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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Golpe atrás de Golpe na Gang do interino: Deputado Paulo Pimenta denuncia “plano Temer” para adiar cassação de Eduardo Cunha

   Paulo Pimenta revela que Michel Temer pretende que a sessão que vai decidir a cassação do defensor do golpe, dos fanáticos e das empresas seja realizada “da maneira mais discreta possível”, durante a madrugada, com um plenário esvaziado e sem grande cobertura da mídia. Conforme o deputado, o temor de Michel Temer é que, uma vez cassado, Cunha revele os acordos e as chantagens políticas firmadas para garantir o golpe, fazendo aumentar, ainda mais, a rejeição da população em relação ao governo interino.


Do Viomundo:

Denúncia do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), nesta quarta-feira (27), aponta as articulações de Michel Temer para adiar a votação de cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com Pimenta, que é vice-líder do PT na Câmara, Temer está “atuando pessoalmente” para que a votação só ocorra depois da decisão do Senado Federal sobre o impeachment de Dilma Rousseff.


Pimenta também revela que Michel Temer pretende que a sessão seja realizada “da maneira mais discreta possível”, durante a madrugada, com um plenário esvaziado e sem grande cobertura da mídia. Conforme o petista, o temor de Michel Temer é que, uma vez cassado, Cunha revele os acordos e as chantagens políticas firmadas para garantir o golpe, fazendo aumentar, ainda mais, a rejeição da população em relação ao governo interino.


Para Pimenta, Temer está sem saída. “Se for cassado, Cunha já avisou que não vai pagar a conta do golpe sozinho e que vai entregar tudo o que sabe, fazendo desmoronar, ainda mais, o governo interino. Já por outro lado, se o plano de Temer para adiar a votação der certo, ficará mais nítido para a sociedade brasileira que o golpe contra Dilma foi para garantir impunidade a Cunha e políticos ligados a Michel Temer investigados e réus no Supremo Tribunal Federal”, acusa Pimenta.


Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), havia anunciado que a sessão que vai decidir sobre o futuro de Cunha seria na segunda semana de agosto, antes, portanto, da palavra final do Senado. “As informações que circularam na Câmara no dia de hoje e que foram confirmadas por interlocutores do Planalto, de que Temer está agindo e pressionando deputados para adiar a votação, são muito graves e acenderam a luz amarela”, revelou Pimenta.


Pressão: Pimenta defende cassação de Cunha em um domingo e com transparência total


Para evitar o adiamento da votação e impedir que a sessão ocorra durante a madrugada, o deputado Pimenta protocolou na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara, na tarde desta quarta-feira, mais um pedido para que a sessão de cassação do ex-presidente Eduardo Cunha seja realizada em um domingo, nos mesmos moldes da votação do impeachment conferida contra a Presidenta Dilma Rousseff.


“Queremos toda cobertura da mídia e também que um púlpito seja colocado no plenário para que os deputados e deputadas sejam chamados um a um votar em alto e bom som no microfone, e a população possa saber quem defende Cunha. Nada de sessão na calada da noite, como quer Michel Temer”, cobra o parlamentar petista.


Pimenta defende que a sessão seja marcada para o dia 14 de agosto, o segundo domingo do mês. “Na próxima segunda-feira (1º), logo na reabertura dos trabalhos legislativos, vamos exigir que a Mesa esclareça o rito a ser adotado para cassação de Eduardo Cunha”, adiantou Pimenta.


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No Viomundo

domingo, 23 de agosto de 2015

Eduardo Cunha pode ser pego pelo dízimo


    "O dado curioso é que Cunha poderá ser pego pelo dízimo. Parte das propinas foi em espécie. Outras, transferidas através das contas de Fernando Baiano. As que têm as digitais de Cunha são para a Igreja Evangélica de Madureira." - Luis Nassif


Eduardo Cunha pode ser pego pelo dízimo

A denúncia do Procurador Geral da República Rodrigo Janot contra o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha inaugura um novo tempo no jogo político.
Durante o dia, segundo os jornais, Cunha foi se aconselhar com os aliados. E aí se revela a hipocrisia do jogo político.
Agripino Maia, senador pelo Rio Grande do Norte, e da frente ampla pelo impeachment de Dilma Rousseff, defendeu a permanência de Cunha no cargo. Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara – e um dos articuladores da eleição de Cunha para a presidência da casa – declarou judiciosamente que “ninguém pode ser condenado antecipadamente, nem blindado” (http://migre.me/rfvYj).
Durante o dia, Mendonça e o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, foram procurados por Cunha atrás de conselhos (http://migre.me/rfwd1).
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Em 85 páginas a denúncia se assemelha a uma reportagem bem elaborada, sem o linguajar opressivo dos advogados.
Relata cada etapa do jogo mantido com a Diretoria Internacional da Petrobras para o aluguel de navios-sonda, preenche a delação com detalhes dos lugares onde teriam ocorrido reuniões, os arquivos da Câmara comprovando as pressões de Cunha contra a Mitsubishi, para a regularização das propinas.
É um excelente roteiro sobre os métodos modernos de investigação. Através da análise do sinal de rádio do celular de um dos suspeitos, consegue-se determinar sua localização justamente no prédio que o delator apontara como local da reunião para tratar das propinas.
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De um lado, mostra a incrível facilidade com que, na Petrobras, se aprovavam contratos de mais de US$ 1 bilhão sem maiores precauções. Ninguém conseguiria agir livremente, à salvo dos controles internos da companhia, sem um padrinho político forte e pactos políticos que garantiam liberdade de atuação.
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O dado relevante é a exposição dos métodos de chantagem a que Cunha recorria, valendo-se das prerrogativas dos órgãos de controle, dentre os quais o Congresso é um deles. Bastava um requerimento ao TCU (Tribunal de Contas da União) para implantar o terror ao chantageado.
Nesses tempos de CPIs alucinadas, é importante um acompanhamento pormenorizado dos trabalhos. Muitas CPIs foram abertas com o intuito mascarado de chantagear empresas, como foi o caso da CPI da Serasa, mais de dez anos atrás.
Manter Eduardo Cunha à frente da Câmara, depois da exposição pública das suas jogadas, será a completa desmoralização da oposição.
O dado curioso é que Cunha poderá ser pego pelo dízimo. Parte das propinas foi em espécie. Outras, transferidas através das contas de Fernando Baiano. As que têm as digitais de Cunha são para a Igreja Evangélica de Madureira.

A visita de Merkel


Em curto espaço de tempo, governantes das três maiores economias do mundo aproximaram-se do Brasil. Primeiro, Barack Obama. Depois, o primeiro-ministro da  China, Li Keqiang, com uma comitiva de empresários. Agora, Ângela Merkel, a principal mandatária da União Europeia.
A razão é simples. A onda negativista que recobre o país, devido à crise política e econômica, não é suficiente para nublar seu futuro. O vice-ministro das Finanças Jens Spahn declarou-se impressionado com o PIL (Plano de Investimento em Logística).
Há alguns anos, os primeiros estudos abrangentes sobre a infraestrutura mostravam um espaço para investimentos anuais da ordem de R$ 100 bilhões, apenas para recuperar o passivo acumulado.