma certeza em relação ao futuro do cenário global é o de que ele é incerto, tendo em vista o caos, a desordem e o descontrole que o regem. Esta conclusão é do professor José Luís Fiori, Professor emérito dos Programas de Pós-graduação em Economia Política Internacional (IE/UFRJ), e em Bioética e Ética Aplicada (PPGBIOS/UFRJ), da UFRJ.

Tamanho caos é causado, por exemplo, pelo desaparecimento de atores do sistema mundial, que exerciam algum tipo de arbitragem capaz de negociar os crescentes conflitos no mundo, a exemplo de instituições e acordos firmados após o término da 2ª Guerra Mundial e Guerra Fria. 

“Espatifaram, estão esvaziadas, não são legítimas, por definição. E a principal potência responsável, em grande medida, ou pela criação ou pela tutela dessas instituições, é hoje a principal contestadora dessas instituições. Não pode haver desordem maior”, aponta Fiori. 

Um dos grandes exemplos apontados pelo professor é o G7, composto pelo Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, e cuja participação se justifica porque seriam as sete maiores economias do mundo. “O G7 é uma caricatura grotesca do que eles foram.”Na análise de Fiori, ainda que tais países tivessem grande influência por muito tempo, hoje se mostraram uma organização pouco influente. 

Tal percepção ficou clara quando, na semana passada, tais países se reuniram, porém sem grandes debates. Pelo contrário, o que mais havia era embates. 

“Em primeiro lugar, eles não são mais as sete principais potências econômicas do mundo. Pelo menos, três outras não estão aí incluídas, entre as dez maiores. Segundo, eles não são, tampouco, as sete maiores economias mais industrializadas do mundo. Terceiro, eles não têm mais acordos sobre a condução da guerra na Ucrânia. Eles não têm acordos sobre a Rússia”, continuou o professor.

“Além disso, o que é quase cômico, o líder, o chefe dos sete que chegou de Boné na reunião com a anunciada ideia de anexar um dos sócios. É a primeira reunião do G7 depois da posse do Trump depois de ele ter anunciado que quer o Canadá e quer a Groenlândia”, emendou Fiori.

O presidente dos EUA foi responsável ainda pela recente guerra tarifária imposta justamente a parceiros que, diante de respostas à altura, obrigaram-no a recuar. “Donald Trump e os Estados Unidos não têm hoje mais o poder que Trump imaginou que teria.”

Segundo Fiori, Trump e sua equipe erraram no cálculo da eficácia da guerra comercial, não conseguiram intermediar o fim da Guerra na Ucrânia, como prometido em campanha pelo presidente ou conseguiram manipular o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. “Aos cinco meses de governo, você ter cinco milhões de pessoas na rua protestando contra você é um sucesso que poucos presidentes conseguem.”

Multipolaridade?

Em contrapartida à desordem interna dos EUA e desarticulação do G7, a China e os países asiáticos se reuniram este mês, durante o segundo Fórum China-Ásia Central, realizado no Cazaquistão. “Não há nenhum conflito. Estão discutindo cooperação, desenvolvimento, não tem ideia de guerra nenhuma.”

Enquanto o G7 não representa mais o poder econômico e político que apresentava décadas atrás, os BRICs formaram um bloco econômico promissor, uma vez que reúnem cinco dos 10 países mais ricos do mundo, somam 45% da população mundial, tem 43% do PIB mundial, 60% das reservas de gás e 50% das reservas mundiais de petróleo, além de deter o controle de terras raras e da produção de alimentos. 

“Mas o que que é e, sobretudo, como funciona ou como funcionará uma ordem multipolar? Em princípio, ela soa melhor,  ela parece mais democrática do que uma ordem unipolar, com certeza. Mas você não tem nenhuma ideia do que seja ou que possa vir a ser, essa ordem multipolar”, ressalta Fiori.

O que se sabe até o momento é o papel do hegemon, que apesar de passar a impressão de centralidade e estabilidade, é o grande desestabilizador do sistema global ao promover conflitos. 

“O Ocidente, o G7, a OTAN, a União Europeia não vão abrir mão do poder que eles conquistaram nesses últimos 500 anos conversando. Não vão”, aposta o professor. “Eles estão vendo isso como uma perda de um poder que eles tiveram e que exerceram de forma implacável em todo o mundo nos últimos 500 anos, usando o seu direito de matar e invadir onde bem entendessem”, conclui o docente emérito. 

