segunda-feira, 27 de novembro de 2023

As ruínas de Gaza e o horror da humanidade, por José Luis Fiori, Professor do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da UFRJ

 


'Os 'genocídios' da modernidade só foram reconhecidos e condenados pelos donos do poder mundial, após o seu cometimento', escreve o colunista José Luís Fiori

Exército israelense na Faixa de Gaza

Exército israelense na Faixa de Gaza (Foto: Reuters/Ronen Zvulun)

Publicado originalmente no site A Terra é Redonda

A discussão jurídica e o julgamento ético da nova “Guerra da Palestina” – que começou com o ataque do Hamas a Israel no dia 7 de outubro de 2023 – são muito importantes mas não são suficientes para explicar a especificidade e a extrema violência e inumanidade desse conflito. E menos ainda, para especular sobre os desdobramentos futuros dessa catástrofe humanitária que está em pleno curso.

Do ponto de vista estritamente jurídico, o Direito Internacional reconhece a legitimidade das guerras de autodefesa de todos os povos e, portanto, também do povo de Israel; mas também reconhece o direito de todos os povos à rebelião e à guerra contra seus invasores e opressores e, portanto, também do povo palestino.

Por isto, do ponto de vista jurídico, não há definitivamente como arbitrar este conflito, porque se trata de uma disputa excludente ou de “soma-zero”, em que não existem árbitros externos que tenham competência e poder, e que sejam reconhecidos e aceitos pelas duas partes diretamente envolvidas. As próprias Nações Unidas já perderam inteiramente sua capacidade de ingerência e seu poder de arbitragem internacional, sobretudo depois que foram desmoralizadas pela decisão dos Estados Unidos e da Inglaterra de invadir e destruir o Iraque, em 2003, sem ter o aval do seu Conselho de Segurança, e baseados apenas em acusações que eles mesmos inventaram e que depois reconheceram ser falsas.

Por outro lado, do ponto de vista ético e conceitual, todos os grandes “genocídios” da modernidade só foram identificados, reconhecidos e condenados pelos donos do poder mundial, depois do seu cometimento. Como aconteceu, por exemplo, com o genocídio dos próprios judeus pelo governo da Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, que só foi “visto” e condenado pelas “potências vitoriosas” depois da guerra, em 1945. Tendo sido necessários muitos anos ou décadas mais, para que fosse reconhecida a cumplicidade dos demais países europeus, que também perseguiram os judeus, e que colaboraram com os nazistas, enviando os “seus judeus” nacionais para que fossem exterminados pelas câmaras de gás alemãs.1

Essa impotência ficou transparente no caso da recente decisão da Assembleia Geral da ONU, aprovada no dia 13 de outubro de 2023, condenando a guerra entre Israel e os Palestinos e exigindo um cessar-fogo imediato. Decisão que foi aprovada por 120 votos a favor, e apenas 14 votos contra, com 45 abstenções, mas que foi inteiramente desconhecida e desconsiderada pelos Estados Unidos e por Israel. Apesar de que tenha sido esta mesma Assembleia Geral que aprovou a Resolução n. 181, de 29 de novembro de 1947, que é considerada pelos Estados Unidos e por Israel como uma verdadeira “cláusula pétrea”, quase uma revelação divina, do direito judeu à instalação do seu novo Estado de Israel dentro do território da Palestina.

Na época, as Nações Unidas contavam apenas com 56 estados membros, e a decisão de criar Israel foi tomada por apenas 33 países que votaram a favor, contra 13 que votaram contra (incluindo todos os países árabes presentes) e 10 outros que se abstiveram, sem que tenha havido qualquer tipo de consulta ao próprio povo que vivia no território que foi entregue aos judeus. Sendo esta, sem dúvida, a causa em última instância desse conflito que já se prolonga há 75 anos, e que segue sem a menor perspectiva de algum tipo de negociação e conciliação que seja aceitável para o povo palestino.

Mesmo assim, não há dúvida que este conflito foi agravado mais recentemente pelas políticas de cerco, assédio e invasão de novas terras palestinas – sobretudo na Cisjordânia – praticada pelos sucessivos governos de Benjamin Netanyahu, que se sucedem desde 2009, e de forma muito particular, pelo seu governo atual formado em coalizão com as forças religiosas mais fundamentalistas e de extrema direita de Israel.

Benjamin Netahyahu tomou posse como primeiro-ministro, pela primeira vez, quase dois meses depois do primeiro grande bombardeio aéreo e terrestre israelense da Faixa de Gaza, que durou 21 dias e matou 1.400 palestinos e 15 israelenses no início de 2009. Benjamin Netanyahu também esteve à frente do novo bombardeio e invasão territorial de Gaza, no ano de 2014, que durou 51 dias e deixou 2.205 palestinos e 71 israelenses mortos; e mais uma vez, liderou Israel durante o conflito de maio de 2021, que durou 11 dias e matou 232 palestinos e 27 israelenses.

