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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Como o bolsonarista Tarcísio de Freitas, apoiado pela Faria Lima e demais da elite paulista, se enredou no caso Banco Master, por Luís Nassif

 

O cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Master), Fabiano Zettel, foi o maior doador pessoa física da campanha de Tarcísio (R$ 2 milhões).

Do Jornal GGN:

Como Tarcísio de Freitas se enredou no caso Banco Master, por Luís Nassif






  1. As dúvidas na privatização 


  • Blindagem ideológica
    A mídia reforça a narrativa de que empresas estatais são ineficientes, enquanto privatizações são sinônimo de modernização e progresso. Essa construção simbólica prepara o terreno para a aceitação pública da venda de ativos estratégicos.

  • Arquitetura financeira sofisticada
    O controle das empresas é adquirido com uma fração do capital total, por meio de estruturas como fundos de investimento, debêntures e garantias cruzadas. O caso da EMAE é emblemático: o Fundo Phoenix FIP comprou 30% da empresa por R$ 1 bilhão, usando ações da Ambipar como garantia — ações que, segundo a CVM, foram artificialmente valorizadas.

  • Rapinagem sobre o caixa e os ativos
    Após assumir o controle, os novos gestores priorizam distribuição de dividendos, desmonte de ativos ou investimentos em empresas do próprio grupo, em detrimento da qualidade dos serviços. A EMAE, por exemplo, investiu R$ 250 milhões em títulos da Light S.A., empresa ligada a Nelson Tanure, e emprestou R$ 10 milhões à Milos Participações, também associada a ele.

O roteiro EMAE-Banco Master

  1. O governo Tarcísio de Freitas privatiza a Emae, vendendo o controle ao Fundo Phoenix FIP, cujo investidor de referência é Nelson Tanure. Valor: algo em torno de R$ 1,0–1,04 bilhão.
  2. Já privatizada e sob gestão vinculada ao Phoenix/Tanure, a Emae aplica R$ 160 milhões em CDBs de um banco do conglomerado Master em 30/9/2025
  3. Na sequência, em 7/10/2025, depois de ter comprometido 5,88% do caixa da Emae com o Master, Tanure revende a empresa para a Sabesp por cerca de R$ 1,13 bilhão.
  4. Pouco mais de um mês depois, em 18/11/2025 o conglomerado Master (Banco Master, Letsbank) foi colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central. Ou seja, Tanure conseguiu vender a Emae sem registrar o prejuízo futuro com a liquidação do Banco Master.
  5. O cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Master), Fabiano Zettel, foi o maior doador pessoa física da campanha de Tarcísio (R$ 2 milhões). 

São muitas as dúvidas sobre essa aplicação no Master.

  • Quem autorizou a aplicação?
  • Onde estão as atas do conselho?
  • Houve análise formal de risco?

Critérios técnicos

  • A EMAE respeitou:
    • Limites de risco por emissor?
    • Política interna de rating mínimo?
    • Limite de concentração bancária?

Conflito de interesses

  • Aplicação em banco ligado a familiar de grande doador do governador = coincidência?
  • O banco foi escolhido por taxa, relacionamento ou pressão política?

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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Pesquisa revela que Brasileiros rejeitam Trump e desaprovam "reações" de Bolsonaro e Tarcísio ao tarifaço

 A rejeição ao governo de Donald Trump entre os brasileiros chegou a 61% em julho, quando ele anunciou um tarifaço de 50% contra o Brasil. A conclusão é da pesquisa Pulso Brasil/Ipespe encerrada na terça-feira (23).

ICL:

POLÍTICA

Brasileiros rejeitam Trump e desaprovam reações de Bolsonaro e Tarcísio ao tarifaço

Levantamento aponta que proximidade com presidente norte-americano prejudica candidatos em 2026


A rejeição ao governo de Donald Trump entre os brasileiros chegou a 61% em julho, quando ele anunciou um tarifaço de 50% contra o Brasil. A conclusão é da pesquisa Pulso Brasil/Ipespe encerrada na terça-feira (23). Em maio, a rejeição era de 55%. A aprovação caiu de 39% para 33%.

A pesquisa ouviu 2.500 entrevistados entre os 19 e 22 de julho em todo o país.

instituto também elaborou um ranking sobre o comportamento de lideranças brasileiras na crise com Trump: 60% responderam que desaprovam as reações de Jair Bolsonaro, contra 32% que dizem aprová-las. O filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é desaprovado por 59% e aprovado por 27%.

