Mostrando postagens com marcador Rosângela Moro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rosângela Moro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Carla Zambelli, Bia Kicis e Rosângela Moro votaram contra igualdade salarial para mulheres

 


De 35 votos contrários, 10 são mulheres, a maioria do PL e do União Brasil. Confira os nomes

Fotos: Câmara dos Deputados

Jornal GGN. - Foi aprovado o PL que prevê a igualdade salarial entre homens e mulheres, nesta quinta-feira (04), na Câmara dos Deputados, por 326 votos a favor e 35 votos contrários. Entre estes votos contrários, 10 são mulheres, incluindo as deputadas Carla Zambelli (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Rosângela Moro (União-SP).

Do total de 10 mulheres que votaram contra a igualdade salarial, 6 são do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outras 2 deputadas são do União Brasil, 1 do Cidadania e 1 do Partido Novo. Este último orientou a bancada inteira de deputados a votarem contra. Os demais partidos deixaram a escolha livre.

Outros 15 homens também votaram contra a proposta, incluindo o filho 03 do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro Ricardo Salles (PL), o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR) e Kim Kataguiri (União-SP).

Confira a lista completa de mulheres que votaram contra a igualdade salarial na Câmara:

Adriana Ventura (Novo-SP)

Any Ortiz (Cidadania-RS)

Bia Kicis (PL-DF),

Carla Zambelli (PL-SP),

Caroline de Toni (PL-SC),

Chris Tonietto (PL-RJ),

Dani Cunha (União-RJ),

Julia Zanatta (PL-SC),

Rosângela Moro (União-SP) e,

Silvia Waiãpi (PL-AP)

Com informações da CUT

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Documentário sobre Sérgio Moro e a construção dos interesses econômicos em se ter um juiz midiático que fosse acima da Lei

 

Do Canal TV GGN:



RESUMO: A imparcialidade de Sergio Moro foi colocada em xeque e virou assunto de interesse público a partir do julgamento do ex-presidente Lula, mas os excessos e injustiças cometidos pelo ex-juiz não começaram na Lava Jato. Muito antes da operação que atingiu a Petrobras estourar na mídia, ministros de tribunais superiores tomaram conhecimento de que havia um "juiz investigador" em Curitiba desde os tempos de Banestado, mas pouco fizeram para barrar o comportamento transgressor de Moro. "Sergio Moro: A construção de um juiz acima da lei" é um registro de uma série de violações a direitos e garantias constitucionais que acompanharam Moro ao longo de sua trajetória na magistratura. O vídeo expõe os métodos heterodoxos usados pelo ex-juiz, a partir do depoimento de personagens que acompanharam os casos escabrosos de perto. Os questionamentos em torno da origem da Lava Jato, o papel da imprensa que inflou o lavajatismo para derrubar um governo progressista, a postura inicialmente vacilante do STF e o alinhamento em outros tribunais são alguns dos pontos abordados no documentário, que se estende da formação de Moro até sua passagem pelo Ministério da Justiça a convite do extremista de direita Jair Bolsonaro. ENTREVISTAS: O documentário contém entrevistas exclusivas com Alberto Toron, Celso Tres, Cezar Roberto Bitencourt, Cristiano Zanin Martins, Fernando Augusto Fernandes, Geoffrey Robertson, Gerson Machado, Mário Magalhães e Michel Saliba, que foram gravadas remotamente em novembro de 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus. MAIS NA TVGGN SOBRE A LAVA JATO: Clique na playlist abaixo para conferir a primeira série documental que o GGN produziu sobre a Lava Jato, lançada em 2019: "LAVA JATO LADO B: A INFLUÊNCIA DOS EUA E A INDÚSTRIA DO COMPLIANCE" https://www.youtube.com/watch?v=dd995...