A análise de Fiori foi compartilhada com os alunos do  Ciclo de Estudos Estratégicos – Geopolítica do Século XXI, promovido pela Cátedra Celso Furtado, no auditório da FESPSP, na última terça-feira (17).

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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Mídia Internacional: A Guerra Comercial Começou, Trump x Mundo

 

Do Canal de Julien Jubert:

A guerra econômica entre China e México, Canadá versus EUA envolve tarifas, incentivos industriais e disputas comerciais. Washington pressiona parceiros do T-MEC para reduzir laços com Pequim, enquanto China investe no México para driblar barreiras. Canadá enfrenta tensões com os EUA por subsídios e políticas industriais divergentes, afetando cadeias produtivas. E um grande foco, tarifas… Neste vídeo veremos a mídia internacional falando da guerra tarifária entre EUA X CHINA, Canadá, México. Tarifas do TRUMP



quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Trump e o salto para o abismo. Artigo de Florestarn Fernandes Jr.

 

"Basta um arroubo de fúria de um dos líderes fascistas para pôr a humanidade a perder", escreve Florestan Fernandes Jr.


Segue o artigo de Florestan Fernandes Jr. publicado no Brasil 247:

Donald Trump em Michigan, EUA, 1/11/2024
Donald Trump em Michigan, EUA, 1/11/2024 (Foto: REUTERS/Brian Snyder)

As semelhanças entre Hitler e Donald Trump vão além da ideologia de extrema-direita. As estratégias políticas e de comunicação são as mesmas.

Em novembro de 1923, portanto há cem anos, Adolf Hitler liderou uma marcha malsucedida para derrubar o governo do Estado da Baviera.

Pelo crime de alta traição, Hitler foi condenado a cinco anos de prisão, mas cumpriu apenas um.
Resultado: livre para organizar o partido nazista, Hitler chegou ao poder como Chanceler em 1933 e ditador no ano seguinte.

Já Donald Trump sequer chegou a ser julgado por sua atuação na invasão do Capitólio, em janeiro de 2021.

Livre, com muito dinheiro e o apoio do dono do X, Elon Musk, Trump continuou sua cruzada de extrema-direita e agora consegue o feito de ser reeleito nos EUA, com uma votação robusta. Se será um ditador nos moldes de Hitler, só o tempo dirá.

O que me parece mais temeroso é que Trump, aos 78 anos, é um homem bilionário, poderoso, narcisista (portanto egocêntrico) que pode e provavelmente trará prejuízos irremediáveis ao futuro das democracias e do meio ambiente. Ou seja, os danos, em escala global, são existenciais. Infelizmente, esse é o espírito do tempo que vivemos e, diante desse fato, além do lamento, nos cabe a reflexão.

Penso que algo de muito caro nos sonhos e nas mentes das pessoas foi quebrado nas últimas décadas.

 Culpar as redes sociais, as fake news, é uma tentação simplista, na qual quem realmente deseja compreender os fatos não pode incorrer. As democracias falharam em algum ponto nevrálgico. É indispensável uma reflexão séria, responsável, sem terceirização de responsabilidades.

Dito isso, há outro ponto muito importante no contexto que discuto aqui: a impunidade daqueles que corroem abertamente o estado democrático de direito. Como bem me lembrou Alfredo Attié durante a apuração dos votos nos EUA: “O grande responsável pela reeleição de Trump é a Justiça norte-americana, em sua omissão e lentidão de responsabilizá-lo pela tentativa de golpe. O mesmo pode acontecer aqui, com uma Justiça que é ainda menos independente.” Attié tem toda razão.

Aqui em nossas bandas, dois anos após a descoberta da minuta do golpe e dos atos terroristas em Brasília, ninguém da alta cúpula do governo Bolsonaro foi sequer indiciado. A punição só veio para aqueles desvairados que destruíram as sedes dos três poderes. Ou seja, no mar de golpistas, os tubarões seguem nadando livremente.

Igualmente livres estão Bolsonaro e sua trupe quanto aos crimes de falsificação da caderneta de vacinação e a venda das joias sauditas.

Isso sem falar no processo que investigava a responsabilidade de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Esse crime de proporções gigantescas, que ceifou a vida de tantos brasileiros, não pode cair no esquecimento.