E agora de novo, ele tem sido o principal instigador do massacre de civis palestinos, nesta nova guerra com o Hamas, que já provocou a morte de 12.300 palestinos, com 25.400 feridos, e mais de 1 milhão de pessoas expulsas de suas casas, contabilizando-se 1.300 mortos e 5.500 feridos israelenses, até o momento. Podendo-se até imaginar que Benjamin Netahyahu e o Hamas fossem uma espécie de “inimigos siameses”, que se necessitassem e se retroalimentassem mutuamente.

De qualquer forma, esse conflito não teria alcançado a violência atual se Israel não tivesse contado com o apoio militar incondicional dos Estados Unidos, desde o momento em que os norte-americanos decidiram transformar o seu pequeno território – do tamanho de Belize – numa cabeça-de-ponte de seus interesses dentro do Oriente Médio, especialmente depois da “Crise do Canal de Suez” em 1956, e da Guerra do Yom Kippur, em 1973, mas sobretudo depois da vitória da revolução islâmica do Irã, em 1979, quando os Estados Unidos perderam um dos pilares fundamentais de sua “tutela geopolítica” do Oriente Médio, obrigando-os a reagrupar suas forças apoiando-se basicamente em Israel e na Arábia Saudita.

Mas mesmo este novo arranjo teve que ser mudado radicalmente depois dos atentados às torres de New York, de setembro de 2001, e depois do início das “guerras sem fim” dos Estados Unidos contra o “terrorismo islâmico”, no Oriente Médio. E, em particular, depois das derrotas militares ou fracassos políticos e diplomáticos norte-americanos no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria e no Iêmen, que erodiram a credibilidade militar dos Estados Unidos e atingiram sua liderança numa região onde crescem cada vez mais a influência próxima do Irã e a influência distante da China e da Rússia, apoiando, evidentemente, a “desobediência” cada vez mais frequente dos países árabes com relação aos desígnios dos Estados Unidos.

Quando se tem presente este pano de fundo consegue-se compreender melhor porque o ataque surpresa do Hamas contra Israel, do dia 7 de outubro de 2023, caiu como uma bomba sobre o Pentágono, onde foi percebido como mais uma humilhação, pelo establishment militar americano. E foi exatamente o tamanho deste choque que explica o apoio imediato e incondicional do presidente norte-americano à violência e à inclemência da extrema-direita fundamentalista de Israel, dentro da Faixa de Gaza. Na verdade, esta nova Guerra de Gaza não está sendo apenas vingança de Israel, está sendo também uma vingança dos Estados Unidos.

Por isto, neste momento, os prognósticos a respeito desta guerra são muito ruins. Benjamin Netanyahu declarou recentemente que seguirá bombardeando Gaza até eliminar completamente o Hamas. Mas ele sabe perfeitamente que esta eliminação é improvável ou impossível e, portanto, sua afirmação apenas encobre sua decisão – já tomada – de continuar os bombardeios, com a destruição completa da infraestrutura física indispensável para a sobrevida da população palestina. Cabe lembrar que o mesmo Benjamin Netanyahu já comparou-se com o presidente Bush e relembrou a resposta americana aos atentados de 2001, que mataram cerca de 3.500 pessoas, através de duas guerras que mataram 150.000 afegãos e 600.000 iraquianos.

Uma comparação e uma referência que adquirem ainda maior gravidade quando se sabe que esta Guerra de Gaza é uma guerra absolutamente assimétrica, entre um Estado que é uma potência atômica, que conta com uma ajuda militar anual dos Estados Unidos, de 3,8 bilhões de dólares; e do outro, um “Estado palestino” que só consegue sobreviver graças a uma ajuda internacional filantrópica, indispensável para o funcionamento da burocracia da Autoridade Palestina na Cisjordânia, e do próprio governo do Hamas, na Faixa de Gaza.

Neste momento, só quem poderia suspender este massacre seriam os Estados Unidos, derrubando o governo de Benjamin Netanahyu. Mas é muito difícil que isto ocorra, exatamente porque o governo americano de Joe Biden está envolvido até a medula nessa guerra, apostando sua própria reeleição em 2024, e tentando recuperar seu prestígio estratégico e militar depois de sua retirada humilhante do Afeganistão, da sua provável derrota na Ucrânia, e mais ainda, depois do fracasso dos seus serviços de inteligência, que não conseguiram antecipar o ataque do Hamas a Israel.