"SERGIO MORO: A CONSTRUÇÃO DE UM JUIZ ACIMA DA LEI" ANO: 2021 GÊNERO: Documentário DURAÇÃO: 74 minutos NARRAÇÃO: Luis Nassif e Marcelo Auler ENTREVISTAS: Cintia Alves, Luis Nassif, Marcelo Auler e Patricia Faermann ROTEIRO FINAL: Cintia Alves, Luis Nassif e Marcelo Auler EDIÇÃO, MÚSICA E ANIMAÇÕES: Nacho Lemus PRODUÇÃO E COORDENAÇÃO: Lourdes Nassif

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Segundo Episódio da série do Canal Normose intitulado A LAVA JATO ENTRE 4 PAREDES: O Mistério das Delações Premiadas e o enriquecimento de certos advogados ligados à força tarefa de Curitiba e seus Juizes....

 

Do Canal Normose:


"Agora já entendemos o contexto. Portanto, já podemos adentrar a Operação Lava Jato munidos de uma lembrança: a corrupção é sempre mais complexa do que parece. E não foi diferente nas delações de Paulo Roberto Costa e suas mudanças sinistras..... Bem vindos ao episódio 2 de Lava Jato entre 4 Paredes"




sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Xadrez das evidências reais contra Januário Paludo e Zucolotto, por Luis Nassif










Como ensinou certa vez procurador Deltan Dallagnol, na aula magna com uso do Power Point, atualmente basta um conjunto significativo de indícios, estatisticamente relevante, para formar a convicção.

Vamos juntar mais peças das delações premiadas em nosso Xadrez. Como ensinou certa vez procurador Deltan Dallagnol, na aula magna com uso do Power Point, as modernas técnicas jurídicas não exigem mais a apresentação de provas. Basta um conjunto significativo de indícios, estatisticamente relevante, para formar a convicção.
Muitos juristas de peso classificaram suas elucubrações de absurdos jurídicos. Mas quem sou eu para discordar de uma narrativa vitoriosa como a dele?
De qualquer modo, o que se tem no Xadrez é uma teoria do fato, uma hipótese de trabalho a ser investigada. E com cuidado. Quem conheceu Paludo, diz que ele seria incapaz dos atos de que é suspeito. Mas também jamais imaginaram que ele celebraria a morte de pessoas, como nos episódios da Vazajato. Em todo caso, a banalidade do mal é um fenômeno surpreendente e assustador.

Peça 1 – evidências contra Januário Paludo: 75% de probabilidade de serem fundadas

Nela, são mostradas duas evidências contra o mais experiente dos procuradores, Januário Paludo.
    • * Depoimentos dos doleiros Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca Bala, à Lava Jato Rio, dizendo que pagavam US$ 50 mil a advogado Antônio Figueiredo Bastos para proteção de Messer na Polícia federal e no Ministério Público Federal de Curitiba.
    • Mensagem de Messer à namorada Myra Athayde, em agosto de 2018: “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês.”
É possível que, no primeiro caso, se tratasse da chamada exploração de prestígio, valer-se do nome de uma pessoa sem que necessariamente ele soubesse. Também é possível que não. No segundo, é possível que seja uma armadilha preparada pelo doleiro, sabendo que mais cedo ou mais tarde seu celular seria periciado. Mas também é possível que não.
Vamos submeter os dois indícios a um jogo de probabilidade.
Evidência 1 – Probabilidade de ser mentira: 1 x 2
Evidência 2 – Probabilidade de ser mentira: 1 x 2
Probabilidade de ambos serem mentira: 1 x 4, ou 25%.

Peça 2 – a delação do hacker. 81,25% de probabilidade de serem verdades

Segundo a revista Veja, o hacker Walter Delgatti Neto, chefe da turma que hackeou o Telegram da Lava Jato, teria confirmado a denúncia:
Sorrindo, emenda outra acusação, dessa vez contra o procurador Januário Paludo, outro membro da força-tarefa: “Tem um áudio em que o procurador está aceitando dinheiro do Renato Duque. A Procuradoria iniciou inquérito contra ele, né?”, pergunta, mostrando que está acompanhando da prisão o noticiário. No dia anterior, Paludo havia se tornado alvo de uma investigação após ser mencionado em mensagens de um doleiro como suposto beneficiário de propinas. Ex-diretor da Petrobras, Duque tentou fazer um acordo de delação. Em negociações assim, é comum que as partes combinem um valor que o criminoso deve ressarcir aos cofres públicos. Era sobre isso que o procurador falava? Delgatti, de novo, garante que não. “Naquela época, eu estava tratando da repatriação de valores que o Duque mantinha no exterior”, explica Paludo. O Ministério Público Federal do Paraná divulgou uma nota em que reitera a “plena confiança no trabalho do procurador”.
A prova do pudim está na Vazajato, assim que as reportagens forem retomadas. Fiquemos, por enquanto, na análise de probabilidade:
Evidência 3 – probabilidade de ser mentira. Sendo Veja, digamos que é 3 em 4, uma probabilidade alta.
Mesmo assim, Probabilidade total de ser mentira
1 x 2
1 x 2
3 x 4
3 x 16 = 18,75%

