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domingo, 15 de dezembro de 2019

Do GGN: Marcelo Odebrecht, mais uma vez, expõe a farsa da Lava Jato contra Lula


Obs. Veja também o vídeo Boa Noite 247 onde se debate a exposição da farsa da Lava Jato, por Marcelo Odebrecht:





Marcelo deu mais um xeque-mate na Lava Jato, que passou anos usando delatores para identificar contratos e cifras que supostamente estavam ligados a Lula
Jornal GGN – É destaque na coluna de Lauro Jardim neste domingo (15): Marcelo Odebrecht tem dito aos mais próximos que as condenações de Lula, eventualmente, serão anuladas pelas cortes superiores. Motivo? As provas que ele próprio apresentou nos processos contra o petista contrariam as denúncias criadas pela Lava Jato em Curitiba.
“Marcelo justifica essa afirmação dizendo que as provas que ele próprio apresentou à Justiça mostram que o dinheiro usado para beneficiar Lula não foi desviado dos contratos [da empreiteira com a Petrobras], conforme a construção da denúncia, e sim, do caixa da Odebrecht para o pagamento de propinas.”
A afirmação de Marcelo é mais um xeque-mate na Lava Jato, que passou 5 anos usando delatores para identificar contratos e cifras que supostamente estavam ligados a Lula ou às doações ao PT.
A defesa de Lula, desde a condenação no caso do triplex, vem reclamando que os procuradores não conseguem atestar qualquer relação entre contratos das empreiteiras com a Petrobras e o apartamento no Guarujá, ou o sítio de Atibaia, ou o terreno para o Instituto Lula.
O caso triplex foi memorável nesse sentido. O dinheiro da reforma do apartamento jamais ocupado por Lula saiu de um braço da OAS, a OAS Empreendimentos, que nada tinha a ver com a construtora e seus negócios com a Petrobras.
Sergio Moro reconheceu isso de próprio punho, respondendo aos embargos de declaração dos advogados de Lula: não houve prova de vínculo entre 3 contratos da Petrobras usados na denúncia e a reforma do espaço.
A questão é que Moro resolveu malabarismo com as provas para condenar Lula. Preferiu supervalorizar delações, depoimento de síndico com interesses políticos e reportagens de jornais que insinuavam coisas que precisavam ser apuradas.
Sua sucessora, Gabriela Hardt, fez o mesmo que Moro no caso do sítio, com direito a um “copia e cola” insuficiente para abafar todas as lacunas deixadas pela turma de Curitiba no processo.
Não é sequer a primeira vez que, solto, Marcelo Odebrecht desmonta as acusações da Lava Jato contra Lula.
No dia 9 de dezembro, Folha publicou uma entrevista na qual o delator deixou claro que Lula não privilegiava a Odebrecht em suas viagens internacionais.
O pedido para que a empresa entrasse em Cuba, resultando na obra do Porto de Mariel, era próprio dos interesses geopolíticos e comerciais de um País.
A Odebrecht, aliás, mantinha com o petista a mesma relação que teve com FHC, mais um tucano intocado pela Lava Jato.
A doação eleitoral que a Odebrecht fez ao PT, em contrapartida a uma linha de crédito em Angola, saiu da margem de sua lucro, não de acertos espúrios, ao contrário do que procuradores alegaram na mídia.
E tem mais: quando quebrou a reputação da Odebrecht no exterior, a Lava Jato também comprometeu a exportação de conteúdo nacional. E, de quebra, lançou uma cortina de fumaça sobre o BNDES, criminalizando o papel da instituição.
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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Lava Jato destruiu a imagem do Brasil e das empresas brasileiras, aponta Marcelo Odebrecht




"Do jeito que a Lava Jato foi divulgada, acabou parecendo que o Brasil é o país mais corrupto do mundo, e que as empresas brasileiras exportavam corrupção. Não é verdade —nem uma coisa nem outra. Mas nossos competidores no mundo souberam tirar vantagem disso", diz o empresário Marcelo Odebrecht, que ficou quatro anos preso