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que se manifestou publicamente a favor das medidas de Trump, foi desaprovado por 46% e aprovado por 32%.

trump

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou a favor das medidas de Trump (Foto: Rede social)

A atuação do governo Lula diante da crise do tarifaço é aprovada pela maioria dos entrevistados. A pesquisa mostra que 50% dos pesquisados aprovam a postura do Executivo e 46% desaprovam.

Proximidade com Trump prejudica candidatos em 2026

De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam que a proximidade com Trump prejudicará candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. As respostas do governo Lula diante das ameaças de Trump foram aprovadas por 50% dos brasileiros e desaprovadas por 46%.

A maioria dos entrevistados (57%) disse que discorda da revogação dos vistos de entrada de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos Estados Unidos. Outros 37% disseram concordar.

Sobre taxação das big techs, 55% responderam que concordam, enquanto 40% que disseram discordar. O presidente Lula afirmou que a medida está em estudo como represália aos EUA. O presidente é desaprovado por 45%, percentual menor do que o de aprovação, de 50%.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Violência policial: até onde pode chegar a crueldade de um político como Tarcísio? Artigo de Fabio Pannunzio

 

Do ICL Notícias:

POLÍTICA

Violência policial: até onde pode chegar a crueldade de um político?

É tanta crueldade e tanta selvageria que até os chefes dos algozes se viram na obrigação de repudiar, ainda que para cumprir uma certa formalidade


Por Fabio Pannunzio

O empoderamento das polícias militares brasileiras fez com que a crueldade se transformasse novamente em ferramenta de controle social. As cenas que têm se repetido, esp ecialmente, mas não apenas em São Paulo, mostram que há uma voz de comando orientando o uso desmedido da força e da violência contra a parcela mais vulnerável da população – os pobres e pretos.

Não é possível que a selvageria ordenada pelo governador Tarcísio de Freitas e executada por seu secretário de segurança continue massacrando a população das periferias. A carnificina e a covardia ultrapassaram todos os limites. A violência aberrante, o assassinato de inocentes por uma tropa de cães selvagens, as agressões imotivadas e o sadismo orientador do comportamento das polícias precisam ser contidos.

É tanta crueldade e tanta selvageria que até os chefes dos algozes se viram na obrigação de repudiar, ainda que para cumprir uma certa formalidade, os atos de barbárie furtivamente registrados por câmeras da população.

A responsabilidade de Tarcísio de Freitas por esse estado é indelével. Foi ele quem, aceitando uma indicação feita pelo clã Bolsonaro, nomeou um apologista das execuções policiais para chefiar a pasta da segurança. Foi ele quem tirou o sanguinário Guilherme Derrite do Hades parlamentar e entregou a ele o controle da força policial.

O capitão, é bom não esquecer, foi expulso da ROTA porque matou gente demais. É inacreditável que os defeitos de comportamento de um assassino confesso tenham funcionado como qualificadores para a decisão do governador de nomeá-lo para o cargo que ocupa atualmente.

A culpa nem é de Derrite, um militar degenerado de baixa patente. É de Tarcísio, que se valeu dessa singular degeneração humana para impor seu estado de pavor à sociedade. E para que a sangrenta engrenagem funcionasse, o capitão das trevas, com apoio irrestrito do governador, afastou todos os oficiais graduados que se opunham ao império da violência.

Os sádicos de farda estão bem à vontade agora. Eles sabem que não precisam conter seus piores impulsos, pois os exemplos que vêm de cima lhes asseguram espaço e retaguarda para o livre exercício da crueldade. A aprovação tácita da execução sumária, do extermínio de pretos pobres nunca funcionou tanto contra o processo civilizatório.

Um pouco mais do combustível da maldade que move a máquina da violência policial e teremos de volta os empalamentos, os esquartejamentos, esfolamentos e estripamentos que um dia saciaram o desejo de sangue de outros carrascos.

Vivemos um tempo de guerra de todos contra todos (bellum omnium contra omnes), como descrito por Hobbes. A maldade intrínseca do espírito humano triunfa sem nenhum tipo de barreira ou censura, quer de natureza moral, quer de natureza política.

Se isso não for contido, estaremos de volta ao pré-Iluminismo, a um tempo sombrio em que jagunços e verdugos tinham autorização expressa para aniquilar, com requintes de dor e sofrimento extremos, todos aqueles que parecessem desafiar o império dos déspotas., todos aqueles que parecessem desafiar o império dos déspotas.