Peça 3 – o elo Renato Duque

Não fiquemos nisso. A reportagem sobre o hacker traz uma informação adicional: as propinas de Renato Duque.
Quem Duque contrata para ser advogado da delação? Marlus Arns, parceiro de Rosângela Moro na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Paraná.  Duque contratou Marlus no dia 31.07.2015 para a delação premiada, e seus advogados sequer sabiam dessas tratativas. Um réu, preso, acerta a contratação de um advogado específico para a delação, sem que seus advogados soubessem. Com quem Duque conversou para tomar decisão dessa envergadura?
O advogado Marlus Arns, responsável pelas defesas dos ex-executivos da Camargo Corrêa, Eduardo Leite e Dalton Avancini, afirmou nesta sexta-feira (31), que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque pretende fazer um acordo de delação premiada. Arns disse que foi contratado para negociar com o Ministério Público Federal os termos que podem beneficiar Duque.
Arns informou que ainda não houve nenhuma reunião entre o cliente e o MPF para tratar dos termos do acordo. Os outros dois advogados que representam Duque, Alexandre Lopes e Renato de Moraes disseram não saber da intenção do cliente em falar. Tampouco, haviam sido informados sobre a contratação de Arns. “Fui surpreendido. Por conta disso, eu estou saindo da causa”, disse Lopes ao  G1. Moraes também informou que não pretende seguir na defesa do ex-diretor.
O novo advogado de Renato Duque participou dos acordos de delação de Eduardo Leite e Dalton Avancini, ligados à construtora Camargo Corrêa. Nesta sexta, a empresa firmou um acordo de leniência com o MPF, no qual se comprometeu a fornecer provas, em troca de não ser impedida de fechar novos negócios com o poder público.

Peça 4 – o fator Marlus Arns

O ponto central, na escolha de um advogado de delação premiada, é analisar a relação de confiança dele com os inquisidores – procuradores e juiz.
Até então, Marlus não tinha nenhuma experiência com delação premiada, e chegou a criticar o instituto em alguns grupos de discussão. De repente, um mercado milionário cai no seu colo, quando assume a clientela da advogada Beatriz Catta Preta, que misteriosamente abandona o país e foge para Miami.
Em pouco tempo, a máquina de propaganda da Lava Jato transformou Arns em “jurista” e “especialista em compliance”.
Ali ficaram claras as relações entre os Arns e a Lava Jato. Foi o que relatei em reportagem de 01.10.2015, com a Lava Jato ainda no início.
A esposa do juiz Sérgio Moro trabalha no departamento jurídico  Federação das APAEs (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais), controlada por Flávio Arns (http://migre.me/rGisb ), cujo principal escritório de advocacia terceirizado é o do sobrinho de Arns.
Outro sobrinho de Arns, Henrique Arns de Oliveira, é dono do Curso Luiz Carlos, de direito. (http://migre.me/rGif0 )
Em outubro, o Curso Luiz Carlos lançou um módulo de Direito Penal Econômico tendo como duas principais estrelas o procurador da República Deltan Dallagnol e o juiz de direito Sérgio Moro. Policiais Federais da Lava Jato e outros procuradores também lecionam no curso.
O módulo em questão tem 36 horas, ao preço de R$ 1.200,00 e está com todas as vagas esgotadas. No site do curso explica-se que ” aulas são ministradas individualmente, ou seja, cada um deles atuará em uma determinada data do calendário acadêmico previsto para o módulo. Como convidados, serão remunerados como professores de pós-graduação, recebendo o valor de mercado para esse tipo de atividade http://migre.me/rGilR “.
Depois da reportagem do GGN, a página foi rapidamente tirada do ar.
Ficamos, então, com um jogo bastante completo, mas ainda faltando algumas peças.