Deste ponto de vista, se poderia dizer que os Estados Unidos estão quase “condenados” a seguir em frente, ficando cada vez mais isolados, ao lado de Israel, aumentando a aposta do seu establishment militar numa “guerra infinita” e cada vez mais violenta, na Faixa de Gaza e em todo o Oriente Médio, se for o caso. Com o perigo de que estes dois povos que se consideram “escolhidos por Deus” acabem se tornando dois povos isolados e “repudiados pela humanidade”.2 Numa espécie de inversão do mito de Babel.*José Luís Fiori é professor Emérito da UFRJ. Autor, entre outros livros, de O mito de Babel e a disputa do poder global (Vozes). [https://amzn.to/3sOZ7Bn]

Publicado originalmente na revista Observatório do Século XXI, edição de novembro de 2023.

Notas

1. Vide a pesquisa e o relato recente da perseguição judaica e da colaboração com os nazistas, da França, da Itália e de vários outros países europeus, na obra de Geraldine Schwarz, Os amnésicos. História de uma família europeia (Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2022).

2. É importante observar, nesta direção, o resultado da recente votação da Assembleia Geral das Nações Unidas, do dia 2 de novembro de 2023, condenando pela trigésima vez o bloqueio econômico à Cuba, imposto pelos Estados Unidos, que foi aprovado por 197 votos a favor e apenas 2 votos contra, exatamente dos Estados Unidos e de Israel.

PiG: Globo dos irmãos Marinho volta a atacar a Petrobras e a independência energética do Brasil em favor das multinacionais

 


Jornal O Globo atrelado ao mercado financeiro e de especulação externa volta a se posicionar contra investimentos da empresa em refinarias – o que permitiria maior abastecimento e controle sobre os preços de derivados no mercado interno

Família Marinho e Petrobrás

Família Marinho e Petrobrás (Foto: Divulgação)

247 – O jornal O Globo, que, historicamente, atuou contra a Petrobrás e a independência energética do Brasil, mostrou coerência nesta segunda-feira, ao, mais uma vez, publicar editorial contrário aos interesses nacionais. Num dos trechos do texto, o jornal se posiciona contra investimentos da empresa em refinarias – o que permitiria maior abastecimento e controle sobre os preços de derivados no mercado interno.

"Além dos projetos do PAC, estão lá US$ 16 bilhões destinados a refino, área que a estatal vinha abandonando com a privatização de refinarias, necessária para trazer competição ao mercado brasileiro de combustível. Não apenas as privatizações foram suspensas, mas agora o refino deverá ser ampliado", aponta o texto.

O Globo também se posiciona contra a produção de sondas, navios e plataformas no Brasil, o que empregaria brasileiros e não trabalhadores e engenheiros de outros países. "Na visão do governo, a Petrobras, com seu poder de compra, também deve ser usada para financiar um programa de substituição de importações de navios e plataformas em alto-mar", aponta o editorialista. O texto deixa claro que o Globo seguirá pressionando o governo a manter altos dividendos para acionistas privados, preços elevados para a sociedade e baixos investimentos.

domingo, 26 de novembro de 2023

Pepe Escobar: Diante do fracasso do Ocidente e sua fomentação das guerras eternas... A Ordem de Despejo está sendo redigida e virá em Quatro Línguas

 

A nova ONU em construção é o BRICS 11 – na verdade, BRICS 10, considerando que a Argentina pode ser relegada a um papel marginal

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABR)


O Cristianismo Ortodoxo, o Islã moderado e diversas cepas do Taoísmo/Confucionismo podem se tornar as três principais civilizações de uma Humanidade purificada. 

A Ordem de Despejo está sendo escrita. E ela virá em quatro línguas. Russo. Farsi. Mandarim. E por último, mas não menos importante, Inglês. 

Um prazer muito valorizado da escrita profissional é sempre ser enriquecido por leitores informados. Essa ideia do "despejo" – valendo mil tratados sobre geopolítica – foi oferecida por um de meus leitores mais perspicazes em um   comentário a uma coluna minha. 

De forma concisa, o que temos aqui expressa um consenso profundo em todo  o espectro, não apenas no Oeste Asiático, mas também na maior parte das latitudes de todo o Sul Global/Maioria Global.

O Impensável, na forma de um genocídio conduzido ao vivo, em tempo real, em cada smartphone do mundo, na terceira década do milênio a que chamei de Os Frenéticos Anos Vinte em um livro anterior – atuou como um acelerador de partículas, concentrando corações e mentes. 

Os que optaram por atear fogo ao Oeste Asiático já vêm enfrentando uma dolorosa reação. E isso vai muito além da diplomacia exercida pelos líderes do Sul Global. 

Pela primeira vez em décadas, a China foi mais do que explícita em termos geopolíticos (um verdadeiro estado soberano não pode tergiversar quando se trata de genocídio). A posição inequívoca da China quanto à questão palestina vai muito além da rotina geoeconômica de promover os corredores de comércio e transporte da ICR.  

Enquanto isso, o Presidente Putin definiu o envio de ajuda humanitária à Gaza como um "dever sagrado", o que, no código russo, inclui, crucialmente, o espectro militar.

