Chade alerta que republicano pode usar Lei da Insurreição para conter violência e suspender eleições no país
Do Jornal GGN:
Em um
a entrevista exclusiva ao jornalista Luís Nassif, na noite de terça (27), para o canal TV GGN no Youtube, o correspondente internacional Jamil Chade expressou profunda preocupação com a possibilidade de Donald Trump estar deliberadamente provocando uma guerra civil nos Estados Unidos, não como um “acidente”, mas como uma estratégia para se manter no poder.
Sob Trump, os Estados Unidos vivem um momento de tensão extrema e forte polarização, com eventos de violência política e manifestações nas ruas, e medo crescente entre parte da população de que o país esteja caminhando para uma guerra civil. Chade, que vive em Nova York com a família, avaliou que pode existir método nas decisões de Trump que têm feito esse clima escalar diariamente. Para o jornalista, Trump seria favorecido por uma guerra civil ou, pelo menos, tentaria se aproveitar dela ao lançar mão da Lei da Insurreição para conter violência doméstica e rebeliões.
“Eu tenho muito medo do que está acontecendo porque eu não vejo essa guerra civil como uma ameaça para Donald Trump. Temo que seja uma jogada justamente para esticar a corda a um ponto tão absurdo que só a Lei da Insurreição poderia dar algum tipo de, entre aspas, solução. É a solução que ele quer. Por exemplo, suspender a eleição [de meio mandato] que ele sabe que ele vai perder”, explicou Chade.
Chade ressaltou que a sociedade americana, acostumada a exportar um conceito de democracia forte, mas não possui a “tecnologia de resistência” interna para lidar com essa ameaça trumpista, o que torna a situação ainda mais perigosa. Nassif comparou a situação atual dos EUA ao declínio do Império Romano, com um esgarçamento da moral interna e a aceitação passiva de abusos, culminando em figuras como Trump. “É um momento muito dramático, sem dúvida nenhuma”, confirmou Chade.
Ainda na entrevista, Jamil Chade detalhou a “capoeira” da política externa brasileira para 2026, cujo objetivo primordial é blindar a eleição de 2026 e manter Donald Trump “contido”, evitando qualquer atrito que possa gerar problemas no pleito interno.
AMÉRICA LATINA – Além disso, Chade abordou a preocupação do Brasil com a ampliação da cooperação militar dos EUA com países vizinhos, especialmente a possibilidade de uma base militar americana no Paraguai, um ponto geopoliticamente estratégico. O Itamaraty busca fortalecer relações com esses países para evitar a formação de um “grupo de Lima” contra o Brasil e para que qualquer ofensiva contra o país seja prejudicial aos vizinhos.
EUROPA – A entrevista também abordou a crise existencial da Europa, que está descobrindo que não é imune a ameaças externas, e a fragilidade das instituições globais, como a ONU, que enfrenta cortes orçamentários significativos, impactando programas humanitários e resultando na morte de centenas de milhares de pessoas.
CONSELHO DA PAZ – O Brasil, segundo Chade, adotou uma estratégia “marota” ao propor algo que sabia ser inaceitável, mas que não permitiria que o outro lado acusasse o Brasil de absurdo, como a sugestão de um Conselho da Paz com mandato exclusivo para Gaza e a inclusão dos palestinos.
A entrevista completa foi transmitida ao vivo no canal TV GGN, no Youtube, na noite de terça-feira, 27 de janeiro. Assista ao corte abaixo:

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