Do Canal do analista econômico José Koburi:
Onze senadores democratas dos Estados Unidos (EUA) acusaram o presidente Donald Trump de “claro abuso de poder” ao ameaçar impor tarifas de 50% sobre as importações brasileiras. Em carta enviada à Casa Branca nesta quinta-feira (24), os parlamentares dizem que a medida visa interferir em processos judiciais no Brasil em benefício do ex-presidente e seu amigo, Jair Bolsonaro
Do ICL Notícias:
Segundo o documento, Trump estaria usando “todo o peso da economia americana” para pressionar o governo brasileiro e enfraquecer o sistema legal do país. Os senadores alertam que a retaliação brasileira pode elevar os preços de produtos nos EUA, afetar cerca de 130 mil empregos e estreitar os laços entre Brasil e China.
“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, apontam.
A carta destaca que os EUA têm superávit comercial com o Brasil desde 2007 e que as ameaças não se referem a questões econômicas legítimas, mas a uma tentativa de interferência política. O grupo também critica sanções impostas por Trump a autoridades judiciais brasileiras que atuam no caso Bolsonaro.
Nesta sexta-feira (25), uma comitiva de senadores brasileiros embarca para os EUA para tentar abrir um canal de negociação, mas, segundo o Planalto, Trump vetou qualquer diálogo da Casa Branca com os brasileiros. A escalada de tensões ganhou mais um capítulo com declarações do presidente Lula, que reafirmou a soberania do Brasil sobre seus recursos naturais diante do interesse americano por minerais estratégicos.
“Temos todo o nosso petróleo para proteger. Temos todo o nosso ouro para proteger. Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger. E aqui ninguém põe a mão. Este país é do povo brasileiro”, disse o presidente.

Carta de senadores dos EUA enviada para Trump sobre tarifas impostas ao Brasil (Foto: Reprodução)
Prezado presidente Trump,
Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas feita por sua administração claramente não se refere a isso. Tampouco se trata de um déficit comercial bilateral, já que os EUA tiveram um superávit de US$ 7,4 bilhões em bens com o Brasil em 2024 e não registram déficit comercial com o país desde 2007.
Na verdade — como o senhor afirma explicitamente em sua carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — a ameaça de impor tarifas de 50% sobre todas as importações do Brasil e a ordem para que o Representante de Comércio dos EUA inicie uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 têm como principal objetivo forçar o sistema judiciário independente do Brasil a interromper a acusação contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação. O Sr. Bolsonaro é um cidadão brasileiro sendo processado nos tribunais brasileiros por ações alegadamente cometidas sob jurisdição nacional. Ele é acusado de tentar minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e de planejar um golpe de Estado.
Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. O anúncio de sua administração em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra autoridades judiciais brasileiras envolvidas no caso do Sr. Bolsonaro, indica — mais uma vez — a disposição de sua administração em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano.
Suas ações aumentariam os custos para famílias e empresas americanas. Os americanos importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio entre EUA e Brasil sustenta cerca de 130 mil empregos nos Estados Unidos, que estão em risco diante da ameaça de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e o senhor prometeu retaliar em resposta — o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre importações para os americanos aumentarão além do nível de 50% que o senhor ameaçou.
Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais e ligadas ao Estado chinês estão investindo fortemente no Brasil, incluindo vários projetos portuários em andamento. Recentemente, o China State Railway Group assinou um Memorando de Entendimento para estudar um projeto ferroviário transcontinental.
Essas considerações não são exclusivas do Brasil. Em toda a América Latina, a RPC está trabalhando para ampliar sua influência por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota. Estamos preocupados que suas ações para minar um sistema judicial independente apenas aumentem o ceticismo em relação à influência americana na região e deem mais credibilidade à agenda de autoridades e empresas estatais chinesas. A mesma tendência também está ocorrendo no Leste e Sudeste Asiático.
Os objetivos principais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o combate à influência da RPC. Instamos o senhor a reconsiderar suas ações e a priorizar os interesses econômicos dos americanos, que desejam previsibilidade — não outra guerra comercial”.
Atenciosamente,
Tim Kaine, Senador dos Estados Unidos
Jeanne Shaheen, Senadora dos Estados Unidos
Adam B. Schiff, Senador dos Estados Unidos
Richard J. Durbin, Senador dos Estados Unidos
Peter Welch, Senador dos Estados Unidos
Kirsten Gillibrand, Senadora dos Estados Unidos
Mark R. Warner, Senador dos Estados Unidos
Catherine Cortez Masto, Senadora dos Estados Unidos
Michael F. Bennet, Senador dos Estados Unidos
Jacky Rosen, Senadora dos Estados Unidos
Raphael Warnock, Senador dos Estados Unidos
Imperialismo e intervencionismo fascista de Donald Trump contra o Brasil criticada pela revista de economia The Economist
Do UOL:
A revista americana The Economist publicou uma reportagem, na quinta-feira (24), chamando o tarifaço dos EUA contra o Brasil de "chocante agressão de Trump" ao país.
Da TV Afiada, a partir de vídeo da Globo News:
Eduardo Bolsonaro ultrapassou todos os limites: ameaçou os presidentes do Senado e da Câmara com possíveis sanções dos EUA caso não pautem o impeachment de Moraes. Mas Andreia Sadi não deixou passar! Ao vivo, ela rasgou o verbo e expôs o absurdo: “Isso aqui não dá... é uma ameaça frontal!”.
Do UOL:
O colunista do UOL Jamil Chade fala da ação do Brasil durante reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio) nesta quarta-feira.
A rejeição ao governo de Donald Trump entre os brasileiros chegou a 61% em julho, quando ele anunciou um tarifaço de 50% contra o Brasil. A conclusão é da pesquisa Pulso Brasil/Ipespe encerrada na terça-feira (23).
ICL:
A rejeição ao governo de Donald Trump entre os brasileiros chegou a 61% em julho, quando ele anunciou um tarifaço de 50% contra o Brasil. A conclusão é da pesquisa Pulso Brasil/Ipespe encerrada na terça-feira (23). Em maio, a rejeição era de 55%. A aprovação caiu de 39% para 33%.
A pesquisa ouviu 2.500 entrevistados entre os 19 e 22 de julho em todo o país.