Apesar de todas as manobras e ocasionais tomadas de posição, todos sabem que, para todos os fins práticos,  o atual acordo  da ONU apodreceu além de qualquer possibilidade de conserto, sendo totalmente impotente quando se trata de impor negociações de paz significativas, sanções e investigação de crimes de guerra em série.  

A nova ONU em construção é o BRICS 11 – na verdade, BRICS 10, considerando que a Argentina, o novo Cavalo de Tróia, na prática pode ser relegada a um papel marginal, caso o país venha a ingressar na organização em 1º de janeiro de 2024. 

Os BRICS 10, liderados pela Rússia-China, ambas regidas por uma forte bússola moral, mantêm os ouvidos colados ao solo e ouvem o que é dito nas ruas árabes e nas terras do Islã. Em especial pela população, muito mais que pelas elites. Esse será um elemento essencial em 2024, durante a presidência russa dos BRICS.

Mesmo sem fazer check-out, você terá que sair

A atual ordem do dia do Grande Novo Jogo é organizar a expulsão do Hegêmona do Oeste Asiático – o que é um desafio tanto técnico quanto civilizacional. 

Nas atuais circunstâncias, o continuum Washington-Tel Aviv já é prisioneiro de suas próprias maquinações. Aqui não é o  Hotel California: você não pode fazer check-out à hora que quiser, mas será forçado a sair.  

Isso pode ocorrer de maneira relativamente branda  – pensem em Cabul como uma remixagem de  Saigon – ou, se as coisas ficarem pretas, talvez implique um Apocalypse Now naval, com as caríssimas banheiras de ferro transformadas em atóis de corais submarinos e o fim do CENTCOM  e de sua projeção, o AFRICOM.

O vetor crucial de todo esse processo é como o Irã  – e a Rússia – vêm pondo em prática, ano após ano, com paciência infinita, a grande estratégia criada pelo General Soleimani, cujo assassinato de fato deu início aos Frenéticos Anos Vinte.  

Um Hegêmona desarmado não conseguiria derrotar o novo "eixo do mal" Rússia-Irã-China, não apenas no Oeste Asiático mas também em qualquer outro lugar da Europa, da Ásia-Pacífico e na Pan-África. A participação direta e a normalização do genocídio serviram apenas para acelerar a progressiva e inevitável exclusão do Hegêmona de boa parte do Sul Global. 

Enquanto isso, a Rússia construía meticulosamente  a integração do Mar Negro, do Mar Cáspio, do Mar Báltico (apesar de toda a histeria finlandesa), o Ártico e o Mar do Noroeste do Pacífico, e a China turbina a integração do Mar do Sul da China.

Xi e Putin são exímios jogadores de xadrez e de go   – e se beneficiam da presença de eminentes consultores do calibre de Patrushev e Wang Yi. O go geopolítico jogado pela China é um exercício em não-confrontação: tudo o que você tem que fazer é bloquear a capacidade de movimento de seu  oponente.

Xadrez e go, em uma parceria diplomática, representam um jogo no qual você não interrompe seu oponente quando ele está dando sucessivos tiros no pé. Como bônus extra, você consegue que se oponente passe a antagonizar 90% da população do mundo. 

Tudo isso acabará por levar ao colapso a economia do Hegêmona. Quando então ele poderá ser derrotado à revelia.

Os "valores" ocidentais soterrados nos escombros  

Enquanto a  Rússia, especialmente graças aos esforços de Lavrov, oferece ao Sul Global/Maioria Global um projeto civilizacional focado em uma multipolaridade mutuamente respeitosa, a China, com  Xi Jinping, oferece a ideia de uma "comunidade com um futuro compartilhado" e um conjunto de iniciativas  discutidas em longos detalhes no Fórum da Iniciativa Cinturão e Rota (ICR) realizado em Pequim em outubro, no qual a Rússia, não acidentalmente, foi a convidada de honra. 

Um grupo de acadêmicos chineses descreve de forma concisa  esse enfoque como a China "criando e facilitando nós globais para as relações/ comunicações, e plataformas para colaboração concreta e intercâmbios práticos. Os participantes mantêm-se Soberanos e contribuem para os esforços em comum (ou simplesmente em projetos específicos), recebendo benefícios que incentivem sua participação continuada". 

É como se Pequim estivesse  atuando como uma espécie de luminosa estrela guia. 

Em nítido contraste, o que resta da civilização ocidental – certamente não tendo muito em comum com Montaigne, Pico della Mirandola ou Schopenhauer – mergulha cada vez mais fundo em um autoconstruído Coração das Trevas (sem a grandeza literária de Conrad), confrontado com o verdadeiro e irremediavelmente horripilante individualismo conformista e subserviente.  

