sexta-feira, 4 de março de 2022

Áudio sexista de Mamãe Falei do MBL na Ucrânia provoca onda de asco e repúdio nas redes sociais

 

"Turismo sexual em meio à guerra", disse um usuário após a fala do deputado Arthur do Val sobre as ucranianas. "Precisa ter o mandato cassado", afirmou um perfil. Veja mais reações

www.brasil247.com - Deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei

Deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei (Foto: Reuters | Reprodução)

247 - Internautas foram nesta sexta-feira (4) às redes sociais repudiar as declarações feitas pelo deputado estadual e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Podemos, Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, sobre as mulheres ucranianas, após o parlamentar dizer que "elas são fáceis, porque são pobres". O deputado está na Ucrânia.

"Turismo sexual em meio à guerra. NOJO Mamãe Falei", postou um perfil.

Outra pessoa afirmou que o deputado "precisa ter o mandato cassado antes que venha o videozinho covarde pedindo perdão". "Nojento, inaceitável e condenável de todas as formas. Não basta a campanha difamatória contra o santo Padre Julio. Esse falso samaritano é um indigente e precisa pagar".

Os EUA e a OTAN, antes de detonar suas bombas, manipulam e atacam a Verdade! Texto da jornalista e correspondente internacional Helena Iono

 

O ataque à Verdade é a antessala preparatória do bombardeio atômico, que será detonado pelos que usam a mentira como escudo



É preocupante que os cidadãos do mundo, incluindo alguns pensadores pela humanidade, pacifistas, defensores da democracia e dos direitos humanos, não tenham ainda entendido que o alvo principal nesta guerra entre a Ucrânia e a Rússia é a Verdade. Concordo com o que disse o jornalista Jeferson Miola: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”.

O ataque à Verdade é a antessala do bombardeio atômico, que será detonado pelos que usam a mentira como escudo para encobrir a ganância capitalista, a prepotência imperialista e o consequente genocídio. O combate à Verdade, o envenenamento e a hipnose das mentes humanas são também o detonante de golpes de estado travestidos de golpe suave para saquear e matar. Há muitas verdades a conhecer para defender a integridade e a verdadeira soberania dos povos. 

A verdade histórica

Basta ler a verdadeira história da humanidade para constatar que, até hoje, o único que deflagrou impunemente a bomba atômica sobre a população civil, destruindo Hiroshima e Nagasaki, já no final da segunda guerra mundial, às vésperas da rendição de Hitler, foi o EUA. Este, e os ditos aliados europeus, pousaram nas fotos dos livros escolares como os heróis do desembarque na Normandia, quando a URSS, ao dar a vida de mais de 2 milhões entre soldados e cidadãos russos e soviéticos na sangrenta batalha de Stalingrado (equivalente ao total de mortos da França, Inglaterra, EUA e Holanda juntos), e 27 milhões em todo o país, foi a força decisiva que derrotou o nazi-fascismo. Isto é indubitável para Putin e os líderes russos que, renderam homenagem ao Exército soviético recentemente em Moscou por ocasião do 75o. aniversário do dia da vitória contra o nazismo. No dia 17 de dezembro de 2021, foi a Rússia que propôs na Assembleia Geral da ONU uma Resolução sobre a luta contra a glorificação do nazismo. O documento se intitula: “Combater a glorificação do nazismo, neo-nazismo e outras práticas que contribuem a exacerbar as formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e formas conexas de intolerância”.  A resolução foi aprovada por 130 países, 49 abstenções, enquanto os EUA e a Ucrânia se opuseram.

Nem é preciso retroceder tanto no tempo, para ver que foi a OTAN, braço armado dos EUA na Europa e no mundo, que levou a criminosa guerra contra o Vietnã, invadiu e destruiu a Iugoslávia, a Líbia, o Iraque, o Afeganistão e apoia Israel, detentora de armas atômicas, contra o povo da Palestina. Foi a OTAN que rompeu os acordos com a Federação Russa (após a desintegração da URSS e o fim da dita “guerra-fria”); se armou de mísseis e bombardeiros até os dentes, e a circundou com bases militares, cooptando com os novos governos títeres, desmembrados da URSS. Basta saber que a OTAN tinha 12 membros antes da dissolução do Pacto de Varsóvia (entre a URSS e ex-países socialistas da Europa), e agora possui 30 membros. Os EUA possuem cerca de 800 bases militares espalhadas pelo mundo; inclusive a Inglaterra (que é membro da Otan) tem base nas ilhas Malvinas, por onde navega um submarino susceptível de portar armas nucleares, transgredindo a soberania territorial argentina e as normas da ONU, que determinam que a região é Zona de Paz e Cooperação no Atlântico Sul. Os mesmos que no parlamento argentino expõem cartazes pró-Ucrânia hoje, são cúmplices de Macri, hoje acusado de envio ilegal de um arsenal de armas para contribuir ao golpe que derrubou Evo Morales na Bolívia.