Lembro aqui que, em janeiro de 2024, Gilmar Mendes determinou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reavaliasse a conduta e as omissões de Bolsonaro durante a pandemia. Até agora, nada.
Fomos deixando passar tudo, desde a carnificina que foi a Covid, até as ameaças abertas e sistemáticas de golpes de Estado com a participação de militares.

É certo que teremos pressão do novo-velho governo dos EUA contra as democracias comandadas por progressistas. O fortalecimento dos regimes autocráticos de extrema-direita está no horizonte, só que agora em um mundo muito mais complexo e destrutivo que o do século passado.

Basta um arroubo de fúria de um dos líderes fascistas para pôr a humanidade a perder. Tamanha é nossa distopia cotidiana, que me ponho a pensar que talvez, até nessa fatídica hora, pipocarão influencers anunciando e exibindo, em tempo real, nas redes, o mundo se despedaçando, o fim dos tempos.

Na minha ressaca reflexiva, pós-eleição estadunidense, parafraseio o astronauta Neil Armstrong: os eleitores nos Estados Unidos deram um pequeno passo em direção ao passado, mas um grande salto para o abismo.

sábado, 7 de novembro de 2020

Luis Nassif sobre a diferença entre as instituições do Brasil e dos EUA em relação às tentativas de golpe (os militares nos EUA respeitam as instituições e a Constituição)

 

GGN:


Nos EUA não se ouviu uma voz sequer militar. Aliás, a única manifestação foi quando Trump tentou criar um evento em frente a uma Igreja, com a presença inadvertida de um chefe das Forças Armadas. Imediatamente ele se pronunciou contra a manobra. No Brasil, o chefe do Estado Maior se vangloriou com Bolsonaro do apoio que lhe deu.


Cada vez que se levanta a hipótese de Donald Trump melar as eleições americanas, vozes se levantam em todos os cantos para asseverar a importância das instituições.

Durante todo o século 20, o valor das instituições foi um dos pontos centrais do modo americano de se vender ao mundo. Em nome das instituições, Al Gore não rebateu a tentativa bem sucedida de George Bush Jr de ganhar as eleições nos tribunais.

Uma pequena comparação entre os EUA e o Brasil.

1.. Trump se insurgiu contra os resultados. As grandes redes de TV interromperam as transmissões, denunciando a mentira. Próceres republicanos criticaram o presidente. No Brasil, Aécio Neves denunciou os resultados das eleições de 2014. Mereceu ampla cobertura e nenhuma voz do sistema rebatendo.

2. Nos tribunais americanos, as tentativas de Trump tem sido derrubadas. No Brasil, houve direcionamento da análise das contas de Dilma e do PT para um Ministro anti-PT e, durante um mês, tentativa de escandalizar qualquer irregularidade contábil da campanha – até o enquadramento incorreto de máquinas de picar papel em bens duráveis (deveria ser semi-duráveis uo vice-versa). Cada informação, por mais irrelevante, merecia ampla cobertura escandalizada da mídia.

3. Mesmo com o ativismo e o conservadorismo da Suprema Corte, não há sinais de que endosse qualquer tentativa de golpe judicial contra as eleições. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal endossou o golpe do impeachment até o limite da infâmia, de tentar impedir entrevistas de Lula.

4. Com exceção do trumpismo, mídia, políticos, instituições combatem os movimentos de rua e a violência difusa. No Brasil, a mídia conclamou a população a ir para as ruas acelerar o impeachment.

5. Nos EUA não se ouviu uma voz sequer militar. Aliás, a única manifestação foi quando Trump tentou criar um evento em frente a uma Igreja, com a presença inadvertida de um chefe das Forças Armadas. Imediatamente ele se pronunciou contra a manobra. No Brasil, o chefe do Estado Maior se vangloriou com Bolsonaro do apoio que lhe deu.



segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Marcelo Crivella e o Poderoso Chefão americanófilo

 

O Poderoso Chefão, por Clarisse Toscano de Araújo Gurgel

Nos prints das conversas com Crivella, é possível ver que Rafael se compara ao presidente norte-americano. Como um sobrenome, ao lado de seu nome, no WhatsApp, vê-se o nome Trump: Trump Rafael Alves.