247 – O empresário Marcelo Odebrecht concedeu sua primeira entrevista depois que passou quatro anos preso, à jornalista Bruna Narcizo, da Folha de S. Paulo, e apontou os danos causados pela Operação Lava Jato à imagem do Brasil e das empresas brasileiras. "Do jeito que a Lava Jato foi divulgada, acabou parecendo que o Brasil é o país mais corrupto do mundo, e que as empresas brasileiras exportavam corrupção. Não é verdade —nem uma coisa nem outra. Mas nossos competidores no mundo souberam tirar vantagem disso. Vários países culpam a Odebrecht. Essa é uma questão que vamos ter de superar", disse ele.
Marcelo Odebrecht também fez uma defesa enfática do BNDES, contra a acusação de que seria uma caixa-preta, e falou em detalhes do financiamento a Cuba, para a construção do porto de Mariel. "Até antes da Lava Jato, nenhum projeto nosso teve default [termo usado na economia como sinônimo descumprimento de acordo para pagamento]. Nenhum governo que a gente atuava entrou em default. Era uma coisa que a gente fazia questão de acompanhar, porque sabíamos que podia matar a galinha dos ovos de ouro. Por isso, a gente acompanhava de perto. Agora, depois da Lava Jato, com a destruição que foi feita da nossa imagem no exterior, ficou difícil de a gente ficar no pé dos governos para que os financiamentos fossem pagos", disse ele.
"Por exemplo, a questão do porto de Mariel, em Cuba. Estão dizendo que tem um default de Cuba com o Brasil. Mas veja bem, o que o Brasil tinha que pagar de Mais Médicos [pelo acordo, o governo brasileiro pagava apenas uma porcentagem aos profissionais, o restante ia para o governo cubano]. Era menos do que Cuba tinha que pagar para o Brasil. Agora, o Brasil vai e acaba com o Mais Médicos. Quer dizer: o Brasil acabou com a fonte de recurso que ajudava Cuba a pagar o financiamento. 
Se a gente fosse a Odebrecht de antes da Lava Jato, no momento em que a gente percebesse que o governo está ameaçando o Mais Médicos, nós teríamos usado de nossa influência para tentar manter o programa. Não em cima de nada ilícito, mas provando ao governo que o Mais Médicos é que iria pagar o financiamento que Cuba pegou do Brasil. Essa capacidade de negociar, de certo modo, a gente perdeu. A gente ajudava para que a geopolítica dos países fosse bastante fluída", afirmou.

Luis Nassif, em vídeo: A tentativa da manchete "Fake News" da Folha de São Paulo tentou encobrir a verdade sobre a Odebrecht e o porto de Cuba que a entrevista de Marcelo esclareceu. Como Moro e a Lava Jato destruiram empregos e a construção civil pesada brasileira.



Do Canal da TV GGN:


Entrevista de Marcelo Odebrecht explica o mecanismo dos financiamentos à exportação do BNDES

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Apesar do título manipulativo da manchete "fake news" (afinal, a Folha, assim como a Globo, participou ativamente do golpe de 2016 e de 1964), a entrevista textoal de Marcelo Odebrecht à Folha isenta Lula, expõe erros da Lava Jato e resguarda BNDES





Odebrecht manteve com Lula a mesma relação que tinha com FHC, mas apenas o petista é acusado de tráfico de influência a partir das distorções criadas pela Lava Jato