A verdade histórica não se pode apagar nos momentos de julgar as razões de conflitos tão graves que levam à intervenção armada da Rússia na Ucrânia com repercussão mundial e consequências imprevisíveis para a humanidade. Há que admitir que não há antecedentes de intervenção “imperialista” da URSS, e mesmo da Rússia, que continua sendo o cerne vivo do que foi a força propulsora da economia estatal planificada e socialista da URSS. Apesar dos retrocessos e limitações burocráticas posteriores à queda da URSS, incluindo o retorno de oligarquias, pode-se dizer que Putin não é um Eltsin. Putin é um defensor do que resta da ex-URSS. Não significa inexoravelmente que tenha as pretensões ou a força para recuperar a URSS. O acordo assinado entre a China e a Rússia é um novo fato histórico e muda enormemente a relação de forças mundiais a favor da recomposição do bloco socialista e das economias dos países chamados em vias de desenvolvimento na América Latina, Ásia e África.

Não é justo condenar a intervenção militar em Donbas e na Ucrania caracterizando-a como “invasão”, e nem ao Putin como Hitler ou Stalin. Mesmo o PC Russo, que é um opositor crítico interno, apoia a intervenção militar do governo russo, como desnazificação, desmilitarização necessária na Ucrânia. E não o fazem em nome do nacionalismo e nem da identidade russa. A estratégia nefasta dos EUA de usar o títere Volodymyr Zelensky para instalar bases da OTAN, e armar um ataque nuclear atingível a Moscou em 3 minutos, é inadmissível para o inteiro povo da Rússia, como da Ucrânia. Uma intervenção militar russa para autodefesa frente a uma ameaça de ataque nuclear na fronteira não é uma invasão, é uma ação preventiva, pela paz contra a OTAN que alimenta os Batalhões Azov. 

Além disso, se em Donbas há fogo, e pedem socorro, não seria legítimo e moral “invadir” a casa vizinha para ajudar e evitar uma tragédia humana? Não se trata de uma questão de russos ou não. Os mesmos que acusam a Rússia de transgressão da legalidade internacional, destruíram a Iugoslávia, e agora, são os que ignoram a transgressão dos acordos de Minsk (2015). São os mesmos que usam a OEA para vigiar os “direitos humanos” mundo afora a ponto de justificar um Guaidó, instigador da violência num país como a Venezuela, onde há um governo democraticamente reeleito e que tem eliminado desigualdades sociais profundas. Certamente, a negociação no caso da Ucrânia é o caminho, mas a pacificação, sem prevalecer as garantias de segurança e a erradicação do mando nazista, não tem sustentação.

A Verdade midiática

Dado que a Verdade histórica, a dos livros, é muitas vezes conhecida somente pelos povos que a viveram diretamente, ou que têm a sorte de haver nascido numa sociedade alfabetizada, culta e organizada como a Rússia, ela é invisível para alguns extratos do povo brasileiro, latino-americano, ou até da Europa. Ela tem que ser pescada a gotas, nas TVs gestadas nos EUA ou no mar das fakenews das redes sociais. Estes passaram a deter o monopólio e o domínio mundial dos meios de informação e formação.

Portanto, não há que se assombrar que a Verdade é a principal vítima da guerra; esta, precede e é agredida diariamente durante a guerra das armas. Em poucos dias, Putin e os russos viraram monstros e assassinos emplacados em todas as manifestações “pacifistas” do planeta. A russofobia impera; a Rússia (que produziu para a humanidade uma das primeiras e mais eficientes vacinas anti-covid, a Sputnik-V) é país vilão e o anticomunismo virou moda. Não nos esqueçamos que mentiras, não somente midiáticas, mas encenadas, como a do ex-secretário de estado dos EUA, Colin Powell, contou com a cumplicidade da ONU; bastou a exposição do ridículo tubo de ensaio de “armas químicas” para incriminar Sadan Hussein. Assim, foram assassinados pela OTAN, dois presidentes honrados e progressistas: Hussein e Kadafi; e destruídos dois grandes países: Iraque e a Líbia. Assim foram saqueadas duas fontes de petróleo e recursos naturais.