O Poderoso Chefão

por Clarisse Toscano de Araújo Gurgel

Certo empresário, Rafael Alves, é chamado, agora, de “poderoso chefão”. Ele foi um grande investidor, na candidatura de Crivella, eleito prefeito, no Rio de Janeiro. Como retribuição pelo apoio eleitoral, Rafael Alves teria passado a exercer uma ingerência direta sobre a prefeitura. Em troca, o empresário conquistou o direito a cargos no governo e poder de decisão, na administração pública. Nos prints das conversas com Crivella, é possível ver que Rafael se compara ao presidente norte-americano. Como um sobrenome, ao lado de seu nome, no WhatsApp, vê-se o nome Trump: Trump Rafael Alves.

Todo bolsonarista é americanófilo. Traduzindo: todo adulador de Bolsonaro é adulador dos EUA.  A influência dos EUA sobre o Brasil é tão evidente que sua obviedade encarna o próprio americanismo: é uma mediação imediata, uma doutrina com cara de pura prática. E, assim, ninguém nota a fonte mais explícita dos nossos americanalhados.

E Rafael Alves parece ser a peça que faltava para que o modus operandi em que vivemos fosse exposto, completamente. Todo governo, em qualquer país capitalista, do Líbano ao Brasil, tem, ao menos, um “poderoso chefão”. O maior deles chama-se, hoje, Donald Trump. Por enquanto, este “poderoso chefão” apenas muda de nome, mas, sempre, tem sede nos EUA.

Desde 1823, com a chamada Doutrina Monroe, os EUA exigem o mesmo que Rafael Alves: as contrapartidas, por seu apoio. No caso dos EUA, o apoio consiste na proteção militar, em defesa do hemisfério americano. Diante de tamanho gesto, países como o Brasil assume o compromisso de internalizar a política estadunidense, em especial na Guerra Fria, além de destinar sua produção industrial, exclusivamente, para fora do país e, desta forma, assimilar sua condição de dependente.

Assim, vê-se que, desde sua origem, o capital especula também sobre ações políticas. É esta relação, entre mercado e política, a fonte do que alguns especialistas chamam de “corrupção”. Os empresários elegem e, assim, governam. A troca e a relação de troca são a regra, em tratativas que não comportam rigor ético. Se o empresário se frustrar, ele troca, tratando a regra como exceção. Assim, também, a política é criminalizada e o empresário aumenta, ainda mais, seu poder de decisão sobre o voto, antes e depois das eleições. De tal maneira que o poder degenerador do capitalismo é motor para sua própria regenereção.

É, justamente, esta dinâmica, que refletiu o acordo entre EUA e Brasil, em torno do seu processo de redemocratização. Só era possível trocar a ditadura por uma democracia, se ela fosse restrita ao voto. Restrição demarcada no pacto entre Capital – o empresariado – e o Trabalho ou no que alguns preferem chamar de Contrato Social.

Alguns criticaram o pronunciamento de Lula, da semana que passou, por ele não ter falado de um jeito que o povo entendesse. O que parece não terem entendido é que Lula não falava, diretamente, com o povo. Infelizmente, Lula falava com alguns desses “poderosos chefões”.

Mas Lula, auto-proclamado o maior conciliador de classes do mundo, frustrou os EUA (irmãos Koch, XP investimentos, BTG-Pactual, Google e demais famílias). Parece que, agora, conciliar interesses não é mais interesse dos norte-americanos. A fórmula lulista parece ter esbarrado em um limite.

Alguns dizem, porém, que não há alternativa, a não ser repetir a equação. Talvez, seja este um método perverso de que somos vítimas: o de transformar restrição em sonho. Assim, o pragmatismo, que marca o americanismo, pode ter mediado, ao longo da história brasileira, a própria esquerda. Se Huntington cunhou o termo “democracia viável”, é preciso pensarmos, em que medida, este modelo imposto pelos EUA não moldou, também, a esquerda brasileira e, junto com isto, semeou a fragmentação neste campo. Dividida entre voluntaristas e reformistas, a esquerda se autofagocita, entre: 1) de um lado, a crença absoluta na vontade política e 2) de outro, uma resignação com face de lucidez radical. Esta divisão é a que paira sobre candidaturas que parecem nos trazer de volta o novo, mas, que, de novo, podem devastar, ainda mais, a política, refém de um “poderoso chefão”.