Jornal GGN – Lula não privilegiava a Odebrecht em suas viagens internacionais. O pedido para que a empresa entrasse em Cuba era próprio dos interesses geopolíticos e comerciais de um País. A Odebrecht, aliás, mantinha com o petista a mesma relação que teve com FHC, intocado pela Lava Jato. E a doação eleitoral que a empresa fez ao PT, em contrapartida a uma linha de crédito em Angola, saiu da margem de sua lucro, não de acertos espúrios.
E tem mais: quando quebrou a reputação da Odebrecht no exterior, a Lava Jato também comprometeu a exportação de conteúdo nacional. E, de quebra, lançou uma cortina de fumaça sobre o BNDES, criminalizando o papel da instituição.
Tudo isso foi dito por Marcelo Odebrecht em entrevista exclusiva divulgada pela Folha de S. Paulo nesta segunda (9), embora a chamada escolhida pelo jornal não lhe faça justiça.
O diário preferiu manchetar que “Lula pediu para que a Odebrecht fizesse um projeto em Cuba”, dando a entender que o ex-presidente merece ter a Lava Jato em seu encalço pelo suposto crime de tráfico de influência. Mas o que Marcelo disse à Folha contraria muito do que foi construído pela Lava Jato.
Primeiro, Marcelo deixou claro que Lula, ao contrário do que alegou a força-tarefa em diversas ações, não favorecia a Odebrecht em troca de benefícios pessoais.
Quando viajava ao exterior, Lula era uma preocupação para a empresa, porque o petista “vendia” todas as companhias brasileiras competitivas. Colocava a Odebrecht no mesmo patamar que as concorrentes, sendo que a empreiteira está presente em outros países há mais de 20 anos – muito antes de Lula ser presidente, portanto.
“A gente queria se beneficiar da ida do Lula para reforçar os links com o país e, por tanto, melhorar a nossa capacidade de atuar lá. Mas, ao mesmo tempo, quando Lula chegava ele não defendia só a Odebrecht”, disse Marcelo. Mas “se um presidente chegasse lá, no outro país, e colocasse todo mundo no mesmo nível, poderia soar para o governo local do outro país como um desprestígio do Brasil em relação à Odebrecht”, explicou.
Questionado pela Folha se Lula interferia nos negócios internacionais, Marcelo respondeu objetivamente: “Eu diria que, nesses 20 anos, só uma exportação teve uma iniciativa por parte do governo brasileiro e que, apesar da lógica econômica por trás, teve uma motivação ideológica e geopolítica, que foi Cuba.”
E ponderou: “Em todos os países, nós íamos por iniciativa própria, conquistávamos o projeto e buscávamos uma exportação de bens e serviços.”
Mas Lula, depois de visitar Cuba e conhecer uma estrada deteriorada, disse que a Odebrecht poderia ajudar a levar condições melhores de infraestrutura ao local.
A obra era interessante porque Cuba teria de contratar todos os serviços do Brasil, gerando “emprego, renda e arrecadação” para os brasileiros.
Cuba, porém, preferiu investir na construção de casas depois de ser atingida por um tufão, “desprezando a estrada” sugerida por Lula.
A Odebrecht, ao final, foi quem sugeriu a construção de um porto, porque era “o melhor para o Brasil, economicamente e do ponto de vista de exportação de bens e serviços.”
A construção de um porto demandaria de Cuba a importação, do Brasil, de “estrutura metálica, maquinário, produtos com conteúdo nacional.” O financiamento do BNDES obrigava a Ilha a isso.
“Em nenhum momento, o dinheiro do BNDES vai para fora. Sempre fica no Brasil. Não é verdade dizer que o BNDES financiava projetos no exterior. O BNDES financiava conteúdo nacional, geração de trabalho no Brasil, que era exportado para o exterior”, explicou Marcelo.
Para ele, a Lava Jato ajudou a lançar uma “névoa” sobre o BNDES. “O que ocorreu nos últimos anos aqui no Brasil foi um crime. Criminalizaram algo que nunca deveria ter sido criminalizado. Se houve um crime, foi na criminalização do financiamento à exportação.”
“Do jeito que a Lava Jato foi divulgada, acabou parecendo que o Brasil é o país mais corrupto do mundo, e que as empresas brasileiras exportavam corrupção. Não é verdade — nem uma coisa nem outra. Mas nossos competidores no mundo souberam tirar vantagem disso. Vários países culpam a Odebrecht. Essa é uma questão que vamos ter de superar.”
Questionado se Lula fez orientações outras à Odebrecht no contexto internacional, a resposta foi novamente negativa e Marcelo reforçou: “Normalmente, era a gente que conquistava os projetos e tentava reforçar a importância política desse projeto.”
PROPINA NO BNDES?
Folha também perguntou diretamente a Marcelo Odebrecht se existiu superfaturamento e pagamento de propina no BNDES, durante os anos de PT. A resposta igualmente contrariou a narrativa criada na Lava Jato.
Marcelo respondeu que o único episódio que pode ser explorado foi Paulo Bernardo e Antonio Palocci pedindo doações eleitorais ao PT, porque sabiam que a Odebrecht seria a principal empresa brasileira beneficiada pela renovação de uma linha de crédito do Brasil com Angola.
“Mas esse recurso [doação eleitoral] saiu do nosso resultado e não representou nenhum prejuízo, nem para o país nem para o BNDES. Não teve nenhum envolvimento do BNDES nesse assunto e foi uma única vez”, afirmou o empresário.
A Lava Jato, por sua vez, costuma procurar contratos, apontar superfaturamento de 1% a 3%, e dizer que a doação eleitoral saiu dessa margem.
Ao final, a cereja do bolo: “Em mais de 20 anos de exportação de serviços e durante todo governo Lula, essa foi a única vez que houve uma solicitação de apoio financeiro [o pedido de Palocci e Bernardo] por conta de financiamento”, apontou Marcelo, que é delator da Lava Jato.


terça-feira, 12 de junho de 2018

Bob Fernandes: Odebrecht expõe FHC e PSDB. Com fascismo em alta, farsantes golpistas tentam se limpar


"Temer & CIA venderam por R$ 3 bilhões três áreas de petróleo do pré-sal.
Venderam, e para concorrentes, o futuro pós 2022. Para norte-americanos da Esso, e da Chevron em parceria com a anglo-holandesa Sheel. E para a norueguesa Equinor.
Isso no instante em que o destino expõe atores da Farsa. Entre outros expostos PSDB e Fernando Henrique na troca de mensagens entre o ex-presidente e Marcelo Odebrecht." 