A prova contundente de que a comunicação é uma arma fatal de guerra, é que a o primeiro alvo da OTAN ao bombardear a Iugoslávia foi a TV estatal desse país. Não é casual que a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, dê ordens para vetar os canais de TV e meios de comunicação russos, a Sputnik e a RT (Russia Today). Desta forma, tenta combater as Verdades que fundamentam as razões da intervenção russa na Ucrânia. Veja Documentario RT TV e artigo da Sputnik. O engenheiro de telecomunicações Ariel Garbarz (UTN) num debate no canal C5N, na Argentina, alertou também sobre a ofensiva que farão os meios hegemônicos de poder através fakenews, sabotagens, apagões e ciberataques, sustentando os atos de guerra.

Além dessa tentativa de veto ser um atentado à liberdade de expressão, ao render-se às ordens da OTAN, os governos europeus cometem um suicídio com a sanção econômico-financeira à Rússia; e serão vítimas de uma crise energética brutal sem o gás russo, gerando-se uma crise social sem precedentes. A Rússia também sofrerá estragos na sua economia, mas serão amenizados pelos acordos com a China. Sua exclusão do sistema Swift, acarreta impactos negativos para todos. Mas, isso poderá acelerar o funcionamento do sistema alternativo entre russos, chineses e iranianos, baseado numa moeda alternativa ao dólar.

Acordo China-Rússia

O acordo entre a China e a Rússia, assinado por Putin e Xi Jinping, no dia 4 de fevereiro (2022), por ocasião dos XXIV Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim (boicotado pelos EUA), inicia uma nova ordem mundial, gera um terremoto nos centros de poder do capitalismo mundial, já em estado de decadência não restando mais que a indústria de guerra e um dólar sem lastro. Os acontecimentos na Ucrânia podem ser a repercussão dos primeiros abalos sísmicos. Transcrevo abaixo um dos pontos do acordo divulgado por Andrei Raevsky.

“A Rússia e a China se opõem às tentativas de forças externas de minar a segurança e a estabilidade em suas regiões adjacentes comuns, pretendem combater a interferência de forças externas nos assuntos internos de países soberanos sob qualquer pretexto, se opõem às revoluções coloridas e aumentarão a cooperação nas áreas mencionadas”. Ou seja, “A China apoiará a Rússia em seus esforços para impedir que os EUA/OTAN/UE transformem a Ucrânia em uma anti-Rússia ou derrube governos amigos da Rússia”. Da mesma forma, condenaram a nova aliança militar da AUKUS (Austrália-Inglaterra-Estados Unidos). “A China e a Rússia pedem que os Estados Unidos respondam positivamente à iniciativa russa e abandonem seus planos de implantar mísseis terrestres de alcance intermediário e curto na região da Ásia-Pacífico e na Europa. A China é solidária e apoia as propostas apresentadas pela Federação Russa para criar garantias de segurança juridicamente vinculativas de longo prazo na Europa”. “A Rússia não permitirá que os EUA cerquem militarmente a China; e a China não permitirá que os EUA cerquem militarmente a Rússia. A Rússia e a China estão de costas um para o outro e se protegerão, frustrando assim qualquer plano da Anglo de cercar uma ou ambas as nações”. O compromisso é bastante forte. Inclusive a Rússia apoia o princípio de “Uma só China”, “confirmando que Taiwan é uma parte inalienável da China e se opõe a qualquer forma de independência de Taiwan”.  ... “as relações entre a Rússia e a China são superiores às alianças políticas e militares da era da Guerra Fria”. “Rússia e China decidiram estabelecer uma verdadeira ‘amizade que não conhece limite’, que é uma irmandade muito maior em escopo e muito mais profunda por natureza do que qualquer aliança formal”.
Portanto, a intervenção da Rússia na Ucrânia não é produto da “loucura de Putin”. É uma conclusão de um processo longo e real que circunda a região eurásica. À França, Alemanha e Itália só restam duas opções: ou sucumbem aos mandos dos EUA e da OTAN, ou aceitam a golfada de gás e ar que lhes traz o Cinturão e a Rota da China. O alerta russo a esta situação na Ucrânia já vem desde os acontecimentos de 2014 em Maidan, com conhecimento da ONU, ao longo de 8 anos, causando mais de 14 mil mortos, incluindo a repressão ao Partido Comunista e sindicatos. O vídeo da RT (TV russa) sobre os bombardeios a civis em Donbas por militares e milícias nazistas ucranianas são de 2019. Vale ver o que diz Pepe Escobar sobre o que antecedeu o atual conflito.

