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quarta-feira, 1 de março de 2017

Marcelo Odebrecht entrega Padilha, que pediu os R$10.000.000,00 no Jaburu em nome de Temer




Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil de Michel Temer, não tem mais condições de retornar de sua licença médica; nesta tarde, o empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou que foi ele quem pediu R$ 10 milhões para o PMDB, em 2014, num jantar em pleno Palácio do Jaburu, com a presença de Temer; os recursos, que ajudaram a pagar 140 deputados favoráveis ao golpe de 2016, saíram do departamento de propinas da empreiteira e foram levados, em parte, ao escritório de José Yunes, melhor amigo de Temer, que disse ter sido "mula" de Padilha; desesperado para se manter no cargo que usurpou da presidente eleita Dilma Rousseff, Temer pedirá a anulação do depoimento de Marcelo Odebrecht (Do Brasil 247)


O empreiteiro Marcelo Odebrecht implodiu de vez Eliseu Padilha, ministro licenciado da Casa Civil, no depoimento que prestou nesta tarde ao ministro Hermann Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo Marcelo, foi Padilha quem pediu R$ 10 milhões para o PMDB, em 2014, num jantar em pleno Palácio do Jaburu, com a presença de Temer. Marcelo disse ainda que os pagamentos foram feitos via caixa dois.
Na realidade, os recursos saíram do departamento de propinas da empreiteira e foram levados, em parte, ao escritório de José Yunes, melhor amigo de Temer, que disse ter sido "mula" de Padilha.
Yunes afirmou que recebeu um envolope de Lucio Funaro, empresário tido como operador de Eduardo Cunha, preso há quatro meses em Curitiba. Funaro lhe teria dito que 140 deputados estavam sendo pagos pelo PMDB – o que indica que o impeachment foi comprado.
Desesperado para se manter no cargo que usurpou da presidente eleita Dilma Rousseff, Temer pedirá a anulação do depoimento de Marcelo Odebrecht.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Luciano Martins Costa: O "governo" Temer não tem onde ir

"Os integrantes e associados do governo enterino do sr. Michel Temer já receberam cópias do conteúdo das delações da Odebrecht. A conclusão é dos advogados que editam o site e boletim Migalhas, especializado em questões jurídicas.
Para quem estranhava a súbita renúncia do ex-ministro das Relações Exteriores José Serra, eis aí uma boa pista."



 
Os integrantes e associados do governo enterino já receberam cópias do conteúdo das delações da Odebrecht
 
Da Revista Brasileiros
 
Sugerido por Webster Franklin
 
Os integrantes e associados do governo enterino do sr. Michel Temer já receberam cópias do conteúdo das delações da Odebrecht.
A conclusão é dos advogados que editam o site e boletim Migalhas, especializado em questões jurídicas.
Para quem estranhava a súbita renúncia do ex-ministro das Relações Exteriores José Serra, eis aí uma boa pista.
Sob o título “Ai que dó”, a nota observa que o advogado José Yunes acaba fazendo a revelação ao se complicar nas explicações sobre como recebeu um pacote de dinheiro do doleiro Lúcio Funaro: ele confessou ter atuado como “mula” do agora ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil.
Deve o autor, evidentemente, se desculpar publicamente com a nobre estirpe dos muares.
“Ai que dó” é como o Migalhas se refere à alegação de Yunes, de que não sabia que o pacote entregue por Funaro continha dólares.
“A informação de Yunes revela que ‘eles’ já tiveram acesso à delação da Odebrecht. E estão, todos, montando suas versões”, diz o boletim.
O fato é muito grave e coloca uma pá de cal sobre a credibilidade da força-tarefa que conduz a operação Lava-Jato: o conteúdo da delação de Claudio Mello Filho, da Odebrecht, nunca foi revelado, o que significa que a equipe liderada pelo juiz Sergio Moro vazou para os acusados o teor das acusações, para que eles possam planejar suas defesas.
O presidente-tampax vê se desmoralizar ainda mais seu gabinete quando o ministro Serra deixa abruptamente o cargo e alega um problema de coluna, ou, como se apressou a divulgar a mensageira Eliane Cantanhede (Grupo Globo e Estado de S. Paulo), Serra estava “tristinho” no cargo de ministro das Relações Exteriores.
Serra saiu para tentar se desviar da enxurrada de esterco que a Lava-Jato procura esconder.
Esse é o episódio que irá marcar definitivamente as biografias dos integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.
A evidência de favorecimento, por parte dos personagens que são tidos pelos midiotas como heróis da moralidade pública, a integrantes da quadrilha abrigados no poder federal, não admite omissão: cumpre ao CNJ agir, cumpre ao STF dar aos brasileiros um sinal de que nem tudo é esculhambação.
Nem se deve, a esta altura, cobrar alguma responsabilidade da imprensa hegemônica, porque de onde nada se espera é que nada sai, mesmo.
Mas pode-se apostar que pelo menos a Folha de S. Paulo, o jornal que atua como uma espécie de agência privada do ex-ministro Serra, venha a trazer alguma informação nova enquanto repinicam os tamborins.
Os midiotas, atordoados pela comprovação de que o impeachment de Dilma Rousseff instalou as raposas no galinheiro, não têm mais como ficar repetindo que o mandato do sr. Temer é transitório, porque a transição significa que se sai de um lugar para outro, e ele demonstra não saber onde está.
Faltava ao inquilino do Planalto legitimidade. Depois se constatou que faltava estofo e carisma para conduzir o que, segundo seus acólitos, seria a transição para fora da crise econômica; agora não há como esconder que falta honestidade, falta estratégia, falta respaldo popular, falta competência.
O governo enterino não tem para onde ir.
Aliás, alguns de seus integrantes e ex-integrantes têm, sim: o presídio da Papuda.