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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Silêncio do interino conspirador Michel Temer diante do apodrecimento público do PMDB diz muito




Texto de Josias de Souza, em seu blog:

http://imguol.com/blogs/58/files/2016/06/Após analisar com auxiliares as consequências do pedido de prisão dos cardeais do PMDB, Michel Temer decidiu que o melhor a fazer por enquanto é não comentar o tema. Convém dar ouvidos a esse silêncio do presidente interino.
 Até os surdos conseguem ouvir a eloquência da mudez de Temer.
Há pragmatismo no silêncio de Temer. Se subisse no caixote para fazer barulho contra os candidatos a presidiário Renan Calheiros, Eduardo Cunha, José Sarney e Romero Jucá, o substituto de Dilma viraria um presidente popular. As palavras não-ditas gritam que Temer não tem condições de se dissociar do lixão.
Há utilidade no silêncio do Temer. Ele facilita a audição dos delatores. Muito já foi dito sobre os métodos dos caciques do PMDB. Mas nada soou tão desconcertante quanto as vozes da conspiração contra a Lava Jato nas gravações de Sérgio Machado, o silvério da Transpetro. A certa altura, o delator disse a Sarney: “Eu contribuí para o Temer…”
Há Higiene no silêncio de Temer. Em vez de reclamar do odor, Temer confraterniza com o lixo, entrega o comando do PMDB ao lixo, coloca o preposto do lixo na liderança do governo na Câmara, confia nos votos do lixo para aprovar as reformas. O apreço de Temer pelo lixo aguça a fome de limpeza da sociedade. Viva o silêncio de Michel Temer.

terça-feira, 7 de junho de 2016

New York Times: ‘impeachment de Dilma é para afastar investigação de corrupção’

nyt


No texto, intitulado “A Medalha de Ouro do Brasil para Corrupção”, o New York Timesquestiona a firmeza do compromisso do presidente interino Michel Temer com o combate à corrupção e pede que ele se posicione contra o fim da imunidade parlamentar para ministros e congressistas acusados de corrupção.
“As nomeações reforçaram as suspeitas de que o afastamento temporário da presidenteDilma Rousseff no mês passado, por acusações de maquiar ilegalmente as contas do governo, teve uma segunda intenção: afastar a investigação (de corrupção)”, escreve o jornal.
A reportagem lembra as renúncias do ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e posteriormente do ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que indicaram em conversa telefônica estar tramando para atravancar o avanço da Operação Lava Jato.
“Isto forçou Temer a prometer, na semana passada, que o Executivo não interferirá nas investigações na Petrobras, nas quais estão envolvidos mais de 40 políticos. Considerando os homens de quem Temer se cercou, a promessa soa oca”, destaca.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Temer é o retrato do PMDB: um parasita covarde e traiçoeiro. Por Carlos Fernandes, no Diário do Centro do Mundo

Traiçoeiro e covarde: Temer
Traiçoeiro e covarde: Temer
Michel Temer é o retrato do PMDB: um parasita covarde, traiçoeiro e insaciável.
Nesse verdadeiro folclore multifacetado que se tornou o pantanoso terreno da política brasileira, existem alguns personagens que de tão emblemáticos transcendem os seus próprios limites pessoais e passam a ser representantes fiéis de toda a ortodoxia histórica que está contida no conjunto das práticas, valores e idéias de seu grupo.
O vice-presidente da República, Michel Temer, é um clássico exemplar desse tipo de político. Mais do que os seus próprios valores, suas atitudes refletem os valores de seu próprio partido, o PMDB. O fisiologismo, a ganância, a ausência de pudores, a falta de uma ideologia clara e definida e o pedantismo frente ao poder fazem com que o indivíduo se confunda com o todo. Temer não poderia estar em outro partido.
Não que essas falhas éticas e morais sejam exclusividade do PMDB. Vivemos uma efetiva deficiência de carácter não só nos partidos de direita mas também nos de esquerda. O que torna o PMDB, e claro, o próprio Temer, especiais no meio de toda a canalha política é o fato de terem durante toda a sua existência, e mesmo antes disso, se aperfeiçoados na indecente arte da traição.
Novamente na história política brasileira, Temer, e o PMDB, se preparam para praticar a segunda coisa que melhor sabem fazer: trair. A primeira é se aliar a quem quer que seja. A grande questão é que por mais que a traição agrade a alguns setores, ninguém perdoa os traidores. Michel Temer entrará particularmente para a história como um Judas em busca de suas trinta moedas. O seu destino, tal qual Judas, será a corda ao pescoço.
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Carlos Fernandes
Sobre o Autor
Economista com MBA na PUC-Rio, Carlos Fernandes trabalha na direção geral de uma das maiores instituições financeiras da América Latina