Perspectivas


Não há sentido limitar o debate sobre um acontecimento mundial que incide nos ritmos e perspectivas dos processos nacionais, evitando emitir posições em função de resultados eleitorais de 2022. Pouco importa discutir o aumento do rating de Bolsonaro após a pseudo-neutralidade no caso Ucrânia-Rússia. Não surpreendem falas erráticas e contraditórias de Bolsonaro, sem o apoio de Trump, abandonado pelos globalistas norte-americanos de Biden, que optam agora por investir na centro-direita ou terceira via no Brasil. É hora das forças progressistas e da esquerda, combater as mentiras midiáticas, debater as narrativas que conduzem ao pacifismo abstrato e à neutralidade. Para quê serve a neutralidade dos que tiveram posições firmes contra as vacinas e a pandemia? Para quê serve os que pregam a paz se é para sustentar regimes nazistas criminosos, ou mesmo “democráticos”, como no Brasil, com milhões de famintos, sem teto, e abaixo da linha de pobreza?

É hora de expor claramente o que é a violência contra um povo e como se chega à paz verdadeira. É hora de mostrar que no Brasil temos dezenas de Donbas quando se fala de desrespeito aos direitos humanos vitais e soberania de um povo. É hora também de que o futuro governo Lula tenha um grande projeto de comunicação pública, de apoio às mí dias comunitárias e independentes, de transmissão da Telesul e RT russa, para que a Verdade seja conhecida, sem novos Maidans, como a ex-presidenta Dilma experimentou com as jornadas de junho-2013; evitar primaveras ucranianas, novos Bolsonaros, ou qualquer presidente neonazista disfarçado de palhaço. A Rússia e a China devem fazer-se conhecer, através dos canais como RT-TV ou Telesul, pela sua grandeza sócio-cultural-científica como sociedade humana, mais que pela sua capacidade competitiva econômico-industrial. A China e a Rússia, são mais que seus produtos eletrônicos, de super-mercados ou armamentos. São Olimpíadas, esporte, arte, ciência espacial e relações humanas superiores. Sem meios de comunicação pela Verdade, torna-se mais difícil vencer a guerra das armas. 

De toda forma, não só russófobos, ou nazistas embandeirados pró-Ucrânia se manifestam. No Parlamento francês, como no Bundestag alemão acabam de ocorrer protestos de parlamentares contrários às resoluções dos respectivos governos de enviar armamentos de suporte à Ucrânia, dado que esta ainda não pertence à OTAN. E no Brasil, em algumas cidades, como anunciou o Rui Costa Pimenta na TV247, o PCO prepara manifestações de apoio à Rússia diante das suas embaixadas.

Pensador e sociólogo militante antiguerras, o português Boaventura de Sousa Santos faz o melhor resumo da guerra atual e suas causas

 

Do Canal 247:

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor na Universidade de Coimbra. É considerado um dos maiores intelectuais vivos do mundo.


Vídeo completo aqui: https://youtu.be/IiiwzuCw2ag


Deputado alemão de direita expõe, em vídeo, a hipocrisa da OTAN e seus países membros, em especial a Alemanha, e os interesses reais ocultos pelo confronto com a Rússia

 

Do Canal 247:



Gustavo Conde é linguista.

Vídeo completo aqui: https://youtu.be/SDh-uhhHrQE


O estranho caso da falta de remédio para câncer (envolvendo os interesses milionários de Ricardo Barros e militares atrelados a Bolsonaro, por Luis Nassif

 

O que ocorreu com a licitação? Criou-se a carência, a centralização da compra mas, no final, recorreu-se a um laboratório público que, segundo o JN, recebeu a encomenda de última hora. Qual a razão da licitação ter sido suspensa?


Do Jornal GGN:

No ano passado, relatamos o golpe do Ministério da Saúde com as compras emergenciais no Xadrez do mais escabroso crime de corrupção., cometido na gestão de Ricardo Barros no Ministério da Saúde. Em janeiro, mostramos a repetição do golpe com a iumonoglobulina. Agora, o Jornal Nacional mostra o que pode ser a reedição do mesmo golpe com o mesilato de inatilube. Repetiu-se o golpe com a imonuglobulina?