Temer & CIA venderam por R$ 3 bilhões três áreas de petróleo do pré-sal.
Venderam, e para concorrentes, o futuro pós 2022. Para norte-americanos da Esso, e da Chevron em parceria com a anglo-holandesa Sheel. E para a norueguesa Equinor.
Isso no instante em que o destino expõe atores da Farsa. Entre outros expostos PSDB e Fernando Henrique na troca de mensagens entre o ex-presidente e Marcelo Odebrecht.
A 13 de setembro de 2010 FHC recorda o "jantar de outro dia". E pede recursos para campanhas de Antero de Barros, Mato Grosso, e Flexa de Lima, Pará.
E escreve ao encerrar o pedido: "Envio abaixo os dados bancários". Odebrecht responde: "Fique tranquilo no que depende de nós".
Então FHC era ex-presidente. E o Caixa 2 norma num Sistema, todo ele, contaminado. Esse "pedido" de FHC expõe o aqui repetido ao longo de 7 anos:
-Tudo e todos estão nos computadores e dados dos empreiteiros. Selecionar, escolher quem investigar sem expor logo todos será um desastre. (Foi e é)
-Porque venderá (como vendeu) a ilusão de "limpos" derrubando "sujos". Avacalhará a Política já tão auto-avacalhada.
-Tudo e todos expostos SÓ DEPOIS levará (como levou) à desesperança, desencanto e apatia.
-Terreno fértil para semeadores do ódio, coletores de ressentimentos e frustrações...
E assim chegamos ao fascista ora em alta. Colhendo o plantado por erros graves. Mas também por oportunistas.
Em outra mensagem André Amaro, executivo, informa Marcelo Odebrecht: acertado R$ 1,8 milhão para o iFHC.
Quantas vezes aqui a pergunta, não por pirraça, mas pela busca de isonomia e transparência:
-Porque não investigam também o Instituto Fernando Henrique, como se investiga o Instituto Lula?
Instituto que nasceu com "doações" em jantar no Alvorada e FHC ainda presidente.
Silêncios, como agora. Sem manchetes principais e com uso da expressão "doações", nunca o "propina" reservado para os"inimigos".
São os tempos de ex-serviçais da direita cavando na esquerda o espaço perdido. E grana.
Tempos de antigos radicais de esquerda tentando se limpar. Já do presente e do passado recentíssimo...
...Agora fantasiados de "garantistas". Depois de servirem à extrema-direita. Depois de atiçarem e jogarem nas ruas o fascismo.


domingo, 4 de março de 2018

Do DCM: A “cláusula de sucesso” de Marcelo Odebrecht na Lava Jato expõe a farsa da delação. Por Kiko Nogueira


Do DCM:



O acordo de delação premiada de Marcelo Odebrecht tem “cláusula de sucesso” que permite redução de pena, conta Lauro Jardim em sua coluna.
Isso explica o fato de a Lava Jato ter autorizado que ele receba, na prisão domiciliar, uma lista de visitantes que eram considerados seu núcleo duro de atuação.
Eles podem fazer a roda de Marcelo girar.
A turma que pode ver o chefe é formada por Alexandrino Alencar, Benedicto Jr, o ex-presidente da Braskem Carlos Fadiga, o ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis, o ex-presidente da Odebrecht Engenharia Márcio Faria, o ex-presidente da construtora para a África Ernesto Sá Vieira Baiardi, o ex-presidente da construtora para a América Latina Luiz Mameri e, por fim, Euzenando Prazeres de Azevedo, ex-presidente da construtora para Estados Unidos.
Não é por acaso que os e-mails recentemente apresentados por Marcelo sejam endereçados a esses interlocutores.
As mensagens podem ser verdadeiras, mas não é difícil pegar trechos de conversas, até mesmos as institucionais e republicanas, e descontextualizá-las.
Eles estão combinados com Marcelo.
Nesses encontros, também devem ter descoberto sobre a tal “cláusula de sucesso”, também conhecida como “taxa de eficiência” — e vão querer a sua boquinha.
Em fevereiro, o doleiro Alberto Youssef falou num depoimento que desistiu de receber 1/50 avos do patrimônio recuperado pela força-tarefa no Brasil e no exterior.
Se a Lava Jato recuperasse 2 bilhões de reais, por exemplo, ele meteria a mão em R$ 40 milhões.
Se o sujeito entregar o que quer o Ministério Público, ele ganha seu presentinho. O nome que os procuradores querem começa com lu e termina com la.
Como é possível levar a sério uma operação policial “anticorrupção” montada nesse tipo de esquema com bandidos?