Bem-vindos ao Novo Medievalismo precipitado pelos "kill apps" do racismo ocidental, como mostrado em um livro brilhante,  Chinese Cosmopolitanism, de autoria do acadêmico  Shuchen Xiang, professor de Filosofia na Universidade de  Xidan.

Os "kill apps"  do racismo ocidental, escreve o Professor Xiang, são o medo da mudança; a ontologia do dualismo bivalente; a invenção do "bárbaro" como o Outro racial; a metafísica do colonialismo; e a natureza insaciável da psicologia racista.  Todos esses "apps" agora estão explodindo, em tempo real, no Oeste Asiático. A principal consequência é que os "valores" ocidentais  já pereceram, soterrados nos escombros de Gaza. 

Agora, um raio de luz: é possível defender a ideia – e voltaremos a esse ponto -  de que o Cristianismo ortodoxo, o Islã moderado e diversas cepas do Taoísmo/Confucionismo podem abraçar o futuro como as três principais civilizações de uma Humanidade purificada. 

Tradução de Patricia Zimbres


Portal do José: VERGONHA! BOLSONARO FOGE DA PAULISTA DOS PINGADOS FANÁTICOS! MANIFESTAÇÃO FRACASSA! STF E MORAES SE FORTALECEM!

 

Do Portal do José:

26/11/23 - MANIFESTAÇÃO FOI TIRO NO PÉ! BOLSONARO ABANDONA PATRIOTAS MAIS UMA VEZ! RIDICULO! ISSO FORTALECE XANDÃO! SIGAMOS.



Mídia corporativa porta-voz da direita financista volta a turbinar o fascismo-bolsonarismo, aponta a jornalista Helena Chagas


 A jornalista fez uma análise da edição da Folha e alertou o campo progressista

Helena Chagas, atos golpistas em Brasília (DF) e a marca do jornal Folha de S.Paulo

Helena Chagas, atos golpistas em Brasília (DF) e a marca do jornal Folha de S.Paulo (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução | Reuters)

247 - A jornalista Helena Chagas sugeriu neste domingo (26) que a Folha de S.Paulo e outros jornais da imprensa tradicional querem continuar destacando o bolsonarismo e suas pautas. A comentarista sinalizou que representantes do campo progressista da política brasileira precisam reagir.

"Será que governo e forças progressistas precisam gerar mais notícias? Ou será que setores importantes da mídia estão turbinando o bolsonarismo além do que ele representa de fato, e que com isso ele vai mantendo sua relevância?", escreveu a jornalista em postagem na rede social X.

Ao seu comentário, Helena destacou a edição do jornal Folha de S.Paulo. "É apenas uma observação científica de quem já pesquisou mídia: a @folha deste domingo tem oito páginas dedicadas à Política. Dessas, em apenas duas, o governo e as forças do campo progressista são protagonistas no título principal - uma sobre emendas para o PAC e outra sobre a jurista negra Vera Lúcia Santana", afirmou.

"Das outras seis, nada menos do que quatro têm o nome Bolsonaro no título - nenhum em tom propriamente negativo. Uma outra trata de Lira ganhando poder com PEC do STF e outra dos arranjos entre União e PP para federação partidária - ou seja, movimentos também da direita, o que nos dá um placar de 6 x 2 neste domingo, goleada bolsonarista".

sábado, 25 de novembro de 2023

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

O papel dos EUA em golpes no Brasil, por Rafael R. Ioris

 

O papel decisivo de parcerias investigativas, formais e informais, entre Brasil e EUA na erosão da institucionalidade democrática brasileira


Imagem: WikiPédia

no Observatório de Geopolítica

do A Terra É Redonda

O papel dos EUA em golpes no Brasil, por Rafael R. Ioris

Que atores estatais e privados norte-americanos tiveram um papel importante no golpe empresarial-militar de 1964 já é consenso entre todos que se dedicaram a entender o assunto. Mas qual papel tiveram tais interesses na crise brasileira da última década, que culminou no governo mais reacionário e alinhado aos EUA dos últimos 60 anos?

Para tentar responder essa importante questão, e especialmente analisar por que o tema foi, por muito tempo, desprezado de análises mais profundas, tanto pela imprensa, como pela academia, um grupo interdisciplinar de pesquisadores trabalhou, ao longo de quase três anos, sobre o assunto. O resultado do trabalho acaba de ser publicado pela importante revista acadêmica Latin American Perspectives, demonstrando o papel decisivo que parcerias investigativas formais e informais entre autoridades brasileiras e dos Estados Unidos, assim como a partilha de uma visão salvacionista da política, inclusive entre pesquisadores especializados, tiveram na erosão da institucionalidade democrática no Brasil.[i]

O artigo, escrito pelos professores universitários Bryan Pitts, Kathy Swart, Rafael Ioris e Sean Mitchell, juntamente com o sociólogo e jornalista Brian Mier, documenta o fato de que o papel dos EUA na agora desacreditada investigação anticorrupção era de conhecimento público em 2016, quando tanto o Departamento de Justiça dos EUA quanto jornais importantes dos EUA, como o New York Times e o Washington Post, publicaram comunicações reconhecendo a parceria.