Peça 5 – Marlus Arns e Tacla Duran

Marlus consegue um grupo de clientes valiosíssimos, entre eles Eduardo Cunha e dois diretores da Camargo Correia. Mas a história começa a complicar, e a complicar nosso jogo de probabilidade, quando entra em cena sua relação com Tacla Duran.
O caso Tacla Duran-Carlos Zucolotto se tornou conhecido, apesar de virar tabu na cobertura da mídia corporativa.
No dia 12.12.2017, a série conjunta do GGN-DCM sobre Delação Premiada trouxe depoimento de Tacla Duran acusando Zucolotto de tentativa de extorsão: uma proposta de reduzir sua multa de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões mediante pagamento de US$ 5 milhões por fora.
No dia 05.06.2018, em audiência na Câmara, por Skype, Tacla Duran reforça a acusação.
Finalmente, no dia 24.06.2019, em entrevista a Jamil Chade, da UOL, Tacla revela que pagou US$ 612 mil ao advogado Marlus Arns, em 14.07.2016, em uma conta no Banco Paulista.
Agora, documentos bancários também submetidos ao MP da Suíça, apontam que, no dia 14 de julho de 2016, um pagamento ocorreu e teria sido feito a partir de um banco em Genebra para a conta de um escritório de advogados de Curitiba.
Naquele dia, Tacla depositou US$ 612 mil ao advogado Marlus Arns em uma conta no Banco Paulista. As informações fazem parte de documentos que constam de processos na Suíça.
(…) A reportagem tentou contato com Arns. Mas o advogado não respondeu nem por telefone e nem por email.



Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.





domingo, 16 de junho de 2019

O herói dos golpistas no bunker com Rosangela, por Fábio de Oliveira Ribeiro



Até o fim, no Bunker com Rosangela Moro, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Causa mais estranhamento na saga da Lava Jato é a ingenuidade do Ministro da Justiça. Ele foi incapaz de compreender como funciona a linha de montagem e de destruição dos heróis midiáticos brasileiros


No GGN:



“Sou o último baluarte contra esse perigo, e se existe justiça venceremos, e algum dia o mundo reconhecerá o motivo dessa batalha.”
Sérgio Moro está desesperado. Ela já cogita mandar prender o jornalista do The Intercept. Ao que parece ele não consegue entender que não pode mais exercer a prerrogativa de ser o único juiz e editor jornalístico privilegiado da Lava Jato. A prisão de Glenn Greenwald não impedirá a publicação dos novos chats que estão em poder dele. Além disso, a truculência do Ministro da Justiça apenas irá comprovar que ele sempre age de maneira parcial. Quem prende o mensageiro não pode contar com apoio jornalístico dentro e fora do Brasil.
O Direito foi substituído por seu avesso. Cumpre agora resgatar sua autoridade. Mas isso não poderá ser feito de maneira indolor.
As ilegalidades que foram cometidas por Sérgio Moro na condução do processo do Triplex são evidentes, sórdidas, grotescas e gravíssimas. Elas não devem acarretar apenas a nulidade da condenação de Lula. De fato, me parece evidente que elas podem causar uma uma inversão inimaginável há dois anos. Lula será solto e Sérgio Moro ocupará a vaga dele num presídio?
prisão preventiva do Ministro da Justiça já foi requerida ao Judiciário. Se o Ministro que for sorteado apreciar o requerimento feito pelo coletivo de advogados empregar os mesmos critérios que Sérgio Moro utilizava quando era juiz, o herói da Lava Jato se transformará em prisioneiro de sua própria versão punitivista ao Direito Penal.
Perseguido criminalmente por causa das ilegalidades repugnantes que cometeu ao combinar com Deltan Dellagnol o resultado do caso do Triplex, Sérgio Moro pode invocar em sua defesa uma típica jurisprudência lavajatiana do TRF-4. Não foi um descuido, foi excesso de zelo profissional. O juiz da Lava Jato apenas conspirou contra Lula e seus advogados porque um Tribunal havia outorgado a ele o direito de, nos casos excepcionais, agir fora dos limites impostos pela Lei.
A questão colocada diante do STJ ao apreciar o pedido de prisão de Sérgio Moro é a seguinte: Pode um juiz ser beneficiário das ilegalidades que cometeu para prejudicar um réu? Quais exceções podem ser consideradas excepcionais e quais devem ser reprimidas na forma da Lei? Como bem observou o advogado criminal com quem conversei ontem, o envenenamento do solo por causa do uso político do Direito Penal é incapaz de produzir quaisquer efeitos que não sejam deletérios para a Justiça, para a Teoria do Direito e para o próprio poder Judiciário.
Ao fim e ao cabo, resta apenas a melancólica frase que foi colocada em destaque no início deste texto. Ela não foi proferida por um jurista e sim por um líder político que também envenenou o solo jurídico do seu país ao ser transformado num árbitro supremo com poder absoluto para dizer quem teria direitos e quem poderia ser condenado ao extermínio.
A frase “Sou o último baluarte contra esse perigo, e se existe justiça venceremos, e algum dia o mundo reconhecerá o motivo dessa batalha.” foi atribuída a Hitler por sua secretária e teria sido dita pouco antes do aniversário do führer nazista ser comemorado no Bunker (Até o fim – os últimos dias de Hitler contados por sua secretária, Traudl Junge, ediouro, Rio de Janeiro, 2005 p. 149).
Após um dos vazamentos que comprometem a imparcialidade de Sérgio Moro, a esposa dele reforçou sua confiança inabalável no marido. No futuro ela repetirá as palavras da secretária de Hitler “Hoje me parece quase inacreditável que, no começo de fevereiro, ainda acreditássemos na confiança de Hitler e em sua crença na vitória.” (Até o fim – os últimos dias de Hitler contados por sua secretária, Traudl Junge, ediouro, Rio de Janeiro, 2005 p. 149)?
Uma coisa é certa, na guerra não existem vencedores. Mesmo que Lula seja solto e Sérgio Moro o substitua na prisão (pessoalmente não creio que isso seja possível) o estrago que a Lava Jato fez ao Direito Penal e ao Sistema de Justiça brasileiro será duradouro. Na verdade, nós estamos apenas começando a sofrer as consequências de um longo período de decadência jurídica, institucional e política. Cortar uma árvore envenenada é fácil. Substituir o solo envenenado é algo muito mais difícil, demorado e doloroso.
O que causa mais estranhamento na saga da Lava Jato é a ingenuidade do Ministro da Justiça. Ele foi incapaz de compreender como funciona a linha de montagem e de destruição dos heróis midiáticos brasileiros. Se tivesse prestado atenção à jornada exemplar de Demóstenes Torres de mosqueteiro da ética a senador degradado, cassado e inelegível, Sérgio Moro perceberia que o prazo de validade do herói da Lava Jato começaria a expirar no momento em que ele conseguiu desfrutar seu maior triunfo.
No final, todos nós somos obrigados a ser justos. O estrago que Demóstenes Torres fez ao Brasil é irrisório se for comparado à devastação do solo jurídico que Sérgio Moro deixará atrás de si assim que for descartado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.




domingo, 8 de julho de 2018

Do Diário do Centro do Mundo, citando a Folha: Mulher de Moro associa-se com Zucolotto em empresa para faturar com Palestras



Do Diário do Centro do Mundo:

Mulher de Moro se associa a Zucolotto e outros em empresa para faturar com palestras