O instituto também elaborou um ranking sobre o comportamento de lideranças brasileiras na crise com Trump: 60% responderam que desaprovam as reações de Jair Bolsonaro, contra 32% que dizem aprová-las. O filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é desaprovado por 59% e aprovado por 27%.
O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que se manifestou publicamente a favor das medidas de Trump, foi desaprovado por 46% e aprovado por 32%.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou a favor das medidas de Trump (Foto: Rede social)
A atuação do governo Lula diante da crise do tarifaço é aprovada pela maioria dos entrevistados. A pesquisa mostra que 50% dos pesquisados aprovam a postura do Executivo e 46% desaprovam.

De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam que a proximidade com Trump prejudicará candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. As respostas do governo Lula diante das ameaças de Trump foram aprovadas por 50% dos brasileiros e desaprovadas por 46%.
A maioria dos entrevistados (57%) disse que discorda da revogação dos vistos de entrada de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos Estados Unidos. Outros 37% disseram concordar.
Sobre taxação das big techs, 55% responderam que concordam, enquanto 40% que disseram discordar. O presidente Lula afirmou que a medida está em estudo como represália aos EUA. O presidente é desaprovado por 45%, percentual menor do que o de aprovação, de 50%.
Do Portal do José:
23/07/25 - MALA ATACA PRA TODO LADO! MEU ENTENDIMENTO É QUE MORAES NÃO DETERMINARÁ PRISÃO PREVENTIVA. HOJE DARÁ NOVA DECISÃO DE MORAES SOBRE O FUTURO DO BANDIDO-MOR. BOLSONARO LONGE DAS REDES E COM TORNOZELEIRA. MAS CONTINUA A TENTAR A DECRETAÇÃO DE UMA PRISÃO PREVENTIVA! QUER SE APRESENTAR COMO VÍTIMA VEM MAIS AÍ
Do UOL:
O bloqueio das contas pelo STF da esposa de Eduardo Bolsonaro, Heloísa Bolsonaro, acabou saindo barato pela traição ao país que o deputado federal cometeu, disse o colunista Leonardo Sakamoto na edição do UOL News da tarde de hoje, no Canal UOL.