O estudo detalha assim como tais informações, que eram amplamente públicas, sobre o envolvimento dos EUA na Lava Jato foram consistentemente ignoradas tanto por acadêmicos, como por jornalistas. E ao escrutinar de maneira acurada tais conexões, os autores acabam por afirmam que, sim, atores norte-americanos deveriam ser visto como tento desempenhado papeis decisivos, direta ou indiretamente, ativa ou como apoiadores e aliados ideológicos, de uma rede de ações de agentes estatais e privados no Brasil que pavimentaram um caminho definido no artigo como o “longo golpe” anti-democrático que definiu a última década no nosso país.

O artigo começa fazendo uma revisão sobre a forma como o golpe de 64 também levou tempo a ser visto como tal pela maneira dos comentadores políticos, imprensa, mas também por, pelo menos parte, dos acadêmicos norte-americanos. A partir daí, o artigo detalha as formas pelas quais a cooperação investigativa entre atores norte-americanos e brasileiros, apoiados entusiasticamente pela mídia, teve um papel determinante em criar um clima de caça às bruxas, particularmente contra a esquerda no Brasil. Em seguida, o artigo examina como tais fatos, amplamente divulgados em ambos os países, não eram objeto de estudo por analistas especializados em tais temas que, em boa parte, acabavam por apoiar, hoje demonstradamente de maneira, pelo menos ingênua, tais esforços.

O artigo analisa as motivações dos EUA em tentar erodir os ganhos e visibilidade que a política externa mais autônoma e de viés regional buscada pela esquerda no Brasil, afirmando que a popularidade dos governos que vinham implantando tais direcionamentos era vista como um desafio a ser resolvido. E os estudiosos afirmam que não surpreende que interesses corporativos e de política externa norte-americanos tenham buscado desempenhar um papel importante nos últimos anos no Brasil já que, citando o Subsecretário de Justiça Leslie Caldwell, afirmou em 2014 que “a luta contra corrupção estrangeira não é um serviço que prestamos a comunidade internacional, mas sim uma ação que busca defender nossos interesses e competitividade global das nossas empresas”.

Ao olhar para o caso brasileiro, e ao não negar que houve corrupção no Brasil nos últimos anos, o estudo analisa como a narrativa anti-corrupção, ao ser politizada de maneira seletiva e salvacionista, tem servido para denegrir projetos políticos progressistas e, assim, rearticular a defesa e promoção de interesses oligárquicos nacionais e transnacionais em toda a região – ecoando, portanto, dinâmicas anteriores que se imaginava estivessem sido superadas.

Nesse sentido, embora o bolsonarismo tenha reavivado o anacrônico discurso anti-comunista, foi a narrativa anti-corrupção que, de maneira mais efetiva e eficiente, conseguiu pavimentar o caminho para o termidorismo dos últimos anos, oferecendo uma plataforma para que vários grupos não satisfeitos com as mudanças sociais recentes pudessem se mobilizar contra um suposto inimigo comum – embora sempre a corrupção problemática fosse somente a o outro lado, claro.

Ao analisar como tais eventos levaram tanto tempo para serem reconhecidos pela mídia e mesmo por boa parte dos estudiosos norte-americanos, os autores demonstram que tais agentes compraram de maneira tão completa a narrativa anti-corrupção que, ao invés de tentar desmontá-la, dada sua grave instrumentação, serviram mesmo para legitimá-la, pelo menos por um tempo. De fato, em meio aos eventos que tragicamente aceleravam a erosão democrática no Brasil, a imprensa norte-americana se dedicava a publicar artigos que, errônea ou cinicamente, promoviam a noção de que Dillma Roussef tivesse sido removida da presidência por atos de corrupção – algo que nem seus mais vorazes acusadores tiveram a pachorra que afirmar, tendo, inclusive, que ser valer de espúrias acusações, seletivamente aplicadas, de problemas contábeis para justificar suas ações (com o Supremo e com tudo).

Nem defesa de qualquer tipo de corrupção, nem um entusiasmo cego por ações politicamente motivadas que se apresentam como salvadoras da pátria, nenhuma opção serve para guiar a ação política de atores democráticos, nem para orientar os estudiosos sérios do tema. Que o estudo ajude a uma necessária revisão de curso em ambos os frontes, essa é esperança de seus autores.

Rafael R. Ioris é professor do Departamento de História da Universidade de Denver (EUA).

Nota


[i] Mier, B., Pitts, B., Swart, K., Ioris, R. R., & Mitchell, S. T. (2023). Anticorruption and Imperialist Blind Spots: The Role of the United States in Brazil’s Long Coup. Latin American Perspectives, https://doi.org/10.1177/0094582X231213614 (https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0094582X231213614).