Zucolotto, Moro, Samuel Rosa e Rosângela no show do Skank

Deu no Painel da Folha que a advogada Rosângela Moro, mulher do juiz Sergio Moro, abriu no início do ano uma empresa de cursos e palestras.
Nos registros da firma, ela aparece como sócia dos advogados Carlos Zucolotto Junior, Guilherme Henn e Fernando Mânica. Os dois primeiros dividem uma banca de advocacia.
Assunto meu A empresa de palestras, HZM2, está registrada em Curitiba. Rosângela é casada com Moro em regime de comunhão parcial de bens. Procurada, ela disse que se tratava de um assunto pessoal que preferia não comentar.
Quem é? Zucolotto é amigo do casal e já foi alvo de acusações do advogado Rodrigo Tacla Durán, que prestava serviços para a Odebrecht, não fez delação e fugiu para a Espanha após ordem de prisão. Moro saiu em defesa do colega, que sempre negou as acusações.
Em setembro de 2017, o casal Moro prestigiou o lançamento do livro Teoria Jurídica da Privatização – Fundamentos, limites e técnicas de interação público-privada no Direito brasileiro, dos professores de Direito Público Fernando Mânica e Fernando Menegat, em Curitiba. Lançada pela Lumen Juris, a obra sistematiza a experiência e as técnicas de privatização adotadas no Brasil desde a década de 1990.


Moro e a mulher no lançamento de livro de Fernando Mânica sobre privatização

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dallagnol precisa desenhar o power point do juiz Moro, por Jeferson Miola


"O silêncio deles é diretamente proporcional ao surgimento das novas revelações sobre os vínculos de Carlos Zucolotto Júnior e de Rosângela Moro com Rodrigo Tacla Durán, ex-funcionário da Odebrecht e foragido da justiça." - Jeferson Miola




por Jeferson Miola 
É intrigante o aumento do silêncio do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato.
O silêncio deles é diretamente proporcional ao surgimento das novas revelações sobre os vínculos de Carlos Zucolotto Júnior e de Rosângela Moro com Rodrigo Tacla Durán, ex-funcionário da Odebrecht e foragido da justiça.
O juiz midiático e os não menos espalhafatosos procuradores da Lava Jato, sempre muito loquazes e garbosos frente às câmeras, os microfones e os púlpitos nos quais proferem suas rentáveis palestras, curiosamente parecem acometidos por uma síndrome de comedimento verbal.
Depois que Tacla Durán denunciou a proposta de suborno de Zucolotto Júnior – seriam US$ 5 milhões em troca de favorecimento em acordo de delação a ser firmado com a força-tarefa da Lava Jato – Moro e os procuradores se pronunciaram numa única ocasião, através de notas oficiais intencionalmente genéricas.
Assim mesmo, se manifestaram sem a ira e a indignação habitual com que reagem sempre e quando questionados.  Além disso, espantosamente não anunciaram processos judiciais contra TaclaDurán, o que seria esperável caso se sentissem vítimas de crimes de calúnia, injúria e difamação.
Carlos Zucolotto sequer se pronunciou. Decerto ele se sentiu dispensado de prestar contas à sociedade, diante do gesto de solidariedade do juiz Moro, que estranhamente se incumbiu de defendê-lo. Em nota oficial, Moro declarou: "O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal. ... O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me".
Rosângela é esposa de Moro, e Zucolotto o "amigo pessoal" e padrinho de casamento da Rosângela com o juiz Moro.
Rosângela e Zucolotto tiveram sociedade no escritório de advocacia que representava o escritório de Tacla Durán no Paraná, e eles receberam honorários por isso, como comprova o levantamento da Receita Federal.
O escritório de Rodrigo Tacla Durán, sabia-se já em 2015, quando a Receita Federal levantou as informações sobre o trabalho prestado por Zucolotto e Rosângela Moro [coincidentemente, Rosângela se desligou do escritório de Zucolotto na época em que o mesmo entrou no radar de investigação da PF e Receita Federal], era dedicado às falcatruas de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O mínimo que se esperaria de Moro e dos procuradores da Lava Jato seria o compromisso com o esclarecimento cabal dos fatos, para afastar quaisquer dúvidas sobre fatos que tem o potencial de escândalo da proporção de uma hecatombe.
O pregador religioso e procurador Deltan Dallagnol – que, aliás, sumiu desde que foram revelados detalhes dos seus investimentos no programa Minha Casa Minha Vida e no setor de palestras milionárias – bem que poderia dedicar seu recolhimento no ostracismo temporário para desenhar o power point do juiz Sérgio Moro.
Se fossem aplicados os mesmos critérios do Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato, este assunto seria tratado como um mega-escândalo, com conduções coercitivas, coletivas à imprensa, acobertamento do STF, cobertura integral no Jornal Nacional etc.