quarta-feira, 1 de março de 2017

Marcelo Odebrecht entrega Padilha, que pediu os R$10.000.000,00 no Jaburu em nome de Temer




Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil de Michel Temer, não tem mais condições de retornar de sua licença médica; nesta tarde, o empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou que foi ele quem pediu R$ 10 milhões para o PMDB, em 2014, num jantar em pleno Palácio do Jaburu, com a presença de Temer; os recursos, que ajudaram a pagar 140 deputados favoráveis ao golpe de 2016, saíram do departamento de propinas da empreiteira e foram levados, em parte, ao escritório de José Yunes, melhor amigo de Temer, que disse ter sido "mula" de Padilha; desesperado para se manter no cargo que usurpou da presidente eleita Dilma Rousseff, Temer pedirá a anulação do depoimento de Marcelo Odebrecht (Do Brasil 247)


O empreiteiro Marcelo Odebrecht implodiu de vez Eliseu Padilha, ministro licenciado da Casa Civil, no depoimento que prestou nesta tarde ao ministro Hermann Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo Marcelo, foi Padilha quem pediu R$ 10 milhões para o PMDB, em 2014, num jantar em pleno Palácio do Jaburu, com a presença de Temer. Marcelo disse ainda que os pagamentos foram feitos via caixa dois.
Na realidade, os recursos saíram do departamento de propinas da empreiteira e foram levados, em parte, ao escritório de José Yunes, melhor amigo de Temer, que disse ter sido "mula" de Padilha.
Yunes afirmou que recebeu um envolope de Lucio Funaro, empresário tido como operador de Eduardo Cunha, preso há quatro meses em Curitiba. Funaro lhe teria dito que 140 deputados estavam sendo pagos pelo PMDB – o que indica que o impeachment foi comprado.
Desesperado para se manter no cargo que usurpou da presidente eleita Dilma Rousseff, Temer pedirá a anulação do depoimento de Marcelo Odebrecht.

sábado, 13 de agosto de 2016

Temer e Serra delatados por Odebrecht. Moro se faz de morto, Janot nada faz e o golpe segue em frente com toda sofreguidão possível