Este é o desafio da repetição. Somos formados, repetindo práticas, repetindo gestos, repetindo falas. Mas há repetições que são, de fato, a reprodução do mesmo, ainda que aparentem, muitas vezes, algo novo. E há repetições que são insistências libertadoras. Quando Bolsonaro nos dá a estranha sensação de estarmos revivendo o passado, ele não deixa de estar sendo verdadeiro. Isto porque seguimos na mesma luta. O inimigo de Bolsonaro são os comunistas. E, de fato, o são. De Bolsonaro e dos EUA. São eles a real ameaça. No entanto, o medo, que nossos algozes sentem, tornou-se medida de valor de nossa própria maturidade.

Na vergonhosa reunião com ministros – bem lembrada por Celso de Mello – Bolsonaro disse que temia ser preso, temia ter de fugir do país. Quem sabe está aí a dica do presidente para que, desta vez, façamos algo de novo, repetindo, de forma diferente? Deste modo, quem sabe, não precisaremos reviver o terror para, só assim, entendermos que o fascismo é a face mais radical do liberalismo.

terça-feira, 30 de abril de 2019

DCM: Neoliberalismo e autoritarismo são “uma história de amor”, ou seja, as duas faces de uma mesma realidade obscura, diz o juiz Rubens R.R. Cassara do TJ do Rio





Neoliberalismo e autoritarismo. (Arte Revista CULT/Reprodução)

DCM. - Rubens R.R. Cassara, que é juiz de Direito do TJRJ e escritor, escreve na revista Cult sobre neoliberalismo e autoritarismo. “Há algo de novo na forma como se exerce o poder em todo o mundo. Paradoxalmente, esse ‘novo’ remete ao passado, na medida em que associado tanto a discursos ultraconservadores e xenófobos quanto a práticas inquisitoriais e oligárquicas. A principal característica dessa nova forma de exercício do poder é a ausência de limites, o que pode ser observado com a emergência de experiências autoritárias a partir da chegada ao poder político de pessoas como Trump, Salvini, Orban, Erdogan e Bolsonaro.

Se entendermos a democracia como um horizonte que aponta para uma sociedade autônoma (em que a pessoas não precisam apostar no autoritarismo por medo de exercer a liberdade), com deliberações coletivas (com efetiva participação popular na tomada das decisões políticas) e voltada à concretização dos direitos e garantias fundamentais (o que só é possível com limites rígidos ao exercício do poder), não é possível afastar a hipótese de que essa deriva autoritária é o resultado da estratégia de culpar a democracia pelos efeitos das políticas neoliberais iniciadas no Chile após o golpe de Estado que derrubou Salvador Allende, e que se expandiram para todo o mundo, com especial destaque para a Inglaterra de Thatcher e os Estados Unidos de Reagan”.
O magistrado desenvolve o raciocínio: “Segundo essa hipótese, a destruição do projeto de bem-estar social, bem como a desarticulação dos coletivos que atuavam na vida política (sindicatos, comunidades eclesiais de base etc.), somado ao ressentimento e à cólera produzida pela perda de direitos dos trabalhadores e de prestígio social pela classe média, teria levado à opção por soluções autoritárias.

Da mesma maneira que na década de 1930 o fascismo foi apresentado como uma reação ao liberalismo, o ultra-autoritarismo é vendido ao cidadão como uma resposta à atual crise. Esse autoritarismo, que recorre a soluções que podem ser identificadas como tipicamente fascistas, surge da manipulação de sentimentos compreensíveis e promete o retorno a um passado mítico de paz e segurança.

