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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Projeto de Moro prejudica direito de defesa e afronta Constituição, diz Defensoria do Rio



"A Defensoria criticou as alterações propostas no Código de Processo Penal, Código Penal e na Lei de Execuções Penais por Moro. A instituição lembrou que a reforma dos códigos vem sendo discutida em "ambientes específicos mais adequados" no Congresso Nacional."

Foto: Agência Brasil


Jornal GGN - O  anteprojeto de lei apresentado por Sergio Moro nesta segunda (4) viola a Constituição afrontando a presunção de inocência e ainda amplia a "subjetividade judicial na aplicação das penas", entre outros defeitos. É o que avalia a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, em nota divulgada à imprensa.
 
A Defensoria criticou as alterações propostas no Código de Processo Penal, Código Penal e na Lei de Execuções Penais por Moro. A instituição lembrou que a reforma dos códigos vem sendo discutida em "ambientes específicos mais adequados" no Congresso Nacional.
 
Os defensores ainda afirmaram que estão debruçados sobre a proposta de Moro e devem publicar uma nota técnica a respeito do impacto do PL assim que possível.
 
Moro apresentou 14 mudanças nos códigos com o objetivo de combater o crime organizado, criminalizar o caixa 2 e endurecer a lei de execuções penais.
 
Leia, abaixo, a nota completa
 
NOTA PÚBLICA
 
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro vê com preocupação as propostas de alteração legislativa anunciadas pelo Governo Federal, em especial aquelas voltadas aos Códigos Penal e de Processo Penal e à Lei de Execuções Penais. Diversas medidas violam frontalmente os princípios constitucionais da presunção de inocência, da individualização da pena e do devido processo legal, como por exemplo a prisão antes do trânsito em julgado da condenação, o acordo penal e a ampliação da subjetividade judicial na aplicação das penas e de seus regimes de cumprimento.
 
Um projeto que se propõe a aumentar a eficiência do sistema de Justiça não pode enfraquecer o legitimo e regular exercício do direito de defesa, nem esvaziar garantias fundamentais. É dever das Instituições a preservação de tais pilares do Estado Democrático de Direito.
 
 A harmonia do sistema legislativo também é necessária à segurança jurídica e à operação dos institutos de que trata o Projeto. A reforma dos Códigos Penal e de Processo Penal já vem sendo discutida no Congresso Nacional em ambientes específicos e mais adequados aos debates, ao amadurecimento e à composição sistêmica das propostas com a ordem político-jurídica brasileira.
 
Defensores públicos estão debruçados sobre o texto com o objetivo de elaborar Nota Técnica a ser divulgada nos próximos dias. O documento pretende contribuir com os imprescindíveis debates que devem anteceder a aprovação de reformas que não podem ser apreciadas de afogadilho, sobretudo quando impactam de modo estrutural na legislação penal e processual penal do país.
 
A Defensoria Pública, constitucionalmente destinada à promoção dos direitos humanos e à defesa integral e gratuita das populações vulneráveis, estará mobilizada e articulada junto à sociedade civil organizada com o objetivo de levar ao Parlamento e ao Governo Federal a experiência institucional nas áreas afetadas pelo Projeto, sempre no objetivo de preservação dos direitos e garantias fundamentais.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Jornal GGN: Ex-PM foi homenageado por Flávio Bolsonaro enquanto estava preso




  "O ex-deputado estadual e senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL) concedeu a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Medalha Tiradentes, para o ex-policial militar Adriano Nóbrega, hoje foragido e suspeito de chefiar a milícia de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio."

Ex-PM foi homenageado por Flávio enquanto estava preso


Adriano Nóbrega recebeu a mais alta honraria do Estado do Rio de Janeiro pela prisão de 12 homens, armas e 90 trouxinhas de maconha 
 
Foto: Divulgação
 
Jornal GGNO ex-deputado estadual e senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL) concedeu a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Medalha Tiradentes, para o ex-policial militar Adriano Nóbrega, hoje foragido e suspeito de chefiar a milícia de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio.
 
Uma reportagem na Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (24) mostra que, no momento da condecoração, em junho de 2005, Adriano estava preso condenado no Tribunal do Júri popular pelo assassinato do guardador de carro Leandro dos Santos Silva.
 
O jovem, de 24 anos, morador de Parada de Lucas, zona norte carioca, havia denunciado agentes da polícia pela prática de extorsão e ameaça. Ele foi executado em uma ação praticada por Adriano e outros dez policiais militares que, depois, foram acusados de alterar a cena do crime para tentar forjar que houve confronto e troca de tiros. 
 
Adriano teve prisão preventiva decretada em janeiro de 2004, e condenado em outubro de 2005. Em 2006, foi solto por decisão dos desembargadores da segunda instância que consideraram que o júri não analisou de forma correta as provas. Em janeiro de 2007, Adriano foi absolvido.
 
O então deputado estadual, Flávio Bolsonaro, concedeu a condecoração em junho de 2005. Os motivos? Por que o PM havia prendido 12 "marginais" no morro da Coroa, apreendeu diversos armamentos e 90 trouxinhas de maconha.
 
Cerca de dois anos antes, em outubro de 2003, Flávio havia concedido outra homenagem ao policial, uma moção de louvor em função da "dedicação, brilhantismo e galhardia". 
 