Faltam dados para concluir.  Segundo o JN, 11 mil pessoas dependem do medicamento para tratamento de câncer.

O golpe é conhecido, repetido e tolerado:

1. Seleciona-se um medicamento de alto custo, para doenças especiais.

2. Cria-se uma escassez, reduzindo as compras ou esperando o contrato terminar.,

3. Depois, abre-se espaço para uma compra extraordinária, atropelando os controles do Tribunal de Contas da União.

No caso do mesilato, desde 2019 já havia falta no mercado, conforme alerta da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). Em abril do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou que mudaria o processo de compras do Glivec, cujo princípio é o Mesilato de Imatinibe, e passaria a comprar de forma centralizada. Anunciou-se que a licitação seria assinada até o final da semana.

No dia 23 de agosto, foi assinado um contrato de aquisição com a Bristol-Myers Squibb, fornecedora tradicional da rede púbica. A previsão de entrega era para final de setembro. 

Segundo o Portal de Transparência do governo federal, a compra foi efetuado pelo Departamento de Logística do Ministério da Saúde, sob comando de militares trazidos pelo general Eduardo Pazuello.  O responsável pela compra é Eduardo Seara Machado Pojo do Rego. Ele foi secretário adjunto de Gestão de Saúde do Distrito Federal, e alvo da Operação Falso Negativo. Servidor concursado do Ministério da Saúde, chegou a ser preso na operação, recentemente foi aprovado em processo seletivo dio Ministério da Economia, como membro da Secretaria de Gestão.

A compra foi no valor de R$ 124 milhões, com dispensa de licitação. Mas foi feita do Instituto Vital Brazil, um laboratório público.

O que ocorreu com a licitação? Criou-se a carência, a centralização da compra mas, no final, recorreu-se a um laboratório público que, segundo o JN. recebeu a encomenda de última hora. Qual a razão da licitação ter sido suspensa?

quinta-feira, 3 de março de 2022

A Jornalista Heloísa Villela discute com o Professor Flávio Ricardo Vassoler sobre os planos macabros dos EUA-OTAN por trás do conflito Rússia-Ucrânia

 

Do Canal do economista, engenheiro e escritor Eduardo Moreira:

Alô, Helô - O plano por trás do conflito Ucrânia x Rússia 




Flávio Ricardo Vassoler é escritor, professor, doutor em Letras pela USP com pós-doutorado em Literatura Russa. Autor de O evangelho segundo talião, Tiro de misericórdia, Dostoiévski e a dialética, Diário de um escritor na Rússia. Acesse as referências trazidas pelo professor Flávio Ricardo Vassoler neste episódio: Livro As Guerras Híbridas – Andrew Korybko Site Rússia Today (https://www.rt.com/) Site Sputnik Brasil (https://br.sputniknews.com/) Entrevista “How the United States Created Vladimir Putin” de Vladimir Pozner (https://youtu.be/8X7Ng75e5gQ) Documentário “Sob a Névoa da Guerra” de Errol Morris (https://youtu.be/pu-uwKW_4ys)

Do Mar Negro até o Mediterrâneo Oriental – não cutuquem o Urso Russo. Artigo de Pepe Escobar, jornalista e correspondente de várias publicações internacionais, como o Asian Times

 "Os EUA não deveriam ter cutucado o Urso Russo. Agora ele está completamente desperto", escreve Pepe Escobar

www.brasil247.com - Vladimir Putin

Vladimir Putin (Foto: Reuters)

Pepe Escobar, originalmente publicado no The Cradle (traduzido e adaptado por Rubens Turkienicz) – A Rússia suportou oito anos de provocações da OTAN na Ucrânia antes de rugir. Agora vai limpar a casa no Oeste da Ásia e além.

Isso é o que acontece quando um bando de hienas, chacais e pequenos roedores esfarrapados cutucam O Urso: nasce uma nova ordem geopolítica em velocidade de tirar o fôlego.

De uma dramática reunião do Conselho Russo de Segurança até a lição histórica dada pelo presidente russo Vladimir Putin e o subsequente nascimento dos Bebês Gêmeos – a Repúblicas Populares do Donetsk e de Lugansk – até chegar ao apelo das repúblicas separatistas à Putin para intervir militarmente a fim de expulsar do Donbass as forças de bombardeio ucranianas apoiadas pela OTAN, foi um processo contínuo, executado em velocidade alucinante.