Vazadas pela Lava Jato, delações da Odebrecht atingem núcleo do governo ilegítimo. Procurador Janot terá de enfrentar enorme batalha, ou desnudar sua parcialidade. Mas atenção: seguem ilesos os verdadeiros beneficiários do golpe
Por Luis Nassif, no GGN
IMPORTANTE:  Os cenários não refletem o que desejo, mas o que julgo factível, à luz das análises
Duas informações foram vazadas antecipadamente pela Lava Jato: os R$ 10 milhões em dinheiro vivo para Michel Temer; os R$ 25 milhões para José Serra através de conta no exterior. Há informações seguras de pelo menos um depósito na conta de sua filha Verônica Serra. Se quebrar o sigilo das contas de Verônica, não sobrará pedra sobre pedra.
Já se sabia que executivos da Odebrecht e da OAS implicariam Aécio Neves, Michel Temer e José Serra, entre outros. Não haveria como varrer para baixo do tapete.
A comprovação da parcialidade ou isenção da Lava Jato dependerá das providências que forem tomadas pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot.
Hoje em dia, não se tem a menor ideia sobre o desenrolar das ações contra Aécio Neves e outros próceres tucanos. Todos os processos são mantidos sob severo sigilo. Só vaza aquilo que se interessa que vaze.
À luz de tudo o que se sabe sobre a Lava Jato e sobre o comportamento dos principais atores, é possível montar algumas hipóteses de trabalho.
Peça 1 – a divisão entre os vitoriosos
Há dois grupos nítidos na efetivação do golpe: um deles pode ser denominado genericamente de mercado, que representa o poder de fato; o outro, a camarilha dos 6 – Michel Temer, Eliseu Padilha, Geddel Viera Lima, Roberto Jucá, Moreira Franco e o finado Eduardo Cunha – que representa a maioria ocasional no parlamento.
O poder mercado é composto pelo mercado propriamente dito, grandes grupos, a mídia e autoridades brasilienses, além do apoio constante dos Estados Unidos. Ele tem uma agenda clara. Não faz questão da presidência, mas do controle da Fazenda e do Banco Central e de implantar as seguintes medidas:
1. Acabar com o Estado de bem-estar social previsto na Constituição de 1988, através do limite nominal para gastos.
2. Manter o trinômio juros altos, ajuste fiscal rigoroso e livre fluxo de capitais, a chamada trindade impossível, só possível em países de opinião pública subdesenvolvida.
Os sinais dessa divisão são claros. O Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, por exemplo, do círculo de influência da Globo, já explicitou que a banda do PMDB é inadmissível, mas que a equipe econômica é de primeira. E o senador Cristovam Buarque, dono de notável discernimento,  chegou a  dizer que votaria contra o impeachment se Dilma Rousseff se comprometesse a bancar Henrique Meirelles.
É um coral enorme. Praticamente cada comentarista da Globo e dos demais grupos repete pelo menos uma vez por dia o bordão.
Peça 2- quem representará o mercado
A ideia de que o PSDB era o mercado sempre foi falsa. No Plano Real, o partido serviu apenas como cavalo de Troia para os economistas de mercado – Pérsio, Bacha, André, Gustavo, Malan, Mendonça de Barros, Armínio entre outros. Em todo o processo do Real, a economia foi conduzida exclusivamente por esse grupo.
Dentro do PSDB, apenas Fernando Henrique Cardoso tinha o endosso e endossava o grupo. Depois, parte do grupo se aproximou de Aécio Neves, parte de Marina Silva. Sempre houve enorme resistência ao nome de Serra devido ao seu voluntarismo.
Quando os economistas do Real deixaram o PSDB, o partido não conseguiu mais desenvolver um discurso próprio.
Portanto, quem tem a ideologia, o discurso e as alianças legitimadoras é o mercado. Em 2010, suportaram Serra de nariz virado. E Temer só interessa se cumprir o mandato de erradicar a Constituição de 1988, mesmo não tendo um voto.
E aí entram as denúncias contra Temer e Serra.
Peça 3- o fator Gilmar Mendes
No final de semana, na condição de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o Ministro Gilmar Mendes mandou analisar a possibilidade de cassação do PT. Trata-se de um dos factoides periódicos que ele tira de sua maleta mágica, visando desviar o fogo da mídia quando ameaça seus aliados. Provavelmente foi para desviar a cobertura da mídia das denúncias contra Serra.
Lembre-se:
O grampo do STF – no auge das investidas da Satiagraha contra Daniel Dantas, Gilmar protagonizou a história do grampo sem áudio, e do grampo no STF, cuja materialidade jamais foi comprovada. Nessa época, um de seus principais assessores era Jairo Martins, o principal araponga de Carlinhos Cachoeira. O carnaval permitiu instaurar a CPI do Grampo visando esvaziar a Satiagraha.
A conversa com Lula – no auge do julgamento do “mensalão”, criou a versão para a conversa com Lula, que foi cabalmente desmentida pela única testemunha presente: Nelson Jobim.
A vaquinha de Dirceu – quando explodiram versões de seus contatos com o ex-senador Demóstenes Torres, Gilmar criou a história de que a vaquinha para pagar a multa de Dirceu no mensalão era fruto de milhares de laranjas.
A ofensiva contra o PT visa apenas isso: criar um fato que possa se contrapor às denúncias contra Temer e, especialmente, contra Serra.
Peça 4 – o fator Temer
O interino se equilibra entre mercado e sua turma. A cada dia que passa se comporta cada vez mais como dono do poder. E, a cada movimento, denota propósitos continuístas.
Tem produzido um aumento substancial no déficit e na dívida pública em troca da promessa futura dos limites nominais para os gastos orçamentários. Com a baixíssima popularidade junto à opinião pública, as sucessivas denúncias contra ele – culminando com a denúncia-bomba da Odebrecht – em circunstâncias normais, cairia.
Mas não se vive tempos normais.
Há três cenários possíveis.
Cenário do pacto sem Temer
Haveria algum espaço para que seu afastamento pudesse resultar em pacto nacional visando uma trégua até as eleições de 2018, algo no qual os presidentes do Senado e da Câmara abrissem mão da sucessão permitindo que fosse conduzido pelo presidente do STF Ricardo Lewandowski,
É uma possibilidade, mas um tanto complexa para ser aceita, mas que poderá se tornar viável dependendo do desenrolar da crise.
Por exemplo, se o PGR decidir atuar firmemente contra Aécio, Temer e Serra, ganhará pontos para radicalizar a caçada à Lula. O jogo seria zerado fortalecendo a ideia de pacto sem vencedores.
De qualquer modo, significaria manter no posto a atual equipe econômica.
Probabilidade baixa, principalmente porque haveria forte resistência no Congresso.
Cenário da guerra com o Congresso
O Procurador Geral da República decide pedir autorização para investigar o presidente interino e outras figuras de destaque denunciadas pela Odebrecht e OAS. Imediatamente estouraria uma guerra, com a camarilha se valendo de seu poder legal no Congresso para represálias contra o PGR e o MPF.
O bravo Dr. Janot sabe que uma coisa é manter a independência sem risco em relação ao ex-Ministro José Eduardo Cardoso e Dilma Rousseff; outra é tratar com profissionais,  entrincheirados no Congresso e ameaçando explodir o paiol se o inimigo se aproximar.
Probabilidade baixa
Cenário da contemporização
A atuação do PGR não se mede pelas ações que propõem, mas pela maneira como trabalha cada processo. Basta colocar mais recursos em um e retirar de outro para ditar o ritmo de ambos. Foi assim que até agora Aécio Neves se mantém incólume.
Com Temer deverá ocorrer o mesmo – mas aí por razões de Estado. Certamente a esta altura devem estar conversando em Brasília membros do STF, o PGR e seu grupo, visando encontrar maneiras de parecer que foram tomadas providências sem comprometer a governabilidade.
Quem pariu Mateus, que o embale. Se o PGR parte para o enfrentamento, deflagra uma crise política. Se contemporiza, rasga a fantasia.
Poupar Temer pode se justificar em nome da governabilidade. Mas não há nenhum motivo para esquecer Serra.
Como se diz em Minas, quem monta em cavalo grande, arrisca a levar um tombo maior.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A hipocrisia da República de Curitiba:Após Odebrecht incriminar PSDB e PMDB, Lava Jato não está satisfeita