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

A mídia empresarial neoliberal não fala mais sozinha. Existe agora a força de um jornalismo idependente... Artigo de Renato Rovai

 

Jornalismo independente tem mais força e garante com isso mais democracia e justiça ao ambiente comunicacional, diz Rovai, ao comentar caso Andreza Matais

Andreza Matais e o despacho que determina a abertura da investigação sobre denúncias de abuso

Andreza Matais e o despacho que determina a abertura da investigação sobre denúncias de abuso (Foto: Reprodução)

O MPT-DF confirmou após consulta dos advogados da Fórum que recebeu 3 denúncias sobre o Estadão que envolvem desde horas extras até o assédio moral em produção de matérias como a da suposta "Dama do Tráfico", no qual o jornal vinculou o ministro da Justica Flávio Dino e seus assessores ao crime organizado.

Fórum recebeu essa denúncia com prints no sábado pela manhã, ouviu três pessoas que trabalham ou trabalharam recentemente no Estadão e também a editora de política Andreza Matais antes de produzir a matéria.

Mesmo com todo o cuidado tomado, fomos acusados de produzir jornalismo difamatório por ser um "site simpático ao governo". Somos simpáticos, de fato. Simpáticos à verdadeira liberdade de imprensa que submete, inclusive, produção jornalística de caráter difamatório e duvidoso, como a série de matérias da dama do tráfico, ao teste da verdade.

Não é a primeira vez nesses 22 anos de existência que ao serem desmascarados veículos com Globo, Estadão, Folha e suas associações que fazem coro a tudo que os donos da imprensa tradicional defendem nos acusam de forma indevida.

Até na categoria há quem faça distinção entre o trabalho na mídia independente e nos produtos da imprensa neoliberal. Um desses jornalistas me procurou às 22h30 do domingo de forma incisiva pedindo provas de que a denúncia existia. Somos simpáticos. E por isso não vamos tripudiar e sambar na avenida dizendo: estão todas aí na investigação que foi aberta. E que vai garantir ao jornalistas de O Estadão que possam revelar como muitas pautas foram produzidas nos últimos tempos e a custa de quanto assédio moral.

Fórum fez jornalismo neste caso pra fazer justiça a um cidadão que tinha se transformado nas redes (a partir das acusações que vieram em dossiê para o Estadão) em amigo do tráfico, em chefe de quadrilha. Foi nisso que Andreza Matias e seu jornal tentaram transformar Flávio Dino, que sequer tinha aparecido em foto com a suposta "dama do trafico".

Esses veículos também precisam se desculpar com Dino.

Nós da Fórum temos a dizer o seguinte: no novo ecossistema midiático a mídia neoliberal não fala mais sozinha. O jornalismo independente do Brasil tem cada dia mais força e garante com isso mais democracia e justiça ao ambiente comunicacional. Justiça que foi feita neste episódio. Se o pedido de desculpas não vier, como somos simpáticos, vamos entender que é só por vergonha. Uma vergonha que não cabe nos editoriais quadrados destes veículos.

Carta aberta a Francisco Mesquita Neto, diretor do Estadão (cada vez mai próxima dos privataristas e do bolsonarismo) e da ANJ

 

Os autores de dois dos maiores furos recentes do jornal foram demitidos logo após a publicação das reportagens.



Prezado Francisco Mesquita,

Já nos conhecemos, trabalhei no Jornal da Tarde, deixei minha contribuição por lá e levei da empresa uma lembrança positiva, de uma corporação que respeitava seus jornalistas, mesmo aqueles raros que não se enquadravam nos seus critérios políticos.

Escrevo esta para alertá-lo sobre o que está ocorrendo na sucursal do Estadão em Brasilia. Aliás, julgo que um dos objetivos centrais da Associação Nacional dos Jornais deveria ser o de zelar pelo respeito devido aos jornalistas, impedindo assédio moral e outras práticas abusivas, práticas que, mais cedo ou mais tarde, reverterão contra a própria imprensa. Hoje em dia, qualquer setor moderno da economia preocupa-se fundamentalmente com o clima interno, com o respeito aos funcionários. Mire-se na sua colega, a Globo, que já montou departamentos para prevenir abusos.

O que lhe contarei a seguir poderá ser facilmente confirmado por um enviado seu a Brasília, que se disponha a falar com os jornalistas, hoje calados pelo receio de perder o emprego.

Ouvirá histórias escabrosas de assédio moral na sucursal, repórteres mulheres sendo chamadas de vacas, homens, que não pertencem ao círculo pessoal da diretora, sendo destratados diariamente, a redação dividida entre seguidores fiéis e os demais.