A palhinha (nuclear) que (quase) quebrou as costas do Urso – e o forçou a atacar – foi o comediante/presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, quando retornou da Conferência de Segurança de Munich encharcado de russofobia, onde ele foi aclamado como um Messias, dizendo que o memorando de 1994 em Budapeste deveria ser revisado e a Ucrânia deveria ser rearmada nuclearmente.

Isso seria o equivalente de um México nuclear ao sul do Hegemon.

Putin imediatamente virou de cabeça para baixo a Responsabilidade de Proteger (R2P – Responsability to Protect): uma construção estadunidense inventada para lançar guerras e que foi adaptada para parar o genocídio em câmera-lenta no Donbass.  

Primeiro veio o reconhecimento dos Bebês Gêmeos – a decisão de política exterior mais importante de Putin desde a inserção dos jatos russos no espaço aéreo da Síria, em 2015. Este foi o preâmbulo para a próxima jogada que virou o jogo: uma “operação militar especial... visando a desmilitarização e desnazificação da Ucrânia” - como Putin a definiu.

Até o último minuto, o Kremlin estava tentando confiar na diplomacia, explicando a Kiev os imperativos necessários para evitar o estrondo do metal pesado: o reconhecimento da Criméia como russa; o abandono de planos da Ucrânia para entrar na OTAN; negociar diretamente com os Bebês Gêmeos – um anátema para os estadunidenses desde 2015; e, finalmente, desmilitarizar e declara a Ucrânia como um país neutro.

Previsivelmente, os manipuladores de Kiev jamais aceitariam o pacote – assim como não aceitariam o Pacote Mestre que realmente importa, que é a exigência russa de ter uma “segurança indivisível.” 

Então, a sequência tornou-se inevitável. Num instante, todas as forças militares ucranianas que estavam entre a chamada linha de contato e as fronteiras originais das províncias de Donetsk e Luhansk foram reformuladas como sendo um exército de ocupação estacionados em territórios aliados à Rússia que Moscou havia jurado proteger.

Saia Fora – Ou, Senão...

O Kremlin e o Ministério russo da Defesa não estavam blefando. Cronometrado para coincidir com o final do discurso de Putin anunciando a operação, os russos decapitaram com mísseis de precisão tudo que importava em termos das forças militares ucranianas em apenas uma hora: a força aérea, a marinha, os aeroportos, as pontes, os centros de comando e controle e toda a esquadrilha de drones Bayraktar turcos.

E não foi somente o poder crú russo. Foi a artilharia da República Popular de Donetsk (DPR – Donetsk People's Republic) que atingiu o quartel-general das forças armadas ucranianas no Donbass – o qual, na verdade, alojava o comando militar ucraniano inteiro. Isto significa que o Estado Maior ucraniano perdeu instantaneamente o controle de todas as suas tropas.

Isto foi o Choque-e-Temor contra o Iraque há 19 anos, em reverso: não para conquistar, não como um prelúdio para uma invasão e ocupação. A liderança político-militar de Kiev sequer teve tempo de declarar guerra. Eles se congelaram. Tropas desmoralizadas começaram a desertar. Derrota total – em uma hora.

O abastecimento de água na Criméia foi instantaneamente restabelecido, foram estabelecidos corredores humanitários para os desertores. As forças ucranianas restantes agora incluem, na sua maioria, batalhões nazistas Azov, mercenários treinados pelos usuais suspeitos da Blackwater/Academi e um bando de salafi-jihadistas.

Previsivelmente, as mídias corporativas ocidentais já estão totalmente desvairadas, denominando esta ação como a muito esperada 'invasão' russa. Um lembrete: quando Israel rotineiramente bombardeia a Síria e quando a Casa-de-Um-Saudita rotineiramente bombardeia civis iemenitas, sequer há um pio das mídias da OTAN.

Como está agora, a realpolitik enuncia um possível final de jogo – como foi declarado pelo chefe do Donetsk, Denis Pushilin: “A operação especial no Donbass logo terminará e todas as cidades serão liberadas”.

Logo poderemos testemunhar o nascimento de uma Novorússia independente – ao leste de Dnieper, para o sul ao longo do Mar de Azov / Mar Negro, como era quando foi anexado à Ucrânia por Lenin em 1922. Porém agora será totalmente alinhada com a Rússia e provendo uma ponte de terra para a Transnístria.

Obviamente, a Ucrânia perderia qualquer acesso ao Mar Negro. A História ama fazer truques: aquilo que foi um 'presente' para a Ucrânia em 1922 pode tornar-se um presente de despedida após cem anos.