"A revelação dos repasses provenientes de esquema de corrupção, em sistema de caixa dois para campanhas eleitorais, tanto para o PMDB, quanto para o PSDB - partidos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff - não provocou a mesma reação à equipe de Sérgio Moro que o impacto manifestado pelos jornais e opinião pública neste final de semana."

Segue o texto de Patrícia Faremann, para o Jornal GGN:


 
Jornal GGN - Uma semana após Marcelo Odebrecht delatar o repasse de R$ 23 milhões de caixa dois à campanha de José Serra (PSDB-SP), à Presidência em 2010, e de R$ 10 milhões em dinheiro vivo para o PMDB, a pedido de Michel Temer, um dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato disse que o acordo com o executivo "ainda não está fechado": "Ainda temos um longo caminho à frente".
 
A revelação dos repasses provenientes de esquema de corrupção, em sistema de caixa dois para campanhas eleitorais, tanto para o PMDB, quanto para o PSDB - partidos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff - não provocou a mesma reação à equipe de Sérgio Moro que o impacto manifestado pelos jornais e opinião pública neste final de semana.
 
Foi a Veja que revelou um jantar, em maio de 2014, na residência oficial de Temer, o Palácio do Jaburu, na presença de outro cacique do PMDB, Ediseu Padilha, braço direito e atual ministro-chefe da Casa Civil do governo interino. Na ocasião, Michel Temer pediu "apoio financeiro" a Marcelo Odebrecht, na forma de caixa dois.
 
Como Marcelo sabe que um dos requisitos exigidos pela equipe de Sérgio Moro para aceitar um acordo de delação é, além de trazer informações "novas" que outros delatores ainda não forneceram, mostrar provas materiais que confirmem os depoimentos, o executivo prometeu à força-tarefa apresentar registro de contabilidade da Odebrecht dos R$ 10 milhões de caixa dois repassados em dinheiro vivo.
 
Desse total, R$ 6 milhões teriam sido destinados a Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que disputou naquele ano o cargo de governador pelo PMDB, e outros R$ 4 milhões tiveram como destinatário final o próprio Eliseu Padilha.
 