Talvez, analisando esse ambiente, encontre explicações para o fato da maior série de furos recentes do jornal – em torno do caso das jóias – ter ficado inexplicavelmente escondido nas páginas internas

Só a primeira matéria – a apreensão das jóias no aeroporto de Guarulhos – mereceu manchete. Depois, veio uma sucessão, a reportagem sobre o segundo e o terceiro pacotes de jóias, as jóias guardadas na fazenda de Nelson Piquet. E o Estadão escondeu seus próprios furos.

Sua diretora tentou se vitimizar por trás do feminismo, atribuindo os ataques que sofreu ao machismo. Ela não é vítima, nem fraca. Ganhou poderes absolutos do diretor de redação, Eurípides Alcântara, responsável pelo clima que transformou em lixo a Veja, então maior revista do país. E usa e abusa de seus poderes de diretora.

Peça ao seu enviado para perguntar, em Brasília, como é o clima na sucursal da Folha, de O Globo, da UOL. Ouvirá elogios e ressalvas normais. De um longo tempo para cá, acabou o modelo de assédio moral vigente nos anos 90. Se for um bom especialista em psicologia do jornalismo, saberá calcular os ganhos de produtividade existentes em ambientes saudáveis.

Depois, compare com o que ocorre na sua sucursal do Estadão. Segundo o Twitter abaixo, os autores de dois dos maiores furos recentes do jornal foram demitidos logo após a publicação das reportagens. Qual a razão? Não precisa ser psicólogo para entender o problema da ciumeira profissional entre chefia e subordinados talentosos, uma das maiores causas da perda de produtividade em empresas gerencialmente anacrônicas.

Não existe pior local de trabalho do que aquele em que as chefias montam panelas e mostram inveja dos jornalistas mais talentosos.

Pesquise e devolva ao Estadão o clima de respeito que imperou em outros momentos. Fará bem para a imagem do jornal, poupará de escândalos futuros inevitáveis, por assédio moral, e melhorará substancialmente a produtividade da sucursal.

Coloque alguém que respeite os jornalistas e verá a diferença.

Cai o desemprego e sobe o salário dos brasileiros, mostra IBGE

 

Do Jornal GGN:


Caiu o desemprego e o número de brasileiros que procuram emprego há mais de anos e aumentou a renda média mensal


Foto: Reprodução

Caiu o desemprego e o número de brasileiros que procuram emprego há mais de anos e aumentou a renda média mensal. É o que mostra o PNAD Contínua divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (22).

O desemprego no Brasil neste trimestre caiu 0,4 pontos percentuais em comparação aos meses anteriores do ano, chegando a 7,7%.

Também houve uma grande redução no número de pessoas que estavam procurando trabalho por dois anos ou mais: se hoje são 1,8 milhão de brasileiros, no final de 2022 era 2,6 milhões – uma queda de 28,2%. É o menor índice de final de ano desde 2015.

Ainda, houve um aumento no rendimento médio mensal dos brasileiros, hoje de R$ 2.982. Na metade do ano era de R$ 2.933 e no final de 2022 era de R$ 2.862.

Desemprego


O maior polo industrial do país, São Paulo, teve uma queda de 7,8% para 7,1% de desocupação. Outros dois estados também registraram importantes reduções no desemprego: Maranhão, de 8,8% para 6,7% e Acre, de 9,3% para 6,2%.

Houve aumento no desemprego em apenas um estado: Roraima, que a desocupação subiu de 5,1% para 7,6%. Nos demais estados, os níveis permaneceram estáveis.

Desigualdade regional


Os estados da Bahia e Pernambuco, ambos do Nordesten foram os que registraram as maiores taxas de desemprego do país: 13,3% e 13,2%, respectivamente. Rondônia e Mato Grosso tiveram os menores índices: 2,3% e 2,4%, respectivamente.

Além disso, atualmente, 73,8% dos trabalhadores do setor privado têm carteira assinada no Brasil, sendo os três estados do Sul do Brasil liderando esse privilegiado segmento: 87,8% dos trabalhadores de Santa Catarina, 82,7% do Rio Grande do Sul e 80,9% do Paraná têm carteira assinada.

Na outra ponta, trabalhadores autônomos têm a maior presença em estados do Nordeste – Maranhão com 31,8%, Pernambuco com 31% – e o estado de Rondônia com 34%.

A informalidade também é maioria no Maranhão (57,3%), no Pará (57,1%) e no Amazonas (55%), e minoria em Santa Catarina (26,8%), no Distrito Federal (30,6%) e em São Paulo (31,3%).

Desigualdade também tem cor e sexo


Pretos e pardos lideram os índices de desemprego: 9,6% e 8,9%, respectivamente, frente a 5,9% dos brancos. E as mulheres também acima (9,3%) do que os homens (6,4%).

Acesse a íntegra do relatório do PNAD Contínua do IBGE aqui.