O PM não tem apenas o histórico da morte de Leandro na ficha criminal. Um anos após ser absolvido, foi prisão por tentativa de assassinato do pecuarista Rogério Mesquita, que o levou a ser envolvido nas investigações da Operação Tempestade do Deserto. 
 
Finalmente, em janeiro de 2014, foi exonerado da Polícia Militar, por relação com bicheiros. O afastamento foi resultado de um processo administrativo disciplinar aberto em 2009, constando que o PM trabalhava como segurança de José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, da máfia dos caça-níqueis.
 
Ao longo dos anos, Flávio Bolsonaro prestou outros favores ao ex-PM. Em setembro de 2007, nomeou sua mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, como assessora de gabinete. Em abril de 2016, foi a vez de empregar a mãe do ex-policial, Raimunda Veras Magalhães, também como assessora de gabinete. 
 
 
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Temer é ruidosamente vaiado na abertura das Paralimpíadas do Rio, neste dia 7 de setembro de 2016

Resultado de imagem para Vaias Temer abertura paralimpíadas
Foto: Huffpost Brasil

Carlos Antonio Fragoso Guimarães

Mais vaias - já que outras ocorreram na abertura do desfile do 07 de setembro na frente do.... bem... do que está surrealisticamente no poder agora - foram dadas a Michel Temer na abertura das Paralimpíadas. O agora "oficial" não eleito presidente tentou de tudo para não chamar a atenção: sentou-se após as luzes terem sido apagadas, não quis fazer um discurso, mas não adiantou.... Foi fragorosamente vaiado pelo Maracanã na hora de, protocolarmente, declarar aberto os jogos. E toda vez que a palavra "governo" era citada por quem quer que fosse, novo mar sonoro de vaias eram escutadas. Numa destas tentativas, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e do Comitê Paralímpico Intenacional, tiveram de se calar até a imensa massa de vaias dirigidas a Temer e ao "governo" parassem. As poucas pessoas que aplaudiram Temer na sua velocíssima "declaração de abertura" foram sua esposa, Marcela, e os golpistas, digo, políticos que o acompanhavam, entre eles, o tristemente célebre José Serra....

Veja reportagem do G1:

07/09/2016 21h49 - Atualizado em 08/09/2016 12h01

Temer recebe muitas vaias e poucos aplausos na abertura da Paralimpíada


Jogos Paralímpicos foram abertos nesta quarta e vão até 18 de setembro.
Do G1 Rio
O presidente Michel Temer recebeu muitas vaias e poucos aplausos na cerimônia de abertura da Paralimpíada, na noite desta quarta-feira (7), no Maracanã.
Temer foi anunciado pelo presidente do Comitê Paralímpico Internacional, pouco antes das 21h10. Logo após o nome ser dito no microfone, começaram as vaias, que continuaram durante a breve fala do presidente: "Declaro abertos os Jogos Paralímpicos de 2016", disse. As duas primeiras palavras da frase de Temer não saíram no autofalante do estádio (veja vídeo acima).
Em seguida, um coro de "Fora, Temer" foi ouvido no Maracanã. Algumas pessoas aplaudiram o presidente.
Por meio da assessoria de imprensa, a Presidência da República informou que “as manifestações fazem parte de um regime democrático e o governo vai conviver com elas”. “Isso [protesto] faz parte e é natural”, disse a assessoria.
Transmissão oficial da abertura da Paralimpíada chamou Temer de 'presidente em exercício' (Foto: Reprodução/TV Globo)Transmissão oficial da abertura da Paralimpíada
chamou Temer de 'presidente em exercício'
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Na transmissão oficial da abertura, uma legenda, em inglês, chamou Temer de "presidente em exercício" do Brasil (veja na imagem ao lado).
Momentos antes, o presidente do comitê brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, teve que interromper o discurso por cerca de um minuto. Após dizer: "Agradeço a parceria dos governos federal, estadual e municipal, unidos com a Rio 2016 para a realização destes jogos", iniciou-se uma grande vaia, seguida por gritos de "Brasil, Brasil" e de "Fora, Temer". Houve também quem aplaudisse (veja vídeo acima).

Veja outro Vìdeo:











domingo, 24 de julho de 2016

O golpe de Michel Temer afastou turistas e trouxe o terrorismo para o Brasil, por Esmael Moraes

fora_temerO interino Michel Temer (PMDB) consegui a proeza de colocar o Brasil no mapa do terrorismo com desastrosas e imbecis declarações, após prisão de alguns jovens pela Operação Hashtag, da PF.
Os principais analistas políticos do país acreditam que a espalhafatosa entrevista coletiva do ministro interino da Justiça, Alexandre de Moraes, afugentou cerca de 20 mil turistas e aproximou terroristas da pátria verde-amarelo que nunca fora antes alvo de extremismos.
O desespero de Temer era para atrair chefes de Estado para a abertura da Olimpíada, pois os mesmos se afastaram em virtude do golpe de Estado no Brasil.
Na diplomacia, o mau humorado governo golpista continua dando vexame. Os Jogos Olímpicos do Rio deverão recepcionar a menor delegação de chefe de Estados de todas as edições.