O comprovante dessa remessa está, segundo o executivo, na contabilidade do setor de operações estruturadas da Odebrecht, denominado pelos investigadores como "departamento da propina" e apontado, inicialmente, como o registro de caixa dois repassados ao PT. 
 
Em resposta, o interino disse que o jantar ocorreu, mas que conversaram "sobre o auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral". 
 
De acordo com os dados do TSE, a Odebrecht repassou R$ 11,3 milhões ao PMDB. Esse montante de outros R$ 10 milhões ocorreram por fora, via caixa dois, segundo Marcelo. Se comprovado esse repasse, fica caracterizado que a quantia não esteve de acordo "com a legislação eleitoral" como explicou Temer.
 
Além desse trecho da delação, o conteúdo entregue por executivos da empreiteira também carregou outras "novidades" para os investigadores da Lava Jato. Dessa vez, a repórter da Folha de S. Paulo, Bela Megale, mostrou outro capítulo dos preparativos do acordo: um aporte da Odebrecht de R$ 23 milhões, como caixa dois, para a campanha do tucano José Serra (SP) à Presidência da República em 2010, hoje, atual ministro das Relações Exteriores.
 
O valor corrigido pela inflação equivale a R$ 34,5 milhões. A quantia foi enviada, em uma parte, no Brasil, e outra por depósitos bancários em contas no exterior. Também neste depoimento, os executivos prometem mostrar provas dos repasses: os comprovantes.
 
A exemplo do que ocorreu com os peemedebistas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou R$ 2,4 milhões da empreiteira para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República do PSDB (que equivale a R$ 3,6 milhões). Mais o montante enviado pela Odebrecht, as contas atingiriam um total de R$ 25,4 milhões à campanha do tucano.
 
Não apenas incriminando Serra, os executivos informaram, ainda, que a negociação para o repasse se deu com a direção nacional do partido, que distribuiu à Serra e a outros candidatos do PSDB em 2010. Ainda, nos registros de contabilidade da companhia, os funcionários identificavam José Serra pelos codinomes "Vizinho" e "Careca". Os arquivos serão apresentados aos procuradores da Lava Jato. Ou seriam.
 
Isso porque da delação com os funcionários da Odebrecht ainda se exige mais. Mesmo após as duas grandes revelações, descobertas neste final de semana pela imprensa, os procuradores e investigadores não se dão por satisfeitos com os relatos - o que confundiu as interpretações noticiosas e análises editoriais: para os jornais, faltava a Odebrecht trazer "informações novas" para os investigadores aceitarem os acordos.
 
 
Além da novidade, era de amplo conhecimento, a exemplo da tática adotada nos últimos meses pela equipe da Lava Jato, que os investigadores exigiam, junto às delações, documentos e arquivos que comprovem as informações prestadas. A medida facilita o trabalho de comprovação dos ilícitos, uma vez que a delação, por si só, não se pode considerar como único meio de prova.
 
Na última quinta-feira (05), por exemplo, Marcelo Odebrecht prestou um depoimento de cerca de dez horas aos procuradores da República. A expectativa é que a temida delação incrimine cerca de 100 políticos, na negociação feita desde maio deste ano. Apesar de os investigadores já caracterizarem os conteúdos como "satisfatórios", ainda exigem de Marcelo certos detalhamentos.
 
Se no início das investigações que arrolou mais fortemente a Odebrecht, o objetivo da força-tarefa era mirar os repasses ao PT - lembrando que a superplanilha da empreiteira foi apreendida na 23ª fase da Lava Jato, a Acarajé, que apurava o suposto pagamento de propina em campanhas petistas comandadas por João Santana e Mônica Moura - as delações não só ainda não trouxeram provas diretas contra Dilma, como também abriu o leque do foco inicial. 
 
Nem o nome da presidente afastada Dilma Rousseff ou de Luiz Inácio Lula da Silva apareceram na gigante lista, agora detalhada nas delações. Em contrapartida, entre os nomes que aparecem como possíveis beneficiários do esquema de caixa 2, estão o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o atual ministro José Serra (PSDB-SP), o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Renan Calheiros (PMDB-AL), Jorge Picciani (PMDB-RJ), deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), Francisco Dornelles (PP), o governador Beto Richa (PSDB), entre outros.
 
Mas, após o boom midiático com a incriminação efetiva pelos delatores da Odebrecht de campanhas tucanas e peemedebistas, resta saber o que falta aos procuradores para aceitarem as delações e essas outras miras.