Tem-se nessa ilusão por modelos autoritários uma manifestação do que Bauman chamou de ‘retrotopia’, a nostalgia por um passado que nunca existiu, mas que permite ‘resgatar’ formas de identidade (nacional, comunitária, raça, classe, gênero etc.) e velhos preconceitos. O que há de novo, e revela a engenhosidade do modelo, é que essa nova forma de governabilidade que surge da crise produzida pelos efeitos do neoliberalismo (desagregação dos laços sociais, demonização da política, potencialização da concorrência/rivalidade, construção de inimigos, desestruturação dos serviços públicos etc.) promete responder a essa crise com medidas que não interferem no projeto neoliberal e, portanto, não alcançam a causa da cólera e do ressentimento da população. Para iludir e mistificar, criam-se inimigos imaginários (os direitos humanos, a democracia representativa, a degradação moral, a depravação sexual, a diversidade, as minorias, Lula, Kirchner, Sócrates, etc.) que são apresentados como os responsáveis pelos problemas concretos suportados pela população”.
Ele pontua qual é o regime hoje: “Disfarçado, o neoliberalismo revela-se plural e plástico. Pode-se, então, falar em um novo neoliberalismo, ‘ultra-autoritário’, que não só se alimenta da crise (e gera crises para esse fim), como também fabrica e persegue ‘culpados’ pelos danos causados pela própria lógica neoliberal. Se, por um lado, o novo neoliberalismo (no Brasil, com Bolsonaro; nos EUA, com Trump) surge como uma “resposta” (populista, que manipula afetos produzidos na fronteira entre ‘nós, os insatisfeitos’ e ‘eles, os causadores da insatisfação’) aos danos perversos gerados pelo neoliberalismo ‘clássico’ (no Brasil de FHC, nos EUA de Clinton), por outro, continua a servir aos mesmos objetivos, mais precisamente: a busca de lucros ilimitados, a ‘financeirização’ do mundo, a destruição dos obstáculos ao poder econômico e o controle dos indesejáveis (pobres e inimigos políticos do neoliberalismo).

Em resumo, com ou sem verniz democrático, o neoliberalismo, que se revela adaptável a qualquer ideologia (inclusive ao fascismo), sustenta e atende à lógica do capitalismo global”.
E completa, abordando o caso no nosso país: “No Brasil, é interessante olhar o exemplo do nacionalismo de Bolsonaro, que não tem qualquer traço de nacionalismo econômico. Se no plano discursivo, o ‘Brasil (estaria) acima de tudo’, no campo econômico o mercado revela-se um Deus acima de todos. Ainda sobre o fake nacionalism típico desse novo neoliberalismo, basta pensar no que se fez com as reservas brasileiras de pré-sal e na retomada dos processos de privatização. Tem-se, nesse campo, uma estranha combinação de apoio irrestrito ao capitalismo global e discurso nacionalista contra inimigos imaginários (comunistas, bolivarianos, turismo gay, etc.). Em apertada síntese, utiliza-se o discurso nacionalista para reforçar o neoliberalismo e melhor atender aos interesses do poder econômico”.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Eduardo Guimarães: Sabe o que o Brasil ganha por Bolsonaro bajular os EUA? Além da Humilhação de ser capacho, nada!


Do Blog da Cidadania:



Bolsonaro foi aos EUA gerou boas notícias. Aos EUA. Fez muitas concessões: permitiu que americanos entrem no Brasil sem visto e sem que os brasileiros entrem sem visto nos EUA, cedeu a base de lançamento de Alcântara de graça e aceitou esfriar relações comerciais com a China sem qualquer promessa de compensação. Sabe o que ganhamos com isso? Uma banana.

A base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão, é considerada a melhor base do mundo porque fica próxima à linha do Equador. A localização é estratégica para lançamentos espaciais porque oferece caminho mais curto para foguetes serem colocados em órbita geoestacionária — a economia de combustível pode chegar a 30% em relação a outros pontos de lançamento nos EUA e na Europa, por exemplo.