É tempo para a destruição construtiva

Será fascinante observar aquilo que o Prof. Sergey Karaganov descreveu magistralmente, em detalhe, como a nova doutrina de destruição construtiva de Putin e como esta interconectará a Ásia Ocidental, o Mediterrâneo Oriental e mais para baixo ao longo da estrada do Sul Global.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o sultão cerimonial da OTAN, denunciou o reconhecimento dos Bebês Gêmeos como “inaceitável”. Nenhuma surpresa: aquela mudança esmagou todos os seus elaborados planos de posar como um privilegiado mediador entre Moscou e Kiev durante a próxima visita de Putin a Ankara. O Kremlin – assim como o Ministério de Relações Exteriores – não perdem tempo falando com lacaios da OTAN.

Da sua parte, o ministro russo das relações exteriores Sergey Lavrov teve um recente e muito produtivo entendimento com o ministro das relações exteriores da Síria, Faisal Mekdad. Neste último fim de semana, a Rússia encenou uma espetacular exibição de mísseis estratégicos hipersônicos e outros, apresentando Khinzal, Zircon, Kalibr, mísseis balísticos ICBMs, Iskander e Sineva; ironia das ironias, em sincronia com a festa russofóbica em Munique. Em paralelo, os navios da Marinha russa no Pacífico, as frotas do norte e do Mar Negro realizou uma série de exercícios de busca de submarinos no Mediterrâneo.

A doutrina Putin privilegia a assimetria – e isto aplica-se aos próximos no estrangeiro e além. Nas suas duas últimas intervenções cruciais, a postura corporal de Putin revela uma exasperação perto do máximo. Como se dando conta, porém em resignação, que a única linguagem que os neoconservadores do círculo do poder em Washington e os imperialistas humanitários entendem é o estrondo do metal pesado. Eles definitivamente são surdos, mudos e cegos com relação à História, Geografia e diplomacia.

Então, se pode sempre jogar com os militares russos – por exemplo, impondo uma zona sem voos na Síria para realizar uma série de visitas do Sr. Khinzal, não só ao sombrio guarda-chuva jihadista protegido pelos turcos em Idlib, mas também para proteger os estadunidenses na base de Al-Tanf, perto da fronteira Síria-Jordânia. Ao final das contas, estes são todos representantes da OTAN. 

O governo dos EUA late sem parar sobre a “soberania territorial”. Então, vamos jogar com o Kremlin pedindo à Casa Branca um mapa rodoviário para sair da Síria: ao final das contas, todos os estadunidenses estão ocupando ilegalmente uma seção do território sírio e adicionando um desastre extra à economia síria ao roubar o petróleo desta.

O estupidificante líder da OTAN, Jens Stoltenberg, anunciou que a aliança está tirando o pó dos seus “planos de defesa”. Isso pode incluir pouco mais do que esconder-se atrás das suas caras mesas em Bruxelas. Eles são tão inconsequentes no Mar Negro quanto no Mediterrâneo Oriental – enquanto os EUA permanecem vulneráveis na Síria.

Agora há quatro bombardeiros estratégicos russos TU-22M3 na base russa de Hmeimim, na Síria; cada um destes é capaz de carregar três mísseis anti-navios S-32 que voam a velocidades supersônicas de Mach 4.3, com um alcance de 1.000 km. Nenhum sistema Aegis é capaz de lidar com eles.

A Rússia também estacionou alguns aviões Mig-31K na região costeira da Síria, em Latakia, equipados com foguetes hipersônicos Khinzals – mais do que suficiente para afundar qualquer tipo de grupo de superfície dos EUA no Mediterrâneo Oriental, incluindo porta-aviões. Os EUA não têm um mecanismo de defesa aérea qualquer até mesmo com uma chance mínima de interceptá-los.

Então, as regras mudaram. Drasticamente. O Hegemon está nu. O novo acordo começa a virar completamente de cabeça para baixo o esquema pós-Guerra Fria na Europa Oriental. O Mediterrâneo Oriental será o próximo. O Urso voltou, escute-o a rugir.