O que o Brasil ganha ao ceder Alcântara para os Estados Unidos fazerem lançamentos espaciais? Ninguém sabe. O acordo é secreto. A pergunta que se tem que fazer, em tal situação, é muito simples: se houvesse algum ganho expressivo para o Brasil, Bolsonaro não deveria dizer qual é? Seria bom até para calar críticas. Porém, ninguém sabe o que ganhamos.
Se não se sabe o que ganhamos, sabe-se o que perdemos. Soberania, primeiro. Os americanos farão mil e uma restrições à fiscalização do Brasil sobre o que estão fazendo em nosso território. Alegarão que é por “segurança”. Ou seja: seremos barrados em nosso próprio território.
Porém, o prejuízo não fica por aí. É óbvio que haverá uso militar pelos EUA de uma base de lançamento de foguetes. Poderão colocar satélites de espionagem em órbita através do território brasileiro. Esse uso militar irá fazer com que radicais que promovem atos terroristas nos coloquem na linha de tiro – até porque é muito mais fácil atacar o Brasil que os EUA.
E quanto à permissão para os americanos entrarem no Brasil sem visto? O que ganhamos? Merda nenhuma. Os brasileiros continuarão chafurdando nas filas dos consulados americanos, enfrentando todo tipo de humilhação para obterem visto. E o pior é que, após mostrarmos o traseiro para os americanos, eles nos pagaram com um insulto
Dispensados de vistos para seus cidadãos a partir de 17 de junho, em medida anunciada por Bolsonaro, os Estados Unidos retribuíram recomendando a seus viajantes que “exerçam cautela aumentada no Brasil devido ao crime”.
E tem mais burrice por aí. O setor agropecuário acaba de manifestar, em carta, preocupação quanto às declarações do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre a relação do Brasil com a China.
“A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) gostaria de externar a sua preocupação em relação às supostas declarações reproduzidas pelo noticiário nacional, nas quais teriam sido feitas afirmações no sentido de diminuir a importância das relações comerciais entre Brasil e China”, diz a carta entregue a Araújo pelos ruralistas.
Não é preciso falar muito. Ao tomar partido dos EUA na guerra comercial da potência com a China, o Brasil abre mão de um mercado gigantesco para agradar um país que de forma alguma vai comprar do Brasil tanto quanto a China, até porque os EUA têm uma agricultura muito mais pujante que a dos chineses e grande parte do que vendemos a eles não interessa aos americanos.
Não é à toa que a aprovação de Bolsonaro está despencando. Há três meses no governo, ele ainda não tomou nenhuma medida concreta para melhorar a situação dos brasileiros e exorcizar a crise econômica. Agora, porém, extrapolou. Gastou dinheiro público para ir aos EUA “abrir as pernas” para os americanos sem que o Brasil ganhe nada com isso.
A hora de Bolsonaro está se aproximando cada vez mais. Até meados do ano, terá a maioria dos brasileiros contra si. Pesquisa de opinião feita pelos apoiadores dele mostra que sua rejeição disparou e sua aprovação caiu. Até porque, a economia continua afundando. Mas os americanos estão soltando foguetes. Ganharam presentes de Bolsonaro sem retribuírem nada.
Confira a matéria em vídeo

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Interesses dos ricos, Steve Bannon, neofascismo e a implosão inevitável do governo, por Paulo Ghiraldelli


   "Como a imensa maioria das pessoas hoje pensa que falar em ameaça comunista é um anacronismo, visto que, depois da queda do muro de Berlim e da abertura econômica da China (que se tornou um paraíso capitalista), a alta finança parece não encontrar mais nenhuma fronteira, aproveito, então, esse gancho nas minhas conversas para sublinhar que, realmente, o que assistimos hoje é a uma guerra que foi profetizada há mais de um século por um grande pensador francês, Charles Maurras, que disse em L’Avenir de l’intelligence” (1905) que no futuro os intelectuais prostituiriam suas inteligências para a plutocracia e haveria uma verdadeira guerra entre dois sistemas capitalistas: um capitalismo conservador, enraizado nas tradições nacionais, e um capitalismo revolucionário que combateria encarniçadamente as tradições nacionais para alcançar a sua meta: abolir todos os obstáculos contra o império do dinheiro." Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

Importantíssimo vídeo-análise seguida do texto do Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa. 

Do Canal de Paulo Ghiraldelli:

Charles Maurras e Jair Bolsonaro

Postado em 30-08-2018
Tenho-me me empenhado, com toda franqueza, em ajudar os católicos a tomar consciência da importância e da gravidade das próximas eleições. E estou satisfeito observando que muitos católicos começam a perceber que a coisa mais importante em jogo no pleito de outubro não é tanto a escolha de um presidente que seja um doutor em economia ou finanças públicas quanto a escolha de um homem que tenha um compromisso real com a defesa dos valores fundamentais da nação: a defesa da vida, a salvaguarda da instituição natural da família (alicerçada na união entre um homem e uma mulher), o respeito à tradição religiosa povo da Terra de Santa Cruz, bem como a segurança do direito de propriedade e de livre iniciativa econômica.
Como a imensa maioria das pessoas hoje pensa que falar em ameaça comunista é um anacronismo, visto que, depois da queda do muro de Berlim e da abertura econômica da China (que se tornou um paraíso capitalista), a alta finança parece não encontrar mais nenhuma fronteira, aproveito, então, esse gancho nas minhas conversas para sublinhar que, realmente, o que assistimos hoje é a uma guerra que foi profetizada há mais de um século por um grande pensador francês, Charles Maurras, que disse em L’Avenir de l’intelligence” (1905) que no futuro os intelectuais prostituiriam suas inteligências para a plutocracia e haveria uma verdadeira guerra entre dois sistemas capitalistas: um capitalismo conservador, enraizado nas tradições nacionais, e um capitalismo revolucionário que combateria encarniçadamente as tradições nacionais para alcançar a sua meta: abolir todos os obstáculos contra o império do dinheiro.
Procuro, então, em minhas conversas mostrar a realidade brasileira à luz da análise profética de Charles Maurras. Tenho dito aos meus amigos, e a todos que me pedem minha opinião, que nosso perigo não é apenas a eleição de um socialista estúpido que algemaria qualquer brasileiro empreendedor e condenaria toda a nossa sociedade a mais negra miséria, mas sobretudo a eleição de um  dos candidatos que se dizem liberais em economia e descomprometidos com a defesa dos valores morais da nação brasileira. E importa nomeá-los: Sr. Alckmin e Sr. Amoedo.
Importa, também, provar o que digo: A Sra. Elena Landau, até há pouco tempo, conceituada economista do PSDB, declarou sua preocupação com uma possível eleição do Sr. Jair Messias Bolsonaro. Por que essa preocupação senão porque a ilustre senhora, que se diz liberal em economia e costumes, cumpre perfeitamente o que disse Charles Maurras há mais de cem anos: os intelectuais se prostituiriam para a plutocracia que execra a tradição, a família e a religião porque quer levar a humanidade ao culto pagão do Bezerro de Ouro?
Digo também a todos meus amigos que hoje assistimos à organização de um poder político mundial anticristão, de modo que é absolutamente necessário que tenhamos um presidente da República a altura e  tenha a coragem de opor-se a essa conjuração anticristã mundial, a qual não se contenta mais com a laicidade do estado, mas quer que o estado seja abertamente ateu e a religiosidade seja confinada ao ambiente doméstico e mal tolerada.
Esforço-me, igualmente, por fazer compreender a todos que qualquer discurso democrático, qualquer apologia da democracia, não passa de um sofisma.
Com efeito, quem crê no indivíduo soberano, no indivíduo rei, quem crê no cidadão consciente e responsável pelos destinos da nação em uma sociedade completamente inorgânica, onde todas as instituições intermediárias foram dissolvidas ou açambarcadas pelo “Estado Democrático de Direito” ou é um idiota incurável ou age de má fé visando a interesses mesquinhos inconfessáveis.
Aqui também é necessário apresentar prova do que digo: a maior prova de que o Estado Democrático de Direito é um regime totalitário que estrangulou a instituição da família em todo o Ocidente ex-cristão é o que se viu há poucos meses no Reino Unido, com o assassínio do menino Alfie  Evans contra a vontade de seus pais.
No “Estado Democrático de Direito” não há sociedade organizada a partir da instituição da família, a partir dos grupos naturais; há apenas indivíduos aliciados pelas organizações criminosas, os partidos políticos, muitos dos quais comandados pelo narcotráfico ou pelas seitas que vivem da exploração da ignorância religiosa da população.
Em meio a este quadro apocalíptico da política nacional e internacional surge para nós brasileiros uma esperança, a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, a despeito de todos os senões que ele e seu candidato a vice-presidente possam ter.
O fato é que Bolsonaro assumiu um compromisso com os brasileiros de fazer respeitar os chamados princípios inegociáveis. Com ele na Presidência da República teremos a garantia de que o direito da família cristã educar os seus filhos segundo a Lei de Deus será respeitado. O “Estado Democrático de Direito”, ou melhor a democracia totalitária não invadirá arbitrariamente o santuário da família, como diz Leão XIII na Rerum Novarum, para, em nome dos princípios revolucionários da ONU, impor à nossas crianças a sórdida ideologia do gênero nem a masculinização das nossas mocinhas nem a efeminização dos nossos rapazes.
Com Bolsonaro na Presidência da República teremos a oportunidade de fazer também uma ampla reforma da universidade brasileira, acabando de vez com esse antro de corrupção ideológica que tem sido a universidade em nosso país, para criar verdadeiros institutos de investigação científica e de promoção da verdadeira educação intelectual do povo brasileiro.
Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, nos alcance uma grande graça no dia 7 de outubro próximo quando a honraremos sob o título de Rainha da Vitória!
Anápolis, 30 de agosto de 2018.
Festa de Santa Rosa de Lima, Patrona secundária da América.