Reinaldo Azevedo: procurador morista-lavajtista queria usar desonestamente até os EUA para atingir Lula... O Lawfare falhou... "Lula livre dos processos. E a cloaca do lavajatismo"

 


Da Rádio BandNews FM:




Biden e União Europeia recuam em parte das sanções à Rússia. Rugiram mas não enfrentaram o Urso

 

Do Canal Plantão Brasil, de Thiago dos Reis:




Um roteiro para entender melhor a guerra Rússia-Ucrânia e os interesses do ocidente que, através da OTAN (braço dos EUA na Europa), a fomentaram. Texto de Luis Nassif

 Vamos montar uma boa bibliografia sobre a crise Rússia-Ucrânia.

Vou pedir a ajuda de vocês para montarmos uma boa bibliografia de artigos essenciais para entender o atual conflito Rússia-OTAN sem o maniqueísmo que cerca, de lado a lado, a atual cobertura. Publico algumas dicas no final e aguardo outras.

No artigo “A guerra da Ucrânia, a mídia e os heróis e vilões da Marvel” expus alguns ângulos do conflito.

São eles:

  1. A divisão geopolítica do mundo pós-Segunda Guerra.
  2. O isolamento da Rússia, após o fim da União Soviética. Há pensadores americanos conservadores, dos anos 70, alertando para o risco de se tentar isolar a URSS.
  3. A manutenção da OTAN – criada exclusivamente para defender a Europa das investidas da Rússia – mesmo após o fim da URSS.
  4. O golpe de 2014 na Ucrânia, a eleição de um humorista como presidente e a ascensão das forças neonazistas, que passaram a integrar as Forças Armadas ucranianas. E – pelamordeDeus – parem de invocar a condição do presidente da Ucrânia, de descendente de judeus, como argumento para rebater a acusação. O nazismo é uma ideologia que atua com o racismo como forma de definir o inimigo externo e aglutinar o ódio. Nos anos 20, o “inimigo” eram os judeus. No século 21, a ultra-direita mundial – incluindo Donald Trump, Jair Bolsonaro e Benzion Netanyahu, o ex-primeiro ministro da Israel – definiu como inimigos os árabes, os negros, os LBTGs etc. 
  5. A ascensão da China, acabando com o poder único dos Estados Unidos, desde o fim da União Soviética, e obrigando a uma nova divisão geopolítica do mundo.
  6. O quadro geopolítico atual, e as análises sobre as condições de Biden e Putin de manterem o moral nacional elevado, para enfrentar a batalha da opinião pública. Tudo isso foi levado em conta por Putin, em sua estratégia.
  7. Os preparativos da Rússia, que há anos se planeja para um enfrentamento econômico de grandes proporções.
  8. A partir de todos esses dados, analisar a decisão de Putin de invadir a Ucrânia, com críticas consistentes contra os arroubos do homem de Estado – não com o vizinho de condomínio.

Uma entrevista com o ex-Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

ENTENDA OS ATAQUES DA RÚSSIA À UCRÂNIA | Com Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores

Sobre as implicações econômicas, tema relevante para saber até onde os EUA irão.

Russia-Ukraine crisis could see gas supply ramifications for the world

Volkswagen idles two German plants as supplies from Ukraine run dry | Financial Times

Ukraine war disrupts global market for grains | Financial Times

Sobre as milícias de ultra-direita na Ucrania

Commentary: Ukraine’s neo-Nazi problem | Reuters

Azov fighters are Ukraine’s greatest weapon and may be its greatest threat | Ukraine | The Guardian

Examining the Threat of the Azov Movement in Ukraine – GeoHistory

For Ukraine’s far right, war with Russia can be an opportunity – Europe – Haaretz.com

Sobre a estratégia econômica com a China

China’s yuan ‘trading like a safe haven currency’ as Ukraine crisis roils markets | South China Morning Post

The Ukraine crisis is a major challenge for China – BBC News

Sobre geopolítica e a história da Rússia.

RÚSSIA, EM BUSCA DE SEU ESPAÇO NO NOVO CONTEXTO INTERNACIONAL

https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/download/78224/44647/282898

https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/8520/5458

China and Russia’s Friendship in Ukraine Is Without Benefits

Sobre Putin e os direitos humanos

Rússia: Pior clima para os direitos humanos desde o fim da União Soviética | Human Rights Watch

Mais de 1,8 mil pessoas detidas na Rússia por protestarem contra a guerra | ONU News

Bachelet “muito preocupada” com decisão de tribunal russo sobre Testemunhas de Jeová | ONU News

https://news.un.org/pt/audio/2017/09/1213001

Rússia: Pior clima para os direitos humanos desde o fim da União Soviética | Human Rights Watch

A letter to the Western Left from Kyiv | openDemocracy